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julho 27, 2004

LEITURAS: SÃO JOSÉ ALMEIDA

Dois bons artigos publicados este fim de semana no Público. No sábado, numa análise da situação política, a autora conclui que a tão falada "mediatização excessiva" do poder, com "políticos de televisão", não é mais do que o medo da geração dos amigos de Baptista Bastos (esta designação é minha) de perder a tutela que tem vindo a exercer sobre a política portuguesa. Com efeito, a confirmar-se a ascensão de José Sócrates à liderança do PS, pela primeira vez os líderes dos dois principais partidos andavam no liceu no 25 de Abril, não tendo nenhum envolvimento político relevante durante o regime fascista (no caso de Sócrates, nem mesmo no PREC).

"Santana, ainda que de forma pouco profunda e sistematizada e em estilo de catadupa de ideias dispersas e aleatórias, é um político na linha liberal, conservadora. Já Sócrates em toda a acção governativa que até hoje desempenhou - é certo que sempre sob orientação de Guterres - assumiu medidas radicais até, inovadoras algumas, mas sempre na tradição da social-democracia ou do socialismo democrático, quer fosse no ambiente, na defesa do consumidor ou no combate à toxicodependência.
No fundo, é a luta política democrática nas novas formulas geracionais do Portugal democrático, com o nível de políticos que o sistema partidário criou e com a classe política que o país tem, mas isso é outro problema e é transversal a gerações. Mas também na nova geração há do melhor e do pior, tal como anteriormente houve políticos sérios e políticos corruptos. Ou seja, nem toda a gente que está na casa dos quarenta anos ou abaixo deles agradece convites para lançamentos de livros ao Machado de Assis e aprecia concertos para violino de Chopin.
"
O tempo não pára...

No domingo, a autora discorre sobre as razões da declaração de luto nacional pela morte de Carlos Paredes, mas não por Sophia de Mello Breyner ou Lurdes Pintasilgo. A ler.

Publicado por Filipe Moura às julho 27, 2004 10:52 AM

Comentários

O primeiro texto é uma peça de propaganda a Sócrates que, por acaso, até saiu num jornal. Chamar-lhe "artigo"... enfim; agora "bom"???
O link para o segundo está avariado. E, pela amostra do outro, não vou por certo dar-me ao trabalho de o procurar.

Publicado por: Troll em julho 27, 2004 12:45 PM

Já está corrigido, Troll. Obrigado pelo comentário.

Publicado por: Filipe Moura em julho 27, 2004 05:12 PM

O segundo artigo seria muito bom se não fosse aquele primeiro parágrafo...o Carlos Paredes não era chamado para esta polémica e o artigo (admito que sem intenção) claramente o diminui.

Publicado por: grim em julho 27, 2004 07:10 PM