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julho 23, 2004

PAREM AS MÁQUINAS

paredes.bmp

Morreu Carlos Paredes, o genial inventor da guitarra portuguesa.

Publicado por José Mário Silva às julho 23, 2004 01:04 PM

Comentários

Voltámos a falhar. Portugal voltou a deixar morrer um génio, uma figura impar na humaninade, sem lho o dito de forma clara ao Mundo na sua vida. Vale-nos que os dedos de Carlos Paredes são eternos, ecoam as notas para sempre na nossa consciência.
http://nonio.blogs.sapo.pt

Publicado por: Nuno Santos em julho 23, 2004 01:39 PM

Concordo plenamente, infelizmente vou-me habituando(eu e mais uns milhoes de Portugueses) a que Portugal se esqueça dos seu herois, aqueles que nos fazem sentir cada vez mais Portugueses.
Herois porque não é qualquer um que consegue fazer com que milhoes de Portugueses sintam o que é a alma Lusitana.
Expresso aqui publicamente que tenho ORGULHO e HONRA de ser compatriota de pessoas como o Carlos Paredes.
A ele um eterno obrigado.

Publicado por: JPaulo73 em julho 23, 2004 02:08 PM

Bolas, pá. Estão a morrer os que fazem mais falta... Este país parece estar amaldiçoado.

Publicado por: SP em julho 23, 2004 02:09 PM

Aqui estavam postados quatro comentários da RIAPA.

Publicado por: José Mário Silva em julho 23, 2004 02:53 PM

Morreu "o" homem e estes palhaços no gozo...

Publicado por: francisco curate em julho 23, 2004 03:10 PM

Há aqui comentários que são do mais ordinário que há... censura (!), precisa-se!

Publicado por: filipe assunção em julho 23, 2004 03:21 PM

Está provado!
Não são atrasados mentais.
São mesmo estúpidos!

Publicado por: Santa Cita em julho 23, 2004 03:21 PM

Não é censura, Filipe Assunção.
Quando se tem um cano de esgoto sujo, limpa-se! Não se censura!

Publicado por: Santa Cita em julho 23, 2004 03:23 PM

eu não consigo escrever nada de jeito sobre o carlos paredes. tudo o que escrevo parece tão pouco comparado com o que quero dizer...

(isto por aqui está a precisar de uma limpeza)

Publicado por: bárbara em julho 23, 2004 03:46 PM

Tende calma. O Departamento Sanitário do BdE vai já entrar em acção.

Publicado por: José Mário Silva em julho 23, 2004 03:52 PM

Uma curiosidade: dos quatro comentários da RIAPA que acabámos de apagar, três eram assinados por três nomes diferentes (Ratinho Blanco, Bajoulo e Tubarão), com dois minutos de intervalo, mas o mesmo IP.

Publicado por: José Mário Silva em julho 23, 2004 03:59 PM

Deve ser isto que causa depressão, qual o país que aguenta tantas desventuras em tão pouco tempo?

Publicado por: provovador em julho 23, 2004 05:06 PM

Com tanta gente a morrer por esse mundo fora e vocês a chorar por causa dum tocador de guitarra, que ainda por cima tocava mal!

Deixem-se de choradinhos e mitos!

Publicado por: Tulipa em julho 23, 2004 05:38 PM

Venham as bandeiras agora! Onde é que elas estão? As bandeiras e aplausos que este homem tem direito! Como é?...
Esqueci-me do país em que vivo e volto a casa com menos energia...
Viva Carlos Paredes!

Publicado por: Paulo Bastos em julho 23, 2004 05:41 PM

Desapareceu mais um símbolo de Portugal, o "Astor Piazzola (1921-1992)" da guitarra Portuguesa.
Talvez mais o contrário.
Talvez seja mais correcto dizer-se que o argentino é que é o Carlos Paredes do bandoneon.
Ou que Jimi Hendrix é o Carlos Paredes da guitarra eléctrica.
Porque se Piazzola e Paredes revolucionaram a forma de tratar o instrumento, descobrindo novas atmosferas e harmonias até aí insuspeitadas, Hendrix e Paredes ainda conseguiram modificar a própria sonoridade do instrumento.
Podemos, a partir da década de 60, fazer uma nítida distinção, até em termos de sonoridade, entre a tradicional guitarra portuguesa e a guitarra de Carlos Paredes.
Tal como entre a guitarra eléctrica até Jimi (Chuck Berry, Beatles, Rolling Stones, Shadows, etc) e a guitarra de Hendrix.
Depois destes 3 mega instrumentistas, até o percurso histórico dos próprios instrumentos mudou.

Tambem podemos estabelecer um semelhante paralelo entre 2 cantores étnicos com quem se passou o mesmo: Gardel e Amália.

Gardel, tal como Piazzola, seu contemporâneo e colaborador pontual, modificou o tango tradicional, quebrando muitas das suas regras de ouro, algumas das quais até físicas ("comendo" compassos, "atravessando-se" a meio de um discurso, obrigando os músicos a seguirem atrás de si), acabou por modificar - comentendo erros técnicos até - o próprio género musical.
Amália não desrespeitou nunca a estrutura rítmica do fado (não tinha conhecimentos musicais nem à-vontade para o fazer), mas alterou-a, introduzindo pausas, mais ou menos prolongadas, durante o desenvolvimento, em que a sua voz assumia, a solo, cambiantes e cores que só assim (sem ruído) seria possível apreciar.
E introduziu, também ela, uma forma diferente de cantar, se a compararmos com o faduncho até aí tradicional de Marceneiro ou Hermínia Silva, por exemplo. Uma forma de interpretar mais limpa, mais potente, mais cristalina, com muito menos ruído, arrastamentos e indefinições.

Piazzola e Hendrix estão para Paredes assim como Carlos Gardel está para Amália Rodrigues.

Publicado por: João Tilly em julho 23, 2004 05:44 PM

"...que ainda por cima tocava mal."
Afixado por Tulipa em julho 23, 2004 05:38 PM

Estou sem palavras, mas com uma grande vontade.

Publicado por: Santa Cita em julho 23, 2004 05:50 PM

Menos um Comuna no Mundo!

Enterrem-lhe também a guitarra para não chatear mais!

Publicado por: Buck Vicent em julho 23, 2004 05:52 PM

Com vontade de quê?

Publicado por: Tulipa em julho 23, 2004 05:54 PM

Ó TULIPA! TENHO QUE FALAR ALTO!

Há por acaso por ai algum problema de surdez galopante?
É que nem sequer é uma questão de gosto!

Publicado por: Zappa em julho 23, 2004 06:02 PM

Os últimos comentários só confirmam a miséria intelectual dos inergúmenos que nos têm moído o juízo de há uma semana a esta parte. Vá lá, pelo menos são coerentes na sua cretinice.

Publicado por: José Mário Silva em julho 23, 2004 06:02 PM

Explica-te Zappa! Falas chinês.

Publicado por: Tulipa em julho 23, 2004 07:11 PM

Deixem-se de tretas. Enterrem o homem e calem-se. Este intelectualóides de esquerda sÃO SEMPRE OS MESMOS. O homem esgalhava numa guitarra, inscreveu-se no PC e passou a ser um génio.

""Génio" é a marca registada do produto quando passa a estar à venda" - Wilhelm Reich

E agora é que vai ser vender ainda mais!

Publicado por: Ratinho Blanco em julho 23, 2004 07:15 PM

Hoje o metro de Lisboa só «deu» Carlos Paredes. Ganda metro!

Publicado por: Fernando Venâncio em julho 23, 2004 07:27 PM

Portugal nem sabe enterrar os seus mortos.

Publicado por: fernando esteves pinto em julho 23, 2004 07:28 PM

Então não é nos cemitérios que se enterram os mortos?

Publicado por: Tubarão em julho 23, 2004 07:40 PM


PAREDES dignificou a Musica Portuguesa, usando um instrumento tipicamente nosso. Fez voar a Guitarra Portuguesa, para outros altares da Musica.
Tive a honra de encontrá-lo frente a frente, uma vez.
E vim embora, com a certeza absoluta de que houvera falado com um génio...

Publicado por: Valeria Mendez em julho 23, 2004 08:10 PM

O comentador de direita com vários nomes sabe alguma coisa de guitarra? De música? Da importância da cultura em qualquer sociedade? Porque as pessoas cultas e conhecedoras de música de direita não dizem o que esse comentador diz. O que é que o "entretem"? O futebol e os tremoços? Os insultos nos blogs?

Publicado por: NSA em julho 23, 2004 08:14 PM

Ó NSA eu também gosto de tremoços. Qual é o problema?

Publicado por: Valeria em julho 23, 2004 09:27 PM

Em homenagem aquele que tocou a Alma Portuguesa .

Sintra . um verão algures nos finais dos anos 70 . Guiado pela mão materna entro no ambiente sereno e silencioso da biblioteca. Paro fascinado pelos móveis solenes e pela imensidão de lombadas. Há mais gente hoje do que é costume !. diz a voz que me guia para um salão disposto em plateia improvisada. Ao fundo uma cadeira, um microfone e mais nada . Entra um senhor, aspecto de professor louco. Traz na mão uma guitarra de forma estranha.
Guitarra Portuguesa . sussurram de uma das filas traseiras . Um chiu abafado vem do lado esquerdo ..
Subitamente como alimentado por uma força que não entendo, o homem da guitarra começa a tocar. A vibração das cordas toca em algo que faz o homem contorcersse, inclinar-se sobre o instrumento. O riso de criança dos primeiros minutos perante aquela figura algo cómica é emudecido pelos sons que ecoam altíssimos pela sala da biblioteca. Naquele momento, coisas começaram a fazer sentido, as histórias de Cruzados e Mouros, Caravelas atravessando oceanos ,olhar o nevoeiro por um D.Sebastião que nos salve ,ganham um significado sonoro . Naquele dia comecei a aprender a ser Português.

Publicado por: M Correia em julho 24, 2004 01:26 AM

BUCK VINCENT :ÉS UM NOJO PARA O PAÍS E UM MONTE DE ESTERCO PARA A HUMANIDADE.

CARLOS PAREDES VIVERÁ PARA SEMPRE ATRAVÉS DO SOM DA SUA GUITARRA, DA SUA MANEIRA SIMPLES DE SER, E DO ANTIFASCISTA QUE FOI.

E TU NUNCA CONSEGUIRÁS SER UM SER HUMANO.

Publicado por: antonietapaulo em julho 26, 2004 10:22 AM