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julho 19, 2004

SANTANETES E SANTANISMOS

Concordo com a ideia defendida pelo Celso Martins no Barnabé, mas não quero deixar de fazer uma ressalva: o termo santanete há muito que deixou de ser aplicado somente às supostas namoradas de Santana Lopes, para passar a designar todo um tipo de clientela (política) que sempre o acompanha. Sejam de facto ex-namoradas como a antiga cronista de Verão do DN, sejam "assessoras culturais" da Câmara Municipal de Lisboa, seja o seu próprio chefe de gabinete.
Continuarei, portanto, a utilizar a expressão santanete, como já utilizei, para designar um certo tipo de pessoas ricas e fúteis que são a essência do santanismo. Sempre, sem nenhuma conotação com algum tipo de relacionamento pessoal ou íntimo com o agora primeiro ministro. Por aí, concordo que a política não se deve fazer, a menos que o que o político defenda não seja o que pratique.

Publicado por Filipe Moura às julho 19, 2004 01:02 AM

Comentários

a menos que o que o político defenda não seja o que pratique.

Perigoso, perigoso. Isto abre as portas a tanta coisa. Mas tanta!

Publicado por: Jorge em julho 19, 2004 02:25 AM

suponho que o Filipe se refere à aceitação de situações de discriminação por hipocrisia. de outro modo pode abrir muitas portas claro.

Publicado por: tchernignobyl em julho 19, 2004 10:18 AM

O termo nunca se aplicou às namoradas de Santana Lopes. Nasceu precisamente para descrever a corte de colaboradoras platinadas e sem grande coisa a recomendá-las que invadiu a CML mal lá chegou o cromo.
Isso dos estereótipos é lindo: como saberás tu que alguém é "fútil" ou "burro" pelo que lês delas? Ou serão essas características consequências inevitáveis de serem "ricas"?
A tua última frase significa que serias capaz, por exemplo, de divulgar publicamente a homossexulidade de um dirigente de um partido conservador?

Publicado por: Luis Rainha em julho 19, 2004 10:57 AM

Respondendo à questão do "político que não defenda o que pratique": sim, refiro-me a casos de hipocrisia: o defensor dos valores da família tradicional que tenha casos extra-conjugais, o homófobo (de esquerda ou de direita) que é homossexual...
É evidente que a fronteira não é fácil de traçar, e deve ficar ao crítério do jornalista e da redacção. É isso que define o tipo de jornalismo.

Publicado por: Filipe Moura em julho 19, 2004 11:26 AM

Respondendo agora ao Luis: quando sou bombardeado pelas opiniões de tais criaturas, seja na televisão, seja em crónicas (por vezes diárias) de jornais, acho que posso concluir isso. No entanto o "burro" talvez fosse exagerado e já lá não está.

Publicado por: Filipe Moura em julho 19, 2004 11:27 AM

Para cultura geral ...

http://english.pravda.ru/world/20/91/365/13349_Portugal.html

Publicado por: acreditar em julho 19, 2004 11:30 AM

filipe

o problema não e serem ricas ( isso é só inveja) e futeis

é seerm inaptas para as funções que desempenham
quano a serem futeis conheço muita gente que o é e jura a pés juntos que não o é

Já aprendi que esse tipo de julgamentos é sempre do tipo cuspir para cima...

e´o mesmo que dizer que o pessoal do BE é esquerda caviar

mas questiono-me e se foesesem homens???
só fazes esse julgamento (AS santanete) pq são mulheres se fossem homens
era apenas companheirismo compadrio, mas essa
sugestão subliminar...
ele escolhe gaja futeis pq são boas e dai em diante....
o luias tem razão neste governo há dois ou três ministros gays um deles apregoa de boca chei os valores da familia
nunca te vi comentar

partes de um ponto de vista ligeiramente machista

do esterotipo da gaja burra

mas de quem disse que os judeus controlam os midia americanos
se calhar não pudemos esperar se não estereotipos um ouco gastos.
sérgio

Publicado por: sergio em julho 19, 2004 03:02 PM

Sérgio, não há ponto de vista machista nenhum. Eu nem falo "nas" santanetes. Já usei o termo santanete aplicado a um homem, falo NO chefe de gabinete e em PESSOAS ricas e fúteis. "E se fossem homens?", dizes tu? Não vejo onde possa ter dito que não são homens.
Quanto aos "ministros gays que defendem os valores de família", quem o afirma és tu. Se tiveres provas apresenta-as.
Sobre a questão velha-com-umas-barbas-maiores-do-que-as-do-profeta: durante quanto tempo me vais recordá-la? E tens de usar um nick diferente de cada vez que a trouxeres à baila?

Publicado por: Filipe Moura em julho 20, 2004 12:20 PM