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julho 18, 2004

Intolerância zero

Resposta a um comentário do André Gomes ao post .Um modelo para o Pacheco..
Caro André, é curioso que tanto o Troll como tu admitem que o texto é fraco mas se insurgem contra o facto de eu ter feito um post em que tento tirar partido disso.
E ainda por cima tanto um como outro me classificam a mim de intolerante indo o Troll ao cúmulo de me acusar num tom que vai muito além da .crispação. de que me acusas, de ter diculdade em .aceitar críticas..
Há outros faits divers que rodeiam a actividade pública do pacheco nos ultimos dias, todos os dias as haverá, um deles é a questão da Unesco mas a minha .agenda. quando penso nos posts que hei-de enviar para o Blog não é ditada pela vida do Pacheco, se o fosse já teria falado deste texto que agora critiquei há mais de uma semana, ou sentir-me-ia compelido a fazer uma análise sistemática das suas posições, semana após semana.
Se serve para alguma coisa posso explicar que o mote para o post foi dado pela deliciosa noticia do sujeito que agride a namorada com um crocodilo.
Se as pessoas acham que isto tem a ver com uma atitude .reactiva. da minha parte... que hei-de fazer?Nada como é óbvio.

Quanto à questão do lugar na UNESCO:
O Barnabé elogiou o Pacheco sem questionar sequer as razões de cálculo politico que estarão por detrás desta atitude dele.

Uma coisa é o que ele diz, que é por .coerência., mas também é evidente para qualquer um que tenha acompanhado a trajectória política dele que este lugar tinha demasiada falta da visibilidade e o afastava do centro da luta política num momento em que tudo parece em vias de recomposição no campo da direita.
De qualquer modo, esse breve elogio do Barnabé e logo do Daniel Oliveira, levou o povo da direita a congratular-se sôfregamente pois foi visto como uma contribuição para a tentativa de entronização do Pacheco como uma espécie de .sage. suprapartidário que os seus admiradores tentam forçar por razões que pouco têem a ver com inocência política.
Talvez venha daí a impaciência que se manifesta quando as pessoas encontram uma critica anódina a uma croniqueta em vez de mais uma genuflexão perante a presciência do guru.
Nesta questão eu (e sendo este um blog colectivo falo apenas por mim) inspirando-me porventura num modelo de intervenção política idêntico ao que inspira o próprio Pacheco, prefiro ser muito mais ciscunspecto.
O Pacheco poderá ser muito coerente (como tantos outros em todos os quadrantes políticos, alguns dos quais persistentemente vilipendiados pelos admiradores dele) mas de nada vale realçar essa qualidade em si se daí não resultar algo de .operativo. relativamente ao progresso do Pacheco quanto a toda uma série de questões de muito maior gravidade em que a sua .coerência. se tem manifestado, como na defesa mais intransigente das aventuras do sr Bush mesmo depois das evidências que demonstram como se forjou uma gigantesca mentira e na mais triste tentativa que por cá se fez de justificação do injustificável, a generalização da tortura como .método. incentivado a partir da mais alta hierarquia de tratamento aos prisioneiros de guerra.
Seja o Pacheco coerente com os princípios da democracia que diz defender e denuncie sem "mas" tal como exige noutras circunstâncias aos seus opositores, como intoleráveis os abusos de Abu Ghraib, por exemplo, em vez de dourar a pílula e estarei disposto a tirar-lhe o chapéu.
Que se demita da UNESCO pelas razões que muito bem entender, é uma questão que me passa rigorosamente ao lado.
O domínio de aplicação da sua coerência exerce-se aqui relativamente a muitas ideias que ele tem patrocinado e defendido que me deixam na dúvida se me sentiria mais tranquilo com um Pacheco coerente à frente do Governo do que não estou com o populista Santana Lopes.

Publicado por tchernignobyl às julho 18, 2004 06:59 PM

Comentários

A quem frequente este blog de vez em quando, não surpreende a tua falta de poder de encaixe. Lamenta-se, isso sim, tal defeito em tão verruminoso crítico de falhas alheias.
Mas isto já ultrapassa os limites costumeiros:eu nunca me insurgi "contra o facto de" tu teres "feito um post em que" tentas "tirar partido" seja lá do que for.
Limitei-me a reparar que inferiras, a partir de uma crítica da Daniela, que ela devia ser "umbiguista" e fã dos textos do JPP.
Por outro lado, é mesmo patético que gozes com o (fraco) texto do homem e delires com uma composiçãozinha grotesca e mal escrita de uma amiga com pretensões a escritora.
Só isso. E já não é pouco.

Publicado por: Troll em julho 18, 2004 08:08 PM

Mas que exagero. Nem se tratou de nada disso. Pela minha parte não me insurgi contra o teor, apenas foi visível o tom crispado e exagerado na crítica à Daniela, catalogando-a logo de fã do JPP por não ter achado grande piada ao texto banal da dita Isabel Ferreira.
O Tcher pode encontrar todas as possíveis intenções de aproveitamento no acto de JPP. Como qualquer pessoa. Basta partir de má fé em relação à dita pessoa. Pode ser que acerte. As pessoas de má fé costumam acertar. Mas não tornam mais interessantes os seus pensamentos por isso.
Já agora: onde estava o pensamento neste post?

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 08:16 PM

Uma nota: Acrefito que a má fé possa servir para se fazer política; já com o mau gosto não há nada a fazer- nem para crítica literária serve.

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 08:18 PM

uma pessoa tem de explicar tudo:
Esta foi a passagem do comentário da Daniela em que ela trouxe à baila, aliás com uma certa piada a questão do umbiguismo:
"As radiações afectam sempre o julgamento e a última coisa a morrer no corpo é o umbigo."
Foi aqui que começou a questão do umbiguismo.
Por outro lado acho que não ofendi a Daniela por ter "inferido" que ela é uma admiradora dos textos do Pacheco. Se for o caso retiro... mas lembro que o contexto é uma critica que ela me faz por ter "atacado" se assim se lhe pode chamar a crónica pachequiana.

Por último tenho de admitir que não tenho infelizmente o prazer de conhecer a Isabel Ferreira de lado nenhum. A única coisa que sei dela são os seus textos e gosto deles paciência, desculpa lá ó Troll.

Publicado por: tchernignobyl em julho 18, 2004 08:19 PM

para que fique claro. Foi esta resposta que mereceu o meu comentário:

Às vezes o desconhecimento da realidade facilita a crítica aos textos dos outros. Quando não se conhece a população que habita a margem sul porque se vive no nosso pequeno mundinho e para além disso, não há mais realidade, é fácil achar as histórias frouxas.
As radiações afectam sempre o julgamento e a última coisa a morrer no corpo é o umbigo.

Afixado por daniela em julho 18, 2004 12:31 PM
daniela és uma admiradora dos textos do pacheco e é a mim a quem chamas de umbiguista?

Afixado por tchernignobyl em julho 18, 2004 12:43 PM

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 08:22 PM

quanto ao andré: tenho de aceitar a tua apreciação quanto ao teor do que escrevo.
agora se achas "exagerado" e "crispado" o tom da minha resposta à Daniela é caso para dizer, de que planeta acabaste de aterrar?
É que nem me parece positivo que se considere assim tão ofensivo que uma pessoa "acuse" outra de gostar dos textos do Pacheco.

Publicado por: tchernignobyl em julho 18, 2004 08:24 PM

Foi um desabafo, caro Tcher. Este post foi um exemplo mas, como disse, nota-se essa falta de humor nos últimos tempos. O que lamento. Que tal umas férias para descontrair?
E ainda por cima a uma rapariga... nem parece o velho Tcher...

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 08:36 PM

por acaso se os blogs decidissem cortar com esta publicidade cretina de RIAPAS e Afonso Henriques não achava mal...

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 09:56 PM

Para além de todas as "crispações", esta história dos Riapas é de uma natureza completamente diferente da expressão de opiniões nestes comentários por muito críticas que sejam, e como tal está a ser tratada.
por mim eles podem continuar a perder tempo a enviar para aqui os comentários que quiserem, mas estão tramados porque não ficarão mesmo nos registos deste blog.
se alguém vir comentários desta seita de imbecis (ou imbecil) nalgum dos meus posts pode ignorar por favor porque é uma (breve) questão de tempo antes que eles desapareçam.

Publicado por: tchernignobyl em julho 18, 2004 10:10 PM

Completamente de acordo caro Tcher. É que isto já chateia. Lixo deita-se no lixo.

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 10:15 PM

A intolerância do Tcher lembra-me um senhor que mastigava bolo rei e raramente tinha dúvidas.
Belisquem-me para eu ter a certeza que estou no Blogue de Esquerda!
É que o homem vê forças de bloqueio em todo o lado...

Publicado por: daniela em julho 18, 2004 10:25 PM

ó Daniela, não peça muito que ainda obedeço... então apanhei com uma posta na cara por sua causa e a menina é assim que agradece? vem-me agora com complexos de esquerda por causa do Spam... francamente, va-lhe-me uma porca em dia de feira...

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 10:30 PM

Ó André,sinta a posta como um elogio que reflecte nas suas rubras escamas.
Para si, uns bombons especiais de cereja com licor, especialmente tratados para poderem ser comidos no verão.

Publicado por: daniela em julho 18, 2004 10:50 PM

Para falar verdade o texto do JPP é uma boa porcaria que o senhor escreve com os pés. E depois podia pegar em famílias patrocinadas por eleitores, gestores públicos e demais tachos conhecidos e deixar o péssimo exemplo da ponte de fora.
Mas isso são águas passadas pois agora teve um lindo gesto ao ver a figura que o outro fez.

A ver se para a próxima chega a tempo...

Publicado por: André Gomes em julho 18, 2004 11:21 PM