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julho 16, 2004

UM ANO DEPOIS

Nem de propósito (foi mesmo coincidência), mas escrevi sobre música cubana exactamente um ano depois do desaparecimento de duas das suas maiores figuras. A 14 de Julho morreu Compay Segundo e a 16, faz hoje um ano, morreu Célia Cruz.
Encontrava-me ainda nos EUA aquando destas mortes. Se a morte de Compay foi lamentada pela comunidade hispânica, a de Célia foi algo para mim nunca visto. Foi todo um país dentro dos EUA (que é o que os hispânicos são) que parou para se despedir da sua maior referência. (Não na sua Cuba, que a ignorou até na morte.) Havia filas de quilómetros de fãs que se queriam despedir de Célia na agência funerária. Célia teve direito a dois funerais: em Manhattan, na catedral de St. Patrick, e em Miami, na torre da Liberdade. A música cubana ficou mais pobre sem eles, mas outros virão.

Publicado por Filipe Moura às julho 16, 2004 06:35 PM

Comentários

Castro comprou a voz da Omara, coisa que nunca pode com a da Célia, "Buena Vista social Club" a "Boas Vista" so para os cegos que nã vem o que acontece na Cuba "Socialista" ou "Sociolista"
Célia moreu com dignidade (Livre)Omara vai ficar como Lenine momificada nas lembraças de uma Cuba em total decadência social e cultural.

Afixado por el Cubano em julho 16, 2004 01:05 PM

Publicado por: Vizinho do Cubano em julho 16, 2004 08:22 PM

Deixaram-te entrar na Catedral de S. Patrick?

- Vou lá todos os anos a Manhathan, fico entre a 5ª e a 6ª na 46ª Av.

Só que eu vou para as compras nos Outlets.Tu como és pobre, não podes, eu sei.

Como é que te deixaram entrar lá?

Publicado por: cabeça rapada em julho 17, 2004 05:28 PM