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julho 11, 2004

Stress da meia noite

O excesso de horas de trabalho nas últimas semanas que me forçou a acompanhar a actualidade de forma fragmentária e longínqua talvez me tenha empedernido a carapaça mas surpreendeu-me um pouco a agitação que se viveu nos últimos dias à volta do .affaire. eleições que depois de criar tantas expectativas acabou afinal por parir um rato para substituir aquele que em boa hora abandona já o navio.
Um marciano julgaria encontrar-se perante uma derrota catastrófica e histórica, uma afronta de dimensões apocalípticas quando, na minha opinião, isto não passa de um contratempo do qual se têm de extrair lições.
É claro que me chateou a decisão do Presidente mas será que isso justifica o stress com que na esquerda se reagiu, a começar com as acusações de .submissão. aos capitalistas só porque no meio da confusão uns parolos se pronunciaram solenemente acerca da .desestabilização. que seria .inevitavelmente. provocada pelas eleições ( para eles todas as eleições são sempre mais ou menos desestabilizadoras, qual é a novidade?) apenas para reprodução devota e imediata do Correio da Manhã e afins no calor da guerra mediática?
O Sampaio é um homem sério que foi provavelmente apanhado à má fila pelo Durão quando se tornou quase certa a ida deste para Bruxelas, terá dado logo garantias, ficou preso pela palavra (aquela cena .pimbo-patriótica. das vantagens "para o país" do cargo se ocupado por um patrício estão a ver?) e... ficou logo ali todo tolhidinho... o resto foi mero show off, engonhar para o pagode descomprimir das emoções do Euro.
Claro que isto não deixa de ser preocupante e mesmo revoltante pelo que revela da impossibilidade da esquerda aprender com o pragmatismo da direita.
Em situação análoga, se cheirasse a poder, tivessem eles a faca e o queijo na mão, não havia "espírito" da Constituição ou .desestabilização. que evitasse as eleições, era logo... enquanto a esquerda se afunda neste pântano da "imparcialidade" do Presidente e da sua preciosa moralidade serôdia e sistematicamente abdica de exercer o poder quando dele dispõe.
À direita, verdade seja dita, ainda houve um arrepio da Dra Ferreira Leite que não é um personagem menor do partido e do governo defunto a esganiçar-se contra o Pedro mas não entrou logo tudo nos eixos da unanimidade kim sung ilyana mais coriácia amortecendo quaisquer ondas que sugerissem a mais leve fractura e inspirassem o mais ténue sobressalto de consciência ao impoluto presidente?
Muitos, possivelmente a maioria deles, não podem com o Santana? Que se lixe! O que interessa é que não haja eleições nesta altura, engulam-se os sapos que tenham de se engolir.
Admita-se que não são parvos.
Torna-se é incompreensível que chamem em tom pejorativo de disciplinado ao eleitorado do PC...
O cúmulo, depois da cedência fundamental, são as promessas de "vigilância" e os "vetos" do Presidente.
O Governo tem de continuar a aplicar o seu programa???
Como assim?
Quer dizer que afinal o Sampaio também acha que o Governo estava no caminho certo?
Ou acha que o Governo para ser coerente tem de ir até ao fim a torturar os portugueses?
Eu por mim tudo bem, quanto mais eles nos derem do mesmo maiores são as perspectivas de rebentarem nas próximas eleições, mas o tal povo português tem de levar com isso em cima sem reagir?

Publicado por tchernignobyl às julho 11, 2004 11:53 PM

Comentários

o harakiri do s.paio com efeito duplamente penetrante já que o ferrinho estava as cavalitas, deixou-me extasiado!!!!!!

Que grande jogada a do durao
ahahahaahhahahahahhahahahahahhaha

Publicado por: Afonso Henriques em julho 12, 2004 03:01 PM

o harakiri do s.paio com efeito duplamente penetrante já que o ferrinho estava as cavalitas, deixou-me extasiado!!!!!!

Que grande jogada a do durao
ahahahaahhahahahahhahahahahahhaha

Publicado por: Afonso Henriques em julho 12, 2004 03:07 PM

ok essa já se ouviu. não te ocorre mais nada?

Publicado por: tchernignobyl em julho 12, 2004 09:05 PM