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julho 06, 2004

QUANDO

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
e como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta

Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

Será o mesmo brilho a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta.
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.

Poema escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen (aos 26 anos) e lido por um dos filhos, Miguel Sousa Tavares, no dia do seu funeral.

Publicado por José Mário Silva às julho 6, 2004 12:11 PM

Comentários

ze mario, ficaria contente se recebesse um poema teu. obrigado.

Publicado por: jose em julho 6, 2004 03:18 PM

Paulo Pedroso ao poder , já.
estou conbosco.
pá frente popular .
coligaçom PS BE PCP já

Publicado por: Afonso Henriques em julho 8, 2004 01:26 PM