dezembro 01, 2011

Da utopia europeia ao delírio português!

(Crónica de uma deceção histórica)
Quando em 1986, Portugal passou a pertencer ao clube dos ricos, a dita C.E.E., Jacques Delors ainda sonhava com uma Europa Federal, sem fronteiras, unida num mercado único, em que o princípio da subsidiariedade, servia para assistir os estados mais frágeis, ajudando-os a desenvolver e a se aproximarem do “pelotão da frente”. Para o efeito, os fundos comunitários foram enviados para os países mais necessitados, e no nosso caso, ao abrigo de programas como o PEDAP e o PEDIP, e sem paralelo com outros países, chamaram-lhe “fundos perdidos”. Irlandeses, espanhóis e gregos não tiveram essa ousadia, receberam fundos como nós, mas nunca lhe deram esse epíteto, pese embora se saiba hoje, que os gregos também prevaricaram e bastante. Por cá, criou-se uma espécie de euforia, uma embriaguez para captar dinheiros fáceis, que estavam à mão de semear, um tal maná caído dos céus, que parecia nunca ter fim! Afinal, a C.E.E. era boa, dava-nos dinheiro, não existiam auditorias relativamente à sua aplicabilidade, davam-se formações profissionais duvidosas nas empresas, construíam-se autoestradas, IP (Como o IP4, um mau projeto que consumiu sem pudor dinheiros públicos e que agora exige correções para se gastar muito mais) e pontes como a Vasco da Gama ou a do Freixo. Fizeram-se ainda eventos à fartazana, num fausto inqualificável (Imaginámos um padrão de vida de ricos, pensando que já éramos desenvolvidos) como a Expo 98, o Campeonato da Europa de Futebol (Com estádios a mais, mas saúde, justiça e educação a menos), o “Master de Ténis”, o “ Porto-Capital da Cultura”, além de construirmos obras faraónicas como o C.C.B. em Lisboa ou a Casa da Música no Porto, um tal diamante. Os nossos governantes entraram em delírio, criaram uma metáfora eleitoral que foi chegando intacta até aos nossos dias, a tal da “obra feita”! Ora bem, “obra feita” com o dinheiro de outros países, o que deve ser um ato heroico para os nossos crânios dirigentes! Tornámo-nos ao mesmo tempo, mamíferos profissionais a receber subsídios, na babugem de receber sem esforço, ou sem trabalhar, abandonando muitas atividades produtivas nobres, como a agricultura ou a pesca. Quem nos dera ter engenheiros agrónomos ou simples empresários agrícolas, como tem a Holanda, quem nos dera ter engenheiros biólogos como a França, ou pescadores e armadores como a Espanha. Essas profissões são muito úteis à sociedade. No entanto, nós perdemos ativos no setor primário como se não precisássemos dele, enfim seguimos políticas erradas que nos fizeram aumentar o défice alimentar. Hoje, importámos cerca de 3500 milhões de Euros/ano em comida, um valor exorbitante e crescente porque nunca tivemos juízo! Deixámos de produzir, como se tivéssemos petróleo ou gás natural, para poder amortizar sem dificuldade. Fomos lorpas e ceguinhos, sem visão estratégica de futuro! E na bebedeira dos milhões que recebíamos, criámos a ilusão que vivíamos num “oásis” (Lembra-se Senhor P.R., Professor Aníbal Cavaco Silva?), talvez de betão, pois que os camelos eram os lusitanos que ainda pensavam na expressão o melhor aluno da C.E.E. A seguir, transformámo-nos em sapos (Talvez já pensassem no portal informático de Aveiro), basta lembrar a saída apressada do “pântano” (Lembra-se Senhor Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Engenheiro António Guterres?), porque foi a época em que mais se esbanjou na Função Pública e se perdoou dívida à Madeira. Foi a época do “queijo limiano” porque somos um povo que depressa perde a memória, se calhar por ter um “tino” amnésico! E no desatino dos Quadros Comunitários de Apoio, continuámos a receber fundos, criaram-se também “hospitais-empresa”, as autarquias escolheram para as suas obras, empreitadas à brava, para se fazer rotundas, auditórios e chafarizes e todos aqueles que completavam dois mandatos na política, tinham direito a reforma dourada (Luxos de um país que pensava ser rico?! Até existiram viagens-fantasma de deputados da nação). Após a salgalhada dos sapinhos, eis que chega, o homem do “Portugal de tanga” (Penso que nos chamou a todos de apaches)! Houve até críticos a chamar-lhe “cherne”. Coisa tão fina, pois que abdicou de nos salvar da herança pantanosa, para se tornar no primeiro “emigrante de luxo” do século XXl (Lembra-se Senhor Presidente da Comissão Europeia?), só comparável com o Mourinho e o Ronaldo. Dizia-se que era um prestígio para Portugal, já se está a ver o prestígio que temos hoje! Saiu do governo e escolheu bem o sucessor, surgiu então o homem da desconcentração administrativa por oito meses. Queria quase um ministério por capital de distrito e no entanto Portugal nunca se regionalizou! Lembro a expressão comparativa da época, estavam a “dar pontapés no bebé”! Com tanta confusão, o PR de então fez-lhe uma maldade, mandou-o à fava! Eis que surge um novo “salvador da pátria”, português com nome de filósofo grego, sonhou com um tal “choque tecnológico” e lá apareceu o “Magalhães” para as criancinhas brincarem aos estudos, computadores e quadros interativos nas escolas para confundir os professores, que já tinham perdido autoridade há muito tempo. Mas, o senhor engenheiro queria o TGV, o novo aeroporto de Lisboa e a 3ª autoestrada Lisboa-Porto (A maioria do povo também queria muita coisa, mas não tem!) porque não perdera a ideia bêbada e peregrina da riqueza. Criaram-se “empresas municipais” como cogumelos para se estropiar mais dinheiros, apareceu o “ajuste direto”, não se precisando de fazer concurso e sonhou-se com o “Simplex”, mas a máquina burocrática perdurara intangível. Vivemos décadas de embriaguez crónica, como aquele alcoólico que recusa um qualquer tratamento, porque não reconhece a doença! E de mentira em mentira, lá fomos vivendo iludidos, até extorquir todos os dinheiros que recebíamos, ficando no limiar da bancarrota, sem o pejo de dizer, falidos, como diz um gestor profissional da nossa praça, o líder da “Jerónimo Martins”- A. Soares dos Santos. E agora, temos o herdeiro da “troika” (A palavra mais ouvida, juntamente com dívida ou défice), aumentando impostos, subtraindo salários (E com o Subsídio de Natal taxado), multiplicando sacrifícios e dividindo-se os lucros pelos mesmos de sempre. Já se percebe que vamos ter uma década de problemas sérios para se ultrapassar, porque o país não cresce e não tem liquidez suficiente para competir no mercado global. E durante a golpada dos fundos, entretivemo-nos com os casos folclóricos que a Comunicação Social esquizofrenicamente repetia, “Casa Pia”, “Operação Furacão”, “A Universidade Moderna”, “Freeport”, “Apito Dourado”, o “caso dos hemofílicos”, o “caso dos sobreiros”, o “caso dos submarinos” e outros fait-divers que anestesiaram a população. Por um momento, ainda recente, com o PPC (Pedro Passos Coelho) até se pensou, baixar a TSU (Atualmente nos 34,4%, 11% cabendo ao trabalhador e 23,4% cabendo ao empregador nos descontos para a Segurança Social). Contudo, essa ideia poderia reduzir a taxa do empregador ou transferi-la para o trabalhador já precarizado que chegue, para se criar uma tal “almofada” que promovesse o emprego. A esse nível, talvez não fosse tão mau! A alternativa foi aumentar o IVA na restauração, pondo em guerra os pequenos empresários do ramo, que correm sérios riscos de insolvência. Como se depreende, o país saiu de uma magnânima fartura e entrou depressa em depressão, como se tivéssemos uma doença bipolar, pois começou a acordar para a triste realidade de um crescimento económico anémico. Um economista mediático, como Medina Carreira, até expressava radicalmente a ideia de que os governantes dos últimos 10 anos deveriam ser julgados criminalmente, não sei para quê, se a justiça não funciona! Aliás, deveriam prestar contas, todos os governantes dos últimos 25 anos, mas a inconveniência não pode ultrapassar a impunidade dos nossos políticos. Num país digno, políticos como Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Armando Vara ou João Jardim ter-se-iam demitido com as suspeições. Aqui, não! Os escândalos alimentam-nos de honra! Pobre país que acredita neste tipo de pessoas que tem lata furada, tratando o povo por paspalhos ou atrasados mentais. É certo pensar que a dívida pública resulta da corrupção, uma vez que não foi o vento que levou o dinheiro e criou os buracos financeiros na Administração Pública com as suas empresas, Banca com os seus desvios ciclópicos, Ministérios com estudos milionários e inúteis, etc. E o mais curioso é que foi preciso vir uma troica estrangeira para descobrir os “buracos financeiros” da Madeira e das Autarquias (A Autarquia mais endividada é a de V.N. de Gaia), do sector dos transportes (Só o Metro do Porto ronda os 5 mil milhões), das principais empresas públicas, etc. O gene do desperdício, da usurpação, da apropriação ilícita, da negociata e da corrupção está na massa do sangue dirigente e dificilmente o país irá mudar! Se calhar, os buracos detetados têm mesmo a ver com o dinheiro que o vento levou! Digam-me caros concidadãos, que ratinhos destes a surripiá-los, é pura imaginação do “Second Life”! Depois há chavões que nunca se desfizeram com o tempo, um deles diz que temos muita gente esperta (Xicos-espertinhos) e pouca gente inteligente (massa crítica), outro de que, temos um poder que é forte para com os mais fracos e é fraco para com os mais fortes, acresce ainda, aquele que diz, que temos elites ricas em palavras e pobres em atos. Depois, existem crises que são sempre pagas pelos trabalhadores, com subidas de impostos e descidas de salários. Quando era pequeno até ouvia dizer, que o rico ficava cada vez mais rico, enquanto o pobre, ficava cada vez mais pobre, ou que, se o mar batesse na rocha quem se tramava era o mexilhão, era como quem nos dizia, quando havia azar, o sacrifício era sempre para o mais baixinho na escala. E hoje não é assim?! O fator trabalho vale cada vez menos e o fator capital vale cada vez mais! Não haja dúvida que não há sentido de cidadania social, os que dirigem os poderes públicos não prestam contas e a impunidade existe para quem passa pelo poder e provoca danos irreversíveis pelas suas políticas. Chamem-lhe incompetência, falta de visão, dolo pelo prejuízo propositado ou não propositado que causam, má gestão, etc. Catrapiscando à direita ou à esquerda, o povo nunca estará seguro com estas criaturas do “tacho” e as incertezas para o futuro ficam impregnadas no ar! Não somos uma meritocracia, antes uma cunhocracia caraterizada pelos favores, influências e arranjinhos conchavados pelos mesmos que nos calcam e pisam nos impostos. Teremos futuro, como nação independente? Que rumo está o país a seguir? O que queremos para Portugal, alguém já se perguntou a si próprio? Afinal, quem somos e o que queremos num horizonte próximo de nós ou nos próximos 50 anos? Certo é que um tal “mix” denominado “Merkozy” (Merkel e Sarkozy) pensa que manda numa Europa a desintegrar-se e impõe políticas duras aos seus parceiros, em função dos mercados desreguladores de direitos e crente na alta finança especulativa. O mercado financeiro destronou o mercado monetário em que a Europa tanto acreditou! E hoje quem elege os governos europeus que deveriam ser democráticos é o mercado, gente anónima, sobretudo credores de grandes grupos económicos que se movimentam como camaleões na cena internacional. Não foi preciso um ato eleitoral para destronar o 1ºMinistro Grego, só por ele ter anunciado um referendo, afinal uma consulta popular ao seu povo. É isto a democracia da Europa? Não foi preciso uma eleição em Itália para escolher o sucessor do pitoresco Berlusconi que se demitiu, rapidamente surgiu o tecnocrata Mário Monti que foi lá colocado sem legitimidade popular! Afinal, não é preciso “Golpes de Estado” Senhor Otelo Saraiva de Carvalho, uma vez que se mudam governos exaustos de fracasso, num abrir e fechar de olhos, e numa Europa endividada cada vez mais comprada pela China em títulos de dívida soberana. Até já se fala na dívida da Alemanha, imagine-se como está a União Europeia! A China regozija-se com a falência do projeto europeu e com o impasse americano, que espera saber qual o rumo dos países do Velho Continente! A Europa rica, democrática e abundante como a conhecemos, acabou, definhou! A estagnação das economias europeias adivinha-se para breve e o “Euro” vai morrer sem chegar à fase adulta! A utopia que marcou os anos 60-90, quarenta anos de crescimento económico desapareceu do vocabulário europeísta! Afinal, ser “cidadão europeu” não nos dá garantias de nada, pois não conseguimos ter uma Constituição Europeia, quanto mais uma cidadania! Como disse, o Professor Pedro Cosme Vieira, economista da Universidade do Porto, acabou-se a festa, é preciso reerguer Portugal e o segredo está em saber, como fazê-lo! Portanto, o delírio da grandeza está em vias de extinção! E por tudo aquilo que li, espera-se uma década difícil, onde todos teremos de trabalhar cada vez mais e ganhar cada vez menos (Claro que isto não dá motivação alguma!), uma exploração à maneira mercantil mais esclavagista, cujo modelo económico está nos gigantes asiáticos, China e Índia. O BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China – Economias Emergentes) terá uma palavra a dizer ao Mundo, e a nós, resta-nos pedir ao Brasil, uma proteção futura nos investimentos e no comércio externo (exportações), como o filho ainda novato que se autonomizou e cresceu bastante e que pode ajudar o idoso pai, carcomido pelos calotes, pertencendo aos PIIGS! Há sempre uma solução, mas o grande desafio é encontrá-la para garantir o futuro das gerações mais novas! Caro amigo, desde já me despeço, com a devida gratidão pela paciência que teve ao fazer esta leitura. Se não gostou, lamento tê-lo desiludido pela minha sinceridade e pela falta de crença nos políticos que temos. Espero que um dia me deem provas para voltar a acreditar no país e nas pessoas que o dirigem! Tenho a sensação que os ditadores de outrora voltaram vestidos ou camuflados de democratas, mas pensando do mesmo modo que há 50 anos! Infelizmente, ao invés de um desejado progresso, surge em força o retrocesso! A utopia europeia chegou ao fim e o delírio português afundou-se na insolvência de todo o tipo de valores! Estamos no fim da linha ou no princípio de outra? A resposta vai encontrá-la vivendo-a no dia-a-dia! Desejo-lhe coragem para encontrar o rumo certo e para tal, procure o GPS da vida mais fidedigno e criativo!

Banzé no fim da linha!

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novembro 22, 2011

Brasília – Cidade Administrativa

A capital federal do Brasil é precisamente Brasília, a cidade planeada por Óscar Niemeyer e Lúcio Costa, desde os anos 60 do século XX. Antes fora capital, o Rio de Janeiro e os seus habitantes nunca se adaptaram à ideia desta nova capital no interior brasileiro. Criticam-na dizendo que no Verão é só pó e no Inverno é só lama. Niemeyer, atualmente com 103 anos, diz que a cidade é diferente de todas, é muito espaçosa e dividida por quadras. É uma obra da arquitetura moderna! Mas, o que se pode visitar nesta cidade original? Deve-se começar o “tour” pela catedral metropolitana, cujo exterior representa duas mãos unidas e ao alto a rezarem. À entrada há quatro escribas da bíblia e no seu interior pode-se ver uma réplica do Santo Sudário e da Virgem Negra. Na enorme avenida em que se insere a catedral, pode-se observar as torres gémeas do Congresso Nacional, os edifícios dos ministérios, o Teatro Nacional, a Biblioteca, o Palácio de Itamaraty onde se situa o Ministério do Interior e o Palácio da Justiça. Por detrás do Congresso existe um espaço cultural subterrâneo com as maquetes de construção da cidade, os candangos que são duas estátuas gigantescas, o pombal que se parece com uma mola de segurar a roupa num estendal. Pode-se numa avenida transversal, já próximo da estátua do Presidente Jucelino Kubisheck, visitar o Palácio Militar. Foi precisamente a esposa deste estadista que pediu que se edificasse na cidade, uma igreja em honra de Nª Sª de Fátima. Mas, em matéria de religiosidade, para mim, o santuário Dom Bosco é o mais bonito da capital. Tem uma cúpula de vitrais azulados e um Cristo de altar muito estilizado. O ponto mais elevado de Brasília situa-se na Praça do Cruzeiro, onde se realizou pela primeira vez, uma missa campal. Mas, esta cidade está setorizada, as ruas são números e existem quadras, entrequadras e superquadras. Por exemplo, o setor das universidades ocupa cerca de 700m de extensão e o setor habitacional tem prédios que não ultrapassam os seis andares. Mas, a cidade também tem um lago artificial, o Paranoá e um lago natural situado numa reserva natural. Passando o primeiro lago pela ponte JK chega-se ao Palácio da Alvorada, também conhecido pelo Palácio do Jaburu, onde se avistam emas passeando com estilo e um pássaro comum nas árvores, o João de Barro. Avistam-se ainda árvores de flor amarela, os Ipês e de flor rosa, as paneiras. A vegetação que domina toda esta área exterior à zona central é parecida à savana africana, é o domínio do cerrado, onde por mero acaso demos conta de um incêndio ao passar por aí! Outro local de interesse de Brasília é a Praça Buriti (Buriti é um fruto tropical) onde se observa o memorial a Jucelino Kubisheck, estadista da ditadura militar brasileira, o parque da cidade, o autódromo Nelson Piquet e uma área onde está ser construído um estádio de futebol para o campeonato do mundo de 2014. A cidade tem quadras específicas para o comércio a retalho, abundando lojas de todo o tipo, restaurantes e bares. Porém, a zona mais nobre é a do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal de Justiça e que está enquadrada na Praça dos Três Poderes. A asa sul de Brasília tem cerca de 15Km e todos os anos fecha ao trânsito, servindo para correr, passear de bicicleta, praticar patins e as pessoas se divertirem. O setor hoteleiro está bastante desenvolvido pois recebe muitas altas individualidades estrangeiras. Esta cidade que já visitei por duas vezes permitiu-me da última vez, almoçar num rodízio chamado “Chama”. Nele comi uma variedade de carnes como alcatra, picanha, fraldinha, frango, salsicha toscana e bebi uma cerveja denominada “Devassa” que serviu mesmo para “devassar” a minha vida naquela tarde quente e seca. Na parte final, a sobremesa permitiu-me saborear um quente e frio riquíssimo. No entanto, o momento mais bonito na permanência nesta capital foi a mudança de bandeira, a segunda maior do mundo que é hasteada. Ocorre uma vez por mês e aconteceu naquela altura que passava por lá. Os militares cercavam todo o perímetro envolvente e faziam com muita generosidade e orgulho. Não obstante, o maior susto que jamais esqueci, foi num avião da TAM, com saída noturna do aeroporto Jucelino Kubisheck, e ter apanhado imediatamente após a descolagem, uma zona de grande turbulência, onde se viam das janelas dos aviões, os fortes relâmpagos que cruzavam de um lado e do outro a nossa nave. A atmosfera estava carregada de eletricidade e podia causar danos na navegação aérea. Felizmente as coisas correram bem e depressa se atingiu uma zona de acalmia. O mais curioso, sempre que estive em Brasília foi por um dia e nunca pernoitei! Os brasileiros das outras cidades dizem que esta é a cidade da gatunagem, que os principais ladrões estão nos vários Ministérios. Independentemente dos julgamentos, eu não me senti mal nesta cidade exígua, com uma arquitetura fora do normal.
Brasília é uma cidade que nasceu para administrar um grande território, o quinto maior do mundo, e tem similaridade com outras cidades-gémeas do mundo, como Camberra (Austrália), Pretória (África do Sul), Haia (Holanda), Madrid (Espanha), Ancara (Turquia), Rabat (Marrocos), Washington (EUA) ou Otava (Canadá). Também a Guiné Equatorial pensa criar uma capital de raíz no meio da floresta tropical, uma cidade que vai ser criada por arquitetos portugueses e que será Djibloho. Se Brasília nasceu do nada, Djibloho nascerá a pensar na sustentabilidade florestal. Hoje, também Milão pensa construir a maior floresta vertical do mundo, um prédio de 27 andares desenhado por Stefano Boeri, a “Bosco Verticale”. O edifício coberto de plantas, andar a andar, constituirá um filtro das partículas de pó do ambiente urbano milanês, assim como dos gases de estufa. É um projeto inovador que criará um microclima, libertará oxigénio, a humidade necessária e terá um sistema de energia fotovoltaica, um sistema que recupera energia. Brasília quis algo parecido, mas com o lago artificial que criou e as árvores que plantou!

Banzé!

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novembro 13, 2011

S. Paulo - Cidade Financeira

A cidade dos paulistanos tem cerca de 11 milhões de habitantes, mas com os municípios vizinhos perfaz 25 milhões, enquanto o estado de S. Paulo, o dos paulistas, atinge os 44 milhões. Nesta megalópole, o turismo é apenas empresarial, pois estamos na cidade dos eventos, realizando mais de 900 por ano. Esta é a cidade do mundo com mais helicópteros “per capita”, cerca de 273 privados que pousam no cimo das torres. A principal avenida da cidade é a Paulista, marcada por arranha-céus que riscam os negócios das diversas empresas nacionais e multinacionais. Mas, fazendo um “city tour” à Grande Cidade deve-se visitar o mosteiro de S.Bento e a estação ferroviária da Luz e perto desta obra de arte, encontra-se a Pinacoteca. Com a devida curiosidade, atravessaremos ruas ligadas a ofícios, sobretudo na antiga S. Paulo, como a rua das noivas, a rua dos eletrónicos, a rua dos informáticos, a rua das ferramentas, a rua dos padeiros, etc. Mas, o burgo de imigrantes italianos e japoneses modernizou-se e tem prédios emblemáticos, como o Palácio Itália e o Palácio Copan, sendo este último, um edifício ondulado, obra de Óscar Niemeyer. A nível de bairros, é imprescindível passar pelo bairro da Liberdade e pelo bairro japonês, com os seus típicos candeeiros rubros, restaurantes de sushi de abacaxi e manga, pub´s, etc. Na praça da liberdade visita-se a Catedral Metropolitana, o Palácio da Justiça, a Prefeitura e a grande obra da cidade, o Teatro Municipal, com 100 anos de existência. Na zona histórica vê-se o ponto fulcral onde se iniciou a cidade, o Pátio do Colégio, com convento e um memorial central, lembrando que fora fundada pelos portugueses Nóbrega e Anchieta. E também no núcleo central, pode-se visitar a Torre Banespa, onde está centrada a zona de valores, sedeada a alta finança. Foi aí que fui surpreendido com o “impostômetro”, o contador de impostos diários que relata a quantidade de taxas pagas pelos brasileiros. Não sei se é uma utopia para fugir à dura realidade dos trisóstomos ou uma maneira de dissuadir a economia paralela! Mas, para mim, uma das partes mais interessantes da cidade, é o Parque de Ibirapuera, onde se observa o seu obelisco, o lago artificial, o jardim, o museu paulista, o monumento aos bandeirantes, o pavilhão japonês e o Centro de Congressos. Mas, S. Paulo tem zonas na cidade que se extremam, como a Craquelândia, onde os drogados injetam doses nas veias, voando na loucura da cocaína e mergulhando no abismo das suas vidas perdidas, um “rolling in the deep”, do qual jamais sairão incólumes, ou como Higienópolis, onde a limpeza e o purismo de muitas vidas escorreitas se confunde com uma excelente qualidade de vida. Mas, a cultura em S. Paulo é também muito importante, pois museus não faltam, mais de duzentos! Pontos de interesse nesta megalópole são também o Parque Trianon, num determinado setor da Avenida Paulista, o Zoológico Caio Pimenta, o Teatro Jefferson Pancieri e o Morumbi, onde se encontra o Memorial a Ayrton Senna, o piloto de fórmula 1 que fez chorar uma nação alegre. Ainda hoje, a saudade mora no âmago dos corações paulistas. Mas, qualquer patrício que se orgulhe da raça lusitana deverá visitar a igreja de Nossa Senhora do Brasil que é simplesmente espetacular. Situa-se numa zona chique de vivendas ajardinadas e bancos. Esta igreja tem imensos azulejos, altares dourados e pinturas nos tetos. Até a casa de banho desta igreja tem uma azulejaria espetacular, havendo ainda um mini-zoo lateral e capelas fazendo de transepto com frescos interessantes. O mais curioso é que não se trata da padroeira do Brasil, pois a padroeira é a tão anunciada Sª da Aparecida, uma santa negra, a chamada mãe negra que está a 100Km daqui! Podemos ainda visitar nesta enorme cidade, a Igreja da Consolação, o memorial aos afro-brasileiros, a igreja arménia, as torres de televisão, etc. S. Paulo é uma cidade industrial onde surgem com pujança económica os ramos automóvel, elétrico e informático. Mas, o setor empresarial mais forte está na Petroquímica, associada sobretudo à Bacia Petrolífera de Santos, uma cidade da costa que dista de si 30Km. Há outras cidades económicas importantes na região, como são Guarulhos (Onde se situa um dos aeroportos) e Campinas. Nesta grande urbe, uma das dez maiores do mundo, os centros comerciais são abundantes e os seus habitantes gostam de passar o tempo, a fazer compras, “pegar um cineminha”, lanchar umas sanduíches e beber uns sucos bem soberbos, aproveitando os seus gostos próprios da tropicalidade. Fazem jus à expressão publicitária – “Mais sabor por menos valor”! Foi num centro comercial de Guarulhos que pela primeira vez provei suco de uva, para mim, algo com esse nome teria de ser vinho! Provei e dei conta que não era esse néctar de Baco, pois não se tratava de uma fermentação alcoólica, mas uma agradável bebida! Reparei que o centro comercial tinha televigilância por toda a parte e um heliporto na parte cimeira. Estava ligado ao mundo pelas estátuas de grandes monumentos, desde o setor americano com a estátua da liberdade, o setor britânico com o Big Bem, o setor espanhol com o toureiro, etc. Assim, as temáticas das zonas ditavam as lojas comerciais que se queriam escolher para fazer compras. S. Paulo é uma cidade grandiosa com o rio Tietê completamente poluído, um sambódromo, vários times de futebol e pólos industriais a perder de vista. É simplesmente uma das maiores cidades do mundo!

Banzé!

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novembro 08, 2011

Petrópolis - Cidade Imperial

Petrópolis situa-se a 68Km do Rio de Janeiro e nascera em memória do imperador da independência do Brasil- D. Pedro I (D. Pedro lV de Portugal). Para lá chegar, passa-se pela Serra da Estrela, mas esta é brasileira, deixando para trás a Serra dos Órgãos (Nela até há o monte do “Dedo”!). Partindo de Copacabana, atravessa-se o Aterro do Flamengo, a Praça Mauá, avistando o Outeiro da Glória com a igreja em honra de D. Maria ll, a educadora, e mais à frente, a primeira favela do Rio, a favela da Providência, o Alto da Penha, e rapidamente se chega a Duque de Caxias, observando a sua refinaria. Em Petrópolis, pode-se visitar o Palácio de Verão, que fora oferecido como prenda de casamento por D. João Vl e Dª Ana Carlota ao seu filho D. Pedro l e ao cônjuge Dª Leopoldina. Todavia, o imperador com o seu amigo José Bonifácio trataria da independência do país, mas era considerado um homem mundano, libertino pois, sabia-se que ele tinha uma amante à época, a Marquesa de Santos. À morte de seu pai, D. João Vl, ele não pode tomar o poder e enviou para Portugal o seu irmão, D. Miguel e a sua filha, Dª Maria da Glória (A tal da Igreja da Glória). Do matrimónio do primeiro imperador do Brasil nasceria D. Pedro ll (D. Pedro de Alcântara) que tornar-se-ia um verdadeiro diplomata, dominando 12 línguas e adquirindo uma cultura fora do normal. D. Pedro l regressaria a Portugal para combater contra o seu irmão, nas célebres lutas liberais. O filho D. Pedro ll casaria com a italiana Teresa Cristina e fora esta, que a 13 de Setembro de 1888 publicaria a Lei Áurea, acabando com a cruel escravatura. Esta mulher “encomendada” por foto para D. Pedro ll (E não existiam classificados na época) era feia exteriormente, mas bela interiormente, ficando conhecida como a “Mãe do Brasil”! Quanto a D. Pedro ll, o seu relacionamento universal era tão importante, que Graham Bell teria telefonado pela primeira vez ao seu amigo real, demonstrando assim, a invenção do telefone! O espólio da família real surge no Palácio com muitos objetos, nomeadamente, o cetro do rei banhado a ouro, a esfera armilar, o “dragão”- símbolo da Casa de Bragança, os quadros, mobiliário em jacarandá e sucupira, contadores, etc. No exterior do palácio há um belo jardim, onde se veem jacas, pau-brasil, juçaras ou palmitos, banana vermelha, etc. Mas, Petrópolis tem uma catedral imponente ao melhor estilo neoclássico, a catedral de S. Pedro de Alcântara, vários palácios - Rio Negro e Cristal, a Casa Santos Dumont, o Casino Quitandinha, o lago que tem a forma do mapa do Brasil, a Universidade Católica, etc. Mas, Petrópolis é uma cidade com muita influência germânica devido a um conjunto de emigrantes que para aqui vieram. Assim, o casario à volta do casino tem todo ele, o estilo alemão e tal como Koblenz na Alemanha, também aqui há uma confluência entre dois rios. Para além disto, a cidade imperial apresenta num morro uma imagem de Nª Sª de Fátima, chalés ajardinados, uma fábrica de chocolate soberba e espaços verdes infindáveis. Esta cidade foi a primeira cidade imperial do Mundo, sobretudo no continente americano. E aí eu fiz um almoço ao mais alto nível, num estilo aristocrata, num chalé familiar chamado “Manaka”, onde comi uma sopa de ervilhas, um bufê de carne com batata-doce e salada, acompanhado de cerveja Itaperava (cerveja local). Foi aí que conheci pela primeira vez, uma jabuticabeira, um boldo do Chile, pimenta de cheiro, acerola, etc. Não muito longe daqui, fica Teresópolis, cidade em honra de Teresa e que também é uma cidade catita. O problema destas cidades é a chuva torrencial que por vezes, provoca deslizamentos de massa como aqueles que aconteceram em Búzios. Mas, a própria casa do repasto deve o nome a uma flor chamada Manaka da serra. Quem vem a Petrópolis deve conviver de forma sustentável com a natureza e se calhar, até se deixar envolver pelos arredores do Grande Rio de Janeiro, onde também pontifica uma lagoa como a de Jacarepaguá ou a floresta da tijuca com a sua bela cascata. A cidade de Petrópolis fora apenas residência de veraneio, mas nela reside uma parte substancial da história deste grande país que se chama Brasil!

Banzé!

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novembro 02, 2011

Iguaçu e os 3 A: Águas, Arco-Íris e Aves

As Cataratas de Iguaçu integram um Parque Natural dos dois lados da fronteira, Brasil e Argentina e são consideradas, Património Comum da Humanidade. Iguaçu significa na língua tupi-guarani “grandes águas”. As referidas quedas de água têm em comum três países, nomeadamente Brasil, Argentina e Paraguai. Do lado brasileiro, fica a cidade de Foz do Iguaçu com 300 mil habitantes, do lado argentino, situa-se Puerto Iguazu com 50 mil habitantes e finalmente do lado paraguaio, surge Ciudad Del Leste com 150 mil habitantes. Aliás, há um marco representativo que sinaliza as três fronteiras já citadas. Porém, é no limite entre o Brasil e o Paraguai que nos aparecem a barragem binacional de Itaipu e a ponte da Amizade entre estes dois países sul-americanos. Já entre o Brasil e a Argentina há uma outra ponte, aquela que foi baptizada com o nome de Tancredo Neves. Voltando às cataratas, estas são alimentadas pelo rio Iguaçu, que nasce na Serra do Mar, perto da eco-cidade de Curitiba e se liga ao rio Paraná, para separar o quinto maior território do mundo, o Brasil, do Paraguai. Mas, o que tem Iguaçu de atraente? Tem as extensas quedas de água, que me encheram a vista de beleza natural, a floresta subtropical envolvente e um céu luminoso que extasia os sentidos! Numa manhã muito bonita, visitei as cataratas do lado brasileiro, caminhando por escadas marginais, que permitiram panorâmicas deslumbrantes até chegar à ponte do vapor, situada mesmo por baixo das cataratas. Tomei aí um banho maravilhoso, saudado por um arco-íris que me cobria como um arco de uma marcha popular. Através de um elevador regressei à parte alta, onde uma estátua de Santos Dumont eternizava a altura deste magnifico local. Foi aí que um coati nos veio dar as boas vindas, estava manifestamente à coca dalgum possível alimento que lhe pudéssemos dar. Como ninguém foi suficientemente generoso, ele fugiu para a floresta e ao tentar segui-lo, por um instante, descobrimos o cadáver de um outro, junto à estrada. Talvez tivesse sido atropelado na ânsia de procurar comida. Este bicho difunde sementes de frutos, quando trepa as epífitas e os acajus. Entretanto, um cheiro fresco a madressilva tomava conta de mim, era exalado de um pequeno bosque, local que fora desbravado para instalar infraestruturas de apoio às cataratas. Daí, via-se o único hotel desde 1959, o “Hotel Tropical” e o local onde se embarcou de helicóptero para ter uma diferente perspectiva das águas a escorregar pelos precipícios. Nesse voo sem asas, avistou-se a confluência do Paraná com o Iguaçu, a selva, as ilhas fluviais do Paraná, a ferradura da cascata, pontes, etc. Foi nessa viagem, que eu quase fazia queda livre, uma vez que em pleno voo, a porta do meu lado se abriu. Não voei sem pára-quedas porque conseguira segurar a porta com algum afinco. Bem, no final do voo, a barriga estava agitada e a cueca quase pintada à pistola. Do heliporto, o grupo que me acompanhava deslocou-se para a Argentina, onde almoçamos um rodízio de carnes - picanhas, maminhas, fraldinhas, alcatras, entre outras carnes suculentas, acompanhadas da cerveja Quilmes. Finda a refeição gaúcha, fomos visitar a “Garganta do Inferno”, as “Duas Irmãs”, “Adão e Eva”, o Salto de Bassetti e a ilha de San Martin, enfim as quedas de água do lado argentino. Para lá chegar, fizemos uma viagem de comboio e a seguir, cerca de 2Km, em pontes metálicas. Esse trilho de pontes possibilitou avistar cormorões a pescar, gralhas cancã em árvores que tinham as suas raízes mergulhadas nas águas e macacos-prego. Pessoalmente, gostei mais das cataratas do lado argentino, pese embora, a visão de conjunto seja melhor do lado brasileiro. Refira-se que as quedas de água em Iguazu ficam na região de “Missiones”, região historicamente ligada às missões no tempo da colonização espanhola. Saídos de Puerto Iguazu, dirigimo-nos ao Hotel Recanto do Iguaçu – Brasil, afastado cerca de 15Km destas encantadoras águas em movimento. Comentou-se que fomos bafejados pela sorte, porque tinha chovido muito na nascente do Iguaçu, a 1000m de altitude, e desse modo, as cataratas estavam com muita água. Senti que o som daquele caudal de águas que se precipitava, arrepiava-me a alma, era como se a emoção estivesse continuamente a extravasar o meu corpo, ou faltasse chão às minhas pernas, para me manter de pé! E naquele enorme arco-íris que não se desfazia e filtrava a luz solar, eu provava com base nas leis da física, que a liberdade podia ser o respeito pelas diferenças, tal e qual, como as diferentes cores de uma palete de um artista, que se vivem durante uma vida, independentemente de gostarmos ou não delas. Mas, Iguaçu também me permitiu passear pelo Parque das Aves, uma parte da floresta que foi adquirida por um mecenas sul-africano, um verdadeiro ornitólogo, que nos apresenta aves de todo o mundo. Assim, observam-se as aves de todo o Brasil, como tucanos-toco, papagaios, catatuas, araras, harpias, urubus, colibris e outras. Avistam-se também aves doutros continentes, como grous, avestruzes, flamingos e abutres de África, casuares e emas da Austrália, ou corujas e mochos europeus. Os trilhos têm bastante vegetação, desde cedros a ipês amarelos e rosas, bromélias e heliconias, mas também répteis (crocodilos), ofídios (jibóias e sucuris), mariposas, peixes, etc.
Iguaçu permite também conhecer a região em termos geológicos, perceber como ocorreu a deslocação vertical dos basaltos e das camadas superiores sedimentares, aquando da formação das cataratas. Também se pode fazer uma incursão ao “Mona Lisa” no Paraguai, para se fazer boas compras, sobretudo material electrónico e relógios. O maior problema está nas imensas formalidades de fronteira, pelo que se precisa de um dia inteiro para ir ao Paraguai. A principal recomendação é optar pela Barragem de Itaipu, algo que eu fiz e que poupou muito tempo e preterir as compras neste país. É evidente que as relações do Brasil e da Argentina com o Paraguai não são as melhores desde a histórica Guerra do Paraguai. Todavia, para a natureza, o conflito entre humanos não se coaduna com a sua partilha de recursos, em que os três países saem ganhadores.
Iguaçu partilha águas, o arco-íris em dias de sol e as aves e por isso, as fronteiras administrativas não têm sentido para a natureza!

Banzé

Publicado por Pafde às 09:17 PM | Comentários (0)