« Astrólogo Sindicalizado | Entrada | Fazer diferença »

November 10, 2006

V de Vendetta ou I de Impossível?

Está no site do filme: "Na paisagem futurista de uma Inglaterra totalitária, V de Vingança conta a história de uma pacata jovem chamada Evey (NATALIE PORTMAN), que é resgatada de uma situação de vida e morte por um homem mascarado, conhecido apenas como “V”. Incomparavelmente carismático e extremamente abilidoso na arte do combate e destruição, V inicia uma revolução quando convoca seus compatriotas a erguerem-se contra a tirania e opressão. Enquanto Evey descobre a verdade sobre o misterioso passado de V, ela também descobre a verdade sobre si mesma – e emerge como uma improvável aliada na culminação do plano de V, para trazer liberdade e justiça de volta à sociedade repleta de crueldade e corrupção."

Evoluímos dos estados totalitários medievais, das ditaduras imperiais, infelizmente caímos na ditadura do capital - em algumas partes caímos na ditadura, não a prometida do proletariado, mas da burrocracia do "partido". Aparentemente mais democrático, sem exigência dos laços de sangue da realeza; ou fora da ditadura do partido, o capitalismo se pretendeu, ao menos aparentemente, repito, estar aberto a qualquer um. Na prática há uma ditadura do capital sobre o trabalho, e as chances do operário ascender ao status de capitalista não passa de um sonho.

V de vendetta nos apresentou um quadro de dupla ficção: uma sociedade totalitária sendo resgatada por um herói medieval. Saindo do quadro da ficção, do cinema, a grande verdade é que o mundo não encontrou um sistema de governo que atendesse aos anseios do povo. Todos os sistemas presentes, de uma forma ou de outra, sofismam, prometem o que não podem cumprir, gerando multidões de insatisfeitos. Muito mais do que sistemas defeituosos, o que em realidade temos é um homem falho.

Não há como encontrar uma sociedade perfeita para o homem imperfeito. Sempre teremos simulacros, tentativas de alcançar uma perfeição inatingível por nossas próprias limitações. A solução sempre rouba o que há de mais precioso para o homem: a liberdade, inclusive de errar.

Publicado por Renato Souza às November 10, 2006 07:20 AM

Comentários