julho 05, 2006

É chato dizer mal dos outros. Mas gaita, já não há "saco". Foram os holandeses, foram os ingleses e agora, pior do que todos, são os gauleses. Os jornais como "Le Equipe" dizem bacoradas sobre nós. Acerram os ânimos contra os nossos emigrantes como de "bandidos" se tratassem. Os nossos emigrantes têm que ter protecção especial num país que desde há decadas ajudaram a desenvolver. E quem são eles? São um país que na 2ª. guerra mundial fizeram aliança com os nazis. São um país onde existe um Le Pen, racista, chauvinista, ultra- conservador. Um pouca da história de parte desta gente que nos tenta humilhar.
O regime de Vichy

O Marechal Pétain e o ministro Pierre Laval, chefes colaboracionaistas
Foram eles que, aproveitando-se do prestigio do Marechal Petáin (que passou a assinar os decretos do regime colaboracionista de Vichy com o monárquico “Nous, Philippe Pétain, Maréchal de France ), gente como Pierre Lavale , Phillipe Henriot e M. Hennequin, o prefeito da polícia de Paris, resolveram fazer o trabalho sujo a favor dos nazistas ( denúncias e perseguições à resistência francesa, deportação de 76 mil judeus, etc..).
Desmoralizados com a libertação de Paris, em agosto de 1944, seguida da derrota do Eixo, os direitistas que escaparam dos tribunais do após-guerra, logo vestiram a farda da necessidade da manutenção do Império Francês. Apesar de corroído por todos os lados, do Sudeste Asiático ao Magreb argelino, eles , sempre testas-duras, insistiram em usar o exército francês contra a maré da história, manchando o nome das forças armadas em cruéis operações de captura, destruição e tortura, contra vietnamitas e argelinos, como alias confessaram com orgulho os generais Massu e Aussaresses.

Le Pen e a sociedade neolítica

Le Pen em campanha na sua Bretanha natal
Batidos pela segunda vez pelo General De Gaulle ( a primeira vez, evidentemente, foi quando ele voltou a França com as tropas aliadas em 1944), que, em 1962, cedeu a independência da Argélia, os ultra-direitistas só voltaram à cena francesa em 1972, quando Jean-Marie Le Pen, um ex-combatente das guerras coloniais da Indochina e da Argélia, fundou o Front National. A tônica, desde então, passou a ser expulsar os imigrantes do terceiro-mundo que vieram para o solo francês, tapando o vazio demográfico ocasionado por duas guerras em vinte anos, atrás de uma esperança, e romper com a Unidade Européia. Não é por nada que Le Pen é bretão, nascido em Trinité-sur–Mer, no Morbihan, no ano de 1928, um pequeno porto cercado ao fundo por imensos sítios megalíticos, onde repousam, como se fossem paquidermes de rocha polida, inúmeros dolmens e meníres. Para ele, este derradeiro chouan, que passou a infância em meio aquela pedraria da época dos druidas, a sociedade neolítica ainda não terminou.Claro que há excepções. Para eles o meu respeito. Como De Gaule e até o actual treinador de França que demonstra equilibrio e bom senso

Publicado por winter às 04:05 PM | Comentários (0)

junho 29, 2006

Os "Bifes"

Em Futebol já lhes ganhamos as vezes suficientes, (com muita dôr deles).
No país deles tanto emigrantes como turistas portugueses (e não só) são tratados como bandidos. (Puro chauvinismo e racismo para um país de bêbados e de arruaceiros).
E para quem tem tanta cagança, acredito que deve ser dificil reconhecer que um país tão pequeno como Portugal os "eat" tantas vezes.
Mas temos algumas vantagens. Não usamos chapeus de côco nem bengalas. Não temos "Sirs". Não temos "hooligans". Nunca fomos proibidos de entrar em competições de futebol durante anos por mau comportamento. Não temos reis nem rainhas (que só provocam escandalos).
Não temos "pubs" só para mulheres. Nos nossos podem entrar os dois sexos, sem descriminação.
Nota: entre aspas são as palavras que eles pensam ser intraduzíveis. "eat" = comer; "Sir" = Senhor; "holigans" = Bandido e "pubs" = Bar. Há tradução.

Publicado por winter às 12:23 PM | Comentários (0)