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<title>atuleirus</title>
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<modified>2012-05-25T00:17:41Z</modified>
<tagline>Atoleiro de letras e de imagens. Mesmo que só de tempos a tempos.</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2012, MatosB</copyright>
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<title>tem pus</title>
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<modified>2012-05-25T00:17:41Z</modified>
<issued>2012-05-25T00:12:00Z</issued>
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<summary type="text/plain">&quot;tão certo, num passo lento, estudado, tão errado, nesse tempo, incerto, parado, onde o conceito chegou a noção se esvaziou, e eu fiquei em mim mesmo, guardado.&quot;...</summary>
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<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
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<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
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<![CDATA[<p>"<em>tão certo, num passo<br />
lento, estudado,<br />
tão errado,<br />
nesse tempo,<br />
incerto,<br />
parado,<br />
onde o conceito chegou<br />
a noção se esvaziou,<br />
e eu fiquei em mim<br />
mesmo,<br />
guardado.</em>"</p>]]>

</content>
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<title>for te</title>
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<modified>2012-05-24T17:46:24Z</modified>
<issued>2012-05-21T16:02:46Z</issued>
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<summary type="text/plain"> longe guarita ao vento sem vigia só onde o branco do céu se torna o do mar sai o lapso fica o tempo forte como tu...</summary>
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<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
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<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="forte.jpg" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/forte.jpg" width="440" height="600" /></p>

<p><em>longe<br />
guarita ao vento<br />
sem vigia<br />
só onde o branco do céu<br />
se torna o do mar<br />
sai o lapso<br />
fica o tempo<br />
forte como tu<br />
</em></p>]]>

</content>
</entry>
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<title>um olhar alienado</title>
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<modified>2012-05-17T22:30:30Z</modified>
<issued>2012-05-17T22:25:53Z</issued>
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<created>2012-05-17T22:25:53Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;paro sucessivamente nos semáforos e observo. branco, alto, seco e liso. veste um equipamento desportivo de pseudo-marca, azul, com duas riscas laterais. calça sapatos de desporto, impecavelmente brancos. traz uma ar admirado na cara enrugada e testa franzida, mesmo antes...</summary>
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<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><em>"paro sucessivamente nos semáforos e observo.<br />
branco, alto, seco e liso.<br />
veste um equipamento desportivo de pseudo-marca, azul, com duas riscas laterais.<br />
calça sapatos de desporto, impecavelmente brancos.<br />
traz uma ar admirado na cara enrugada e testa franzida, mesmo antes de gritar a plenos pulmões numa língua qualquer a dor que lhe vem de dentro.<br />
não chora.<br />
mas é um lamento. por cada grito, uma constatação de dor, uma fotografia rasgada. e outra. e mais uma.<br />
é com clara hesitação que as rasga uma última vez; com um imenso amor espelhado na face, despede-se delas, meneando, enquanto as empurra para dentro de um caixote do lixo.<br />
caem-lhe as mãos enquanto anda na rua e desanda da vida.<br />
vejo-o olhar fixamente o nada na imensa onda de carros que sobem a avenida.<br />
nota-se a clara intenção de se deixar abalroar. dá passos pequenos, e eu, já grandes.<br />
os olhos cinzentos, vazios e a boca pasmada são a reacção à mão amiga no ombro.<br />
peço-lhe com os olhos que o não faça. atrás a vida quer continuar, dizem-nos as buzinadelas indiferentes dos obrigados a parar no trânsito.<br />
acena-me um sim de compreensão sem arrependimento, vira as costas e desce a avenida em sentido contrário ao perigo.<br />
não olha para trás. nem eu.<br />
trocamos. sai ele, choro eu.<br />
o trânsito flui de novo. a vida continua para os que existem. para os outros, talvez não."</em></p>]]>

</content>
</entry>
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<title>véspera</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2012/05/vespera" />
<modified>2012-05-14T22:38:42Z</modified>
<issued>2012-05-14T22:38:07Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460970</id>
<created>2012-05-14T22:38:07Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;Véspera&quot; Há um fogo que arde, um desejo de fuga, muito embora seja tarde o vampiro nas veias suga, o momento está perto, a ansiedade aumenta, o impacto é já certo, uma confiança louca me acenta, sinto uma força a...</summary>
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<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
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<dc:subject>Frases dos outros</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>"Véspera"</p>

<p>Há um fogo que arde,<br />
um desejo de fuga,<br />
muito embora seja tarde<br />
o vampiro nas veias suga,</p>

<p>o momento está perto,<br />
a ansiedade aumenta,<br />
o impacto é já certo,<br />
uma confiança louca me acenta,</p>

<p>sinto uma força a crescer,<br />
os braços desejam a dor,<br />
o peito parece ferver,<br />
ganhei potência e calor,</p>

<p>esquecemos tudo o que se pensa,<br />
o combate é duro e quente,<br />
mesmo que o inimigo vença,<br />
há uma vitória que se sente,</p>

<p>a tempestade foi austera,<br />
nova vida recomeça,<br />
passou "este" tempo de guerra,<br />
esperemos a vingança arrefeça,</p>

<p>mas...</p>

<p>mais vampiros hão-de vir,<br />
há um esforço que nos espera,<br />
mas derrotados irão cair,<br />
pois haverá sempre uma véspera.</p>

<p>[14-07-1991]</p>

<p>(RS BEja)</p>]]>

</content>
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<title>nem jovem nem novo</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2012/04/nem_jovem_nem_n" />
<modified>2012-04-23T09:18:12Z</modified>
<issued>2012-04-23T09:08:17Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460838</id>
<created>2012-04-23T09:08:17Z</created>
<summary type="text/plain"> entre a juventude dos 200 e tal anos após o lema &quot;liberdade, igualdade e fraternidade&quot; queres tu, jovem , repensar o Estado, ou a oposição, ou a legitimação? porque te opões com tanta veemência ao trabalho num Domingo, se...</summary>
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<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
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<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="jovem oposicao" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/jovem%20oposic%26%23807%3Ba%26%23771%3Bo.jpg" width="612" height="612" /></p>

<p><em>entre a juventude dos 200 e tal anos após o lema "liberdade, igualdade e fraternidade" queres tu, jovem , repensar o Estado, ou a oposição, ou a legitimação?<br />
porque te opões com tanta veemência ao trabalho num Domingo, se dizes que tens fome e não tens salário?<br />
se não vais às Juntas que esmorecem, às assembleias da edilidade que desaparecem por detrás de uma ausência popular que funciona como "à porta fechada", se eleges, reeleges e tornas a eleger autarcas sujeitos a contínuo escândalo, se dás voz pretensa de revolução a quem a quem mais não faz do que apelar à destruição?</p>

<p>que jovem oposição será esta, onde não te vejo, nem democrata, nem com ideias de rumo, de onde só se ouve "não quero, não quero?"</em></p>

<p><br />
(imagem: @rmando)</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>cod i fica ções</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2012/04/cod_i_fica_coes" />
<modified>2012-05-21T16:18:02Z</modified>
<issued>2012-04-07T10:29:31Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460688</id>
<created>2012-04-07T10:29:31Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="codificacoes " src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/verso.png" width="180" height="180" /><br />
</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>testes mentais</title>
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<modified>2012-03-26T19:02:32Z</modified>
<issued>2012-03-26T19:00:33Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460557</id>
<created>2012-03-26T19:00:33Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;ainda que sem voz, vou com a calma, estado de alma onde me movo sem pressas. nesse sentido ritual vislumbro outras janelas abertas à vida, de passagem terrena.&quot;...</summary>
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<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>"<em>ainda que sem voz, vou com a calma, estado de alma onde me movo sem pressas. nesse sentido ritual vislumbro outras janelas abertas à vida, de passagem terrena.</em>"</p>]]>

</content>
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<title>ex tantes</title>
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<modified>2012-03-08T21:49:32Z</modified>
<issued>2012-03-09T00:44:51Z</issued>
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<created>2012-03-09T00:44:51Z</created>
<summary type="text/plain"> &quot;as paredes do teu ser no meu conhecimento lombadas por arrumar das páginas por ler&quot;...</summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="predios de livros" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/predios_livros.png" width="360" height="270" /></p>

<p>"<em>as paredes do teu ser<br />
no meu conhecimento<br />
lombadas por arrumar<br />
das páginas<br />
por ler</em>"</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>com panhei rismus</title>
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<modified>2012-02-01T13:11:31Z</modified>
<issued>2012-02-01T00:00:02Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460151</id>
<created>2012-02-01T00:00:02Z</created>
<summary type="text/plain"> &quot;não fosse essa lente como prolongamento captar o azul a meio da fornalha do teu momento e visão, e do amiguito, feito presença, feito leal estar, feito meiguice rafeira, nada seria que a dor do isolamento é sempre menor...</summary>
<author>
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<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="companheirismus" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/6791094665_1b5c68244d_b.jpg" width="612" height="440" /></p>

<p><br />
"<em>não fosse essa lente como prolongamento<br />
captar o azul a meio da fornalha<br />
do teu momento e visão,<br />
e do amiguito, feito presença, feito leal estar, feito meiguice rafeira,<br />
nada seria<br />
que a dor do isolamento<br />
é sempre menor que a perda da companhia.</em>"</p>

<p><br />
imagem: @rmando; com "A";</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>versus</title>
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<modified>2012-01-26T22:52:30Z</modified>
<issued>2012-01-27T00:53:30Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460121</id>
<created>2012-01-27T00:53:30Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;e assim fez: foi juntando os versos, antes soltos, numa amálgama mental, liquefeita pela melancolia e escorrida para um recipiente usado, sólido, ainda coerente perante os restantes &quot;utils&quot; de um tempo passado, tornado recente, à força, pela pressão dos acontecimentos;...</summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>"e assim fez:<br />
foi juntando os versos, antes soltos, numa amálgama mental, liquefeita pela melancolia e escorrida para um recipiente usado, sólido, ainda coerente perante os restantes "utils" de um tempo passado, tornado recente, à força, pela pressão dos acontecimentos;<br />
questões de economia de um processo complexo mandam reter lágrimas e conter emoções, que o ser humano, sendo-o, demonstra fraqueza - na perspectiva de quem nada sabe da vida, e de quem a nada sabe a vida.<br />
textos, em contexto; letras simples, escritas a correr, dizem de um limite complicado, só percebido pela aglutinação dos sentidos, que se querem torpes perante uma mente perspicaz, analítica, lógica, inumana, disfarçando desequilíbrios ancestrais, latentes, a que alguns chamam loucura consentida.<br />
assimetrias rugidas com garra, num plano externo mas pessoal, qual timbre, qual salto de raiva, dito na dor de um momento, tornado década e sentido na surpresa sem memória.<br />
ao silêncio seco da garganta, junta-se o radical corte do estado de letargia, de onde sai uma espécie de um som, profundo, que se tenta juntar à harmoniosa e superior balada de fundo, dita e cantada em encantada torção de alma.<br />
o susto é provocado por esse ensaio de catarse chamado berro, feito grito, alto, lancinante, deitado janela fora, pela noite dentro, que ninguém ouve, nunca, enquanto no ar fica aquela impressão de queimadura intensa, como que ouvida num chiar de estilete em brasa pressionado calma e longamente sobre a alma, como dolo de magoar.<br />
nesse escuro vive o frio do céu estrelado que se deixa ver, aqui, agora, onde o logo é muito pouco diante de um futuro e por isso, já muito nada desse passado.<br />
se o sono vem, traz de mão dada a ilusão da auto-reparação, na interrupção do acordado, tornado descanso.<br />
acordado, esmago-me contra a loucura do recomeço do infernal ciclo, em largas passadas tais, que não há forma possível de acompanhamento de quem assim corre só, comigo.<br />
assim é fácil confundir chuva contínua, com lágrimas persistentes.<br />
amanhã, tem monda."</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Aridez</title>
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<modified>2012-01-31T23:56:09Z</modified>
<issued>2012-01-20T22:51:57Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2012://556.460082</id>
<created>2012-01-20T22:51:57Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;As dores da vida coincidem com a memória, enquanto me ocorrem excertos de leituras idas do negríssimo &apos;De Profundis&apos;. Foi fácil encontrar as páginas com os significantes, tal foi o impacto. Suffering is one very long moment. [...] &apos;The poor...</summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Frases dos outros</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>"<em>As dores da vida coincidem com a memória, enquanto me ocorrem excertos de leituras idas do negríssimo 'De Profundis'.<br />
Foi fácil encontrar as páginas com os significantes, tal foi o impacto.<br />
Suffering is one very long moment. [...] <br />
'The poor are wise, more charitable, more kind, more sensitive than we are.<br />
Those who have much are often greedy; those who have little always share.'<br />
É assim que a custo, se percebe que o sofrimento, a dor antecipada por quem estando, vai partir, significa simplesmente, amor.<br />
A morte é uma fronteira entre nós, conscientes, e os que tomam aquele caminho, porque tem de ser - é da vida. Donde, a morte é um estado certo da vida. A nossa forma ocidentalizada de viver esses momentos, dificulta-nos a ajuda a quem já se encontra nessa encruzilhada. Impede-nos de aceitar a mudança do estado de vida, de dar paz e de ajudar quem tem de ir, a não ter medo nem pena de quem, por hora, fica.<br />
Ficar bem, ajudando a morrer bem. Percebo isto. Por aqui, vive-se assim há muito tempo.<br />
E contudo, não quero imaginar o que isso é, se for o caso de um descendente.<br />
A inversão da chamada 'ordem natural' das coisas, seja por doença, ou por acidente, é o pior de viver. Há certamente quem defenda com facilidade, que prescindia dessa ocorrência para sentir a vida enriquecida em forma de dor.<br />
'There is much more before me.  I have hills far steeper to climb, valleys much darker to pass through.'<br />
Venham de lá esses caminhos, com a coragem de que tudo te corra bem neste nosso luto antecipado. <br />
até porque, pela grande natureza das coisas e do caos nelas, podemos ir primeiro, ou depois, ou pura e simplesmente, não irmos ou não ires, desta vez.<br />
para os crentes, seja o que Deus quiser... mas que não se sofra.</em>"<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>cor de frio</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2011/12/cor_de_frio" />
<modified>2011-12-02T22:18:33Z</modified>
<issued>2011-12-02T22:17:16Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2011://556.459751</id>
<created>2011-12-02T22:17:16Z</created>
<summary type="text/plain"> &quot;deve estar frio aí fora contraste de luz na parede forte com o escuro da passdeira&quot;...</summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Carmo" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/cores.jpg" width="322" height="576" /></p>

<p>"deve estar<br />
frio<br />
aí<br />
fora<br />
contraste de luz<br />
na parede forte<br />
com o escuro<br />
da passdeira"</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>caixas</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2011/12/caixas" />
<modified>2011-12-01T00:03:36Z</modified>
<issued>2011-12-01T00:02:29Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2011://556.459750</id>
<created>2011-12-01T00:02:29Z</created>
<summary type="text/plain"> &quot;nas dimensões espelhadas as almas encontradas sobem publicamente num mesmo espaço reservado&quot;...</summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="ascensor" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/ascensor.jpg" width="480" height="640" /></p>

<p>"<em>nas dimensões espelhadas<br />
as almas encontradas<br />
sobem publicamente<br />
num mesmo espaço<br />
reservado</em>"</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>ja nela</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2011/11/ja_nela" />
<modified>2011-11-30T00:47:34Z</modified>
<issued>2011-11-30T00:35:17Z</issued>
<id>tag:atuleirus.weblog.com.pt,2011://556.459749</id>
<created>2011-11-30T00:35:17Z</created>
<summary type="text/plain"> &quot;assim de repente apetece-me ver espreitar conhecer deste lado de dentro sujeito ao corte do frio pelas frestas da velha madeira de quem aqui fica à espera de viver&quot;...</summary>
<author>
<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
</author>
<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://atuleirus.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="vistas" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/vistas.jpg" width="480" height="640" /></p>

<p>"<em>assim de repente<br />
apetece-me ver<br />
espreitar<br />
conhecer<br />
deste lado de dentro<br />
sujeito ao corte<br />
do frio<br />
pelas frestas da<br />
velha madeira<br />
de quem aqui fica<br />
à espera de viver</em>"</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>metal izados</title>
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<modified>2011-11-29T01:02:32Z</modified>
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<summary type="text/plain"> &quot;falta aí o som do sax que vem de baixo em tons de improviso emprestar humanidade ao aço frio e ao caminho lento&quot;...</summary>
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<name>MatosB</name>

<email>matosb@mail.pt</email>
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<dc:subject>Ex Certus</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="metalizados" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/metalizados.jpg" width="480" height="640" /></p>

<p>"<em>falta aí<br />
o som do sax<br />
que vem de baixo<br />
em tons de improviso<br />
emprestar humanidade<br />
ao aço frio<br />
e ao caminho lento</em>"</p>]]>

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