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<title>Asterix</title>
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<tagline>Asterix nasce da necessidade de fazer o registo de textos em estilo diferente do existente na Tertulia do Alviela.E para que depois não tenha novo espartilho nessa do estilo, aqui, vai valer tudo...mas com seriedade, humor qb, e sobretudo, espera-se, bom gosto...veremos,
Ou melhor, veja você, não seja &quot;calão&quot;.</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2008, asterix2003</copyright>
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<title>INEM vs BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS</title>
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<summary type="text/plain">O REI VAI NU, é uma fábula que se conta a propósito do que está à vista de todos mas ninguém quer assumir. Até que um dia, um menino, na sua inocência, desmascarou a “cena”. Parece-me que no caso dos bombeiros portugueses, se pode aplicar esta fábula. Obviamente que os bombeiros nos merecem todo o...</summary>
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<![CDATA[<p>O REI VAI NU, é uma fábula que se conta a propósito do que está à vista de todos mas ninguém quer assumir. Até que um dia, um menino, na sua inocência, desmascarou a “cena”.<br />
Parece-me que no caso dos bombeiros portugueses, se pode aplicar esta fábula.<br />
Obviamente que os bombeiros nos merecem todo o respeito pelo trabalho que desenvolvem e (em poucos casos) gratuitamente. Tratando-se de trabalho voluntário é sempre positivo.<br />
Porém, no meio do sistema existe há demasiado tempo alguns senhores que vão alimentando o seu ego à custa dos que se esforçam e dão o “cabedal”.<br />
Ora bem, em primeiro lugar é necessário desmistificar o bombeiro e o seu papel.<br />
Sendo de louvar e respeitar, isso não significa que tudo se tenha de aceitar e sobretudo não se possam fazer criticas ou pedir responsabilidades.<br />
Os bombeiros não podem ser “intocáveis”, até porque falham e erram como qualquer um no seu trabalho ou acção. Ser voluntário não significa ser irresponsável. Mas muitas vezes é isso que acontece.<br />
E sempre que há “buraco” e aparece alguém a pedir essas responsabilidades apontando o dedo aos bombeiros por serem eles os intervenientes de quem tudo se espera, “aqui d’el-rei” que estão a dizer mal dos bombeiros esses coitadinhos que trabalham de borla e mais todas aquelas “mesurices” do bom costume português.<br />
Em primeiro lugar como disse, ser bombeiro é ser responsável, logo, também pelos erros cometidos. Depois, essa de trabalharem de borla, feitas as contas, na maioria dos casos, acabam por ser melhor compensados do que se fossem profissionais. Pois para quem não sabe, existe um estatuto do bombeiro que confere uma vasta série de regalias assistenciais e sociais, para além do pagamento das horas feitas em incêndios e outros serviços de piquete e acção em transportes de doentes e acidentados. A própria formação, muitas vezes é paga, dentro desse critério de horas compensadas e também normalmente sem nada ser alvo de carga fiscal, por se tratar de pagamentos “por fora”.<br />
Que tenham essas compensações, embora possa ser discutível, ainda vá, mas que não se peçam contas do que de errado acontece, isso já não pode ser tolerado.</p>

<p>Assistiu o país pela “denuncia” do INEM a propósito de um caso em Castedo, no concelho de Alijó na passada semana, quando um cidadão sofreu um acidente em casa de que resultou a sua morte. Claro que o INEM cedeu a gravação da chamada para provar quem foi responsável pela demora na chegada de socorro. O que se compreende pois mesmo assim são várias as vozes que querem à viva força “culpabilizar” o INEM.<br />
Ou seja, quando os cidadãos e responsáveis pelo sistema de saúde, contam com a prestação de serviços pelos bombeiros, por vezes esse serviço não existe.<br />
E como se costuma dizer, pior que não haver, é pensarmos que há.</p>

<p>Depois vem a Ordem dos Médicos “descobrir algo de novo”, ao afirmar que;…”há falta de profissionalismo, organização e coordenação de todo o sistema de urgência”.sic<br />
Claro que há. Mas isso é só de agora ou sempre assim foi?</p>

<p>Por fim, neste contexto, o mais escandaloso de tudo é a “família” pretender ser indemnizada pelo ministério da saúde.<br />
Bom, na realidade se alguém é responsável em ultima análise é o governo… mas, neste caso…?<br />
E esta “família” segundo o “Correio da Manhã” tem ainda estas declarações;<br />
 “Se a Urgência de Alijó estivesse aberta e a VMER viesse mais cedo o meu irmão certamente ainda estaria vivo.” <br />
 Ora, sendo o mesmo irmão da vitima que ouvimos ao telefone, macacos me mordam se a frase não é exclusivamente da responsabilidade do jornalista que a escreveu.<br />
Coitado do homem (irmão)não faz a mínima ideia do que é a VMER, para já não dizer outras coisas.<br />
Sim, só quem não ouviu este “irmão da vitima” ao telefone com o INEM…</p>

<p>E como “quem faz um cesto faz um cento”, ficamos logo a pensar o que está por trás desta notícia deste “prestigiado” jornal, para além da fértil imaginação do jornalista.</p>

<p>Em conclusão, segundo o “eterno” presidente da Liga dos Bombeiros (entidade que serve para dar visibilidade a este senhor e atribuir os milhares de medalhas que andam ao peito dos nossos bombeiros), o problema é sempre o mesmo…falta de recursos!</p>

<p>Para o INEM, ficou claro no telefonema, a responsabilidade não sendo deles é dos bombeiros.</p>

<p>Para a OM o problema é falta de profissionalismo.</p>

<p>Para a família que quando telefonou dizia que o irmão estava morto, afinal agora, se o socorro chegasse mais cedo (ou seja, antes deles chamarem) o irmão tinha sido salvo.</p>

<p>Para a vítima, eu diria, haja ao menos respeito pela sua morte.</p>

<p>Haja saúde<br />
</p>]]>

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<title>OTA</title>
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<modified>2008-01-21T20:33:53Z</modified>
<issued>2008-01-21T20:32:52Z</issued>
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<summary type="text/plain">Já ninguém se lembra muito bem quem foi que lançou o projecto do novo aeroporto, vá lá o tempo que já passou sobre essa decisão. Também, ninguém se importa com isso. A escolha do local foi feita entre duas possibilidades e, recorda quem sabe, na época, teve mais força de persuasão o loby da OTA....</summary>
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<![CDATA[<p>Já ninguém se lembra muito bem quem foi que lançou o projecto do novo aeroporto, vá lá o tempo que já passou sobre essa decisão. <br />
Também, ninguém se importa com isso.<br />
A escolha do local foi feita entre duas possibilidades e, recorda quem sabe, na época, teve mais força de persuasão o loby da OTA.<br />
Depois fizeram-se os estudos, sobre uma primeira avaliação, prévia, que indicava não haver inconvenientes de maior para essa opção.<br />
Veio novo governo, de partidos diferentes. Dos mesmos partidos mas com PM diferente. Novo governo com nova alternância de partido e ninguém questionou a localização escolhida.<br />
Não só ninguém se opôs, como fizeram concluir estudos e pormenorizar projectos.<br />
De repente, “alguém” se apercebeu que o novo aeroporto era mesmo realidade e como as coisas estavam não ia “dar” para “eles”.<br />
Os terrenos na OTA já tinham sido comprados por outros, o modelo de negócio previsto era muito “pesado” o que aumentaria o tempo de retorno de capitais e a ANA é qualquer coisa demasiado apetecível para ver ir parar a outras mãos.<br />
Havia que agir depressa. Nestas coisas da política e dos financiamentos aos partidos a alto nível, há coisas que não lembra ao Diabo, mas vêm à cabeça de alguns “santos”.<br />
E “alguém” terá soprado aos partidos da oposição que antes acharam que OTA era boa enquanto estiveram no governo durante dois anos e meio, que agora era importante por em cheque a localização.<br />
Atrasava-se o início das obras porque tudo voltava à estaca zero, desde estudos, projectos, aquisição de terrenos, etc. e punha-se em causa a capacidade deste governo.<br />
Convinha à oposição em todos os aspectos e mais um. Agradar a quem paga facturas de campanhas e outras coisas e tal.<br />
Enquanto se fez “barulho” na política, os mentores desta estratégia meteram mãos à obra e vá de encomendar um estudo para Alcochete e logo em terrenos do Estado.<br />
O tiro na carreira de tiro foi certeiro. A tropa ficou calada, sabe-se lá porquê (?) e de repente, após uma bençãozita do PR, aparece um estudo para a outra banda.<br />
E a coisa foi tão bem feita que nem se agarraram ao local antes admitido, porque esse seria de muito mais difícil aceitação por razões de ordem ambiental e outras.<br />
E o governo, que parece que é, mas afinal vê-se que não é (arrogante) teimoso, deixa-se ir. O que quer é a “obrazita” do aeroporto, porque isso dá “nome” e outras coisas de que precisam para atingirem metas e votos. E já agora, esta solução até trás como “anexo” mais uma “pontezinha”, porque governo que se preze e não faça ponte, não é governo.</p>

<p>Mas afinal quem gastou “fortunas” no estudo sobre o novo local de Alcochete?<br />
Fala-se em milhões. Para quem tanto fala em transparência, não está mal.<br />
E porque veio à baila, pasme-se, a Associação de Comerciantes do Porto querer também fazer um estudo sobre isto? Estamos mesmo a ver que deve ser um dos primeiros objectos do Estatuto daquela Associação de Comerciantes… fazer estudos para a localização de aeroportos…<br />
Isto é uma autêntica vergonha nacional e ninguém fala nisto?<br />
Que andam a fazer os defensores da OTA que não se agarraram a estas coisas a tempo e horas para desmascarar isto enquanto era útil? Onde esteve o loby da OTA?<br />
Ficaram a ver “passar os aviões”.<br />
Exijam saber quem pagou o estudo e que o país fique a saber como e quem trama estas coisas. Enquanto a “oposição” politica e “civil” fez campanha contra OTA, os defensores desta ficaram a pensar que a coisa estava decidida.<br />
Sim, de facto estava, mas em politica o que é hoje verdade, amanhã é mentira.<br />
E os políticos não sabiam disso?</p>

<p>Bom, mas porque se falou de politica vejamos ainda outro ponto de vista da questão.<br />
É que a partir de agora, deixamos de ter necessidade de elegermos políticos para governar o país.<br />
As decisões tomam-se a “régua e esquadro” e portanto, necessitamos para cada ministério de ; -1 Economista para fazer mais barato. -1 Advogado para fazer cumprir as leis envolvidas. – 1 Engenheiro para fazer os estudos e encontrar a melhor solução técnica.</p>

<p>Quais politicas quais quê. Se não há decisões politicas, não são precisos políticos!<br />
Tudo o que se passou foi um equívoco. Quiseram fazer crer que se tinha optado por uma solução técnica quando a solução foi e é politica.<br />
Porquê não assumir isso? Têm vergonha ou medo? Não há convicção do que se decide?</p>

<p>Claro que é necessário decisão política para localizar uma obra desta envergadura e com os impactes económicos e sociais que provoca. E portanto a opção, politica, tem sempre de ser a favor de uma região em detrimento de outra.<br />
Não era apenas o Oeste que iria beneficiar com a localização desta infra-estrutura, era também uma importante zona do distrito de Santarém que há muito tem estado esquecida de projectos de investimento que lhe permitam “dar o salto”, (clik).<br />
Afinal, a região do Oeste e Vale do Tejo continua a levar “pancada” e a perder decisões de compensação para o prejuízo acumulado ao longo de anos pelo facto de estar “amarrada” á região plano de Lisboa.<br />
Também, quem se importa com isso.</p>

<p>Bons voos.<br />
</p>]]>

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<title>A BANCA E A POLITICA</title>
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<issued>2008-01-14T12:59:21Z</issued>
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<summary type="text/plain">Sabemos todos que há sempre coisas que são mais complexas do que parecem. Mas também é verdade que, se nos pusermos a pensar sobre elas, por mais voltas que dermos, não conseguimos “ver” o que parece ser claro e transparente para comentadores da política e sobretudo alguns senhores jornalistas. Estou a pensar no “problema nacional”,...</summary>
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<![CDATA[<p>Sabemos todos que há sempre coisas que são mais complexas do que parecem.<br />
Mas também é verdade que, se nos pusermos a pensar sobre elas, por mais voltas que dermos, não conseguimos “ver” o que parece ser claro e transparente para comentadores da política e sobretudo alguns senhores jornalistas.<br />
Estou a pensar no “problema nacional”, porventura já internacional, relacionado com o BCP-CGD-GOV/SOC (leia-se este ultimo como governo/Sócrates).</p>

<p>Um tal senhor podre de rico, com muito mais dinheiro seguramente que juízo e bom senso, que fala mal português e desprovido de boa educação, ao ser contrariado nos jogos do dinheiro do seu banco (e não é como na publicidade, ele é mesmo um dos donos do banco), fazendo jus ao provérbio “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”, acabou a denunciar manobras ilegais da administração do BCP, com documentos comprovativos, sabe-se lá de onde vieram…<br />
Nesta altura já era publico que neste banco, qualquer um podia pedir emprestado 110 milhões de euros e depois não pagar. Bastava ser filho do fundador e um dos principais donos do “brinquedo” BCP.<br />
O Pai deste pobre filho, lá fez um sacrifício e pagou a divida. Não sabemos se com outro empréstimo. Mas pronto, parece que pagou. Pelo menos uma letrita a 180 dias deve ter feito, não sabemos ao certo.</p>

<p>E portanto, para completar este “caldinho” só restava fazer uma fusão, onde todos iam ganhar mais uns milhões. Aqueles que nada sabiam(?) sobre isso, pediram mais uns 200 milhões emprestados para comprar acções que depois com a valorização, dava para arrecadar uns míseros 10% e pagava-se o empréstimo.</p>

<p>Até aqui tudo normal.<br />
Porém, estragado o negócio da fusão, por qualquer birra mal tratada, escangalhou-se tudo. Chama-se a policia, vai-se ao Procurador e arma-se um pé-de-vento do caraças.<br />
E tudo por causa dos trocos.</p>

<p>Quem devia controlar as “manguinancias” do capital andava distraído e não “viu”o que estava á vista dos entendidos, que não do cidadão comum (esse só paga os juros que engordam os lucros desses magnatas). </p>

<p>Demite-se a administração e convida-se o administrador da CGD que não se fez rogado.</p>

<p>O líder da oposição, não quer ficar de fora do “barulho” e reclama. <br />
Porquê? Pasme-se, é próximo do partido do governo. <br />
Não senhor, ainda se fosse do PSD, vá lá, agora do PS, nunca.<br />
E eis que aparece um outro senhor, integro, mais que os outros, e que nada tem a ver com a politica(?), pois só foi ministro das finanças do PSD e assume-se como do partido, que fica indignado. Tudo coincidências seguramente, porque sobre isto ninguém reclama. Ou seja, pelos vistos é o Governo que quer tomar conta do BCP, não é o PSD. Esse só “está indignado”. <br />
Bom, mas entretanto, já que o lugar da CGD está vago, então que seja para o PSD.<br />
Tudo normal (???).</p>

<p>Agora o que nem comentadores nem jornalistas ainda nos explicaram, a nós cidadãos pagantes de juros e outras coisas, é o que tem o governo a ganhar com isto?<br />
É para pedir emprestado uns milhões como o filho do outro? Não.<br />
È para pressionar as taxas de juro como lhe convier? A inflação? Como isso não é possível, também não.</p>

<p>Digam-nos cá, se o Sócrates não é parvo porque havia ele de arranjar um imbróglio destes sem contrapartidas fortes e imediatas?<br />
É que isso, ninguém explica.<br />
Para poder influenciar a quem se empresta ou não dinheiro?<br />
Mas para isso tem a CGD, não precisa de “barafundas”. E o “papel” abunda por lá.<br />
Já ouvimos falar na Maçonaria e na Opus Dei. Pode ser. <br />
Mas o Governo?</p>

<p>Já agora que o regime, este regime, não queira caminhar para uma disfarçada caça ás bruxas, onde quem é ou foi do PS não pode mais assumir qualquer papel na sociedade, na economia, na vida. Não interessa o valor da pessoa. É PS? É para “abater” ao activo.<br />
Quem foi ou é do PSD, tem direito a continuar a sua carreira, pode tudo, porque tudo é normal. “Classe superior”. E ainda ficam indignados…<br />
“E  o burro sou eu…?”</p>

<p>Asterix<br />
</p>]]>

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<title>PROVA DE VIDA</title>
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<modified>2008-01-09T14:13:29Z</modified>
<issued>2008-01-09T14:08:53Z</issued>
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<created>2008-01-09T14:08:53Z</created>
<summary type="text/plain">Não, não tem nada a ver com o filme que passou ontem pela nonagésima vez na TV. Refiro-me ao que os pequenos partidos pretendiam com a realização de um referendo acerca do tratado de Lisboa. De facto, observar estas coisas da politica pelo lado de fora tem os seus encantos(…). Ao ouvirmos o PCP, BE...</summary>
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<![CDATA[<p>Não, não tem nada a ver com o filme que passou ontem pela nonagésima vez na TV.<br />
Refiro-me ao que os pequenos partidos pretendiam com a realização de um referendo acerca do tratado de Lisboa.<br />
De facto, observar estas coisas da politica pelo lado de fora tem os seus encantos(…).<br />
Ao ouvirmos o PCP, BE e CDS/PP a defender tão acerrimamente os compromissos eleitorais do PS, até parece que é isso que os aflige.<br />
Se fosse, era caso para perguntar porque se opõem tanto a todas as medidas com que não concordam e que foram de igual forma assumidas na campanha e programa de governo do PS. Também foram promessas e afinal essas, estão a ser cumpridas.</p>

<p>Claro, que estes pequenos partidos teriam uma prova de vida na realização do referendo, independentemente de estarem a favor ou contra a aprovação do tratado.<br />
Era mais uma campanhazita que se “papava”, mais uns cartazes, uns tempos de antena para falar de tudo e mais alguma coisa e umas tantas outras oportunidades de “fazer ruído” e com isso justificarem a sua existência.</p>

<p>Já ao PSD, estando a favor da ratificação do tratado, não convinha nada o referendo pelas mesmíssimas razões. Ou seja, a vir a terreiro, acabava a “elogiar” o trabalho deste governo enquanto presidência da UE no último semestre. E isso não é propriamente uma coisa com interesse. Vamos lá a despachar isto e pronto.</p>

<p>Agora, uma coisa é certa. Para o PS não interessaria mesmo o referendo?<br />
Primeiro, Sócrates podia vir “facturar” mais essa promessa cumprida em vez de andar com jogos de palavras (rodriguinhos) a justificar com argumentos outros que não os verdadeiros e que todos percebemos.<br />
Segundo, o ruído dos pequenos partidos não é propriamente uma dor de cabeça para este governo e permitiria ao mesmo PS ter também um momento em que dissesse aos portugueses que existia…para além do mero seguidismo dentro e fora da AR.<br />
Finalmente porque enquanto “o pessoal” andasse entretido com essa questão da Europa, ganhava mais um folgo para esquecer umas tantas urgências encerradas e outros tantos despedimentos por encerramentos de fábricas. Sim, já que a porcaria do futebol não trás “frisson” e não dá motivo para discussões sobre quem vai ganhar o campeonato, ao menos isso seria uma pequena anestesia.<br />
Se somarmos a isto o facto de que a vitória do SIM no hipotético referendo estava garantida, tanto quanto se pode garantir uma coisa destas, então fica por perceber porque não aproveitou Sócrates este “momento”.</p>

<p>Entre as várias razões do Não á realização do referendo, virá em primeiro lugar a “vaidozisse”  europeia.<br />
Depois de tamanho êxito na presidência, dar a ideia para fora de que necessitava de um referendo, era “chato”. Depois o próprio PR, sempre desejoso de mostrar que existe e tem um papel importante nestas coisas, acabou certamente por dar a justificação interna de que Sócrates necessitou ou julgou necessitar para justificar nas hostes do PS esta “marcha atrás”.</p>

<p>Por fim podemos então perguntar; <br />
Quem lucrou com esta decisão?<br />
Os portugueses que se livraram de autênticas injecções de uma campanha sem interesse.<br />
O PSD que não tem de se sujeitar ao “vexame” de reconhecer esse êxito de Sócrates ao se arrastar por uma campanha referendária e mantém o campo livre (entenda-se os média) para chamar a atenção dos portugueses para o que mais lhe interessa e convém em matéria de politica interna.</p>

<p>Sim, porque vá lá perceber-se que alguém possa pensar que as nossas eleições no próximo ano se ganham com os votos da senhora Merkel, do inglês amigo dos McCann ou do noivo Sarkozy?</p>

<p>Viva a Europa</p>

<p>Asterix<br />
</p>]]>

</content>
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<title>APRESENTAÇÃO</title>
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<modified>2008-01-09T02:58:55Z</modified>
<issued>2008-01-09T02:21:37Z</issued>
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<created>2008-01-09T02:21:37Z</created>
<summary type="text/plain">(Tal como se impõe nestas coisas feitas como deve...) Mas apresentar o quê? Quem for suficientemente cusco, abre, e lê. Se gostar, óptimo, se não, é porque não tem bom gosto. Bom, mas sempre acabo por dizer que uma das razões da construção deste blogue tem a ver com a meia veia de redactor do...</summary>
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<email>asterix2003@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p>(Tal como se impõe nestas coisas feitas como deve...)</p>

<p>Mas apresentar o quê?<br />
Quem for suficientemente cusco, abre, e lê.<br />
Se gostar, óptimo, se não, é porque não tem bom gosto.</p>

<p>Bom, mas sempre acabo por dizer que uma das razões da construção deste blogue tem a ver com a meia veia de redactor do autor sobre qualquer assunto.<br />
Uns textos podem ser mais sérios, outros nem por isso, mas no fundo, a intenção é ter um espaçozito para dar umas bicadas e deixar opinião.</p>

<p>Costumo em muitas circunstâncias dizer que, por vezes, é preciso dizer (escrever) aquilo que toda a gente pensa mas ninguém diz.<br />
Sim, porque também não me estou a ver numa de "iluminado", esperto que nem um alho, em terra de "distraídos"...</p>

<p>Por exemplo, há dias em que me divirto à brava a ver e ouvir os blocos noticiosos da TV. Outras vezes, desligo o aparelho, ou desligo-me a mim mesmo por falta de paciência para ouvir os jornalistas (esses sim, sempre iluminados) a debitarem disparate atrás de disparate (pelo menos para mim é)sobre assuntos que mais valia estarem calados.<br />
E o povinho "come" tudo.<br />
Bom, o povinho, não todo, porque a maioria está-se nas tintas para as notícias e prefere os "excelentes" enredos das telenovelas. Obras-primas culturais, onde, normalmente, o pouco de bom que suporta algum titulo (refiro-me a obras literárias, raras, é certo), depressa acaba assassinado na necessidade de fazer "render o peixe". E lixam tudo.</p>

<p>Pronto, aqui está já um excelente exemplo de critica que por vezes apetece fazer. Mesmo que ninguém leia, fica dito. Desabafo.<br />
É isto, muitos pensam exactamente assim das telenovelas, mas poucos o assumem.<br />
Bom e também há o contrário, os que não perdem uma e depois, porque querem dar uma de intelectual, acabam no café, ao almoço, a amesquinhar as ditas, com a intenção de atingir os que assumem vê-las.<br />
Pois, como dizia o meu amigo Guterres, é a vida.</p>

<p>Ah, ainda outra coisa que vem a propósito deixar dito.<br />
Como habitualmente procedo nestas coisas do sério-a-rir, em caso algum vou citar nomes das referências que faça.<br />
Logo, qualquer semelhança com qualquer caso conhecido, será sempre pura coincidência, claro.</p>

<p>E pronto fiquemo-nos por aqui.<br />
Para começar, já é muita prosa sem dizer nada de jeito.<br />
Pois, também não referi a periodicidade das publicações.<br />
Prometo que será sempre que calhar. Todos os dias, semanas, meses, logo se vê.</p>

<p>O que eu quero, sei eu!</p>

<p>Woltem sempre.<br />
Asterix<br />
</p>]]>

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