novembro 06, 2003

Visões do Apocalipse - Parte III

Ainda não consigo acreditar. A suspeita sempre me acompanhou, sempre tive no pensamento a hipótese de ser ele o culpado. Mas ainda me custa a acreditar...
Tenho que o encontrar.
Desço a rua em direcção ao que era, antes da explosão, um banco. Os bancos são os edifícios mais resistentes em caso de catástrofe (natural ou não); construídos para proteger a podridão monetária, resistem a praticamente tudo.
Era ali que tinha que ir; tentar aceder, por um qualquer computador (esperava eu) que ainda funcionasse, a uma base de dados qualquer.
Puro engano, constatei quando lá cheguei. O banco ainda se mantinha, é um facto... Mas os computadores, nem um. Tudo morto.
Fui ver os arquivos do banco. Escusado será dizer que estava tudo completamente destruído. Os móveis, completamente destroçados. Os arquivos, queimados.
Não obstante, fui bafejado pela sorte: numa vistoria à secretária do Presidente do Banco (que olhava fixamente para o vazio, parecendo não ter consciência da sua morte recente) encontrei uma carta do Presidente da Zanya; pelos vistos, um financiava o outro, que por sua vez o fornecia com tecnologia topo de gama. Encontrei a morada na carta e foi para lá que me dirigi.
Pelo caminho, tempo para encontrar algumas armas e um carro (melhor dizendo: um chaço).
Ligo o motor e ponho-me a caminho, pensando na melhor abordagem ao edifício; certamente, estará guardado a sete chaves e imensamente bem protegido por algumas centenas de guardas. Isto, se tiverem sobrevivido à sua própria asneira.
Passo a explicar: Eu trabalhava para a Zanya, na área de Desenvolvimento de Novas Tecnologias. Descobrimos como implementar chips biomecânicos no cérebro e nos músculos, como forma de potenciar o raciocínio e os estímulos físicos. O 'Engenheiro' era o meu patrão.
Após testes em cadáveres e em alguns animais (para vossa informação, a Associação da Defesa dos Animais não tem poder algum), muito bem sucedidos, por sinal, começámos com os testes humanos. Quando vimos os resultados, foi o êxtase: Sucesso completo. Sem um efeito secundário sequer. Tínhamos criado o ser quase perfeito; uma máquina orgânica, com uma capacidade de processamento superior a um milhão de computadores topo de gama e fisicamente infalível. Quase perfeito, porque havia um ponto fraco: Os vírus. Que eram duplamente perigosos, visto as máquinas serem imunes a vírus informáticos e vírus orgânicos.
No entanto, nunca informámos ninguém acerca desse facto; nem autoridades, nem clientes, nada. Simplesmente, ignorámos o caso.
Nunca cometemos pior erro nas nossas vidas.
A partir do momento em que a primeira máquina apanhou um vírus (nada de significativo, pensámos nós), foi o caos total. As partes biomecânicas não reagiram como esperávamos e a máquina sofreu mutações inacreditáveis; começaram a nascer-lhe protusões ósseas nos membros e no peito, que formavam uma couraça impenetrável, ao mesmo tempo que a sua mente ensandecia. E isto foram apenas os efeitos visíveis.
E era daí que tinha vindo o "gárgulomem". O monstro que eu tinha acabado de matar.
Mas havia, pelo menos, mais um... O 'Engenheiro'.

Continua...

Publicado por aShBuRn em novembro 6, 2003 11:43 AM
Comentários

gostei particularmente da parte do continua... (é smp bom sinal) venha o proximo :DD

Afixado por: Sweet_Lust em novembro 7, 2003 10:10 PM

Isto só continua porque a inspiração não dá para tudo... Tem que ir às "gotinhas". =P

Afixado por: aShBuRn em novembro 7, 2003 10:13 PM

e vai mt bem... continua

Afixado por: Sweet_Lust em novembro 7, 2003 10:18 PM

Tá bem, calmex!!! Apressadinha, huh?!? =P

Afixado por: aShBuRn em novembro 7, 2003 10:21 PM

Apressada eu? nepia... th tempo ;)

Afixado por: Sweet_Lust em novembro 7, 2003 10:23 PM

Nota-se!! Só te vejo a dizer "continua, continua!!" =PP

Afixado por: aShBuRn em novembro 7, 2003 10:26 PM