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dezembro 31, 2003

Um 2004 decente S.F.F.

Vou abstrair-me de tudo, ser egoísta e desejar para mim mesmo um ano de 2004 pelo menos igual ao de 2003.
A todos os que vão passando por aqui que tenham no próximo ano tudo o que desejam (mas vejam lá se não abusam).

Publicado por amnésia às 02:40 PM | Comentários (2)

dezembro 30, 2003

chão IV

Publicado por amnésia às 03:34 PM

chão III

Publicado por amnésia às 03:32 PM

dezembro 29, 2003

chão II

Publicado por amnésia às 01:54 PM

chão I

Às vezes é surpreendente a beleza que encontramos por baixo dos nossos pés.

Publicado por amnésia às 12:46 AM

Ilha da Madeira

Já lá vão pelo menos 6 ou 7 anos que no dia 25 de Dezembro pela manhã apanho o avião para a Ilha da Madeira a tempo de almoçar com a família da parte da minha mulher. É no Funchal que passo os dias que se seguem ao Natal, normalmente até ao primeiro fim de semana do ano.

Apesar de um programa apertado de compromissos familiares e o pouco tempo que sobra para estar com os amigos, é para mim a melhor maneira de começar o ano. Consigo nestes poucos dias descansar e ganhar energias para uns tempos.

Publicado por amnésia às 12:28 AM

dezembro 24, 2003

Natal- Carlos Drummond de Andrade


Natal

Menino, peço-te a graça
de não fazer mais poema
de Natal.
Uns dois ou três, inda passa...
Industrializar o tema,
eis o mal.

Carlos Drummond de Andrade.

Publicado por amnésia às 11:09 AM

dezembro 22, 2003

A maratona

Depois de uma maratona de compras durante o fim de semana só me faltam 3 presentes. Ainda há esperança!

Publicado por amnésia às 05:31 PM | Comentários (2)

dezembro 19, 2003

Entalado 1


Avenida da República, 99

Nos anos 30 um decreto municipal obrigava os construtores de edifícios novos em Lisboa a investir X % do valor total de construção numa obra de arte que fizesse porte integrante do imóvel. Era ideia da Câmara Municipal que os arquitectos trabalhassem conjuntamente com os artistas com vista a integrar a dita obra de arte no projecto arquitectónico. Esta medida não foi bem aceite por parte dos arquitectos que a tomavam como uma ingerência no seu trabalho, por parte dos construtores também não visto ser um agravo ao preço final do edifício.

Um dos grandes opositores desta medida foi o arquitecto Francisco Keil do Amaral (arquitecto responsável pelos projectos do Parque de Monsanto, Parque Eduardo VII e Aeroporto de Lisboa) que depreciativamente chamou as esculturas “entalados”. O nome “entalados” surge por os trabalhos estarem normalmente inseridas numa estreita faixa horizontal entre a porta principal dos edifícios e as varandas do 1º andar. Os escultores escolhidos (embora haja muitas excepções), eram artistas recém saídos das Belas Artes que ,embora sem grandes rasgos criativos ou grande qualidade plástica, faziam o seu trabalho por muito pouco dinheiro.

O decreto municipal continua ainda em vigor mas não é infelizmente aplicado. A partir de hoje vou passar a inserir neste blog os “entalados” que for encontrando.

NOTA: Andei a pesquisar e a tentar recolher informação sobre este tema mas as pesquisas foram infrutíferas. O que escrevi é informação que foi recolhendo verbalmente, juntamente com o que retive de uma peça jornalística que li na revista DNA do Diário de Notícias há uns anos atrás.
Há fortes possibilidades de haver imprecisões e agradeço a quem tiver alguma informação sobre este tema que me comunique. Obrigado.

Publicado por amnésia às 04:37 PM | Comentários (8)

dezembro 18, 2003

É só um 5º andar

10 minutos antes estavam 3 tipos em cima da viga. Dos 8 trabalhadores que vejo aqui do meu escritório não há um único que use capacete. Acho que nem vale a pena fazer comentários.

Publicado por amnésia às 11:16 AM | Comentários (3)

dezembro 17, 2003

O Pesadelo do Natal

Isto de ter famílias grandes tem muito que se diga. Onze meses por ano os aspectos positivos suplantam largamente os negativos, o pior é quando se chega a Dezembro. Não tenho por hábito nem gosto de comprar presentes a granel, de preferência prefiro oferecer algo que a pessoa presenteada goste mas que a mim também diga alguma coisa. Sou incapaz, por exemplo, de oferecer um livro que não tenha lido ou um CD que não me diga nada.
Quando são 48 os presentes a dar exclusivamente à família os dias que antecedem o Natal tornam–se num verdadeiro pesadelo. Parece que toda a inspiração desaparece, tudo o encontramos não serve ou porque é demasiado caro ou porque está esgotado ou porque simplesmente não é o presente certo.
O importante é não desanimar, vendo bem as coisas já só me faltam 27 pessoas.

Publicado por amnésia às 03:48 PM | Comentários (4)

dezembro 16, 2003

Registo Português de Dadores de Medula Óssea

Hoje fui à Faculdade de Ciências Médicas dar sangue para terminar o processo de inscrição no Registo Português de Dadores de Medula Óssea.
É uma pequena contribuição que pode ajudar quem tenha leucemia ou bebés/recém nascidos com alguns tipos de Imunodeficiências. As possibilidades actuais de um paciente encontrar um dador compatível são de 80% (em 1991 era de 41%), tal só é possível porque existe uma base de dados a nível mundial que regista todos os dadores voluntários. É um processo simples que é explicado ao detalhe aqui.
Acreditem, não custa nada e está tudo extremamente bem organizado. Hoje perdi 15 minutos para fazer a recolha de sangue e foi a única vez que tive de me deslocar, claro que se aparecer alguém que precise terei que o fazer outra vez, mas sabendo que se está a ajudar uma pessoa que provavelmente morre se não tiver a nossa ajuda é motivação mais que suficiente para o (pequeno) incomodo.

Publicado por amnésia às 11:55 AM | Comentários (3)

dezembro 15, 2003

?eu, o moinho, os estores e a ovelha

Publicado por amnésia às 11:02 AM | Comentários (4)

dezembro 12, 2003

Down, Down, Down

Estou um tanto desanimado com certas notícias que ouvi. Vale a cara de guardanapos, que a minha sobrinha Mariana fez ontem enquanto lanchávamos, para levantar a moral.

Publicado por amnésia às 03:04 PM | Comentários (2)

dezembro 10, 2003

O Tintol e a produtividade

Enquanto comia o meu peixe espada com arroz de tomate deu-me para reparar no álcool que ia aterrando nas mesas à minha volta. Conclui que essa deve ser a razão da nossa falta de produtividade.
Sugiro que o Estado Português peça uma alteração nos critérios de avaliação e que de futuro só se tenha em conta as partes da manhã.

Da parte que me toca estou a água, hoje o meu estômago não está preparado para mais.

Publicado por amnésia às 03:56 PM | Comentários (3)

dezembro 09, 2003

Deserto

Publicado por amnésia às 04:53 PM

dezembro 05, 2003

Às Vezes Há Justiça

Há uns anos atrás ouvi um sermão num casamento que me deixou completamente deprimido. Foi um sermão tão fora de contexto, tão infeliz, que sai da igreja e aguardei no exterior que a cerimonia acabasse.

O padre contou um caso que tinha acompanhado de um casal cheio de problemas em que o marido alcoólico, batia na mulher e nos filhos e como a mulher com uma doença crónica e o médico que a tratava se apaixonaram. A história acabava com a mulher, depois de muito rezar e reflectir, ficava com marido, sacrificando-se, como dizia o padre, de se realizar como mulher para se realizar como mãe.

Ontem deu-me para pensar neste episódio e na quantidade de gente válida que eu conheço que por um motivo ou por outro se deixam anular, desistem de lutar ou simplesmente se conformam com tudo o que de mau lhes vai acontecendo na vida. Fico triste que gente muito boa naquilo que faz não tenha uma oportunidade de ter uma vida digna só porque não são furões, não tem garra ou por vezes não tenham uma aparência igual ao vizinho do lado.

Depois de ter tropeçado, ter sido explorado e enganado toda a vida, JRS conseguiu mostrar o excelente profissional que é. JRS pode não ser a pessoa mais simpática do mundo, diplomacia não tem nenhuma mas não deixa de ser genuinamente boa pessoa e tecnicamente falando, na área dele, é fora de serie.

Infelizmente é 1 caso em 100, mas não deixa de ser gratificante saber que há excepções. Obrigado JRS por me mostrares que vale a lutar sem abdicar do que consideramos certo.

Publicado por amnésia às 04:52 PM | Comentários (4)

dezembro 04, 2003

a cena da rena com gangrena

Pintura e texto de Pedro Proença ( o texto é um excerto de PSICOMORFILUM / XANGAIADA CHIC-CHOC referente à letra V).

Pus-me a apalpar as «bacas» - eram uma cabeça - eram um porco espinho.

Vi: obecessivamente: voltei a ver: obececivamente: e porém: obsessivamente.

Quem batia Cloé nos pórticos da antescrita? Os simposiuns decorriam entre leitugas. Os veneráveis e simpáticos banqueiros recitavam Platão durante a missa e uma massa de ascetas contorcia-se no circo louvando Orfeu o Todo-Terreno e comendo requeijão com bife de porco (um ciclista malabarista despenhara-se: agora era apenas mais um pombo laranja cujo voo apodrecera; a morte é assim tão vertical).

A multidão mudara com o tempo e mudara o tempo com a multidão - cumpria-se a vontade: as vacas tinham que se sacrificar numa bacia de vinho (os equinócios aproximavam-se como comboios desvairados) enquanto adolescentes cortavam os testículos e os ofereciam à estrela da tarde (outra contorsionista que ousava povoar o além antes do Aléa).

A burocracia com espargos - era este o curioso título de uma fórmula que Hermes bem contrariava (ser tremendamente simiesco, repousar no estômago de um elefante, ser hipnotizado pelo corpo fulgurante de uma Boá). Essa fórmula confrontava-se, direi mesmo, degladiava-se, com os epitáfios em guerra de capoeira. Toda a santa tarde um sangue espesso e sujo cantava: chamavam-lhe a guerra.

Porém, entre os animais é o caranguejo o mais enigmático: aproxima-se dos jogos dionisíacos. Num terraço de papoilas e jasmim entre insectos mortíferos. Ele é um adivinho: aderindo intuitivamente ao eterno retorno (o desejado entre os desejados - a orla vã e o mar desfeito). Uma espécie de Deus Surdo.

Jogou os seus trunfos: fanática distração! Brilhou - esplendor de verde. Desejo separa espaço.

Pus-me a segurar-lhe as tetas com vontade. Delas saía um cheiro áspero e maternal. A pátria morria no estrume. O verão era. O crânio tremia como gelatina. Finalmente a guerra era crucial e o pensamento crucificante.

Que dizer mais: arf! Arf!

(a contradição de sermos entre o totem e o dólar)

- este texto é dedicado aos avestruzes dos países subdesenvolvidos e às vacas da Etiópia (camaradas de todo o mundo: uni-vos!)


PSICOMORFILUM / XANGAIADA CHIC-CHOC completo
aqui.

Publicado por amnésia às 11:44 AM | Comentários (3)

dezembro 03, 2003

Hipo

Publicado por amnésia às 03:25 PM

O Mundo Lá Fora

E nós seguimos. Só a nossa rua é importante e o mundo lá fora não passa de uma grande abstração.

Publicado por amnésia às 12:23 PM