fevereiro 14, 2007

Ele

Ele girava à volta do meu mundo
Ele podia mudar tudo num segundo
Ele fazia-me suspirar
Ele dizia-me para parar

Ele deixava-me endoidecida
Ele compunha a minha vida
Ele completava o meu sorriso
Ele mostrava ser o que preciso

Ele era o meu calor
Ele era o tal perfeito
Ele era o que eu tinha eleito

Ele mostrava que me amava
Ele exibia o que pensava
Ele fazia-me ver… amor

Publicado por AlexandraMayer às 10:05 PM

Para ele, escrito no verão. Antes da ida a Madrid.

Faço isto porque estou demasiadamente triste, porque sinto a falta de algo que não posso vir a ter, porque estou triste por nada poder ser como eu quero, porque o que idealizo não se realiza, porque não paro de pensar em ti, porque cada momento que passa faz-me pensar cada vez mais no que poderia vir a acontecer.
Digo isto porque sim, porque gosto de ti, porque sinto a falta de ti, porque não me imagino com outra pessoa, porque tu fazes-me bem, porque não consigo parar de gostar de ti … Porque tu és único, perfeito, acolhedor … Porque me fazias feliz quando dizias gostar de mim … Algo que agora não faz significado, vejo… Isto dói … Pode parecer que não, mas dói … Mas não é o suficiente para eu deixar de gostar de ti :S Isto é estranho , porque quanto mais me magoas , mais eu gosto de ti … Acho que não tem nada a ver com aquele ditado popular “ Quando mais de bates , mais gosto de ti “ Mas tem o suficiente para eu dizer que sim , pode ser verdade . Eu gosto de ti, espero que isto passe depressa, porque não quero que por eu gostar de ti as coisas fiquem piores … Porque quero que fiques bem com a ela, não consegui ser eu a fazer-te feliz, mas que pelo menos o sejas com alguém que amas. Sinto-me triste por isto estar a acontecer … E escrevo porque acho que é a única maneira para exprimir o que sinto. É complicado estar na minha situação, é pois … Na tua não sei, porque não estou no teu lugar e nem me consigo tentar integrar … Magoaste-me, sim … Magoas-te. É triste porque gostaria de estar no teu lugar. E tinha a certeza que se tivesse, nunca te magoaria.
És especial, e não quero que o facto de te gostar de ti, modifique a nossa amizade… Porque quero ser tua amiga, já o disse…
Foram poucos, aqueles momentos … Mas foram bons, eu gostei mesmo muito … Aquelas conversas… Aquelas mensagens… Aqueles momentos de tensão, gostei … Aquela maneira de beijar loucamente, aquele sorriso, aqueles beijos no pescoço… O momento em que estávamos os dois no cinema … Onde muitas coisas aconteceram e outras que não vieram a acontecer… Mas que eu queria … E acho que tu também …. Gostei de tudo… Pena é se ter tornado só por só “aquele momento”.
Isso angustia-me, porque cada vez que me lembro do que aconteceu... Da tua doce voz, dos nossos desabafos, do teu riso que eu tanto gosto… Dos teus olhos… Aqueles olhos azuis que exprimem algo de diferente, que mostravam que não eras capaz de me magoar… Tudo isso ilusões… Não escrevo isto só pra te fazer sentir culpado por estar assim… Escrevo isto pra tentar desabafar um pouco :S Porque não me sinto nada bem com tudo isto…
Acho que se não tivesse os meus amigos, aquelas pessoas que eu gosto, aqueles amigos que me apoiam em tudo, aquelas pessoas verdadeiras… Acho que se não os tivesse… Seria pior.
Vou para Espanha… E gostava que até lá chegar fôssemos falando… Porque a partir daqui… Vamos seguir diferentes rumos… A tua namorada vem… E pronto… Isso diz tudo… Mas acho que o facto de a teres não implica com que sejamos amigos. Gostei muito mesmo, muito de te ter conhecido. Foste e sempre serás aquela pessoa especial. Gosto imenso de ti. És aquele, és o tal. E é neste momento que as lágrimas caem… :/
“ Porque as coisas nunca são como nos queremos, porque a vida é mesmo assim … “

Publicado por AlexandraMayer às 09:59 PM

Impossível de se esquecer.

Não consigo esquecer uma pessoa, que não sai do meu mundo, que só gira à volta dele. Uma pessoa importante, com tal qualificação e protecção, que nunca seria capaz de magoar. Viver sem lhe tocar é algo que me marca cada dia que passa, algo que me deixa com tal melancolia que é como que se no meu mundo não existisse nada, que o ocupasse totalmente, como o amor. Parece estúpido pensar assim… Por vezes faço coisas piores que me deixam “louca”, não louca de prazer, mas endoidecida por um amor fracassado. Um amor que sempre sonhei alcançar, como que se o obtivesse, tudo mudasse e passasse a algo com mais qualidade e paixão.
Amo-o, talvez o saiba porque quando o via, quando tocasse no seu rosto, quando tocasse nos seus carnudos e doces lábios, quando admirasse aqueles belíssimos olhos azuis que me lembravam o mar, quando sentisse aquelas suaves e avantajadas mãos nas minhas, aqueles toques espontâneos, quando passasse as mãos pelo seu cabelo, cabelo com uma cor não definida, um castanho bastante claro, como que se raios de sol o cobrissem, sentisse a maciez que o afortunava… Sentisse que ele era o tal, aquele que gostaria que estivesse ao meu lado para sempre, o tal amor com que sonhei desde criança, o tal “príncipe encantado” tão sonhado aquando criança. Sentia uma imensa paixão por aquela tal pessoa… Um amor tão inexplicável, quase inexistente à face da terra, algo que não percebia…
Porque sabia e sei que neste mundo todos somos capazes de sentir isto e que cada dia que passa, existe maior quantidade de pessoas a sofrer com este facto. Bastantes pessoas sabiam e sabem deste meu sofrimento, desta realidade que me atormenta todos os dias quando penso nele… Penso que todos são incapazes de sentir esta dor totalmente, cem porcento. Nos momentos em que desabafava, aparecia sempre alguém que me contasse que também estava a sentir o mesmo… Achava impossível, porque não o estariam a sentir o tal cem porcento, não desdenho que estivessem a sofrer, mas, só eu sei e sinto o quanto estava e estou mal. O que por vezes não se nota com as tais brincadeiras e sorrisos… Mas que sim, cá dentro existe um vazio que me amargura, nos tais momentos, nos momentos de tristeza, dor, mágoa, de sofrimento… Como que se existisse uma nódoa negra dentro de mim, como que se tivesse sido esfaqueada e tivesse o mesmo “buraco” e sentisse a mesma dor como que se fosse mesmo isso que tivesse acontecido, mas que, nesta situação não tinha sido esfaqueada literalmente e nem tivesse internada num hospital devido a tal incidente. Neste momento, a “pessoa” em que mais confio, sem ser nas minhas amigas, é em mim própria. Todos os dias sofro um pouco com o que se está a passar… De manhãzinha, de tarde, pela noite, e até mesmo por vezes quando adormeço, sonho com passagens sobre isto…
Atormenta-me não o conseguir esquecer, e atormenta-me estar a sofrer por ele, porquê que temos que sofrer sempre por amor? Por vezes penso que se não existisse este tipo de amor, o tipo de sentir atracção por alguém, não o tipo de amar os meus queridos pais e as minhas queridas e os meus queridos amigos. Penso que se não existisse o tipo de amor 1, guerra, ódio e todos esses sentimentos que magoam as pessoas, o mundo fosse perfeito! Mas infelizmente é imbecilidade pensar desta forma, porque a realidade é que tudo isso existe, e que cada dia que passa faz torturar mais as pessoas. Não consigo perceber o porquê de tanto ódio e vontade de fazer mal ás pessoas, de tentar matar, fazer sofrer familiares, amargurar pessoas durante anos, não consigo perceber os actos terroristas. Voltando ao devido assunto… Deixando este outro que nos faz pensar e nos deixa também tristes…
Escrevo isto porque deduzo que esta seja a única das maneiras que fizesse com que conseguisse exprimir o meu sentimento. Ou talvez não, porque talvez não consiga explicar exactamente o que se passa. Mas penso que por vezes as palavras mostram muito de nós e ponderam solenemente na maneira de ser das pessoas, acho que demonstra a sensibilidade e a maneira de pensar das tais.
Sim, posso estar a exagerar um pouco e estar a mostrar o que sinto de tal maneira vital como que se se estivesse a passar o que por vezes dizemos quando discutimos com alguém: “Estás a fazer uma tempestade num copo d’agua.” Ou como se diz… Talvez sim, isso se esteja a passar agora. Nestes momentos tristes, o que costuma-mos fazer é pegar numa barra de chocolate e comer, comer e comer, como que se o chocolate nos melhorasse em relação ao que estivéssemos a sentir interiormente. Isto acontece por vezes, já o fiz algumas vezes com companhia, onde estávamos as duas muito tristes mesmo, a consolarmo-nos mutuamente. Agora, não me costumo fixar no tão confortante chocolate, mas sim em musicas tristes e escrevendo.
Estranho é estar a escrever tudo isto sem chorar, só com aquela espécie de “raiva” no coração que faz com que escreva cada vez mais rápido, que me deixa com uma vontade incontrolável de chorar, mas que não faz com que as lágrimas caiam. É estranho, sim é.
Olho para fotografias, e vejo a sua beleza, a beleza do seu corpo, aquele corpo airoso, esbelto, aqueles olhos que como já referi me lembravam do mar, aqueles lábios, aquele cabelo fielmente guarnecido com tanta beleza e maciez, aquele sorriso, aquela maneira de andar, de abraçar, de beijar, de falar… Aquela atenção que ele me dava sempre, aqueles actos de meiguice que me deixavam constantemente feliz, aquela forma de me contar as coisas, a maneira com que ele não pressionava nada, tudo perfeitíssimo. Até a maneira de ele se vestir me deixava afortunada, naquele dia ele estava com aqueles seus calções que lhe acentuavam tão bem, com uma t-shirt e que sem se entrar em pormenores combinava tão bem, com uns chinelos, as tais “havaianas” ou o que era e o seu boné que tinha uma espécie de quadradinhos verdes e brancos. Foi num parque que estivemos juntos, onde nos beijámos e demos aqueles tão apetecíveis abraços… Foi gratificante o momento… E igualmente belo.
Apesar de algumas controversas… O que senti por ele foi forte, e mútuo. O que me marcava nele, era o facto de ser assim tão gentil e de ter uma maneira demasiadamente querida de pensar e de mostrar o que sentia.
Acho que todos os desabafos, todas as palavras, todos os pormenores, todas as coisas que aconteceram durante dois meses de verão abrasadores e inalteráveis formou este tão intenso e delicado amor. Chamo de amor, porque se não o amasse, não estaria nesta difícil situação, neste ardor de coração…
Passo dias e dias sem puder estar com ele, sem poder tocar nos seus lábios que tanto amo, sem puder lhe explicar que o que eu sinto por ele é incontrolável.
Porquê que não existe uma resposta certa a todos os porquês que me questionam todos os dias, a todos os momentos? É estranho haver uma pergunta, mas uma pergunta inútil, que não tem a sua devida resposta.

Publicado por AlexandraMayer às 09:53 PM