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fevereiro 01, 2012

Aos espíritos do tempo

Agora, que morreste
Velho, débil e sozinho
Na mais profunda solidão
Que é a solidão de não ter quem por nós olhe
Mais a solidão da própria morte

Agora, que viveste
Sempre agarrado à superfície dos dias
Em rotinas infindáveis e vãs
Perdido entre a vontade de abraçar a vida
E o medo de tudo perder, de tudo sofrer

Agora, que nada mais te resta
A não ser a liberdade imensa
De a tudo quanto existe poderes pertencer
Enquanto matéria que se transforma e dispersa
De encontro aos elementos que formam o ser

Peço aos espíritos do tempo
Que sei que por aí andam vagueando ao sol
Que te libertem dos grilhões da vida e do sofrimento
Para enfim poderes abraçar
A imensidão do espaço e do tempo

Conceição Pereira
Fevereiro 2009

Publicado por Conceição Pereira às fevereiro 1, 2012 11:17 AM

Comentários

Jonas, vamos aprofundar.Concordo 100% ctignoo e vou acrescentar coisas ao que vocea disse.Note que temos que separar duas coisas.O meio e os fins.Os livros se3o meio (suporte) para se atingir determinado fim (passar ideias, informae7e3o, conhecimento).Ate9 a chegada da Internet, quem os produzia estava do lado da expanse3o do conhecimento humano, pois ou se difundia ideias, via livros, ou ne3o se espalhavam ideias na sociedade.Com a Internet, houve uma mudane7a.Hoje, temos outro meios de difundir as ideias, os autores enviam seus manuscritos digitais para as editoras que ne3o mais se3o as difusoras do conhecimento, pore9m, se3o as que ne3o colocam de forma proposital essas ideias on-line.He1 uma inverse3o e9tica agora.Veio uma frase, a partir desse debate:A decadeancia de uma organizae7e3o comee7a quando esquece ou se afasta do problema que veio resolver na sociedade As editoras deixam de ser difusoras do conhecimento e passam a ser contenedoras do conhecimento, o que vai contra um mundo que precisa trocar.Esse a meu ver e9 o debate central que este1 aqui nesse post.c9 preciso repensar o modelo de negf3cios para, de novo, estar do lado da difuse3o do conhecimento, pois aos poucos elas ve3o se afogar nessa contradie7e3o.Note que na cadeia de produe7e3o comee7am a ser comidas pela beirada:Pre9-venda - autores produzem direto pela rede, veja o caso da , , etc;Venda , vende ou compra de desconhecidos livros usados, atrave9s da ;O que vai acontecer e9 que o espae7o das editoras ire1 diminuir mais e mais, livro mais baratos, menos margem de lucro, ate9 que voltem a ser os defensores da troca de conhecimento e inventem uma ff3rmula para ir adiante, vejo duas editoras je1 nessa diree7e3o:No Brasil:Le1 fora:.Bom, Jonas, vocea coloca outra queste3o.Isso se coloca sf3 na e1rea de conhecimento ou de romance tambe9m, poesia, etc..acredito que isso tambe9m e9 um tipo de conhecimento necesse1rio?A maioria dos autores ne3o vende mais do que mil exemplares (que e9 uma marca maravilhosa) e para estes o digital e9 muito mais profedcuo.Eu como autor percebo que a ideia da publicae7e3o em papel e9 uma fantasia, ne3o se pode pensar nesse mercado em bloco, a grande maioria se daria melhor publicando no digital, com impresse3o por demanda, a pedido de cada leitor.c9 falsa a queste3o colocada pelas editoras, quando imagina apenas os grandes vendedores, os best-sellers.Isso ainda pode ser aprofundado.Keyne, vocea toca no ponto: Mas o fato e9 que o sistema de distribuie7e3o de conhecimento ire1 mudar e e9 praticamente inevite1vel a perda de releve2ncia do livro impresso. Sim, andei pensando por causa desse debate sobre essa nossa fascinae7e3o por coisas mortas e ne3o vivas, ate9 me veio a frase: Se apegar ao que ne3o tem vida e9 o princedpio da decadeancia .Enquanto o livro teve vida, palmas para ele.Ame1-lo como fetiche, ne3o vendo que ele passou a ser um impeditivo do conhecimento e9 se prender ao fim, ao inve9s do meio.Concordo com vocea 100%.Rebeca, vocea traz questf5es interessantes, vou destacar: E eu repito: existem bibliotecas pfablicas/populares. Ne3o existem lan houses pfablicas .Sim, acredito que isso e9 fato.Mas te coloco uma queste3o, o que seria mais econf4mico em termos de investimento num paeds, imaginando que vocea e9 a nossa Ministra da Difuse3o do Conhecimento, um cargo que acabo de criar: 1) colocar os livros on-line e oferecer acesso a todos, atrave9s de lan-houses com subseddios?2) ou melhorar as bibliotecas, sem acesso e0 rede?Desvantagens que vejo da ope7e3o 2:a) Note que por mais que uma biblioteca melhore, ela sempre vai ter um acervo limitado, sem as faltimas novidades.b) A pessoa tem que ir ate9 le1, ne3o pode acessar de casa (caso je1 tenha acesso) ou de algum lugar mais perto;c) Ela tem hora para abrir e fechar;d) Se o usue1ri@ quiser um livro que je1 tenha sido emprestado? Quanto tempo tem que esperar para ler?e) e se o livro molhar, for roubado, ou algue9m rasgar uma parte, ou mesmo rabiscar?Vocea como ministra que atitude teria?Ne3o e9 melhor incentivar livros on-line e espae7o para todos acessarem estes livros, via espae7os pfablicos, ate9 dentro das hoje bibliotecas, que virariam museu com obras raras (livros impressos) e acesso e0 rede?Imaginando que temos garantido que todo o acervo dos livros em portugueas fosse salvo em um super disco, com ve1rias cf3pias, atualizado diariamente em ve1rios cofres da repfablica, como do Banco Central, da Caixa Econf4mica e do BB? E as pessoas que quiserem teriam tambe9m possibilidade de salvar em suas casas?Que decise3o tomaria?Fiquei curioso.Beijos e abrae7os,grato pelos questionamentos, quanto mais sou confrontado com ideias interessantes, mais penso e mais vou adiante,Nepf4

Publicado por: Semral às abril 18, 2012 10:39 AM

Dito isso, vocea ne3o acha que os estudos da web seme2ntica pordeiam propiciar justamente essa evolue7e3o dos filtros? Bom, Daniel, vamos separar duas coisas.Tecnologia/Metodologia;Seres Humanos.Estamos saindo de:- um ambiente informacional, no qual as fontes humanas de informae7e3o eram limitadas pela distribuie7e3o de ideias, atrave9s de caros canais de distribuie7e3o;Para:- de um ambiente informacional, no qual as fontes humanas de informae7e3o ne3o se3o mais limitados pela distribuie7e3o de ideias, atrave9s de caros canais de distribuie7e3o;Nosso problema agora deixa de ser colocar a cara no mundo de antes para achar a cara que vocea colocou no mundo .Ne3o resta dfavida, que hoje do anonimato e0 fama o tempo e9 muito mais curto, milhares de exemplos chovem por aed.Assim, temos novos filtros alternativos que podemos optar por nos guiar no mar informacional. Escolhemos a partir de novos crite9rios, muito mais baseado em meritocracia do que no passado.Obviamente, cercado ainda de ve1rios fatores, tipo marketing pessoal, domednio do ambiente, condie7f5es social para se manter alternativa sem custos durante bastante tempo, etc Saedmos de um mundo nublado para um menos nublado.Ne3o e9 o paraedso, mas se vea melhor.A Web seme2ntica considero que e9 o aperfeie7oamento do que je1 estamos fazendo, atrave9s do uso de robf4s para melhorar as nossas recuperae7f5es.O Google foi um salto que2ntico nisso e vamos mais adiante, sempre na ideia de que e9 preciso gerar mais releve2ncia, sempre evitando que fore7as ne3o meritocre1ticas ganhem a guerra das buscas.Esse e9 o espedrito.Vocea ainda diz: tere1 que dar uma resposta o mais prf3ximo da verdade possedvel Bom, se vocea ler alguns textos do blog, recomendo este:Vere1s que o conceito da verdade/realidade e9 algo que temos que ter bastante cuidado .O que o Google pode nos levar ou uma busca similar a locais na Internet que correspondam o mais perto possedvel do que estamos procurando.E para isso ele vai precisar:a) saber cada vez mais sobre o seu perfil para tentar adivinhar , de fato, o que vocea costuma procurar para errar menos;b) monitorar a rede e deixar que as pessoas que tenham um perfil parecido com o seu te ajudem mesmo involuntariamente (do tipo o robf4 da Amazon que indica livros.);c) usar os crite9rios atuais, do tipo, pe1ginas relevantes, links para aquela pe1gina, releve2ncia do termo buscado, etc Veja que ne3o e9 a verdade , mas e9 tentar reduzir a taxa de erro entre a sua demanda informacional e o resultado de dada busca.Esse e9 um exercedcio que tambe9m vamos ter que interferir, ajustando os robf4s, para que possamos ajude1-los podemos, por exemplo, pedir mais oficial (sites com CNPJ, por exemplo) e alternativos (sem CNPJ), coisas do tipo.c9 isso,que dizes?abrae7os,Nepf4.PS Gustavo e Alberto, valeu a visita .

Publicado por: BAHAR às abril 20, 2012 05:19 AM

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