abril 30, 2005

Best Coach


The Best Posted by Hello


Descubra o melhor.

Publicado por tata em 09:29 PM | Comentários (2)

abril 26, 2005

OS NOSSOS BOMBEIROS FAZEM 25 ANOS

E vão assinalar a data:


É com uma pontinha de emoção, de regozijo, de contentamento, que quero aqui deixar expresso que me chegou ao conhecimento que os nossos Bombeiros vão assinalar o seu 25ª aniversário.

Todos sabem que um laço de grande admiração e orgulho me liga a esta prestimosa Instituição da nossa terra, e que um elo não só de sincera amizade, mas também de afeição que nutro pelo seu Comandante desde sempre, me fazem ser um fiel admirador e defensor dos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DO ALANDROAL. Na pessoa do JOSÉ FONTES, o meu primeiro abraço de antecipados parabéns e os votos que continue com a abnegação de sempre a Comandar os destinos destes Valorosos Voluntários. Bem hajam!

Aqui lhes deixamos o programa que irá assinalar a data:

Dia 29


21h00 Atribuição de Distinções Honorificas aos Elementos do Corpo Activo.

Dia30

09H00 Hastear de Bandeiras com Formatura Geral.

09H30 Desfile do Corpo Activo.

11H00 Recepção das Entidades Oficiais e Convidados.

11H15 Benção de nova viatura.

11H30 Sessão Solene.

13H00 Almoço nas Instalações do Quartel.

É ainda aproveitada esta data para que a Associação, com o aval da Liga dos Bombeiros Portugueses, distinga Elementos que pela assiduidade prestada no desempenho de funções nos seus Órgãos Sociais tenham contribuído para o engrandecimento dos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DO ALANDROAL.

Daqui lançamos o repto para que todos, sem excepção, residentes ou não residentes, tenham uma palavra de parabéns, de incentivo, de orgulho para os nossos BOMBEIROS.

Podem fazê-lo nos comentários desta posta, ou directamente para o e-mail da associação:

bvalandroal@mail.telepac.pt.

LONGA VIDA AOS B.V.A.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 08:20 PM | Comentários (9)

abril 24, 2005

ENDOVÉLICO

endovelico_psic.jpg

Publicado por tata em 09:06 PM | Comentários (0)

DESCUBRA AS DIFERENÇAS:

Esta posta só tem razão de ser porque o autor nasceu, foi criado e viveu no Alandroal e lá residia por alturas do 25 de Abril do já longínquo ano de 1974, e aí aprendeu o que é democracia e liberdade, e porque agora reside em Montemor-o-novo e teve conhecimento da luta desta boa gente quer antes, quer depois desta data (vide LEVANTADOS DO CHÃO, de SARAMAGO).

A Autarquia de Montemor é gerida pelo P.C., a do Alandroal pelo P.S.

Eis os programas delineados por ambas as Autarquias para assinalar o 31ª aniversário do 25 de Abril:

Montemor-o-novo (CIDADE):

DIA24
09,00 – TORNEIO DE TIRO AOS PRATOS (Organizado pela Ass. Caçadores e Pescadores Terreno Livre.

22,00 – ESPECTÁCULO DE MÚSICA E POESIA “Poemas do Contra, Baixo e Guitarra” (Organizado pela Câmara Municipal).

23,30- ARRUADA PELAS RUAS DA CIDADE.

DIA 25

09,00 – Hastear das Bandeiras (Fanfarra dos Bombeiros Voluntários)

10,00 – XXV Estafeta da Liberdade (Organização Câmara Municipal e Juntas de Freguesia)

12,00 - Exibição de Pára-quedismo

13,00 - Almoços Comemorativos do 31º Aniversário do 25 de Abril (Organizados pelas ARPI, s de Silveiras, Foros de Vale Figueira e Ciborro)

17,30- ESPECTÁCULO COMEMORATIVO COM O GRUPO “SONS DA FALA” (Sérgio Godinho, Vitorino, Janita Salomé, Tito Paris, Filipe Mukenga, André Cabaço, Guto Pires Juka e Madeira Júnior) – (organização Câmara Municipal).

Programa apresentado em desdobrável A3 com extractos de prosa de Manuel Gusmão (prémio Virgílio Ferreira 2005 – Universidade de Évora) com destaque para palavras como MEMÓRIA; FRATERNIDADE, LIBERDADE:

ALANDROAL (VILA)

Dia 24

15,30 – FINAL DO ESCALÃO A DO TORNEIO DE FUTSAL

16,30 - FINAL DO ESCALÃO B DO TORNEIO DE FUTSAL

21,00 – FINAL DO TORNEIO 25 DE ABRIL EM FUTSAL

22,30 – CONCERTO: EMANUEL

00,00 – SESSÃO DE FOGO DE ARTIFICIO

DIA 25

08,00- HASTEAR DA BANDEIRA NACIONAL EM TODAS AS SEDES DE JUNTA DE FREGUESIA E NOS PAÇOS DO MUNICIPIO, COM ACOMPANHAMENTO DA BANDA DE MÚSICA DO CENTRO CULTURAL DO ALANDROAL.

15,30 – Entrega de Prémios do Torneio em Futsal.

16,30 – DIZER E CANTAR LIBERDADE, PELO GRUPO OPPOENTE.

17,30 - Intervenção do Exmº Senhor Presidente da Câmara Municipal.

18,00 – LANCHE CONVIVIO, OFERECIDO PELA CÂMARA.

Programa em folha A4 com quadra de Shophia de Melo Breyner Anderson, alusiva à data e texto de João Nabais (Presidente da Câmara) versando o mesmo assunto.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 09:01 PM | Comentários (13)

Futebol Local

jsa1204.jpg
foto Carlos Gomes


24 Jornada – 24-/o4/2005


ALANDROAL 2 R. MOINHOS 0

Calipolense 0 Monte Trigo 0

Escoural 5 Valenças 2

Portel 1 Oriola 0

Atlético 0 União 1

Redondo 1 Bencatel 2

Estremoz 2 Borba 3.

Publicado por tata em 08:58 PM | Comentários (0)

abril 23, 2005

Luz Se Fez

luzsefez_net.jpg

E eis que surge o segundo blog de que temos conhecimento da nossa linda Terena.

Lus se Fez, numa alusão a Lucefecit, fará certamente muita luz pelo excelente começo.

Força e contem com o nosso apoio.

Um abraço.

Publicado por tata em 07:55 PM | Comentários (1)

O ALANDROAL: SUAS INFRA-ESTRUTURAS III (URBANISMO, DESPORTO)

Qualquer localidade no que diz respeito a urbanismo se divide em “a parte velha” e a “parte nova” o que equivale a dizer: os locais primitivos da criação do lugar e os que vão aparecendo ao longo dos tempos. Durante longos anos o Alandroal não teve “parte velha” e “parte nova” teve sim “os de baixo” e “os de cima” uma divisão cujo meridiano era a Fonte das Bicas.

Embora sempre se assistisse a melhoramentos quer nas artérias (substituindo a terra batida ou a calçada pelo alcatrão) ou a melhoramentos nas habitações, certo é que durante vários anos a “Vila” se manteve com as mesmas estruturas, salvaguardando talvez o crescimento e consequente arruamento das ”EIRAS DO RAVASCO”.

Pós 25 de Abril, e consequentes facilidades e não só, novas estruturas foram criadas, e embora mantendo a traça inicial, a “Vila” foi crescendo, as artérias e espaços que as delimitam foram sendo modificados, novas construções foram aparecendo.

TAPADA DA ALFARRUBEIRA, LADEIRA DAS PEDRAS, VALE DOS ANDORINHOS,
SÃO BENTO, SANTO ANTÓNIO, são disso exemplo.

E com o expandir da terra novos complexos foram surgindo, outros deslocados para locais mais acessíveis: a Escola Diogo Lopes de Sequeira, o Mercado Municipal, a Junta de Freguesia, os Correios, o Parque de Exposições, as Piscinas, a futura Biblioteca, o Novo Campo de Futebol.

Nem tudo é perfeito, e como exemplo podemos dar a caótica circulação na Praça da Republica, para não falar do estacionamento dos carros no mesmo lugar, onde só os da Autarquia ocupam 90% da superfície disponível.

Tendo como ponto de referência o nosso altaneiro Castelo erguido no centro da “Vila”, e com tudo o que o rodeia, e que parece prestar-lhe homenagem, só podemos dizer: O ALANDROAL É UMA TERRA SEM IGUAL, como aliás o refere um dos versos do seu hino.


Nunca o Alandroal atravessou uma época, (para utilizar o termo adequado às lides desportivas) como agora.

Após um interregno de vários anos, onde com grande esforço se conseguiu a criação do Juventude Sport Alandroalense, que iniciou a sua actividade disputando o Campeonato da INATEL e mais tarde nos Campeonatos Distritais onde chegou a militar na primeira divisão certo é que durante muitos anos o futebol desapareceu do Alandroal, voltando recentemente.

Ocupando no presente um lugar destacado na Divisão de Honra no Distrital de Évora.

Também por essa altura o Atletismo, atingiu um ponto alto no Alandroal, e em várias provas os nossos atletas atingiram o podium.

De salientar ainda que desde o inicio o Concelho do Alandroal marcou presença nas Olimpíadas do Distrito de Évora, fazendo-se representar em diversas modalidades.

Mas é no tempo presente que o Desporto está a conhecer um maior incremento em todo o Concelho, onde além de se promoverem campeonatos que recuperam jogos tradicionais, Xito, Malha, se incrementa a prática de Futsal (Torneio 25 de Abril), Atletismo, (Corrida dos Três Castelos, Corta Mato Feira de S. Bento), Pesca Desportiva, Motonáutica, etc.

No que diz respeito ao Futebol, além da Equipa da Sede do Concelho, a disputar a Divisão de Honra, temos as Equipas do Rosário, Terena, Hortinhas e Santiago Maior na Primeira Divisão do Distrital de Évora, adivinhando-se para breve a presença de duas Equipas do Concelho no Escalão principal do Distrital.

Uma palavra é devida e merecida para a Equipa de Rugby de Juromenha.

Para terminar três notas menos positivas: a falta de Equipas nos Escalões Juvenis, imprescindíveis para a continuação de um trabalho sustentável, a má localização e acomodação do Campo de Futebol e por fim a falta de apoio dos Alandroalenses à sua Equipa e ao trabalho desenvolvido pelos responsáveis.

Saudações Marroquinas
Xico Manel.

Publicado por tata em 02:10 PM | Comentários (1)

Alandroal integra projecto europeu de novas tecnologias

O e-ASLA pretende levar as novas tecnologias de informação a concelhos com menos de vinte mil habitantes, agrupamentos ou associações de municípios, onde foram identificadas dificuldades na sua implantação. O Alandroal será um dos concelhos em Portugal abrangidos. João Nabais, presidente da Câmara Municipal do Alandroal está em Madrid a participar na reunião que marca o arranque do projecto europeu.

A autarquia explica que a nova rede europeia de tecnologia introduz "a figura de fornecedor de serviços e conhecimento para partilha dos recursos existentes" para além de "criar uma rede de colaboração para administrações locais de pequena dimensão, mantendo uma perspectiva multilingue".

O e-ASLA(e-Administration Framework for Small Local Administration) está orçado em 1.651.155 euros e terá como parceiros a UPM - Universidad Politécnica de Madrid, a UCLA - Universidad de Castilla-La Mancha, a Asociación para el Desarrollo Integral Mancha Júcar-Centro, a Institución Ferial de Extremadura, a Aquitaine Europe Communication, a AMNA - Associação de Municípios do Norte Alentejano, a Câmara Municipal de Castelo de Paiva, a Câmara Municipal de Mondim de Basto, o Município de Alandroal e o INESC Porto – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto.

Integrado no INTERREG III B para as regiões do Sudoeste Europeu, o programa tem por objectivos definir a framework e-ASLA que permita a integração de software de código livre e comercial, para suportar os processos administrativos.


Quinta, 21 de Abril de 2005 - 21:03
Fonte: N.A. - Jornalista : N.A.

Publicado por tata em 09:58 AM | Comentários (2)

abril 19, 2005

WALL

The Wall.jpg

Publicado por tata em 09:37 PM | Comentários (1)

A FAMILIA TIRA-PICOS CAP. 19 ( e último): FINALMENTE... NO BOM CAMINHO

Há males que vêem por bem... Depois de “enxotado” de casa dos sogros pela segunda vez, e vendo-se novamente “sem eira nem beira”, a acudirem-lhe à lembrança os tempos que se viu só e abandonado, após a “mijaceira” depois daquela noite de bêbada, e prevendo que novos males se avizinhavam, Tira-Picos resolveu dizer basta, “empinar o juízo”, “deitar contas à vida” e “tornar-se alguém”.

O primeiro passo era ir falar “de homem para homem” com o sogro. Afinal ele era casado, de papéis passados (mentira), o filho era dele, e além do mais tinha direito a umas cabeças de gado que entretanto tinham nascido. Pelo menos a uma vaca, não contabilizando o que estava por colher na horta que o sogro lhe tinha posto à disposição.

O gaiato nem penses levá-lo daqui, quero que ele seja alguém. A Maria Amélia é lá com ela. Tu, toma lá uma nota de dez, e põe-te a andar...

Não estivesse o pensamento do Tira- Picos, já com as ideias definidas, do que se propunha fazer, e teria sido nessa altura que ajustava contas com o sogro: mandava-o meter a nota no cu, e arreava-lhe tamanha carga de porrada, que nem ele sabia de que freguesia era.

Assim preferiu, arrecadar a nota, deixar a educação do Sinfróneo ao cuidado dos avós, que para isso tinham posses, esquecer por uns tempos a Pardaleira e concretizar o que tinha em mente.

Se as cadeiras com fundos de buinho, tinham desaparecido num ápice, quando da feira de artesanato em Lisboa, porque não havia ele de ir experimentar vender cadeiras aos Lisboetas?

Agora até já sabia o caminho!

Com a nota de dez comprou umas cadeiras... pôs-lhe os fundos... e marchou caminho e Lisboa.

Não precisou de sair do Terreiro do Paço. Logo no barco vendeu metade, e as restantes voaram num instante.

No primeiro mês só lá ia uma vez por semana, mas ao fim de pouco tempo o negócio tornou-se tão próspero que passou a ir dia sim, dia não. Entretanto aprendeu as fazer os cestos de verga. Alternava os cestos com as cadeiras, e mais tarde já era representante de todos os artesãos do concelho, comprando cá, vendendo lá.

Tornou-se conhecido no meio, já não se limitava, a levar... trazia também produtos que não eram vistos no Alandroal, e que transaccionava por bom preço.

Comprou uma carrinha, mais tarde uma camioneta e agora já tem um carro frigorífico, onde faz o transporte de mariscos.

Já não mora no Bairro das Minhocas, mas em casa própria.

Já tem a sua mulher ao seu lado e o Sinfróneo estuda em colégio particular.

Já não pede a bicicleta emprestada, mas desloca-se em jeep do próprio.

A Pardaleira, já não é conhecida assim, mas por Dª Mélinha.

O Tira-Picos ainda vai à tasca do Água-Mel, mas não bebe um tinto... bebe whisky.

Deixou de ser o Tira-Picos e passou a ser o Senhor Carrilho Soares.

Pondera agora conjuntamente com o sogro, com o qual tem agora uma S.A.R.L, da qual resultaram algumas P.M.E., se deve ou não aceitar o convite que lhe foi dirigido, pelo P.S.F. (Partido: Portugal Sem Fundos), se se deve candidatar a Presidente da Junta.


Quanto a mim: moveram-me um processo, que corre os seus trâmites em Tribunal, no qual me acusam de ter denegrido a sua imagem. O que eles não sabem é que assim que eu queira, pura e simplesmente desaparecem. Há...há...há...

E é já...

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 09:34 PM | Comentários (1)

abril 18, 2005

LISBOA-ALANDROAL-DAKAR

dakar.jpg

A próxima edição da prova que originalmente partia de Paris e terminava em Dakar irá iniciar-se em Lisboa.

O empresário João Lagos conseguiu superar Roma e Barcelona e trazer o início da prova para Portugal.

João Lagos afirma que o apoio do governo e das autarquias será indispensável.

Será que existe uma chance, mesmo que remota, de a Câmara Municipal do Alandroal exercer alguma influência de forma a que a caravana possa percorrer terras do nosso concelho?

Será tão improvável como Dakar começar em Lisboa?

Publicado por tata em 08:09 PM | Comentários (1)

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO ALANDROAL - RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2004

Deste o início deste espaço que temos vindo a divulgar o relatório de actividade desta prestimosa Instituição da nossa terra, dado ser uma, entre muitas, que nos merece uma palavra de apreço pelo trabalho desenvolvido em prol dos mais desfavorecidos.

Mais poderíamos fazer, não só em relação à Santa Casa mas a outras Instituições que nos orgulhamos possuir no Alandroal, desde que os responsáveis nos transmitissem os eventos, mais a pensar, nos que, por motivos vários se viram obrigados a procurar novos rumos, mas que não cortaram de forma alguma com o cordão umbilical que os liga à sua terra. E são muitos... embora não pareça.

Assim e em Assembleia-geral programada para o dia 17 de Abril vão ser apreciados, discutidos e votados o Relatório e Contas relativos ao ano de 2004.

Transcrevemos os pontos mais importantes:

OBRAS E PROJECTOS:

CONSTRUÇÃO DA UNIDADE DE APOIO INTEGRADO

São relatadas as dificuldades surgidas ao longo da execução desta obra, no entanto é firme propósito dos Responsáveis concretizá-la num breve espaço de tempo, Destaque para as verbas dispendidas até ao momento: 5.282,41 euros, (a), tendo-se liquidado facturas de Autos de Vistorias e Medições de Trabalhos da empreitada no valor de 164.292,68 euros dos quais, 60.908,24 foram suportados pela Santa Casa.

(a) Estamos em crer que nos dados fornecidos, houve um erro de falta de zeros, (talvez dois).

EDIFÍCIOS E OUTRAS CONSTRUÇÕES, EQUIPAMENTO BÁSICO E DE TRANPORTE:

TERRENOS

Procedeu-se ao arrendamento do Olival designado “À estrada de Bencatel” pelo preço de 100 euros anuais.

Relativamente ao património rústico e apesar de várias diligências o arrendatário da Herdade do Xévora só liquidou parcialmente o valor que cabe à Santa Casa, relativo ao ano de 2003 (em 31 de Dezembro era devedor de 9.768,04 €) e não liquidou a de 2004, no valor de 15.471,46€, provocando uma quebra de rendimentos no valor de 25.239,50€

VALÊNCIAS:

Acordo para 35 utentes, sendo frequente usufruírem mais dois nas camas do isolamento. Lista de espera de 188.

Continuação do trabalho desenvolvido no CENTRO DE DIA.

Idem nas valências ao APOIO DOMICILIÁRIO e APOIO DOMICILIÁRIO INTEGRADO, e INTERVENÇÃO PRECOCE.

OUTRAS ACTIVIDADES:

Alem da comemoração das datas festivas, são comemorados os aniversários dos utentes, do Lar e aproveitando o evento foi homenageado o SENHOR ALEXANDRE RECTO. Abro um parêntesis para louvar tal iniciativa e juntar a minha voz a tão justa homenagem. É-lhe de todo merecida, pois tem sido toda uma vida dedicada à causa. Bem-haja.

Continua-se a proporcionar aulas de alfabetização, passeios ao exterior e a louvável presença de um pavilhão na Expo-Guadiana.

Eis em traços gerais o relatório de actividades de uma das mais prestimosas Instituições do nosso ALANDROAL.

Votos de longa vida e felicidades aos responsáveis...

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 07:51 PM | Comentários (0)

abril 16, 2005

Um bom filme

avila.JPG

Publicado por tata em 11:25 AM | Comentários (0)

PELAS PIORES RAZÕES...

Pois é verdade... o nosso ALANDROAL, neste começo de ano de 2005, já foi noticia, pelo menos duas vezes, nos principais blocos informativos das televisões, e nos jornais de maiores tiragens.

E nós, que estamos cá longe, como nos sentimos não só curiosos, mas atentos ao que pode ser noticiado!

Infelizmente as duas vezes referidas, foram-no por razões que em nada contribuíram para nos alegrar, antes pelo contrário para nos magoarem e deixar pesarosos e pensativos.

Um grave acidente que deixou sem vida quatro jovens, e agora um surto de roubos em vários estabelecimentos da nossa terra.

Do relato destes acontecimentos encarregaram-se os meios de comunicação para isso vocacionados, e não nos cabe a nós, não só por desconhecimento dos factos, como também por manifesta falta de preparação, relatá-los.

Podemos isso sim, baseados nos comentários que na altura escutámos, e pelo que nos foi dado observar pela TV, realçar aqui em primeiro lugar e no que diz respeito ao acidente, (sem de maneira alguma, deixar de ter em consideração o excesso de velocidade) a imagem que a TVI captou do desnível acentuado da estrada e o comentário de um residente que acrescentou: «a estrada está mal feita, um pouco mais de velocidade e os carros levantam voo»...

Sobre os assaltos lemos no N.A. a opinião do Senhor Presidente da Câmara: «é preciso um reforço da autoridade».

Pois é!

Mas na mesma página do C. M. onde se noticiam os roubos no Alandroal, faz-se eco de idênticos roubos na vizinha Elvas, e acrescenta-se que se suspeita de jovens larápios que cumpriam prisão e que, sabe-se lá porquê foram postos em liberdade...

Ao fim e ao cabo a conversa do costume...

Por conversas com familiares, também eles “contemplados”, chega-se facilmente à conclusão que os ladrões não podem ser considerados “grandes cabeças”, mas só e apenas “grandes delinquentes” que aliam à má formação, pouca inteligência e vícios intratáveis (provam-no os actos de vandalismo praticados, e os objectos pilhados), que estamos em crer a P.J. depressa deitará a mão.

Resta saber o que os “doutos” Magistrados irão depois deliberar.

E por aqui me fico...


Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 11:16 AM | Comentários (0)

POLÉMICO?

Talvez... se fosse noutra terra... com outras gentes!

Por mera coincidência, desloquei-me à minha terra, na semana que se designa por Pascoela, precisamente nos dias em que se realizam na Freguesia de Terena as Festas de Nossa Senhora da Boa Nova, ou dos Prazeres como são mais conhecidas, em que a Autarquia escolheu a Segunda-feira para consagrar como dia do Município ou Feriado Municipal, como queiram.

Tive o privilégio de confraternizar com vários amigos, trocar impressões, de assistir ao jogo de futebol que se realizou nesse fim-de-semana, de dar um salto à BOA NOVA.

Do que me falaram, vou deixar para uma outra oportunidade, prometendo não deixar cair em “saco roto” certas prepotências, ameaças e compadrios que o Alandroal está a ser alvo.

Ao fim e ao cabo, o Alandroal é tolerante, moderno, abraça diversas formas de pensar, mas desde que as mesmas não colidam com o politicamente correcto, ou não belisquem o poder constituído. Vícios que nos legaram, e que eu pensava já desaparecidos.

Em frente...

Como já referenciei, Segunda-feira de Pascoela foi o dia escolhido para “FERIADO MUNICIPAL” do Concelho do Alandroal.

Se na altura, e eu sou testemunha disso, se justificava a escolha para consagrar o Município, parece-me pelo que me foi dado observar que tal já não tem cabimento.

OS PRAZERES, mormente a Segunda-feira, dia consagrado à Senhora da BOA NOVA, conseguia reunir senão todos pelo menos a maior parte dos habitantes do Concelho na Vila de TERENA, onde a coberto do pagamento de promessas (na altura da guerra do Ultramar), pedidos de auxilio à Virgem Milagrosa, ou o simples convívio de pessoas, o inicio da Primavera, o prazer de um bom lanche debaixo de frondosos chaparros, faziam do Santuário um ponto de reunião obrigatório.

Todos estes itens se esfumaram no tempo.

A falta de infra-estruturas, para um bom local, onde se possa acampar, para desfrutar um são convívio campestre, aliado à falta de ideias para a promoção das actividades lúdicas de uma Festa anual de uma localidade como Terena, (o povo diz que não são necessários programas da Festa, pois os de há quarenta anos são idênticos), afastam cada ano mais forasteiros daquela Festividade.

E aqui reside o motivo desta posta: JUSTIFICA-SE O FERIADO MUNICIPAL?

Não haveria uma outra data que merecesse ser considerada?

Que benefícios trouxe para o Concelho do Alandroal este Feriado?

Que promoção teve?

O que foi feito para o assinalar?


Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 11:13 AM | Comentários (6)

abril 14, 2005

Madrugada de assaltos no Alandroal

Quatro estabelecimentos comerciais foram assaltados durante a madrugada de quarta-feira. Um restaurante, uma pastelaria, uma loja de artigos desportivos e nem o talho, situado no largo principal da vila, escapou.

O presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Nabais entende que o "reforço policial" poderá resolver "estes episódios". A pacata vila ficou em sobressalto.

Os assaltos terão acontecido entre as cinco e as sete da manhã. Uma pastelaria há entrada da vila despertou o interesse. Manuel Melão, dono do estabelecimento conta que "dei por falta de duzentos euros na caixa. Cheguei aqui e vi a porta arrombada e o anúncio luminoso da máquina de tabaco partido".

Cem metros há frente novo arrombamento. Agora num restaurante. "Forçaram a fechadura da cozinha e entraram", descreve Cândido Monteiro. "Foram à caixa registadora e levaram cento e cinquenta euros".

"Nem queria acreditar quando aqui cheguei", lamenta Joaquim Varandas, talhante. Da caixa retiraram cem euros. "Estou aqui há 24 anos, nunca foi assaltado", diz.

Paredes meias fica a loja de desporto do irmão, Manuel Varandas. "Levaram tudo o que podiam. Camisolas, bolas, carretos, canas de pesca" e um computador portátil. Contas feitas, quatro mil e quinhentos euros de prejuízo e uma fechadura nova na porta lateral da loja, por onde entraram os assaltantes.

Nada habituada a tamanha criminalidade, a população diz que "vai reforçar portas e janelas". Os comerciantes já encomendaram protecções em metal para as montras.

"Isto é um terra muito pacata, agora é que tem mais movimento por causa das obras", afirma um homem de meia idade. Outro sugere que "precisamos de mais segurança. O que aconteceu esta madrugada não se pode repetir".

O presidente da autarquia, João Nabais entende os receios da população, pois "o concelho é muito grande e de povoamento disperso o que torna a tarefa da GNR mais difícil".

Até ao momento, a GNR ainda procura quem terá provocado os assaltos.

Quinta, 14 de Abril de 2005 - 00:55

Fonte: N.A. - Jornalista : Luis Rego

Publicado por tata em 09:51 PM | Comentários (1)

abril 05, 2005

Quim? Ricardo? Descubra o melhor guarda-redes português!

guarda_redes_09.jpg
foto Carlos Gomes

Publicado por tata em 10:24 PM | Comentários (9)

abril 04, 2005

Futebol Local: 22ª Jornada

alandroal_valencas.jpg
Foto Carlos Gomes


Resultados:

Rio Moinhos - Monte Trigo 0:3
Alandroalense - Valenças 3:1
Calipolense - Oriolenses 1:0
Escouralense - U.Montemor 1:1
Desportel - Bancatelense 1:2
Atletico - Estremoz 2:0
Redondense - Borbense 2:2


Classificação:

1 Monte Trigo 52
2 Atletico 47
3 U.Montemor 40
4 Calipolense 36
5 Escouralense 34
6 Desportel 31
7 Oriolenses 28
8 Alandroalense 27
9 Bancatelense 27
10 Estremoz 25
11 Rio Moinhos 25
12 Borbense 23
13 Redondense 21
14 Valenças 6

Fonte: Tudoben - Pedro Dias

Publicado por tata em 07:43 PM | Comentários (0)

abril 02, 2005

João Paulo II 1920-2005

gpii_index.jpg


VIAGEM APOSTÓLICA EM PORTUGAL

MISSA PARA OS AGRICULTORES

HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II

Vila Viçosa, 14 de maio de 1982

Amado Irmão Dom Maurílio de Gouveia, Arcebispo de Évora,
Amados Irmãos no Episcopado,
Excelentíssimas Autoridades,
Caríssimos irmãos e irmãs presentes e
queridos agricultores e trabalhadores destas terras portuguesas:

1. “Ide vós também para a minha vinha e tereis o salário que for justo”.

Nesta e outras passagens evangélicas Jesus exprime-se por meio de parábolas, cujo conteúdo é tomado do mundo que o rodeia. Nelas o Divino Mestre refere-se, muitas vezes, ao trabalho do campo. Assim acontece, no texto da celebração da Palavra de hoje, com a parábola dos trabalhadores da vinha. Cristo por meio de exemplos colhidos do mundo criado e de factos conhecidos de seus ouvintes, introdu-los na realidade supra-sensível e invisível do Reino de Deus.

Na verdade, era deste modo que Ele fazia compreender aos homens o Seu reino espiritual.

O homem que trabalha honestamente, como ser livre e inteligente, continua a obra da criação, realizando a comunhão com Deus; tornando-se participante da Redenção até chegar à gradual e plena participação da Vida divina. É nesta perspectiva que vamos meditar a parábola, queridos filhos de Portugal, em especial das regiões do Ribatejo, Alentejo, e Algarve, e também convosco dilectos ciganos e peregrinos vindos de outras terras portuguesas ou da vizinha Espanha. Estou agradecido ao Senhor Arcebispo de Évora, pelas suas amáveis palavras de saudação, e igualmente ao jovem trabalhador que se fez intérprete dos sentimentos de seus companheiros.

Também eu vos saúdo e quero dizer-vos, a todos os que viveis entregues ao duro trabalho de cultivar a terra: a minha presença aqui, bem como a do Senhor Arcebispo de Évora e de outros Bispos de Portugal e da Espanha, é sinal concreto de que a Igreja compreende e reconhece as vossas legítimas aspirações de justiça, progresso e paz no desempenho da vossa profissão. A Igreja, o Papa, os Bispos de Portugal estão convosco para vos ajudar a vencer incompreenções e injustiças, para dar a mão aos mais pobres e desprotegidos, dentro da esfera da sua missão, a fim de todos poderem progredir e participar com serenidade dos altos valores humanos e cristãos de um trabalho digno e produtivo. Aqui, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, sob a olhar da “Rainha” de Portugal, coroada por Dom João IV, vamos fazer a nossa reflexão, pedindo ao Espírito Santo, Espírito de verdade e de amor, que nos ilumine e assista.

2. A parábola dos trabalhadores da vinha, que acaba de ser lida, encerra duas importantes verdades de ordem sobrenatural. A primeira é que a justiça do Reino de Deus se realiza também mediante a obra do homem, através do “seu trabalho na vinha do Senhor”. Cada um é convidado para ele, a fim de “construir o mundo nos vários modos, momentos e aspectos da vida humana terrestre. A segunda verdade é que o dom do Reino de Deus outorgado à humanidade, está acima de toda e qualquer medida que os homens costumam usar para avaliar a relação entre mérito e recompensa, entre trabalho e salário. Esse dom transcende o homem. Sendo sobrenatural não se pode medir com critérios meramente humanos.

O texto evangélico dos trabalhadores da vinha e os outros da hodierna celebração convidam-nos a uma reflexão sobre o trabalho do homem, especialmente sobre o trabalho da terra, na perspectiva da ordem e da justiça que deveriam reinar na sociedade.

A Igreja, como bem sabeis, tem dedicado muita atenção a estes problemas da chamada questão social, sobretudo no último século. Embora a sua primordial atenção tenha ido para a indústria e para o trabalho industrial, também o trabalho do homem que cultiva a terra, tem constituído parte explícita e importante do ensino da Igreja, desde o tempo da Encíclica “Rerum Novarum” de Leão XIII. Assim Pio XI denunciava a influência negativa do capitalismo industrial sobre a agricultura, deplorando a situação de tantos camponeses, “reduzidos a inferior condição de vida, privados da esperança de vir a alcançar qualquer porção de terra e, por conseguinte, sujeitos para sempre à condição de proletários, caso não se utilizem remédios oportunos e eficazes”.

Mas foi sobretudo o Papa João XXIII, descendente de uma família camponesa, quem dedicou especial atenção aos problemas da vida agrícola, reivindicando para a agricultura o posto que lhe compete. Na “Mater et Magistra” ele recomenda não só o superamento do desequilíbrio existente entre os vários sectores de cada país, mas trata também da questão em perspectiva mundial, pondo em evidência a necessidade de novos equilíbrios e da cooperação solidária das nações ricas e prevalentemente industrializadas com as pobres, em via de desenvolvimento e com uma economia agrícola em atraso.

Nos nossos tempos, de acentuadas tensões económicas e sociais, prevalece a visão unilateral do progresso, voltada prevalentemente para a industrialização. Mas é consolador verificar também como se vai já pondo em evidência a necessidade de restituir à agricultura o lugar que lhe compete no âmbito do desenvolvimento de cada nação e do progresso internacional. Ainda recentemente os vossos Bispos, à luz da Encíclica “Laborem Exercens” mostravam a necessidade de “atacar com decisão as crónicas enfermidades da agricultura em Portugal, na linha do reconhecimento da dignidade e dos direitos dos homens, das mulheres e das famílias do campo”. Justamente observavam eles “que não basta proclamar direitos”, mas ser urgente “criar as condições económicas, sociais e culturais, para que a satisfação desses direitos seja possível, e assim os camponeses, muito em particular os jovens, se sintam verdadeiramente estimulados a fixarem-se à terra e ao trabalho agrícola”. É um desafio para todos e ao qual “os próprios rurais também não podem deixar de responder, abrindo-se a formas novas de associação e cooperação entre si e a oportunas iniciativas de modernização de técnicas e de cultura”.

3. Para a nossa visão dos problemas do trabalho do campo ser como deve, temos de fixar o pensamento – em continuidade com a tradição da doutrina social da Igreja, na dignidade e posição do homem neste mundo. Na verdade é o homem que realiza o trabalho e é por causa dos homens que todo o trabalho humano tem de ser fundado na justiça, inspirada e valorizada pelo real e efectivo amor ao próximo.

Através do salmo oitavo, recitado há momentos, podemos compreender o que é o homem no pensamento de Deus e na ordem da criação. Na presença do Senhor, o Salmista faz a si mesmo esta pergunta: Que é o homem? De certo modo, a pergunta é feita ao próprio Deus:
Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, / a lua e as estrelas que Vós fixastes, / que é o homem para vos lembrardes dele, / o Filho do homem, para dele cuidardes?”.

Estas palavras falam da pequenez do homem, em confronto com as grandes obras da criação. Ao mesmo tempo, proclamam a sua incomparável dignidade. De facto, apesar da pequenez do homem, Deus “lembra-se e cuida dele”. A dignidade humana ainda sobressai mais com os dizeres que o Salmista acrescenta a seguir: “Destes-lhe o domínio sobre as obras das vossas mãos. Tudo submetestes debaixo de seus pés”.

Na Encíclica “Laborem Exercens” eu quis exaltar a figura proeminente do “homem que trabalha”.

Esta é a “chave essencial” para a interpretação e solução dos problemas sociais. Com a palavra trabalho designo toda a actividade humana, a partir da mais modesta e de execução humilde até à mais elevada. Também ao labor da terra se devem aplicar os critérios ou princípios gerais expostos nessa Encíclica, na qual dedico algumas páginas à “dignidade do trabalho agrícola”.

4. Caríssimos trabalhadores rurais, homens e mulheres, jovens e anciãos: É também a vós que o Senhor da vinha se dirige no Evangelho através do convite: “Vai também tu para a minha vinha e eu dar-te-ei o salário justo”. Apesar de concisa, esta frase leva-nos ao estudo de vários problemas, cuja solução só pode ser obtida mediante a aplicação dos fundamentais princípios éticos, de valor universal, em que se baseia o real progresso da sociedade. Ao aplicá-los, devem ter-se em conta as situações particulares, os diversos tipos e graus de desenvolvimento de cada zona humana. Numa palavra, é necessário olhar às exigências da justiça, e atribuir o primado moral àquilo que deriva da verdade total sobre o homem.

O mundo contemporâneo, apesar do enorme progresso científico e da técnica, vive sob o terror de uma grande catástrofe, que poderá inverter os seus grandes sucessos, se a guerra vier a prevalecer sobre a paz. Por isso as despesas com o armamento deveriam ser reduzidas, a fim de garantir a todos os países um mínimo de condições necessárias ao seu desenvolvimento global, especialmente pelo que se refere ao sector agrícola e alimentar. O estado de pobreza absoluta de certos grupos humanos de muitos países, com economia agrícola atrasada, ofende a dignidade de milhões de pessoas constrangidas a viver em condições de miséria degradante. Urge, portanto, dar aos trabalhadores do campo a possibilidade de realizarem concretamente seus direitos humanos fundamentais.

5. Na primeira leitura bíblica tirada do livro de Amós fala-se de levantamento de ruínas ou seja de “reconstrução”. Se é difícil construir, custa ainda muito mais, após certas fases de declínio, encontrar novas formas de equilíbrio e de renovamento, para superar conceitos ou processos antiquados e produzir mais e melhor.

Dentro duma estratégia nacional de desenvolvimento, adaptada às concretas condições de capacidade e de cultura próprias, o desenvolvimento harmónico e progressivo da agricultura, precisa de ser enquadrado num programa global dos diversos sectores da economia nacional, que tenha em conta os objectivos humanos fundamentais; isto é, não apenas o efectivo aumento da produção, mas também a equitativa distribuição do produto do trabalho. Com tal enquadramento num programa global, há-de ter-se em vista garantir a existência de infra-estruturas adequadas, de oportunas condições de crédito, de meios modernos e suficientes de transporte e de trabalho, com o respectivo comércio interno e externo dos produtos agrícolas, dentro de espírito criativo e de sã competição.

6. “Dar-vos-ei o que for justo”, diz o senhor da parábola evangélica. São palavras de importância capital, porque se relacionam com a grave problemática do salário justo e dos direitos humanos e da dignidade do trabalhador do campo. Neste ponto é imperativo reconhecer o lugar privilegiado de quem trabalha a terra, quer se trate de agricultores proprietários ou de simples trabalhadores não proprietários. As grandes empresas devem utilizar a terra, fazendo-a produzir sempre mais, com a oportuna participação dos trabalhadores, e subordinando o rendimento e utilidade próprias ao direito do justo salário de quantos contribuem para a produção, sem perder de vista a função social da propriedade.

Por isso, são de apreciar as iniciativas e acções conjuntas de grandes associações de agricultores e trabalhadores, sem descurar o valor económico das empresas agrícolas de grupos mais reduzidos, de famílias, até de particulares, com possibilidades de exploração vantajosa da propriedade.

Óptimo seria se os camponeses pudessem trabalhar em terra própria, criando empresas agrárias verdadeiramente funcionais.

7. Caríssimos agricultores e trabalhadores rurais: com espírito de colaboração, vós deveis ser os artífices do progresso da agricultura, como elemento importante do desenvolvimento económico e social da vossa pátria. Procurai, pois, desenvolver o espírito de iniciativa, promovendo a inserção de jovens qualificados, nas empresas agrícolas. Permiti que vos lembre: os princípios expressos na “Laborem Exercens” sobre o homem que trabalha, em particular sobre o trabalhador do campo, aplicam-se também à mulher que trabalha na terra.

Entretanto, como bem sabeis, o desejado progresso agrícola não pode dar-se sem suficiente instrução e formação profissional, que siga a modernização dos métodos e meios da actividade agrícola. Por isso não podemos deixar de encarecer o esforço de quantos em Portugal trabalham neste sentido.

Lembram contudo os vosso Bispos, no já aludido documento, que “a reforma agrária não pode ser questão instrumentalizada para a obtenção de dividendos partidários, porque toca a vida dos homens da agricultura em tal dimensão e profundidade que é criminoso fazer dela instrumento partidário. A reforma agrária deve ser a reforma da agricultura em Portugal, no sentido de personalizar o trabalho agrícola. Importa salientar, neste ponto, o dever de todos actuarem com métodos respeitadores da liberdade, autonomia e participação responsável dos camponeses e de todos os cidadãos no fomento da justiça social”.

8. Voltamos mais uma vez, caríssimos trabalhadores do campo, à parábola evangélica da vinha.

Ela ensina-nos que o homem não só vive no mundo, na sociedade, num estado ou nação, mas também é chamado, ao mesmo tempo, ao Reino de Deus, de que fala a imagem da vinha. O trabalho humano da terra (e para a terra) e a construção do Reino de Deus encontram-se e unem-se entre si.

O Reino de Deus, não pode ser avaliado pelas dimensões de ordem social e terrena. A sua edificação dá-se não só pelo merecimento, mas também pela graça, e sobretudo pela graça, a qual torna possível todo e qualquer merecimento. Como fruto da graça e do mérito, o Reino de Deus não é um prémio correspondente ao mérito, como seria o salário em relação ao trabalho prestado, mas é, primariamente, um dom sobrenatural: um Dom que está acima de qualquer merecimento.

Todos nós somos cidadãos da pátria terrestre. O nosso trabalho é de extraordinária importância para a consecução do bem comum. Mas nós somos também cidadãos do Reino de Deus que não é deste mundo e chega até nós como dom divino e como vocação cristã.

O Senhor convida-nos a responder a esta vocação e a unir-nos a Ele, através da oração que dignifica o nosso trabalho de cristãos. “Ora et labora” – reza e trabalha – é um antigo princípio dado por São Bento aos seus monges. Unir o trabalho à oração e fazendo do trabalho oração dar-vos-á coragem, constância e serenidade para vencerdes dificuldades e incompreensões, tornará mais alegre o vosso trabalho, com as melhores incidências na vossa vivência cristã, na construção de uma sociedade melhor e mais feliz.

Apraz-me reevocar aqui a figura tradicional e cristã do trabalhador rural destas terras portuguesas que, pelo que me contaram, ao toque das Ave-Maria ou das Trindades e, já em casa, ao toque das Almas, no campanário das igrejas, suspende, por momentos, a sua actividade para levantar o pensamento ao Alto, rezando a Deus, doador de todos os bens.

9. Ó Senhor nosso Deus, como é grande o vosso nome em toda a terra! Aqui, neste Santuário da Virgem Imaculada, hoje o Bispo de Roma e sucessor de São Pedro ergue para Vós as mãos, o pensamento e o coração, juntamente com todos os Filhos e Filhas desta terra portuguesa, em união sobretudo com os que cultivam a terra com o trabalho das suas mãos e com o suor do seu rosto.

Em uníssono com eles, ó Pai de bondade e Senhor de todo o universo, eu imploro a vossa bênção para o seu duro trabalho. Abençoai, Senhor, os seus campos e as suas canseiras! Desça copiosa a vossa bênção sobre as suas famílias e sobre todas as suas comunidades! Abençoai, Senhor, a sua pátria, Portugal!

Criador do universo, é fruto do trabalho desta gente o pão e o vinho que diariamente oferecemos no Sacrifício eucarístico, para se transformarem no Corpo e Sangue do vosso Filho Jesus Christo.

É um trabalho que serve para a Eucaristia!

Que estas terras, todos os campos de Portugal, desde o Minho e Trás-os-Montes ao Algarve, sejam sempre favorecidos de colheitas abundantes. Que a graça do vosso Reino inunde os corações de todos os seus habitantes!

No vosso Reino de justiça, de paz e de amor, concedei, Senhor, o prémio eterno a todos eles; Vós sois esse prémio, ao mesmo tempo que o vínculo sagrado a uni-los no amor e na paz que jamais terão fim.

Publicado por tata em 09:33 PM | Comentários (0)

ARCO-ÍRIS

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Publicado por tata em 12:51 PM | Comentários (0)

Ontem fui ao CIRCO!

OS “TITRES”

OS “BONECOS DE SANTO ALEIXO”


Como é possível que a “droga” da televisão nos arrede destes “acontecimentos”, que já foram e muito bem considerados o “maior espectáculo do Mundo?

E com a simples ida ao CIRCO quantas pessoas ficaram felizes? Para além da minha própria satisfação, o “dono” ficou feliz porque foi mais um que contribui para a fraca receita, os ARTISTAS ficaram felizes porque se sentiram recompensados pelos meus aplausos, as “netas”, principal razão da minha deslocação, transbordaram de alegria e felicidade durante aquelas duas horas.

Mais tarde e quando tentava conciliar o sono, e tendo presente o sorriso das “crianças” que deliraram com as peripécias dos PALHAÇOS, acudiu-me ao pensamento e consegui rever com nitidez, os meus tempos de criança quando o Alandroal era “visitado” pelas famílias de SALTIMBANCOS, que na altura agitavam pelo menos nessa noite a pacata vivência da nossa terra.

Chamávamos-lhe os TITRES. Normalmente era uma família, composta por marido e mulher, com assinalável número de descendentes. Faziam-se transportar numa “charrete”, puxada por uma mula que muitas vezes era também “atracção” no espectáculo.

Este tinha lugar na Praça. Uma “esteira” estendida no chão, uns “gasómetros”em que o enxofre era o combustível. Formava-se um círculo, onde os “graúdos” ficavam de pé e os “miúdos”, sentados no chão assistiam às “magias” que aqueles heróis sabiam executar. Eram os lenços que se multiplicavam, os papelinhos que apareciam de um recipiente, o homem que tirava moedas e pedras dos narizes dos presentes e as fazia chocalhar numa “lata”, a “vamp” que se contorcia e metia os pés pela cabeça, e quando rufava o tambor e a mulher era trespassada por afiadas facas dentro de uma arca! E tudo terminava quando os mesmos que eram acrobatas, ilusionistas, músicos eu sei lá se transformavam nos PALHAÇOS!

Só não gostava era quando se anunciava que se ia proceder a uma “pequena quete”, e via desandar muitos dos assistentes. Mas sabe-se lá porque o faziam! É que mesmo cinco tostões nessa altura não estavam ao alcance de todos...

Também de vez em quando a Praça era animada pelos BONECOS DE SANTO ALEIXO...

A disposição da assistência era a mesma. As história eram sempre iguais... mas como era divertido e como nós nos ríamos quando o Polícia munido de um varapau desatava à cacetada na cabeça do Ladrão, e quando aparecia a Carolina, que só fazia asneiras...

RECORDAÇÕES....


Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 12:43 PM | Comentários (0)

DURO DE OUVIDO

O “SANONA” foi meu companheiro de escola.

Bom rapaz. Palmilhava todos os dias os seis km, a pé que distanciavam do seu Monte até à Vila, para frequentar a escola.

Gostava de andar à escola, de participar nas brincadeiras, só não gostava muito era de conversar porque tinha dificuldades de audição. Era mouco... percebem!

Um dia a Senhora Professora, dando uma aula de Ciências, fez a seguinte pergunta ao SANONA:

Diga-ma lá o Menino em quantas partes se divide o aparelho locomotor do homem?

Não percebi Senhora Professora... e enquanto a Professora repetia a pergunta o BOI ÁPIS, o sabichão lá da Escola soprou da terceira carteira: ANCA, COXA, PERNA E PÉ.

Resposta imediata do SANONA:

ANDA COXA PÕE-TE DE PÈ.

Se pensam que algum se riu, estão enganados... só o BOI ÁPIS é que corou muito.


Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 12:40 PM | Comentários (0)

"PASSEIO PELO CAMPO"

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Inauguração do 3º Percurso Pedestre do Concelho de Alandroal


Dia 2 de Abril de 2005, pelas 09h30 em Terena.


Concentração às 09h no caminho da Boa Nova em Terena ou frente ao Posto de Turismo de Alandroal (autocarro).


Organização do Posto de Turismo do Município de Alandroal


Mais informações:

Posto de Turismo de Alandroal - 268 440 045

Publicado por tata em 12:38 PM | Comentários (2)