dezembro 29, 2004

EM JEITO DE BALANÇO DO FIM DO ANO...

EM JEITO DE OPÇÕES NO PRÓXIMO ANO.

Há um ano atrás postamos aqui um texto com o mesmo título. Dissemo-lo, e voltamos a repeti-lo que o mesmo deve ser lido e interpretado como o balanço de um migrante, que ama a sua terra, que frequentemente a visita e nunca como um acto politico, de apoio ou desapoio a qualquer candidatura autárquica.
Relendo o que aqui foi escrito há um ano, é com agrado que constato que muito do que se estava a planear foi concretizado:
As Piscinas estavam em construção. Já no corrente ano e embora com atraso, as mesmas estão funcionais, e segundo julgo saber com o valor acrescentado de também terem sido abertas as de Inverno. Lamento a pouca afluência às mesmas, no entanto parece-me que é um vírus que se instalou no Alandroal. O pouco valor que os seus habitantes dão às coisas válidas que vão aparecendo...
Lamentava na altura o estado em que se encontravam os Arrequizes. È com muita satisfação que vejo que as obras prosseguem em bom ritmo, e pelo que me foi dado ver pela “maqueta” presente na Expo_Guadiana, vamos ter obra de vulto, mais valorizada ainda, pelo espaço cultural que se está construindo ao lado. Vamos por certo orgulhar-mo-nos de tais obras.
Destacava na altura o surto de novas construções que proliferavam no Alandroal, salientando a urbanização a Norte, cada vez se vê mais habitada e com excelentes moradias, assim como não pára de crescer o Bairro de S. Bento.
Dava ênfase à construção do espaço destinado para exposições, mercados e feiras, e vi com bastante regozijo que o mesmo foi concretizado, melhorado e que as funções para que foi idealizado se concretizaram, sendo possível ali realizar a Expo_Guadiana, um dos eventos de maior destaque no aspecto recreativo e cultural deste nosso pobre Alentejo.
Por falar na Expo_Guadiana não posso deixar de lamentar o pouco entusiasmo que vi por parte dos residentes em acarinharem tal evento, não achando justificação no tempo pouco favorável, durante a realização do mesmo, para estarem presentes perante a excelência dos espectáculos que foram proporcionados. Teremos ainda de esperar muitos anos para que se dissipe a apatia em que fomos mergulhados?
Tive na altura uma palavra de esperança para o nosso Juventude Sport Alandroalense, e felizmente vejo com agrado que o mesmo conseguiu atingir os objectivos propostos, e embora os resultados na presente época não sejam os que todos nós esperávamos tenho a certeza que vamos conseguir atingir o lugar que por direito merecemos, até porque temos equipa para isso e os responsáveis directivos tê em dado mostras de estarem à altura.
Os nossos Forcados sempre que chamados demonstraram estar à altura. Esperamos que na próxima época se consolide o seu valor e que sejam chamados a Praças de maior responsabilidade.
Mas... nem tudo o que se previa se concretizou. Desta forma não posso deixar de lamentar, e ao mesmo tempo de me indignar, pela não inauguração do CENTRO DE SAÚDE. È simplesmente vergonhoso o que se está a passar. O que espera a minha gente do Alandroal para dar “um murro na mesa” e mostrar aos Senhores Governantes, que a população do Alandroal é GENTE?
Também não foi em 2004 que foi construída uma morgue, que o Património Religioso, mormente as Capelas foram restaurados, o Castelo se viu livre das inestéticas ruínas que “abusivamente” foram erguidas no seu interior, que a “Esplanada” foi recuperada.
Mas enfim, algo se fez, e do que se fez, creio ser do agrado de todos.
Para 2005 gostaria de ver o progresso continuar no Alandroal, gostaria de um parque urbano com mais fábricas, industria, um bom aproveitamento das águas do Alqueva, uma Praça da República mais bonita, uma maior participação dos habitantes nas “coisas” válidas da sua terra, uma rádio local, e já agora porque não: um Deputado da nossa terra na Assembleia da Republica? O nosso Presidente começou pelas bases, estrutura não lhe falta, conhecimentos também não, tem provas dadas, as Legislativas estão à porta... quem sabe!!!

BOM ANO PARA TODOS.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 06:06 PM | Comentários (1)

dezembro 28, 2004

A FAMILIA TIRA-PICOS - CAP VII: O FIM DO SONHO NA BANDA

Bem ou mal, o Tira-Picos, lá se foi aguentando como elemento da Banda, lá se foi acostumando a “tocar caixa” mais ou menos, e lá ia correndo as Festas todas, à custa da Banda. A mulher lá lhe aviava os “comes e bebes”, e volta e meia lá aparecia nas Festas para apoiar o seu marido, e embasbacar-se com o seu aprumo quando marchava. E então nas Procissões! Toda ela se “babava” quando ele acompanhava a cadência dos passos dos fiéis enquanto a Banda criava novo fôlego. Até os sogros já se deslocavam, para acompanharem o genro, naquelas Festas circunvizinhas. E depois sempre entravam mais uns tostões para o orçamento familiar, pois o negócio de deitar fundos nas cadeiras ia de mal a pior.
Enfim, tudo corria pelo melhor até que a Banda foi contratada, por dois dias, para fazer a Festa de S. Brás. Na altura e devido há falta de transporte era hábito os elementos da Banda pernoitarem na localidade onde iam actuar, e como era de Verão levavam umas mantas e estendiam-se por ali. Só que durante a noite arrefeceu, e o Tira-Picos viu na Igreja um bom local para”ferrar o galho”. Começou por dependurar o boné na cabeça do Santo, depois vestiu-lhe o casaco, achou graça e vestiu-lhe as calças. Parecia um músico a sério. Não esteve com meias medidas. Pôs-lhe a caixa a tiracolo, e as baquetas nas mãos. Riu-se da sua graça, e ferrou o sono num dos bancos da Igreja.
Aglomeravam-se os fiéis à porta da Igreja, para assistirem à Santa Missa e depois à Procissão do seu Padroeiro, quando o Padre abre a porta da Igreja e dá com aquela cena!
A indignação foi geral, e quando assim é, todos são culpados. A banda foi logo devolvida ao remetente, não sem antes alguns músicos sentirem na pele a fúria de uma população indignada.
Perante tal façanha o Tira – Picos foi de imediato suspenso das suas funções, e marcada uma Assembleia-geral com o fim de ditar a expulsão definitiva do Tira – Picos da Sociedade da Música.
Quem não achou graça foi a Pardaleira que não deixou passar a oportunidade para lhe “xingar” os miolos, até porque o tempo que passava na Música não a estava a “moer” além de que o dinheirinho dos serviços sempre dava uma ajuda!!!
Ao fim e ao cabo quem pagou “as favas” foi a mulher, e assim se somou mais uma “briga” no casal.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 07:24 PM | Comentários (0)

dezembro 21, 2004

A FAMÍLIA TIRA-PICOS. Cap. VII: Na Banda

Tantas foram as “arremetida” do amigo Maçaneta, para que o Tira - Picos fosse para a Banda, que lá o convenceu um dia a se apresentar ao Mestre Mendes, para ingressar na Banda. Aquilo até não era estranho para ele, pois em pequeno, o Pai quis que ele fosse aprender música, só que a brincadeira e a vadiagem falaram mais alto e o nosso amigo não passou do dó.
Ora se em novo não passou do dó, agora não passava do ré, e ao fim de alguns meses, como se veio a verificar que não dava uma para a caixa, mais por descargo de consciência o Maestro distribuiu-lhe a caixa, pois rufar já ele sabia. Só que marchar e acompanhar outras músicas “está quieto”, o que deu azo a que outros músicos, como o Cachacita, começassem a protestar, o que criou um mau estar, que aos poucos ia destabilizando a Banda.
A primeira saída deu-se na alvorada do 1º de Dezembro, e logo aí se viu que as coisas não iam correr a contento, pois como o Tira-Picos não acertava o compasso, a marcha era frequentemente interrompida, não restando ao Maestro senão ordenar: “rufa Tira Picos”. Até passar pela sua casa e ser visto pela sua “Pardaleira” o Tira-Picos rufou, mas depois virou-se para o Mestre e disse: só continuo a rufar se tocar a Banda, pois não estou para ser só eu a trabalhar e outros ganharem o dinheiro. Quem não gostou, e com razão foi o Cachacita, que logo ali ultimou: ou eu ou esse nabo. Ora se era coisa que o Tira-Picos não gostava era que lhe chamassem “nomes” e logo ali a caixa se foi enfeixar na “ marmita “do Cachacita, enquanto o bombo foi servir de cachecol ao mestre Ambrósio e até a tuba do Colunas serviu de barrete ao Tira – Picos, que berrando “isto não fica assim”, meteu a primeira e desandou para casa, não sem que antes o Saloio lhe tenha “berrado” “há pois não, agora incha”.
No rescaldo dos acontecimentos, foram cinco os elementos que abandonaram a Banda, mas o Tira –Picos , esse continuou.... mas não por muito tempo...


Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 09:56 PM | Comentários (4)

dezembro 20, 2004

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ALANDROAL - PLANO DE ACTIVIDADES 2005

Tenho-o vindo a fazer ao longo da criação deste espaço dedicado ao Alandroal. Faço-o, porque acho que é uma maneira de dar a conhecer a todos os Alandroalenses, o dia a dia da sua terra. Faço-o porque acho que o Alandroal, não merecia figurar nas estatísticas como o último da C.E., como tantas vezes foi catalogado. Faço-o porque, enfim gosto da terra onde nasci, embora me pareça que os Alandroalenses não dêem o devido valor ao esforço. Mas enfim... procuro achar razões, que muitas vezes não têem nada a ver com a massa humana que constituem os actuais residentes.

Assim sendo e porque considero uma mais valia a Santa Casa da Misericórdia, pela qual nutro uma suprema admiração, não só pelo que representa em termos de Acção Social para bem do Concelho, como também pelas iniciativas que ousa muitas vezes enfrentar, e há semelhança do que já fiz vou mais uma vez divulgar o seu plano de actividades, este para o ano de 2005:

Não estou em condições de avaliar, o que se passa em termos eleitorais, para o próximo mandato, mas pelo preâmbulo, e pelas razões que pretendem fundamentar este plano deduzo que algo se poderá vir a passar. Baseio a minha teoria por experiência própria, pois sei que os órgãos directivos desta e de outras Instituições de nome, como os Bombeiros, por exemplo, são alvo da cobiça de certas forças partidárias.

LAR DE IDOSOS

Face há impossibilidade, por falta de verbas, de desenvolver a rede de equipamentos e serviços, é urgente a consciencialização e o repensar dos critérios de integração dos utentes e Lar. (SIC)

CENTRO DE DIA

Com acordo para 20 utentes, estando a ser utilizada por cerca de 14, torna-se difícil atingir os 100%, uma vez que não se consegue garantir transporte para mais utentes. (SIC)

SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÀRIO/ APOIO DOMICILIÁRIO INTEGRADO

Para que os serviços, quer de SAD, quer de ADI, possam funcionar na totalidade e abranger todo o Concelho, será necessário um aumento de recursos humanos e materiais. (SIC)

PROJECTO ALVORADA

Prevê-se o terminus para Julho 2005, com o desenvolvimento de toas as acções previstas.

PROJECTO DE INTERVENÇÂO PRECOCE

Continua a desenvolver-se.

UNIDADE DE APOIO INTEGRADO

Prevê a sua conclusão em 2005. No entanto alerta para que se deve insistir (???) junto dos Serviços Regionais de Saúde com vista à elaboração e assinatura do necessário protocolo de cooperação.

Sobre este equipamento, não podemos esquecer a não existência de projecto para os seus arranjos exteriores, nem comparticipação financeira assegurada e que, por força da imposição Municipal em ser recuada a implantação do edifício, a Autarquia se disponibilizou a apoiar a Santa Casa na execução de trabalhos daí decorrentes. ( O sublinhado é da minha autoria)

FORMAÇÂO

Estão incluídas (mas ainda em fase de aprovação) as seguintes candidaturas:

Auxiliares de Acção Médica – Cuidados Continuados de Saúde.

ACTIVIDADES SÓCIO-RECREATIVAS

Continuarão a ser realizadas as actividades já habituais, tais como: comemorações de datas festivas, alfabetização, passeios ao exterior, hidroterapia (caso haja espaço horário no novo complexo das piscinas municipais). (Mais uma vez o sublinhado é da minha responsabilidade).

PROPOSTA DE NOVAS ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO

Face a enorme extensão do Concelho, pretende a Administração demonstrar as dificuldades que lhes surgem, propondo apostar na qualidade em detrimento da quantidade, alertando para a conveniência de ter alguma atenção na admissão de novos utentes (SIC).

HERDADE DO XÉVORA

É-nos dado a conhecer que estão por pagar duas anuidades, do que por testamento foi doado à Santa Casa da Misericórdia, do arrendamento da Herdade do Xévora, administrada pela Santa Casa de Campo Maior, na totalidade de 25.239,49 Euros.

HORTA DO MAGARREIRO

Existem ideias sobre a utilização daquele espaço, que se tem vindo a degradar. Há que conceber propostas ou uma proposta com a necessária credibilidade; projectar trabalho prévio e estudar a formada sua concretização. (SIC) (Digo eu: porque não foi já feito?

TAPADA DE S.PEDRO – ANTIGO HOSPITAL- IGREJA DA MISERICÓRDIA- OUTROS

Tudo a degradar-se, tudo a precisar de obras, todos sabem do mal, mas nenhum tem a cura para a doença.

P.S.

Gostei muito de escrever este texto. Às vezes escreve-se por escrever, e nem sempre conseguimos transmitir o que nos vai “cá por dentro”, mas hoje na medida em que ia debitando palavras conseguia senti-las, e sentir-me na pele daqueles que sacrificam as horas de ócio em prol do bem-estar dos outros.

É pena, e lamento-o, sobretudo pelos “ pobres de espírito”, que apenas vivem para si e para o seu conforto. Afinal custa tão pouco... dar-mos um pouco do que nos sobra.

É pena que aqueles que se julgam “forças vivas”, que têem uma palavra a dizer, que podem fazer algo pelo Alandroal, se limitem...


Saudações Marroquinas

Xico Manel

Publicado por tata em 08:30 PM | Comentários (0)

Futebol Local

Rio de Moinhos 1 Alandroalense 0

Publicado por tata em 02:04 PM | Comentários (1)

dezembro 18, 2004

E lá vamos nós outra vez!

Novos enfeites de natal, novas luzes, velhos (esfarrapados) votos de Feliz... e
coiso e tal, e a mesma indiferença de sempre para connosco próprios, e,
mais grave, com os outros. Não consigo conceber época do ano mais hipócrita
do que esta (Paz, amor, solidariedade) mas nós já nos ouvimos? Só agora é que reparamos que ao nosso lado vive gente noutra condição?? Pois eles existem todo o ano por que cargas de água só lhe prestamos a devida atenção nesta quadra? Já para não falar das instituições que supostamente deveriam tratar e resolver os problemas dessas pessoas, e sem caridadesinhas de trazer por casa como cada vez mais se vez um pouco por todo o lado até por cá.
E já que falo de cá, quando me refiro à mesma indiferença de sempre
refiro-me aos já por demais denunciados problemas que nem quem de direito se incomoda em resolver, nem quem devia alertar para a sua não resolução.
Talvez estejam a preparar já as novas eleições que aí vêm, talvez
esquecendo-se que vão ser leitos por aqueles a quem deveriam resolver os
problemas em vez de falarem, falarem, falarem, e não fazerem nada... Quando
penso no que o país se tornou nestes tempos, não posso deixar de pensar se
por cá tambem fomos atacados pelo mesmo vicio. Pobres de nós e pobre terra
esta que certamente não nos merece.

Fiquem bem.

Claré

Publicado por tata em 10:06 AM | Comentários (1)

NATAL 2004

O MUNDO PULA E AVANÇA, escreveu GEDEÃO, canta FREIRE, e assim é...
Já estamos novamente no NATAL.
Entra-se no novo ano, normalmente de ressaca, para festejar a vinda de mais um; e mal nos descuidamos, chega Dezembro, associado inevitavelmente ao Natal, e que teimamos seja mais solidário.
Coisa efémera, pois passado este tempo no qual todos somos bonzinhos, praticamos o bem, olhamos o nosso semelhante num plano de igualdade, tentando dar-lhes uma vida digna, mal se apagam as luzes, que apelam ao consumismo desmedido, tudo volta ao mesmo.
Tantas considerações haviam a tecer sobre o Natal!!!
Ensinaram-me que dia 25 de Dezembro se festejava o nascimento de Jesus. Ensinaram-me que Jesus nasceu pobre, tão pouco teve direito a berço, nasceu numa manjedoura e para não tiritar de frio foi aquecido pelo bafo de uma vaca e um burro. Ensinaram-me que os pastores e os humildes ofertaram o que possuíam: carne e leite. Depois vieram os Reis Magos e trouxeram a riqueza: ouro, incenso e mirra. Porque em vez da humildade simbolizada nas ofertas dos pastores se copiaram as ofertas da abastança, do poder, da riqueza?
Ensinaram-me que Jesus veio ao mundo, e é essa data que o Natal Festeja, para promover a igualdade entre os homens. Mas porque será que cada vez essa igualdade está mais distante?
AFINAL NO QUE SE TRANSFORMOU O NATAL?
JESUS, sentir-se-á feliz quando vê que a data que á consagrada ao seu nascimento, se transformou num corrupio de vaidades? Que aqueles por quem ELE deu a vida, não se podem sentir felizes apenas porque naquele dia “alguém” se lembra deles? Que pelo contrário à custa de festejar o seu nascimento os ricos e poderosos, se tornam mais ricos e poderosos? (Basta visitar um Colombo, um El Corte Inglês, um Vasco da Gama, ou até um mero Supermercado).
Já pensaram o que teriam jantado MARIA E JOSÉ nessa noite? Porquê promover um fausto banquete na noite de 24? Porquê deitar tanta comida fora, no dia seguinte quanto tanta gente passa fome?
Fico-me por aqui...
BOM NATAL.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 10:02 AM | Comentários (0)

dezembro 14, 2004

Os caçadores definiram o campo do JSA como reserva de caça!!!

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Por Carlos Gomes

Publicado por tata em 06:48 PM | Comentários (3)

A FAMILIA TIRA-PICOS - Cap. VI:A PRIMEIRA ZARAGATA

Quanto mais a gente as guarda pior. Dizia o pai.
Olha a sonsinha, parecia que não quebrava um prato, e vejam lá. Diziam as vizinhas.
É bem feito. Então o que queriam? Com um pai daqueles!!!
Ela já está mas é “prenha”. Diziam os mais espertos.
Certo é que o casal já estava a usufruir da “comunhão de bens” há um mês, e “trambolhão” daqui “trambolhão” dali lá se iam safando. Mais a mais que o Tira-Picos parecia agora ter mais juízo, pois as idas à taberna tornaram-se menos frequentes e até tinha arranjado um “trabalhinho”, a colocar “fundos de buinho” em cadeiras de madeira e o Ceguinho Zé Rita tinha-lhe prometido ensinar a fazer cestos de verga. Trabalhos sentados, pois claro, pois dobrar o espinhaço era coisa que fazia comichões ao Tira Picos.
Vejam lá que o amigo Maçaneta, até o tinha convencido a ir para a música, pois ser da Banda sempre dava um certo prestígio: corriam-se as Festas todas, e ainda se ganhavam umas massas.
Enfim tudo corria pelo melhor, até que houve um baile na Sociedade da Música, e onde o nosso amigo fazia questão de marcar presença, não só para mostrar que também ele já tinha mulher, como também para ficarem a saber que de futuro ele seria mais um elemento da Banda, e como tal com direitos adquiridos.
Ao almoço a Pardaleira disse ao marido que para ir ao baile teria que arranjar o cabelo (fazer uma permanente), o que bem vistas as coisas até se tornava necessário, e o Tira-Picos concordou. Só não esperava é que chegada a hora da janta, de Maria Amélia... nada. Oito, nove e quase dez quando, o “espantalho” no dizer do Tira-Picos se apresentou, e ainda por cima depois de alguns “berros” lhe comunicou que a modificação visual tinha custado 40 mil réis. Precisamente o dinheiro que tinha feito nesse dia com a colocação de fundos nas cadeiras, e que ele esperava “esturrar” no “emborque” de umas minis no baile. Mas o pior ainda estava para vir quando a Maria Amélia lhe comunicou que tinha que pôr uma gravata, caso contrário não iria ao baile. Era o que faltava... as “arreatas” são para os burros, e se nunca ninguém me obrigou a coisa que eu não quisesse fazer não és agora tu que me obrigas a andar amarrado. Se não queres ir não vais... mas eu vou, e num acesso de fúria atira-se às “gadelhas”da mulher, e estraga-lhe o penteado, não ficando ele melhor pois a camisa foi ao ar!
Foram ao baile... ela de gorro enfiado no “toutiço” e ele sem camisa.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 06:43 PM | Comentários (3)

dezembro 12, 2004

NÃO FOI TEMPO PERDIDO...

Permitam-me hoje fugir aos temas a que normalmente me debruço para “meter a foice em seara alheia”e debitar umas palavras sobre algo que me surpreendeu.
Antes do mais convém dizer que há já muito tempo que a vida politica do País deixou de me interessar. Foram tantas as desilusões... que me fartei, e resolvi virar-lhes a barriga das pernas. Também com o estatuto de reformado, pouco posso fazer... a minha classe não tem poder reivindicativo, e nunca pendi muito para andar de bandeirinhas no ar a berrar palavras de ordem. Não admira assim que cada vez que um politico debita “fala dura” na TV, o controle entre em acção no intuito de fugir dali a sete pés, antes que me dê um ataque de azia.
Só que na passada Quinta-feira, dei por mim a não despregar os olhos do ecrã e consegui não fazer zaping durante todo o programa que deu pelo nome de Grande Entrevista, excelentemente conduzido por Judite de Sousa, e na qual tive pela primeira vez ensejo de ouvir Jerónimo de Sousa.
Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido, não só pela maneira despretensiosa com que nos deu a conhecer as suas origens, o seu percurso laboral, ainda a maneira correcta com que abordou as questões pelas quais se debate, nunca recorrendo ao insulto pessoal, exemplificando as questões ao pormenor e que dificilmente poderão ser contestadas. Brilhante a maneira com que mostrou a abertura do seu partido a outras correntes, não menos brilhante a maneira como definiu a politica de alianças.
No meu entender mostrou a diferença... pela positiva.
E que cabimento tem tudo isto num blogue, que se preza de ser apartidário e, apenas se interessar por questões do Alandroal? È simples: a força política dominante no nosso concelho logo após o 25 de Abril, foi durante largo período de tempo o P.C. Não tarda muito tem aí novas Eleições. Será o Partido Comunista, agora com um novo homem ao leme capaz de dar a volta à situação? Poderá ser o Alandroal o barómetro de avaliação entre Ferro e Jerónimo?
Parece-me que vai ser interessante!!!
Os “berradôres” (que berram), vendedores de banha da cobra que já muito dificilmente enganam, que se cuidem, pois se mostrar a mesma coerência, que mostrou nesta entrevista a luta vai ser renhida.
E para terminar, mais uma vez vos digo: não partilho os ideais comunistas, mas a experiência vai-me ajudando a separar o trigo do joio.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 06:13 PM | Comentários (1)

Futebol Local

Monte Trigo 2 - Alandroalense 2

alandroalense_montetrigo_net.JPG
Foto Carlos Gomes

Publicado por tata em 06:11 PM | Comentários (2)

dezembro 10, 2004

Paixão...

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... pelo Alandroal!

Publicado por tata em 07:00 PM | Comentários (4)

Comentários em destaque: Bom dia, gente boa da minha terra.

Comentário de Pedro Roma na posta O COMÉRCIO NO ALANDROAL NOS ANOS 50:

É de pasmar quando o xicomanel entra com as suas crónicas que, pelo seu modo de abordar os assuntos nos colocam a pensar, recuando alguns anos, com lembranças que certamente não teríamos.

Não será propriamente, quanto a mim, o único com tais pensamentos, havendo muito boa gente calada e que por qualquer motivo ou razão, não lhe fazem réplicas que para alem da qualidade dos temas, porventura poderiam ser um contributo válido a vários níveis.

Xicomanel gosto de ti e sei que não duvidas, mas também recordo muitos outros, ainda de gerações diferentes.

Cá longe, li e reli o teu escrito, considerando-o também meu por se tratar de uma realidade que também vivi, no entanto a mocidade teria interesse em saber de que antes a coisa era bastanta diferente, para pior num sentido, mas muito melhor noutros (as qualidades do sentimento e da honradez, da palavra dada ou da visão do nosso semelhante).

Falar dos comerciantes seria um tema para fazer um jornal, as coisas mais comezinhas como o papel grosso para pesar mais, os pesos da balança com um cartão entre o chumbo, ou ainda as peripécias entre os seus empregados e a clientela... isso sim, seria para rir até dizer chega.

Mas nem tudo era mau, nem um regabofe como estarão alguns a pensar, a confiança de que eram merecedores os comerciantes quer ele fosse o Lica, o Meu Barbeiro do Outeiro das Nozes o Zé da Riça, ou o Valadas e até mesmo o dono da bomba da gasolina.

Desempenhavam os comerciantes um trabalho cívico inegável, se atendermos que a maioria da população não sabia ler nem escrever, não sabia preencher qualquer documento, não estava dentro de determinados assunto, nem como fazer para resolver determinada coisa e aí sim, o comércio eram o suporte para todo aquele que se dirigia á Vila, provindos dos campos e das aldeias, muitas vezes ao sol ou á chuva de madrugada, pois a camionagem Belos, dava boleia a essa gente, só de quando em quando.

Xico apesar de seres um bonzão de rapaz, digo-te para continuares na tua atitude e teimosia, dizendo frontalmente que és alentejano do Alandroal. Terra essa que te viu nascer e que te compreende muitas vezes em silência, mas não por mal.

Ao recordar os comerciantes, a minha admiração e que me desculpem os outros ou as suas famílias, o meu parente Luis Tátá, com a sua humildade e sem dar nas vista.

Consegue com a sua leveza da fala e atitude compreensiva e comerciante notório, vaidoso gostava de mostrar a melhor fazenda que se fabricava e melhor servia, bem assim as novidades que iam aparecendo no mundo da moda, quase me deixou em lágrimas, esse homem sem vedetismo cumpriu perante todos, civicamente.

A testemunhar digo que no momento da morte do meu avô Isaac, onde eu estava presente e nessa altura deveria ter os meus 10 anos, a primeira coisa que o meu pai fez, foi chamar-me e dizer: - Vás a correr ao
Sr.Luis Tátá e diz-lhe que o avô já morreu... e com a voz embargada, nada mais conseguia dizer.

Ao ver aquela cena eu perguntei... e que mais lhe vou dizer... se ele me perguntar alguma coisa?

Então o meu pai disse-me, não te preocupes... o Sr. Luis Tátá sabe aquilo que deve fazer.

Enquanto tudo isto se fazia divulgando boca a boca, o acontecimento era conhecido passado pouco tempo por toda a população.

Que me desculpem este desabafo.

Um abraço Xico Manuel

Não será por demais realçar que são comentários como este que nos dão alento para continuar.
Muito obrigado e bem haja.

Publicado por tata em 06:49 PM | Comentários (0)

Saber ouvir nem sempre é uma virtude!

Às vezes torna-se um privilégio.
Quantas e quantas vezes o Chico Manel aqui nos falou de muitas e muitas e muitas figuras da nossa praça que de alguma
forma marcaram as nossas vidas. Desses muito se poderia ainda dizer, tal a
quantidade de histórias e aventuras que nos deixaram. E que dizer daqueles que
no dia a dia na sua humilde existência nos deram exemplos de vida tão ricos.
Isso sim sem tantas peripécias e às vezes com muitas mais desventuras.
Estava-me agora a lembrar do Ti Manel (Engraxador por necessidade). Quantas
vezes na sociedade artística sentados à braseira me deliciei a ouvir
histórias da sua vida acompanhadas de uma cervejinha que eu pagava, tantas
vezes encantado por saber que iria ouvir algo mais que meras banalidades de
gente jovem (A Nokia é a melhor... Não, não para mim é a telecel...).
As suas aventuras e desventuras por terras da Capital contadas ao melhor estilo de
fazer inveja a qualquer narrador de histórias. Quem podia imaginar que aquela
figura de (quase) sem abrigo podia afinal abrigar uma vida tão cheia e tão
vivida.
Num tempo em que não se ouvia como hoje só e apenas o nosso ego e o nosso
interesse, foi para mim um privilégio poder ouvir as muitas passagens da vida
daquele humilde homem.

Aonde quer que esteja hoje o Ti Manel, obrigado pelo privilégio que me
concedeu.

Claré

Publicado por tata em 06:44 PM | Comentários (1)

Cidade de Reguengos de Monsaraz

Reguengos de Monsaraz foi elevada à categoria de cidade, com a aprovação do Projecto de Lei 472/IX, apresentado em Julho por Capoulas Santos. Reguengos de Monsaraz é sede de concelho e abrange uma área de 474 km2, com cinco freguesias: Campo, Campinho, Corval, Monsaraz e Reguengos de Monsaraz. O concelho existe com os mesmos limites geográficos desde o século XIII. A vila medieval de Monsaraz liderou o concelho até 1838, data a partir da qual teve início o processo complexo de transferência da sede do mesmo para a povoação de Reguengos, que terminou em 1851.
Os números da exposição de motivos: Reguengos de Monsaraz concentra 7069 dos 11 401 habitantes do concelho, repartindo-se a sua população activa pelos sectores primário, secundário e terciário em, respectivamente, 32,3%, 23,9% e 43,8%.

Fonte: Notícias Alentejo

Reguengos de Monsaraz é um dos concelhos limítrofes do Alandroal.
Os nossos parabéns pela elevação da vila a cidade. Uma terra bem conhecida do Xico Manel.

Publicado por tata em 06:38 PM | Comentários (1)

dezembro 09, 2004

Lume de chão

lareira.JPG

Publicado por tata em 07:16 PM | Comentários (1)

O COMÉRCIO NO ALANDROAL NOS ANOS 50

Depois de ter dado a conhecer em escrito anterior as principais tabernas do Alandroal dos tempos passados, e tudo aquilo que as caracterizava, vou hoje tentar fazer um relato das “lojas”, dos seus proprietários e de tudo o que as diferenciava.
Para uma terra de fracos recursos, cuja população vivia à base da agricultura, na qual não existia qualquer indústria, não se pode dizer que o comércio não fosse próspero no Alandroal. A comprová-lo estão hoje os descendentes dos principais comerciantes do Alandroal dessa época, todos eles (os que felizmente estão entre nós), com a vida consolidada, sem problemas de monta. Maior portanto a minha admiração, por todos aqueles, que numa época difícil (final de uma guerra mundial) souberam, sabe Deus à custa de quantos sacrifícios, proporcionar aos descendentes uma vida melhor. Aqui lhes presto o meu respeito e a minha admiração.
Vamos então descrever o que guardo na memória sobre as “lojas” do Alandroal:
A parte baixa da vila era servida por duas, ambas sedeadas no Largo Pêro Rodrigues.
O ZÉ TÁTÁ:
Dedicada mais a comércio de comestíveis, onde os principais produtos eram os provenientes da sua própria horta. A venda de hortaliça, a par com os frutos, e os legumes produzidos pelo próprio, e frequentemente acompanhados por um copo, que também ali se vendia, constituía o primordial deste local.
O LUÍS TÁTÁ:
Não era grande em espaço a loja do Luís Tátá, mas sobrava-lhe em bom gosto, o que faltava em espaço. Além dos produtos indispensáveis para um bom “avio”, era certo e sabido que a escolha de uma bonita gravata, uma peça mais elaborada ou uma “última novidade” só se poderia encontrar naquele comércio. Mais tarde e de parceria com o filho Manuel (Né para os amigos), fundou o que posso chamar o primeiro espaço de grandes dimensões no Alandroal, na Rua Mestre de Avis (actual Rua Dr. Xavier Rodrigues). Foi ao que julgo saber o primeiro a mandar executar produtos que pudessem vir a ser considerados recordações do Alandroal.
O VALADAS:
A única que sobreviveu até aos nossos dias. Situada ao princípio da Rua João de Deus, mantém ainda hoje o mesmo traço com que a conheci, salvo a disposição do balcão.
Grande homem foi o Valadas, que se pode ver reflectido na sua filha D. Graciete, actual proprietária. Dizia-se, quando se procurava um produto menos vendável “se o Valadas não tem escusa de procurar porque não há”. Tudo se transaccionava e não só no que dizia respeito a géneros alimentícios. Ali se vendiam discos, cassetes, cadernetas da bola, artigos para desporto, rebuçados das rifas, chocolates de Espanha, a par com a venda de jornais e revistas que ainda hoje se mantém. Foi talvez a loja do Valadas a primeira a aderir “à venda a prestações”, e talvez fosse aquela que maior “livro de assentos” tinha.
Cabe aqui uma palavra de apreço pelo Arnaldo, que após a morte do pai regressou para auxiliar a irmã na dura tarefa de manter o espaço conquistado.
O BERNARDINO:
Quando recordo esta loja a primeira coisa que me ocorre à memória são os dois grandes, mas mesmo GRANDES, cadeados que trancavam a casa. Contaram-me que devido a um assalto ocorrido (e que está recordado por um simulacro de sepultura situado num mato perto do Monte do Conjeito, não sei se perpetuando a memória do assaltante se da autoridade que o perseguia).
O senhor Bernardino seria talvez o comerciante mais afável e que vestia a pele de um autêntico “gentlemen” atrás de um balcão. Que me desculpem os seus descendentes, mas talvez pela compostura afável ainda pelo “paletó” que sempre envergava não consigo desassociá-lo da figura criada pelo saudoso Camacho Costa no gag do comerciante dos malucos do riso. E se digo isto, que seja bem entendido, pela simpatia que devotei ao Senhor Bernardino e pela maneira sempre de grande educação que lhe conheci.
Foi loja mais virada para a venda de produtos pouco conhecidos e menos transaccionados noutros espaços: tintas, pincéis, papel de parede, velas de sebo de Holanda, etc. Lembro-me de ir comprar ao Bernardino “meio arrate” de oca para caiar as paredes e papel vegetal para tapar a marmelada.
O ALEXANDRE:
A grande superfície do Alandroal. O seu proprietário senhor Alexandre Manuel Fernandes era ao mesmo tempo o Presidente da Câmara (suponho que na altura, não remunerado). Balcão de grandes dimensões, onde quatro empregados muitas das vezes não davam à conta. Mas o que ressaltava logo à entrada era uma espécie de púlpito onde uma funcionária lá no alto (a Luísa) “manobrava os trocos dos pagamentos efectuados, pois não constava que houvesse “livro de assentos”. Tinha esta loja a característica de ser dotada da mais alta tecnologia da altura, pois o azeite era “aviado” por um sistema de vasos comunicantes, o bacalhau cortado mecanicamente, alem de funcionar até mais tarde devido à instalação de “petromaxes”. Possuía ainda as únicas bombas de gasolina existentes no Alandroal, que funcionavam manualmente, e que frequentemente davam azo a grandes “brigas”, pois o proprietário achava que nem todos tinham direito a andar de carro. Foi no entanto a única que deu lugar à criação de empregos.
O TACÃO:
Servia principalmente a parte superior da Vila. Localizada no Terreiro de S. Bento, caracterizava-se pela venda não só dos produtos alimentares, como também em dependência contígua mas do lado oposto se vendia carvão e petróleo, o que dava azo a que o proprietário tivesse frequentemente de abandonar a loja para “aviar” os clientes do carvão e petróleo. Como não era possível ter um “olho no burro e outra na ferradura”, inventou o que na altura foi considerado um dos melhores sistemas de alarme. Um estridente chocalho que instalou na gaveta dos “trocos”. Assim cada vez que era alvo de um presumível assalto, e muitos o tentaram, era avisado pelo toque e depressa acorria para evitar o pior.
À excepção da Loja do Valadas todos os outros locais estão agora a ser utilizados para fins alguns senão idênticos pelo menos parecidos. É interessante saber se para melhor servir o Alandroal, se caso contrário. A mim parece-me que acompanhamos o progresso! E vocês... o que lhes parece?

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 07:12 PM | Comentários (3)

dezembro 08, 2004

Futebol Global

porto_a5.jpg

Parabéns ao Porto e em especial a um dos seus maiores adeptos e a uma fã muito especial.

Publicado por tata em 07:33 PM | Comentários (1)

Futebol Local - Taça de Évora

Alandroalense 4 Corval 1

alandroal_corval.JPG
foto por Carlos Gomes

Publicado por tata em 05:40 PM | Comentários (3)

Rad Files: Um Blog completamente diferente

Como diz o Luis Ene um blog não é mais do que uma ferramenta.

O que fizemos foi aproveitar essa ferramenta e criar um blog completamente diferente.

Chama-se Rad Files, porque não o espreita?

Publicado por tata em 03:05 AM | Comentários (0)

dezembro 05, 2004

Futebol Local

Valenças 0 Alandroalense 3

Publicado por tata em 05:51 PM | Comentários (1)

LOCAIS QUE DEIXARAM MARCAS NA MINHA JUVENTUDE: O CARRO DO ZÉ

Estranho isto de um carro deixar marcas na juventude de uma pessoa! Mais a mais não sendo o proprietário...
Mas na verdade se durante o dia a casa, o local de trabalho, o café, a praça são os locais de permanência, durante a noite o carro do Zé, era o local das conversas mais sigilosas, dos desabafos amorosos, das confissões dos devaneios da juventude, mais a mais que não possuindo aquecimento e na altura ares condicionados eram pura utopia, o amigo Zé instalava uma braseira em frente ao banco ao lado do condutor, o que fazia com que o meio ambiente, fosse convidativo à permanência de grandes serões.
O Zé era, do nosso grupo, o único que possuía automóvel. Um espaçoso Vauxhall, de cor preta, e que só ele sabia manejar. E de que maneira! Com ele ao volante desci escadas, fiz “fugas” quando por vezes nos metíamos em “caminhos apertados”, acompanhei perseguições quando por vezes nos “provocavam”, desci ladeiras sem travões, vi-o matar lebres aos pares e de marcha-atrás.
Festas, feiras e romarias, e outras “sortidas” mais arrojadas, não havia crise: o carro do Zé era o “nosso” carro. E bastava combinar a hora, porque o local era sempre o mesmo e ala que eles aí iam, e desde Vila Viçosa, passando por Reguengos, Elvas e volta e meia “nuestros hermanos”, não havia “buraco” onde não metessem o nariz.
Ainda durante a juventude, outros carros possuiu o Zé, e muitas aventuras passei nos mesmos, principalmente nos meus tempos de caçador... mas o que guardo na memória que jamais se apagará é o “velho Vauxhall preto” onde vivi muitos e bons momentos.

Saudações Marroquinas
Xico Manel

Publicado por tata em 05:31 PM | Comentários (0)

A Minha Gente Está Doida!

Na minha terra, as minhas gentes estão doidas ou devem estar!
Senão vejamos:
A minha gente só vai à bola se o clube ganhar;
A minha gente acha legitimo os protestos no Redondo por via da alteração do
horário do centro de saúde;
Mas a minha gente tem um centro de saúde fechado há um ano;
A minha gente acha bem que se cortem estradas noutras localidades, por falta de
professores nas escolas, mas a minha gente manda os filhos todos os dias para
uma escola em que obriga os seus filhos a subir 50 degraus para terem aulas à
chuva e ao frio;
A minha gente não se chateia com isso desde que tenha novelas para ver.
A minha gente não sabe ainda preencher um cheque, mas tem telemóvel topo de
gama.
Tem telemóvel topo de gama e muita divida calada no pequeno comércio, mas não
se importa....
A minha gente ainda não sabe ler uma factura da EDP ou do telefone mas devora
religiosamente o jornal a Bola.
A minha gente não percebeu patavina da possível pergunta do próximo
referendo, mas se a mandarem vai votar como o eleitorado mais esclarecido...
A minha gente deixou de votar nos "Comunas " porque comiam criancinhas ao
pequeno almoço e agora vota em quem lhe disserem para votar.
Mas o que se lhe há-de fazer... É a minha gente, e além do mais são muito
felizes por serem assim!!

Claré

Publicado por tata em 05:29 PM | Comentários (4)

dezembro 04, 2004

Pequeno Mouro?

Confesso que os jogos deste clube são os que me dão mais prazer em assistir.

Publicado por tata em 02:45 PM | Comentários (0)

dezembro 03, 2004

PROCURA-SE

1.jpg

Se viu este homem no Alandroal por favor informe a polícia.

Publicado por tata em 03:43 PM | Comentários (3)

dezembro 02, 2004

Comentários em Destaque

Em conversas ocasionais, com pessoas de responsabilidades directivas, é inequívoca a ideia (estou convicto que assente na retaguarda) que o Alandroal tem de ter uma equipa no nível das restantes sedes de concelho e acima das equipas das aldeias. Uma opção respeitada, mas longe de ser unânime que pode ser observada pela afluência de adeptos aos jogos. Muitos preferiam uma equipa nossa, dentro das nossas capacidades e sustentada no tempo.
A equipa titular que nos habituamos a ver apresentava apenas um jogador do concelho! Normal, dizem os entendidos. Anormal, acho eu, para uma equipa que depende dos dinheiros públicos concelhios para sobreviver.
A verdade é que quando a equipa é formada pelos filhos da terra, pelos conhecidos que encontramos no dia a dia, de uma forma natural e sem esforço perdoamos os maus resultados.

Isto não impede o dever de reconhecimento pelo esforço que os responsáveis pelo JSA fazem, para manter a equipa trabalhando gratuitamente e atormentando-se com estes resultados.
Aconteça o que acontecer o futuro será de reformar e não de desanimar. Não esqueci criticas no passado, e não retiro uma virgula, de opções de dirigentes, não pelo conteúdo que considerei duma lucidez exemplar, mas pela forma e reforma, o que não me acanha em animar a equipa de dirigentes, pois quem conhece a localidade Alandroal sabe que falta gente que se meta à frente destas coisas e que ande com elas para a frente. Por isso os que aparecem têm de ser encorajados a ultrapassar as criticas que sempre vamos fazendo.

Carlos Gomes

Publicado por tata em 06:41 PM | Comentários (1)

Partir os Cornos aos Donos

Por estes dias assusta a quantidade de animais que aparecem abandonados no Alandroal, uma vez que as autoridades locais pouco podem fazer se não
capturá-los e abatê-los.
Arranjar-lhes novo dono sabemos que é sempre difícil, dos antigos donos poderíamos dizer muito. Imaginemos que para o ano a caça fosse ao contrário (O cão com a espingardinha às costas e o dono atrás a abanar o rabo, todo contente). Ao primeiro coelho que o cão disparasse e não acertasse, o próximo tiro era para o dono, se o cão
até fosse "caridoso" se não era um arame ao pescoço do dono e pendurado
numa azinheira e ali ficava a definhar, ou então era atirado de uma 4x4 em
andamento num qualquer barranco e que fosse ter aonde quisesse com as patas
partidas ou os cornos. Se alguém quisesse tomar conta do bicho tudo bem, se não
que se amanhasse como pudesse. Chocante?? Só porque estamos a falar de pessoas??? E com os animais? Não é?.... De uma vez por todas deveríamos acabar com
alguma elites que debandam o Alentejo e que nos deixam todos os anos
dezenas de animais à porta para que cuidemos deles ou lhe devotemos a mesma
indiferença que eles (Donos) lhes devotaram por não serem bons caçadores ou
bons batedores ou aquilo que os seus donos queriam que eles fossem. Deviam ser
criadas coimas ou outros mecanismos que obrigassem todas as entidades
que intervêm no "desporto" caça a serem responsabilizadas por esta
situação, e acabar de vez com esta selvajaria que se verifica todos os anos.
Se não são capazes de respeitar os seus animais, como poderão os caçadores
respeitar as várias espécies cinegéticas com que se cruzam no acto de
caçar??? Assim só nos resta e acredito que não serão todos, mas aqueles que
se dedicam a este tipo de práticas, considerá-los um patamar abaixo dos
animais que tantas vezes abandonam...

Fiquem bem e pensem nisto SFF.

Claré

Publicado por tata em 12:07 PM | Comentários (1)

dezembro 01, 2004

Rosas e Alandros

oleand4g.jpg
Kelkheim 1999

O Paulo Querido está apaixonado e o seu coração encheu-se de rosas.

No Alandroal temos uma flor preferida: O Alandro claro.

O nome científico é Nerium oleander.

Todos o viram, embora nem todos saibam o seu nome e o conheçam. Da próxima vez que viajarem numa auto-estrada reparem bem nos arbustos que encontram na vala de separação. Quilómetros e quilómetros de Alandros.

O que não devem saber é que Oleander é também o nome de uma borboleta, a Oleander Hawkmoth, cujo nome científico é Daphnis nerii.


oleander1.jpg

Mais surpreendente ainda é Oleander ser também o nome de uma banda rock americana:

oleander.jpg

Pode ver um excelente vídeo com uma versão de Boys don't cry clicando aqui (vale a pena!).

Publicado por tata em 10:28 PM | Comentários (1)

Boas Festas

castelo_alandroal_natal_2003.jpg
foto luis tata

Publicado por tata em 09:27 PM | Comentários (2)