julho 27, 2005

Dinossauros

O PS tem-se agitado ultimamente por causa daquilo que eles apelidam de "dinossautos" políticos. Quem são estes? São justamente homens que fazem aquilo que o povo quer e este povo (que é suposto ser livre e inteligente) volta a elege-los.

O acso mais mediático é Alberto João Jardim, que logo é atacado. E de caminho há alguns autarcas comunistas que fieis à sua terra sempre ficaram lá e rejeitaram ir para um qualquer poiso em Lisboa.

Jorge Coelho, fala então do alto de uma catédra bafienta contra os dinossauros. Ms como sempre não faz o trabalhao de casa. Mesquita Machado aurca socilista de 1976 recandidata-se. E bem digo eu... Porque quem merece a confiança do seu povo este tempo todo, deve poder continuar à frente do mesmo.

Para mim grave, grave é ver homens de 80 anos a assumirem lugares de responsabilidade.. Isso é que me deixa assustado.... O meu problema não são os dinossauros... São os fósseis.

Publicado por cparis em 04:10 PM | Comentários (3) | TrackBack

julho 25, 2005

Soares, ohh Soares

Tenho andado um pouco afastado do blog. O trabalho tem apertado e sinto pouca vontade de discutir o disparate da OTA e afins. Tenho sido mais consumidor de blogues do que produtor. Mas eis que surge quem me faz tirar do sério: Soares....

A primeira reacção foi uma alta e sonora gargalhada... não por pensar que Soares vai perder ou ganhar... Sinceramente estou-me nas tintas... O nosso sistema é rídiculo e enquanto não desapareceram da face da terra os seus autores, nunca será feita uma avaliação serena sobre o assunto... Deixei-me disso.

A gargalhada tinha outro(s) motivos: imaginar a raiva surda de Paulo Gorjão que foi no passado apoiante de Soares e que está desde a primeira hora com Freitas do Amaral; imaginar a cara de todos que acreditaram quando Soares foi dizendo que apoiava Manuel Alegre, isto depois de dizer que Freitas seria uma boa escolha.

A gargalhada veio por ver o PS desorientado e a obrigar o velho leão, impotente, a lutar com tudo o que tem e não tem.

Soares vai à luta, e tem hipoteses de ganhar. Quem perde é Freitas do Amaral que vai ter de se retirar de fininho.... Pode ser que o país ganhe ao menos um bom Ministro. Sim, porque já perdi as ilusões sobre ganhar alguma coisa com os debates que aí vêm....

A ler João Gonçalves no Portugal dos Pequenitos.

Publicado por cparis em 12:18 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 21, 2005

Estratégia? Qual estratégia?

Os políticos insistem falar em estratégia. Dizem que têm uma esatrtégia para isto, e para aquilo. Ora tirando estratégias pessoais, é raro ver estratégia na política. Como é possível ter uma estratégia para o país se não se sabe a duração do contrato de um Governo com o mesmo?

Ontem demitiu-se Campos e Cunha. Sócrates arranjou novo ministro passadas umas horas. Obviamente que nessas horas, discutiu toda a estratégia que tinha para o País, e o novo ministro concordou com tudo.... Até às próximas reuniões de Conselhos de Ministros em que ele perceba que tudo de mau é da sua responsabilidade e tudo de bom é da responsabilidade dos outros.... Aí ele perceberá qual a estratégia dos seus colegas no Governo. E aí, decidirá o que fazer atendendo à sua estratégia pessoal. Campos e Cunha saiu a tempo de começar o ano lectivo nalguma Universidade Privada. E o novo? Quanto tempo durará?

PS. Este blog não tem hábito de fazer previsões. Mas fica aqui registada uma: até 31 Dezembro de 2005 outro ministro sairá.

Publicado por cparis em 10:00 AM | Comentários (3) | TrackBack

julho 20, 2005

Freitas do Amaral candidato

Freitas do Amaral quis marcar terreno e colocar-se na porta da candidatura presidencial.

É um facto que se tem analisado esta questão com base em premissas que podem estar erradas. A primeira é que Cavaco vai ser candidato. A segunda é que sendo candidato ganhará.

Com Cavaco candidato, a esquerda tem um problema. Daí Sócrates estar a empurrar Manuel Alegre, e o poeta pode vir a aceitar. Sócrates aposta numa solução em que ganhará dos dois lados. Se ALegre ganhar, foi apoiado por si, se Alegre perder, ficará silenciado internamente em termos de oposição. A mesma estratégia que levou a apoiar Carrilho a Lisboa.

E se Alegre achar que está metido numa ratoeira e não aceitar? E se Cavaco não for candidato? O problema não surge à esquerda, mas sim à direita. Quem será? Uma figura menor, talvez?

É neste espaço que Freitas vê surgir uma hipótese. Para já tem o apoio de Soares, que não gostaria de ver Alegre em Belem.

E quais as suas reais hipoteses? Não sei. Dependerá sempre dos oponentes. E foi para os espicaçar que Freitas avançou com a entrevista.


Algumas vozes do PS, como Ferro Rodrigues e João Cravinho, consideram que a eventual eleição de Cavaco Silva para a Presidência da República pode colocar em risco a estabilidade política e a estabilidade desta legislatura. Concorda?
Sim. Eu acho que esse perigo, como perigo potencial, existe.

Porquê?
Porque se trata de uma pessoa de uma área política muito diferente, que faz as suas declarações públicas sempre em função dos pontos de vista da área política em que se situa, sem qualquer abrangência relativamente ao resto da sociedade portuguesa, e portanto é natural que não fosse propriamente um amigo do Governo PS.

Há outra coisa, já agora, que me surpreende muito. É que estamos a cinco meses das eleições presidenciais, não há nenhum candidato assumido, é a primeira vez que isso sucede desde 1976, quando as coisas se passaram um pouco assim, mas estávamos no princípio da nossa democracia. Trinta anos depois, voltamos a estar assim. Se isso revela falta de interesse pelo cargo, é mau para o sistema político. Se revela excesso de táctica, é mau para a democracia, porque a democracia exige que uma eleição presidencial seja precedida de um amplo debate nacional, e não dum prolongado silêncio, destinado a criar as condições, não para uma eleição democrática e pluralista, mas para um plebiscito unanimista. Sob essa dupla perspectiva, eu acho que a situação que estamos a viver é negativa.


Publicado por cparis em 12:12 PM | Comentários (1) | TrackBack

Vieira da Silva

Gosto pouco de Vieira da Silva. Mas confesso que é uma reacção endérmica, sem nada que a substancie. E para provar isso ele teima em fazer coisas que gosto. O acordo tripartido (com os patrões e a UGT) sobre as revisões do Código de Trabalho, só pode ser boa notícia.

Quem esperava ver o Governo rasgar o Código do Trabalho, pode esperar sentado. Só pode ser uma boa notícia.

Publicado por cparis em 11:55 AM | Comentários (3) | TrackBack

julho 18, 2005

Democracia à esquerda (II)

Se há coisa que mexe comigo é ver um comunista a bradir o epíteto de "anti-democrático" a tudo o que se mexe. É um defeito meu, reconheço, mas custa-me ver quem não conseguiu perceber por si, que o voto só é democrático se for feito numa urna, ter pretensões de saber o que é democrático ou não.

Mas tirando este pormenor, acho que deveríamos mesmo refletir sobre o que é a democracia neste momento e o que queremos que seja.

Em primeiro lugar, acho que já é tempo de se acabar com a histeria de que o povo é que manda, e como tal, sempre que há burburinho deve haver eleições. Mandar implica responsabilidades e se o povo elege um representante, deve assumir a responsabilidade de o manter 4 anos.

Digo isto numa altura bem simples para mim: não votei Sócrates e devo ir votar em Cavaco Silva. Mas a última coisa que quero é não ver Sócrates a acabar o mandato, por interferência presidencial.

Depois, pensar no nosso parlamento. Precisamos de 230 deputados para quê? E porque é que o deputado eleito por Lisboa pelo BE tem 50 vezes mais tempo de antena do que o deputado eleito pelo PS,ou pelo PSD por Coimbra? Devemos dar tempo aos partidos, ou aos deputados? É que temos de decidir algo muito claramente: ou são as pessoas que interessam, e assim quem tem primazia devem ser os deputados, ou não. Assim o senhor deputado do PS, ou do PSD de Coimbra não pode ceder o tempo a ninguém da sua bancada, e deve botar faladura. Aí teríamos de certeza mais tempo dedicado ao país, e não perderíamos tempo a ouvir a deputada d'Os Verdes (outro exemplo democrático), a discorrer sobre cultura.

Quanto ao principal motivo deste artigo: adorei as escolhas do BE em Coimbra. Fruto da maior das democracias, (em que em Lisboa se decidiu e em Coimbra se abaixaram as orelhas, o que levou a que as principais figuras afectas ao BE - Coimbra tenham recusado participar nas listas) foram buscar duas docentes universitárias que nem na sua escola são conhecidas.

Publicado por cparis em 12:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 13, 2005

Vergonha no atletismo

Os atletas de alta competição, não recebem o seu subsídio há 7 meses. Tenho vergonha de ver dirigentes de um país que não sabem assumir as suas contas.

São caloteiros. Não há desculpa. Se não há dinheiro não dão subsídios. Se dão, então que os paguem a tempo e horas.

Eu sei que na altura das medalhas, todos lá estarão para as receber. Os atletas pedintes e os engravatados.

Publicado por cparis em 10:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 12, 2005

As desculpas de Freitas do Amaral

Freitas pediu desculpa? Aos chineses? Em nome dos portugueses? Mas porquê? Também estava no programa do Governo?

Acaso, eles ficaram ofendidos? Mas há alguém por esse mundo fora que se ofenda com o que diz Alberto João Jardim?

Fazer politiquice barata usando o nome de Portugal é algo que me envergonha bem mais.

PS. Aos mais distraidos, recordo que o EMBAIXADOR da China estava presente, e que NÃO fez o menor comentário depreciativo sobre as intervenções do Presidente do Governo Regional da Madeira.

Publicado por cparis em 06:59 PM | Comentários (8) | TrackBack

julho 08, 2005

Promessas falhadas

Vitalino Canas diz que o novo referendo sobre a IVG deve ser feito porque foi "sufragado por 45% dos portugueses", ou seja, todos os que votaram no PS.

É verdade e contra isto há poucos argumentos, mas....
não foram esses portugueses que sufragaram que não iria haver aumentos de impostos?
Ou seja, quando convém agem em nome de quem os elegeu. Quando não convém esquecem-se os eleitores...

Acho que era uma boa altura para Vitalino Canas fechar a boca com as promessas eleitorais.... Para não entrar nenhuma mosca.

Publicado por cparis em 07:35 PM | Comentários (3)

julho 07, 2005

Belmiro de Azevedo

Confesso que não sou apreciador do estilo. Mas diz coisas simples que nos fazem pensar. Em altura de TGV, Belmiro diz qualquer coisa como isto: "há 10 anos fazia Porto Lisboa em Alfa em duas horas e meia, agora, com tanto dinheiro gasto, faço em 3 horas".

É este o investimento que Portugal tem feito nos últimos anos.

Publicado por cparis em 05:18 PM | Comentários (2)

Blair: mais uma vitória

Mais uma vitória de Blair, mais uma derrota de Chirac. Que gojo me deu.

Com Blair em Portugal até eu era de esquerda.

Publicado por cparis em 12:40 PM | Comentários (2)

julho 01, 2005

Constâncio - a nódoa

A última coisa que Constâncio esperava era este lapso do Banco de Porugal.

Não que eu partilhasse a ideia, defendida por exemplo por Paulo Gorjão, de que

Vítor Constâncio seria um excelente candidato à Presidência da República, em termos absolutos e em termos relativos.

É que se ele ainda não tinha pensado no assunto, também não vale a pena pensar mais. Se a sua actuação neste caso, estava a gerar as maiores reservas, por estar a pisar a linha da actuação política e não técnica, agora esta trapalhada monumental, vem destruir toda a imagem de rigor e competência que o BP ostenta.

A observar contudo as reacções que vão existir relativamente a dois erros semelhantes: o do Ministro das Finanças e o do Governador do Banco de Portugal.

O primeiro já foi sendo açoitado pelo Expresso. E o segundo? Escapará imune?

Publicado por cparis em 05:10 PM | Comentários (1)