fevereiro 26, 2004

Adopção por homossexuais

Acho fascinante quando se teoriza tanto e tão facilmente sobre coisas tão sérias: se me dessem a mim uma criança e aparecesse uma família para adoptá-la acho que não dormiria na primeira semana.

Tem este post a ver com a polémica que se levantou a respeito da adopção por homossexuais. Em primeiro lugar acho natural que não sendo legal o casamento entre homossexuais, se ponha em causa a entrega do futuro de uma criança a um grupo de pessoas sem nenhuma relação formalizada.

Tirando a questão da legalidade, acho que na adopção se deve tentar ter em conta o actor principal a criança.

A discussão não é se um casal homossexual pode adoptar, mas sim se uma criança está em condições de ser adoptada por um casal homossexual? Já alguém imaginou como seria o dia a dia, não por falta de amor familiar, mas o dia a dia de confronto e de luta que muitos adultos não suportam (e se escondem) que se está a destinar a uma criança?

Sinceramente acho muito egoísta, por parte da associações LGBT, a discussão que existe. Quando se queixam de tantas discriminações e de tanta perseguição e agora querem adoptar, aquilo que vão conseguir é arrastar uma criança para uma guerra que eles não escolheram nem disseram que queriam participar.

Publicado por cparis em 06:43 PM | Comentários (17)

fevereiro 23, 2004

Diga o quê?

Como devem compreender muitas das polémicas actuais parecem-me tão minúsculas que não valem nada. Santana candidato a Belém? Daqui a dois anos? bahhhh..... who cares?

Parece que houve alguém que disse (MST) que se PSL fosse eleito tinha vergonha em ser português. A mim envergonha-me ver um dos comentadores mais ouvidos em Portugal dizer que a única coisa que realmente o incomoda no País é saber quem vai ser o próximo PR.

Publicado por cparis em 06:51 PM | Comentários (2)

Detalhes

Tudo aconteceu depois de ter ido deitar a minha filha. Tinha visitas em casa que a tinham ido ver e todo o ambiente era calmo. Senti-me mal e fiquei inanimado. O resto já sabem.

Entretanto uma colega, por coincidência, estava a falar com um amigo que trabalha nas urgências do Hospital e ela ficou a saber detalhes da minha reanimação. Pelos vistos, mal recuperei no hospital falei de ter visto uma luz branca e uma pessoa ao pé da luz a fazer sinais. Também lhe disse (à pessoa) que como não a conhecia não ia com ela. Terá isto influenciado algo?

Entretanto continuo a recuperar bem, e a receber mensagens de apoio de toda a gente. Aquilo que tenho recebido também é a referência de vários casos similares, recentes. Será impressão minha?

Bem, cá vou seguindo a minha vida. Um grande abraço a todos os que me vão lendo e um pedido de desculpas pela pouca assiduidade dos comentários.

Publicado por cparis em 06:12 PM | Comentários (1)

fevereiro 18, 2004

Voltei

O meu último post foi de despedida. Longe estava eu de pensar que poderia ter sido de despedida total.

Menos de uma semana depois de ter nascido a minha filha tive um uma paragem cardiorespiratória. Como diagóstico está escrito simplesmente morte súbita.

Felizmente o meu vizinho que é médico estava em casa tal como um colega seu. Fui ressuscitado durante cerca de 20 min, tendo recuperado.

Passei o domingo nas urgências, piorei durante a noite e tive de ser ventilado artificialmente. Foi-me implantado um desfibrilhador. Consequências imediatas: suspeitam que me possa voltar a acontecer o mesmo. Desse modo preferem que eu esteja prevenido com o desfibrilhador. Obviamente que durante esse período de tempo não posso realizar acções em que a perda de consciência, mesmo por segundos, seja fatal (tipo conduzir).

Desde segunda feira que me sinto bem. Tenho contudo algumas perdas de memória que me vão dificultando a vida. Vamos ver se a vida continua....

Um bem haja para todos..

Publicado por cparis em 03:37 PM | Comentários (12)