dezembro 31, 2003

Católica de direita e lésbica

Normalmente discussões sobre homossexualidade e religião são uma saraivada de ideias desorganizadas, alguns insultos para cá e para lá, reveladores uma intolerância dupla.

Daí que este testemunho de uma católica de direita e lésbica, mereça ser lido com calma e atenção.

E acima de tudo respeito. Respeito porque exprime sentimentos individuais e reflete uma luta diária de quem acredita firmemente no que diz. Mas acima de tudo respeito porque as ideias ali expressas estão longe das críticas banais e são merecedoras de uma reflexão atenta.

O texto não é fácil, uma resposta nunca será. E não estou a referir-me às extensão, mas sim à complexidade do tema. Mente Assumida sabe que está a argumentar não com Deus (seria em mais simples), mas com os Homens. Com os Homens que têm sobre os seus ombros a responsabilidade de não errar e de não dar passos em falso.

Qualquer passo que um Papa dê no reconhecimento de alguns dos pontos que refere (divórcio, relações extra-matrimoniais e homossexualidade) deve ser dado com cautela e ponderação, percebendo que se poderão ganhar alguns pontos na procura de um modelo mais correcto, mas que se estão a sacrificar outros.

Mas ela sentiu na pele que Deus não afasta ninguém da sua Igreja. E deve ser esse sentimento de acolhimento que os sacerdotes devem ter no seu contacto com esta realidade: acolhimento não compaixão, esta palavra está claramente a mais naquele texto.

Há coisas sobre as quais não tenho opiniões muito firmes. Pegando numa citação que recolhi no blog do pedrof

When the facts change, I change my mind - what do you do, sir? John Maynard Keynes

Leiam o artigo, que foi (muito bem) escrito, sem moralismos, e tirem as Vossas conclusões sobre esta realidade. Eu continuo à procura das minhas.

Publicado por cparis em 11:02 AM | Comentários (1)

dezembro 29, 2003

barnabé descontrolado

Andava a passear pelo blog da minha discordância permanente quando dei de caras com algo positivamente estúpido, idiota e ao mesmo tempo esclarecedor.

A minha filha chegou-me a casa a saber o hino nacional de uma ponta à outra, sem falhas. Aprendeu na escola. Uma vergonha para mim e um orgulho para Paulo Portas. in barnabé

Estúpido porque não se tem vergonha dos filhos. Mas adiante.... Assumo que tenha sido uma liberdade de expressão.

Esclarecedor porque Daniel revela aquilo que é. A sua principal convicção é ser anti-Portas. Não Lhe irritou que ela soubesse o hino por ter algo contra ele, não! O que Lhe irritou, foi Paulo Portas gostar que as crianças saibam o hino. Aliás sobre o hino quase nada tem para dizer:

O que eu acho sobre a questão do hino, agora que me obrigam a falar a sério, é que é "pimba" pôr crianças a aprenderem uma coisa que não lhes pode dizer rigorosamente nada.

Ou seja, não é chique... Porque é "pimba" conhecer os símbolos de Portugal. E como estes não significam nada às crianças não se Lhes ensina de modo a que possam passar a dizer... isto é ser idiota.

Quanto ao resto de não ser patriota está no seu direito.... Mas caro Daniel, seja firme nas suas convicções. Recuse a sua nacionalidade, o seu Bilhete de Identidade, e torne-se apátrida. O estatuto existe e é mesmo para "cidadãos do mundo" como afirma ser o seu caso.

Porque enquanto não o fizer, e quer queira quer não, tem muitas coisas em comum com Paulo Portas e não apenas o Hino Nacional e a Bandeira.

Publicado por cparis em 07:24 PM | Comentários (14)

Política de Imigração

Em Portugal, 30% da comunidade prisional são estrangeiros, afirma o DN. Este é o resultado da política de imigração (ou da ausência da mesma, diria eu) que tem sido seguida. A politica do cabem todos que o BE quer manter.

Publicado por cparis em 03:11 PM | Comentários (0)

Íntima Fracção

Íntima Fracção é o nome de um programa de rádio, que apesar de reconhecida qualidade por toda a crítica especializada acabou por ser banido da grelha de programação da TSF.

Ontem recebi esta prenda de Natal do Francisco Amaral:

Na ESEC Rádio on line é possível ouvir uma colectânea de Outono que a Janela Indiscreta pediu ao autor do programa de rádio Íntima Fracção. Em breve, na mesma página estará uma Íntima Fracção, que fará 20 anos em 8 de Abril próximo, e enquanto não regressa a uma antena.

Um presente de Francisco Amaral, com entrada por aqui.

Publicado por cparis em 03:03 PM | Comentários (1)

dezembro 25, 2003

O Insulto do Indulto

Vivemos num País, onde se gasta uma pequena fortuna para fazer uma condenação. Que se espera justa e correcta... Depois vem um senhor, que se julga Deus, e profere um indulto. À revelia da Justiça, esquecendo que aqueles homens e mulheres foram condenados.

Quem fez isto foi o Presidente da República, o mesmo que há uns meses dizia que o poder político não devia interferir no poder judicial. Mas não é exactamente isso que ele está a fazer, ao reduzir as penas que o poder judicial decretou? Haja seriedade.

Publicado por cparis em 02:40 PM | Comentários (3)

dezembro 21, 2003

Argumentos

Há algo que se faz em Espanha e é proibido em Portugal. Um escandâlo e atraso civilizacional, dizem uns. Outros dizem que é o impedir de uma morte escusada.

Os que partilham da opinião dos primeiros, e têm essa oportunidade vão a Espanha, os outros sujeitam-se a penas graves na nossa legislação. O caso ainda é mais grave, porque todos nós conhecemos alguém que já tenha ido a Espanha. Pelo menos já vimos casos relatados na Televisão. E de vez e quando há um tribunal cá que resolve condenar os que, ingenuamente, cometem este "crime" em Portugal.

O acto em si é classificado por alguns como "morte de um ser independente". Ora este ser, nem sequer teria nascido se quem o quer matar não tivesse providenciado isso desde o primeiro instante.

De certo já adivinharam o que é. Isso mesmo: uma tourada com touros de morte. Punida em Portugal com 25.000 contos de multa e permitida em Espanha onde todos os anos se deslocam os portugueses mais ricos para usufruir desse prazer que é a elevação do touro ao seu estado mais nobre. Um touro que nunca teria existido se não fosse pelos cuidados do seu ganadero, que dele não pode dispor em Portugal, mas que se vê forçado a levá-lo para Espanha para a sua (do touro) consagração suprema.

Um abraço ao Observador.

PS. Este post, sim é demagógico. Como muita da argumentação do Bloco de Esquerda sobre estas e outras causas, onde os argumentos são manipulados consoante os interesses.

Onde a opinião das pessoas só vale quando é igual à deles, e todas as outras são de pessoas incultas, hipócritas, conservadoras, ou outros atributos que vêm no "Manual de Argumentações Falhadas" que é distribuído a todo o militante Bloquista, esse ser supremo, sem mácula e sem erro que a todos julga e que está acima de qualquer julgamento.

Publicado por cparis em 09:56 PM | Comentários (2)

Aos médicos que sofrem

A todos os médicos que, sabendo da proibição do aborto, tiveram de fazer o sofrimento de receber 275 € para praticar esse acto. Esses médicos, que ninguém fala, a quem se quer retirar o ónus de ir a tribunal por praticar um acto médico proibido pela legislação e pelo seu código deontológico.

Esses médicos a quem o Bispo do Porto não referiu quando disse "que não penalizaria as mulheres". No entanto o jornalista tratou de resolver a questão e comovidamente logo tratou de inventar que o Bispo queria descriminalizar o aborto.

Aproveito para estender o braço a todos os outros médicos que passaram atestados falsos em Guimarães, e que foram condenados à exorbitante multa de 50 € que a descontar ao que cobraram pela consulta apenas Lhes deve ter restado o suficiente para o almoço do dia.

E por último, a todos os médicos que vão passar este Fim de Ano em Viagem, obrigados pelas farmacêuticas e também um carinho especial à Ordem dos Médicos, por ter suspendido todos os processos das viagens dos Médicos...

A todos eles... obrigado.... Portugal seria bem diferente sem vocês... atrever-se-ia inclusivé a ser mais produtivo e mais honesto. Bem hajam.

Publicado por cparis em 05:09 PM | Comentários (2)

dezembro 18, 2003

Debate da nação

Estou a ouvir, com muitíssima atenção, o debate da Nação.

A primeira nota é que o porta voz do PSD fez asneira e está constantemente a ser citado pela mesma. É o que dá por miudos a porta voz. Tentou emendar a mão, mas a asneira estava feita.

Mas há outro actor principal: António Costa. Discordando das suas opiniões é um facto que as expõe inteligentemente, sem chincanas e sem atalhos. Sóbria e intelectualmente brilhante. Isto ao contrário de Ferro Rodrigues que só se soube exaltar e não transmitir uma ideia.

Quanto a Carvalhas, o melhor é esquecer. As (poucas) ideias que trouxe eram constatemente sussuradas por trás. Quanto a Telmo Correia, teve o gozo de tirar desforço de Mário Soares. Desnecessário, diga-se.

Em concreto, algumas informações sobre a Europa e muito, muito tempo a procurar discutir politicamente a IVG. PS admite referendo. PSD admite, mas nunca nesta legislatura, por ter sido promessa pré-eleitoral respeitar o referendo.

Publicado por cparis em 05:38 PM | Comentários (2)

Demagogia Barata

Fui acusado aí de demagogia barata... acabo de ouvir Louçã dizer "que o Primeiro Ministro quer impedir os portugueses de se pronunciarem sobre o tema do aborto"...
Alguém já disse ao Louçã que essa oportunidade já foi dada. Esta então é demagogia cara... umas centenas de contos por mês, e pior do que isso o atraso que o País sofre por estar sempre a discutir os mesmos temas até que as suas teses vençam... não pelo mérito mas pelo cansaço.

Publicado por cparis em 04:56 PM | Comentários (4)

dezembro 17, 2003

As Mentiras do Aborto

Anda por aí uma discussão tramada por causa do aborto. Pena é que, como de costume, em vez de se discutirem coisas sérias se fale de meias verdades...

1. O choque do julgamento de Aveiro
Parece que o País anda "chocado" com o julgamento de Aveiro, onde são arguidas 15 mulheres, 1 médico e uma assistente.
Pois bem, se a lei fosse a que o Bloco de Esquerda propõe o julgamento existiria na mesma, com pelo menos uma mulher, um médico e uma assistente.
Afinal o choque não parece ser pelo facto, apenas pelo número.

2. Na minha barriga mando eu
O slogan que algumas meninas escreveram na barriga. Pois não sei em que País elas querem viver, mas no nosso não será seguramente. Mais uma vez, a proposta do Bloco de Esquerda só proíbe o aborto até às 10 (ou 12) semanas de gravidez. Depois das 12 semanas já deixam de mandar na sua barriga.

3. Só é pessoa às 10 semanas
Não há médico que venha dizer isto publicamente. Só políticos. O último político que definiu o que era ou não pessoa, usava um bigode amaricado. Pela sua definição só era pessoa quem tinha ascendência ariana. Agora pelos vistos a definição é mais lata... Basta já existir às 10 semanas... E se o desenvolvimento tiver sido mais rápido e faltar um dia?

4. Prender mulheres
Ninguém quer ver mulheres que fazem aborto (em desespero e/ou pressionadas pela família) presas. Na Maia ninguém foi preso e ninguém protestou. Só faz sentido prender quem aborta despreocupadamente. Dizem-me que ninguém faz isso desse modo. ok, caberá a um tribunal, e não a mim, julgar isso.

5. A liberalização é para permitir as classes mais baixas de poderem fazer o mesmo que as que têm posses
Não é verdade. As classes mais baixas são muito mais tolerantes com gravidezes precoces e familias numerosas que as famílias que olham para o status. Imaginem a tia com a filha grávida aos quinze anos. São as classes médias, altas que procuram o aborto mais frequentemente. As classes mais baixas preferem ter apoio para educar o seu filho. Porquê é que não se investe dinheiro aqui?

6. Abortar significa impedir uma mãe de ter problemas psicológicos por uma gravidez não desejada.
E o oposto? A isto respondo com algo que ouvi de uma médica no fórum TSF.
"Sou médica há vários anos, e nunca ouvi uma mãe arrepender-se seriamente de ter tido o seu filho. São vários os casos de mulheres que abortaram que não conseguem viver com isso"

Como é que é? Será que em vez de empurrar estas mulheres para o aborto, não se poderia pura e simplesmente dar mais apoio?

7. O valor de um referendo
É verdade que o referendo não foi vinculativo. E não foi porquê? Porque pura e simplesmente as pessoas não se incomodaram com isso. Logo não podem estar agora chocadas.
Em segundo lugar, as que se incomodaram expressaram livre e conscientemente a sua opinião. As pessoas que não escrevem nos jornais, nem vão à Televisão têm uma opinião diferente. Devem ter o direito a ela. Afinal o que é democracia? Ir a votos até sair o resultado que eu quero?


8. As hipocrisias
Quem defende o aborto, como esta senhora do lado, gosta de acusar os outros de hipocrisia. Pois bem, eu defendo as minhas convicções, apenas e só. Já esta senhora é paga para defender as convicções do seu partido. Se algum dia resolver ir contra ele, será expulsa e não mais será eleita deputada.

9. Informação
O Bloco de Esquerda acredita convictamente que está certo. Acredita também que todo aquele que não pensa como o BE é porque não está informado (Palavras de Francisco Louçã), logo não vale a pena ouvir a sua opinião.
Pois bem, nas últimas campanhas apenas vi muitas figuras do jet-set (excelente nível intelectual na verdade) a defender o aborto. Contra o aborto vi várias pessoas, normalmente anónimas, que trabalham em instituições com mães solteiras a apareceram a dar a cara. Ou Bagão Félix. Ou pessoas como o Doutor Daniel Serrão, que deve ser o exemplo máximo da pessoa não informada que o BE aponta.

10. A fantochada do PS
O PS agora também anda chocado. Mas, se a preocupação é genuína, onde andava o PS no julgamento da Maia? Ferro Rodrigues prometeu em campanha que o resultado do referendo deveria durar pelo menos uma legislatura. Nem na oposição se cumprem as promessas.

Publicado por cparis em 03:55 PM | Comentários (5)

dezembro 16, 2003

"O País está chocado"

"O País está chocado" diz António Costa com toda a firmeza e decisão... Deve ter feito um referendo para falar tão convictamente em nome do País.

Publicado por cparis em 07:42 PM | Comentários (2)

dezembro 12, 2003

Poligamia e homossexualidade II

A sociedade instituiu como importante para o seu crescimento a formalização da união de duas pessoas de sexos diferentes. A isso chamou casamento.

Os homossexuais acham que devíamos "evoluir" e como tal não devia ser colocada a barreira do sexo. E eu pergunto: se for assim, para que serve a barreira do número? Qual o significado? Ou seja, quando se acha irrelevante a justificação para o facto de serem 2 pessoas de sexos opostos, também se torna irrelevante a opção de serem apenas dois.

Já uma vez tinha falado aqui sobre isso, mas agora há um facto novo: há um polígamo americano que está a usar a mesma argumentação dos homossexuais para defender o seu modo de vida. E tem obviamente razão.

Ou seja, se os homossexuais devem viver de acordo com os seus princípios, também os polígamos deverão ter esse direito. E existem 30.000 polígamos que são obrigados a abdicar disso. E já agora, neste cenário, quem se atreve a proibir o incesto? Com que fundamento? Não estamos também a intervir na liberdade individual de duas pessoas?

Porque é que eu falo nisso? Porque acho que legalizando os casais homossexuais e polígamos, deixa de fazer grande sentido formalizar o que quer que seja.

No fundo passam a existir pequenas empresas familiares, sem limite de género e número, que vivem em comunidade e pagam os seus impostos de acordo com isso. Deixam de haver referências.

É uma opção que a sociedade deve tomar, mas convém não esquecer que num Mundo globalizante como este será muito difícil abrir a porta a uma e fechar a porta a outra. Será apenas uma questão de tempo.

Publicado por cparis em 05:53 PM | Comentários (7)

dezembro 11, 2003

Fiscaliza... quê?

A história é simples. A cooperativa da Lusíada passou a Fundação. Parece que houve cunha. A minha questão é só esta: aquilo foi feito por Decreto de Lei, que todos os deputados viram, o Presidente promulgou e ninguém teve dúvidas.
Agora que a Visão fala nisso é que toda a gente fala que quer saber isto e aquilo... Então não é dever dos deputados da Oposição fiscalizarem o Governo?
Que raio andam a fazer os deputados? Além de viagens fantasma, claro. Depois da Casa Pia, mais uma prova que neste País só se descobre aquilo que a Imprensa (quiser) descobrir. Mais ninguém fiscaliza nada.

Publicado por cparis em 06:48 PM | Comentários (1)

dezembro 08, 2003

Abraço da Morte

Estava a fazer zapping quando vi que Margarida Martins foi
à Operação Triunfo. Esperei para ver. Quando um aluno, Lhe perguntou, se não deveria haver Educação Sexual nas escolas em vez de distribuirem preservativos, a resposta veio em ponta de bala: "Não estou para esperar mais 20 anos até haver Educação Sexual nas escolas". Sem comentários. Nunca Lhe passou pela cabeça que ela poderia ser a fornecedora dessa Educação.

Depois vieram as prendas. Preservativos, entre outras. E com um sorriso de idiota: "Vejam agora se o sabem usar". Claro que isso não é obrigação dela. Explicar como usar.

Será que esta gente não percebe que dar preservativos a jovens, é como dar uma pistola carregada se não os ensinamos a usar. Que isso transmite uma falsa sensação de segurança? Que também isso contribui para que Portugal seja dos piores países no combate à SIDA.

Para quem chegou até aqui com vontade de carregar nos comentários, respondam só a estas perguntas:
1. Quantos outdoors já viram a recomendar o uso de preservativos? Quantos já viram a ensinar como se usam?
2. Quantos segundos já foram gastos na TV a ensinar a colocar o preservativo? Honra seja feita, no OT, alguns alunos fizeram isso. A TV só mostrou parte: informação não necessária, terão pensado.
3. Se a Abraço quisesse fazer alguma coisa porque é que ainda não criou um pequeno spot: como colocar um preservativo. Usem uma garrafa de água se necessário, mas dêm aquilo que não se consegue arranjar no supermercado: instrução.

Post feito sem moralismos

Publicado por cparis em 03:49 PM | Comentários (6)

dezembro 06, 2003

Qual a razão?

Um professor, para trabalhar, é obrigado a fazer um teste de saúde. Isso não é considerado discriminação.
Obrigar um recluso (ou um polícia) a fazer um teste de despistagem de SIDA é discriminação.
Não percebo.

Por um lado é nosso dever, enquanto sociedade, garantir que os reclusos não se infectem uns aos outros. Mas, não temos contudo o direito de obter informação que nos permita fazer isso. Ao invés, é-nos dito que temos de Lhes fornecer os meios para que eles se protejam, mesmo que seja quando estão a praticar actos ilegais. Temos? Porque é que temos? Na nossa sociedade, os direitos parecem só ter uma direcção.... primeiro os reclusos, segundo os reclusos.... Os outros não têm direitos e a Sociedade só tem deveres.
Também não percebo.

Publicado por cparis em 04:16 AM | Comentários (2)

Sida e Toxicodependência II

O VivaEspanha respondeu ao que escrevi aqui em baixo. Estou totalmente de acordo com ele, que o caso devia merecer reflexão (e acção) mais aprofundada.

Publicado por cparis em 03:23 AM | Comentários (0)

dezembro 04, 2003

Presidente incontinente

Não é de agora a minha embirração com o Presidente (o cargo e a pessoa).
Agora pasme-se: está a Assembleia da República a decidir se muda ou não a Constituição e ele está já a dizer que não se deve mexer. Ou seja, para a próxima sempre que a Assembleia quiser fazer alguma coisa, deve mandar um mailzito ao Sr. Presidente para ele dizer se é útil ou não....
Há alturas em que Sua Ex.a devia estar calado (nem sequer menciono o seu discurso na Argélia.. mau demais para ser verdade).

Publicado por cparis em 06:45 PM | Comentários (3)

Sida e Toxicodependência

O VivaEspanha escreveu um artigo de resposta ao que aqui disse sobre Sida e Toxicodependência. Pena é que concordando na teoria discorde ligeiramente da sua aplicação prática. Ou seja, concordo em absoluto que devem existir:
medidas de apoio aos toxicodependentes, nomeadamente na disponibilização de estruturas que ajudem a atenuar a situação de exclusão social em que se encontram. Devem também ser disponibilizadas estruturas que permitam ao toxicodependente, enquanto durar a sua dependência, usufruir das condições de higiene e saúde a que tem direito como qualquer ser humano
Ou seja, tudo coisas que não se fazem. Porque nem a troca de seringas, nem as salas de chuto resolvem a questão da exclusão. Ou seja em nada contribuem para diminuir a duração da dependência (talvez até aumentem). São apenas remendos, cuja necessidade a existir se deve à incapacidade de tomar as medidas de fundo que este caso merece.

Publicado por cparis em 06:09 PM | Comentários (0)

dezembro 02, 2003

A estupidez de Carvalho da Silva

Carvalho da Silva, o nosso guru em política empresarial, veio gozar com Marques Mendes dizendo que por este ser baixo é que vê a economia de um modo como mais ninguem vê.

A estupidez não podia ser maior. Mas afinal quem é Carvalho da Silva? Não consta que tenha tido nenhuma formação superior em Gestão, Economia ou similares. Mas está sempre a arrogar-se a grande conhecedor das teorias macro-económicas mundiais. Até admira que não tenha ganho ainda um Nobel.
Também não pode puxar pela "escola da vida" porque não a tem. A única coisa que sempre fez foi ser sindicalista.

E qual o balanço? Segundo ele, nunca os trabalhadores estiveram tão mal. Ou seja, ele próprio admite que o seu trabalho tem sido um fracasso. Claro que como bom político nunca saberá tirar conclusões das suas próprias afirmações.

Publicado por cparis em 12:12 PM | Comentários (3)

dezembro 01, 2003

Xis - a crítica que faltava

Brilhante crítica à revista Xis.

Publicado por cparis em 06:35 PM | Comentários (0)

Sou um privilegiado

Hoje tomei mais uma vez consciência que é um privilégio estar vivo. Obrigado mãe.

Publicado por cparis em 05:51 PM | Comentários (0)

SIDA, onde está a prevenção?

Hoje é dia Mundial da lua contra a SIDA. Em Portugal os do costume aparecem a fazer as coisas do costume, ou seja nada de útil. Convinha haver um debate sério, sem ideologias, sobre o que realmente foi feito e quais os resultados.

Em Portugal quando se fala de SIDA parece que só há duas soluções: preservativos e salas de chuto. Nada mais errado. Nem sequer vou esgrimir muitos argumentos porque normalmente quem defende estas teorias não quer ouvir. E se as coisas não correm bem, toca de arranjar culpados externos que isto de se admitir que se é fundamentalista é para os outros.

Por exemplo na sexualidade, para os Abraços e outros o principal culpado do estado das coisas é a a Igreja Católica. Como se isso fosse possível neste caso. Aliás a Igreja Católica seria uma belíssima aliada uma vez que defende as duas principais medidas que a Organização Mundial de Saúde defende para este combate.

Atrevo-me a desafiar estas pessoas para analisarem quantos infectados existe na classe católica praticante comparativamente com os ateus ou agnósticos.

Quanto à toxicodependência o caso é mais complexo. Tem que se assumir de uma vez por todas se estamos perante um crime ou uma doença. Em nenhum caso porém se devia permitir que toxicodependentes andem ao ar livre a injectar-se. Devem ser recolhidos e tratados, tantas vezes quantas as necessárias. Por uma questão de saúde pública. Por uma questão de humanidade.

Publicado por cparis em 03:12 PM | Comentários (6)