outubro 23, 2003

PS - A sucessão

Barnabé critica Carrilho.. Partilho mais da visão do Adufe sobre o tema. Mas convinha ver um cenário mais global.

Jorge Coelho regressou ao activo. Devagar, devagarinho anda por todo o País em reuniões com vários membros do PS. Sem nenhum motivo especial. As autárquicas estão a cargo de Maria de Belém, e pensa-se que este movimento de Coelho tenha a ver com um regresso de Guterres para as Presidenciais. Sempre à margem de Ferro.

O que é um facto é que o núcleo mais próximo de Ferro está rebentado. Ferro não sabe falar de outra coisa que não a Casa Pia. E a revelação das escutas caiu muito mal, mesmo muito mal, na classe mais conservadora do PS.

Manuel Alegre deu-se conta disso. E daí ter proposto um Congresso tentando calar algumas vozes. No Congresso ver-se-ia melhor quem era a Oposição. E poderia reforçar a liderança de Ferro ou então dar uma oportunidade de saída digna a um líder que ele preza e acima de tudo respeita.

Mas no PS as coisas não funcionam assim. Constâncio teve 96% num Congresso e durou meses o seu reinado. Daí que Carrilho não tenha querido esperar. Porque para ele não há nada a esperar. Fica com aquele prazer interno (chamam-lhe arrogância) de dizer o que todos pensam mas ninguém tem coragem. As críticas virão de todos os lados. Principalmente de quem prefere ter um líder do PS fragilizado.


Publicado por cparis em outubro 23, 2003 06:22 PM
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