junho 13, 2012

O ministro espantado




O ministro das finanças declara-se surpreendido com o aumento veloz do desemprego – coisa que só a quem desconhece o País e o patronato português pode surpreender .

Para além de ser inadmissível que um cidadão que não conhece o País seja ministro do que quer que seja, a situação passa a loucura brava se o cidadão é, vejam lá, ministro das finanças de um país atacado por crise financeira interna e externa.

Mas o espanto não ficaria por aqui: na continuação da arengada parlamentar, conclui o incrédulo e incrível ministro que é necessário reduzir ainda mais os custos do trabalho para obviar… ao desemprego.

A manter-se o inaudito, suspeito que o ministro ainda morre de espantadice aguda sem que haja maca movel de bombeiros que lhe acuda.




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junho 10, 2012

Carta Aberta ao venerando chefe
do estado a que isto chegou




Senhor Presidente,

Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão (FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desatualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dileta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão; que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na atualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro ato, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.

Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,


António Maria dos Santos
Sobrevivente (ainda) do Cataclismo de 2011






«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente.
E pela mesma razão.»

EÇA DE QUEIROZ




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maio 30, 2012

Bloco de Notas




«[…] Que a mistificação se tornou absolutamente instrumental para os detentores do poder, é algo que se pode aquilatar pelo progresso do eufemismo nos meios de comunicação social. Assim, e a titulo de exemplo, não é por acaso que hoje se pretende chamar «colaborador» ao trabalhador, que ao corte de salários e à apropriação privada de bens públicos se chama «reforma estrutural», que à resistência anticolonialista se chama «terrorismo» e ao terrorismo de Estado «libertação, que se chama «democracia» à oligarquia e «lobbying» ao tráfico de influências. Escusado é notar que este esvaziamento semântico de palavras ou conceitos, tidos como «problemáticos» para a rede de poder global, tem como propósito introduzir ruído no espaço comunicacional, para que os homens, privados dum vocabulário comum, deixem de poder comunicar entre si. Uma estratégia, diga-se, com provas dadas desde o Antigo Testamento, tal como nos conta a história da torre de Babel. […] »



José Miguel Silva,
«Divagações Sobre o Futuro da Literatura Numa Era de Ignorância Programada e Pré-Apocalíptica», Cão Celeste, 1, p.46.
Lisboa, Abril 2012.




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abril 19, 2012

Esto no es crisis







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abril 06, 2012

Na sexta da paixão


Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e
os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira,
a vossa língua pronuncia perversidade.
Isaías 59:3



Depois da euforia das cinco linhas do TGV português lançada em consulado do PSD e de que já ninguém se lembra, Sócrates carregou a desgraça de um TGV português até às bandas de Badajoz para fazer a ligação à Europa via Madrid.

Na sua ânsia de anular o passado, Passos Coelho anunciou que regressara o juízo às cabeças lusitanas e que desta é que era a verdade do possível e do mais conveniente: a linha vai fazer-se, mas em «bitola europeia». Porque, não sendo tão rápida e dispendiosa como a de Sócrates, será suficientemente rápida para transportar carga do porto de Sines para o centro da Europa e até passageiros. Eureka! Finalmente a boa utilidade e o bom senso.

Não esfriara ainda o contentamento quando ficam a saber que a Espanha de «bitola europeia» tem o TGV para passageiros e carga leve. E que a «bitola europeia» para carga pesada também já existe mas a partir de Barcelona – por acaso um bom porto de mar. Só inocentes querubins não reparariam no pequeno detalhe «Barcelona» no horizonte de Sines.

Um detalhe tão pequeno que nunca mais se falou no assunto: um súbito silêncio do tamanho da Espanha se abateu sobre o caso da bitola.

Maior que o silêncio da bitola só o silêncio pidesco sobre a proibição do direito das pessoas a reformarem-se, uma proibição patrocinada pelo tal que um dia se disse o provedor dos cidadãos, como já afirmara que nunca se engana e que nunca tem dúvidas e ainda disse que teria de nascer duas vezes quem mais honesto fosse. Bah! – conversa da banha da cobra mas só agora temos a tal geração mais preparada para os mandar à merda.

Mas há mais sinais da bipolaridade acelerada – inclusivamente naquele ilustre caso de a gravidez passar a doença. Isto é, de ser tratada em tudo com as regras impostas aos doentes. Estou para ver os impressos das declarações de autenticidade ou de fraude das grávidas. Principalmente todos temos o direito a saber se na fraude utilizaram uma almofada de penas de pato ou de galinha ou, quiçá, optaram pela melancia.

E ainda falta a Maternidade Alfredo da Costa, a querida MAC das grávidas! Oxalá não estejam de olho no local e no edifício e não lhes vá acontecer como no caso de triste memória e altas despesas daquele liceu que sendo ideal para um hotel só depois descobriram que aquilo ou era para uma escola ou nada. Mas a rapaziada pouco se atrapalha com estas ninharias: manda-se erguer uma escola que depois se entrega a um privado «para explorar» e acrescenta-se no terreno uma segunda nova escola, essa pública, que pagará as despesas da privada.

Bons negócios têm os dias! Só nos falta Cristo para despejar os vendilhões do templo.
Mas até Cristo preferiu morrer a continuar homem.



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abril 04, 2012

O «retorno» dos 13º e 14º meses




Estão a dormir?


2015 é ano de eleições.



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abril 03, 2012

Novas dos trilhos ibéricos




Afinal a Gare da Bitola Europeia não vai para Moscavide-B, mas para o Chiado.

Para lá da ligação direta pelo 28 ao Castelo e ao Principe Real, fortalece o incremento das atividades económicas carteiristicas e permite uma visão pessoana logo ao primeiro apeamento.

Aliás, foi por essa razão que a polícia andou a desbravar a área no dia da greve geral:

motim 2.jpg

motim 3.jpg


Eu tinha julgado que se tratara de um amotinamento da polícia mas não é verdade: o poeta Chiado, que tem um angulo de visão mais alto que o meu e que assistiu a tudo, contou-me que não senhora, que não tinha sido um amotinamento da policia mas sim o aplainamento do terreno e o alargamento do espaço para a medida da bitola europeia.



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março 07, 2012

PATUÁ - já ouviram?




Macau Sâm Assi - Dóci Papiaçám di Macau




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fevereiro 03, 2012

Um democrata é um democrata




Vide Vasco Graça Moura no Centro Comercial Berardo, ali a Belém:

«Cá em casa mando eu !»


É uma chatice isto de se nascer retrovidente.



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janeiro 10, 2012

Recado aleivoso à Inês
a propósito da moribundeza patriotiqueira




Sacudidas as incautas mãos e reequilibradas as circulações para os inenarraveis prolegómenos,


eu, a última cariátide do partenon,


declaro a tinta invisível que nem ao apelo da pitonisa de delfos me farei peripatética






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dezembro 16, 2011

Fausto - "Velas e Navios sobre as Águas"









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dezembro 12, 2011






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novembro 24, 2011



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novembro 15, 2011

A favela é... um problema social












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setembro 30, 2011

Grande fumaça sobre Lisboa




Proveniente do albergue da dona Judite, levantou-se uma tal fumarada sobre Lisboa

que toda a gente pensou que tinha voltado o fog londrino, o vulcão islandês,

o Etna Menor da Berlenga Pequena ou similitudinesca situação.

Mas nada disso: libertaram o fumador de charutos e o Tejo voltou a correr de carreirinha sob a Ponte mais poderosa do mundo.


Esta história anda anda anda e ainda vai ficar parecida com a do exilado de Londres.

E a dos outros todos, bentinhos que são - sursum corda, frates!






Cantiga partindo-se

navigare necesse   vivere non necesse.gif




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Achega à edificação das almas lusas




Já temos


um ex-presidente de um clube ladino asilado numa esburacada mansão londrina;


um ex-presidente bancário retido no recato do lar por doença e pulseira eletrónica;


um ex- presidente da sucata numa incerta e vaga masmorra sem robalos;


um ex- presidente de autarquia a fumar charuto no albergue da dona Judite;


um ex-vice-presidente de uma comissão política de um partido, desaparecido na companhia do seu piano;


e há uma série de ex-presidentes de qualquer coisinha amplamente mergulhados nos calabouços do silêncio.



Decididamente, Portugal não é um país presidencialista.




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agosto 17, 2011

O sr Cameron ensandeceu?



Essa ideia peregrina de fardar de laranja os desordeiros britânicos que vão reabilitar o que estragaram, só pode ser um destempero magoado de ocasião.


Desordeiros, vândalos, ladrões - culpados serão e a justiça da Grã-Bretanha atribuirá a pena que entenda.


Mas o estigma da farda laranja é repulsivo. Lembra demasiado a velha estrela amarela ao peito.


Custe o que custar a quem quer que seja, é preciso que se lembrem que o trabalho é um direito (e um dever) de todos os cidadãos. Não pode, em caso algum, ser confundido com castigo ou benesse - nem nos adereços.




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agosto 15, 2011

Professores e escalões




Não me parece dificil de entender a opção de Nuno Crato quanto à ausência de avaliação para professores do nono e décimo escalões. Nem vejo nisso sinal de «compra» ou de «venda».


Salvo as exceções comuns a qualquer carreira, na generalidade é entre quem mais experiência tem que se encontra o melhor dominio da matéria, do método e das subtilezas inerentes.

É no convivio com alunos e professores, na escola, que se conhece o trabalho, a evolução, as experiências, os fracassos, os incentivos, as sugestões, as capacidades.
É sabendo do que se fala e faz que se pode conhecer e avaliar - para o progresso pessoal e geral.

E é, ainda, nesses escalões de topo da carreira que estão regra geral os professores que, por exemplo, sabem «de olhos fechados» a diferença entre «ensinar um aluno» e «preparar um aluno para exame». Ambos os caminhos podem ser corretos, desde que estejam no tempo e/ou modo certo do aluno. Mas o fundamental é «ensinar o aluno» a aprender sempre.


Assim sendo, quem avaliaria esses professores?

Só o «motor imóvel», não?.






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agosto 14, 2011

Brandas evidências




(...) «queimaram-se os campos, acabou-se com as pescas e tudo isso em que o Cavaco embarcou »(...)


«(...) Socrates, bastava-lhe ver uma novidade portuguesa para a proclamar a melhor do mundo (...)»


« a situação está má. amanhã estará pior e depois ficará péssima»


« Isso dos brandos costumes são histórias, somos boa gente.
Mas quando for preciso também deixamos de ser boa gente.
Tenho muito medo disso.»



Dom Manuel Martins, ex-Bispo de Setúbal





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agosto 11, 2011

As agruras do poder



Pedro Mota Soares 1


Afirmou o Ministro da Solidariedade e Segurança Social., Dr. Pedro Mota Soares,

que este governo vai ficar na História.


E eu acredito.


Pois se até o escorbuto ficou na história, por que não o Governo?!






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agosto 09, 2011

Dividocracia









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maio 08, 2011

What the Finns need to know about Portugal







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abril 14, 2011

Os lobos e as peles







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abril 06, 2011

«albarde-se o burro
à vontade do dono»







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março 17, 2011

Assim vai a nova democracia egipcia




Arranca a fazedura da nova constituição:

Art. 75 (?) - As mulheres não podem candidatar-se à Presidência da República.

Art. 157 (?) - Um egipcio casado com uma estrangeira não pode candidatar-se à Presidencia da República.

Art.? - Mantem-se o estado de exceção decretado pela ocasião do assassinato de Sadat.




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fevereiro 07, 2011

Até quando, CATILINAS,


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consentiremos nesta VERGONHA NACIONAL?





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agosto 23, 2010

Óperas bufas à portuguesa



Depois da ópera « Saramago e os imarcescíveis beatos »

passamos à ópera «Lobo Antunes de focinho ao peito».

Ele anda aí muita gente a precisar de ocupação!




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