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junho 17, 2012

o dia sem juízo




Ainda não é hoje que Quetzalcóatl perde a bela plumagem e nos gela a alma.
Mas de hoje não passará a vidinha que levámos e levamos.

Hoje , a «primavera egípcia» escolhe entre o primeiro ministro de Mubarak e o representante dos irmãos muçulmanos;

a França escolhe entre reforçar Hollande ou minar-lhe o pedestal;

a minha muito amada Grécia escolhe entre a tragédia e o drama. Segreda-me a pitonisa que a tragédia sempre é grega.

E nós, navegantes de bóias e colchões de plástico, que diremos de nós?

Nós temo-nos (à puridade) em Versalles na Joana Vasconcelos;
e temo-nos na Ucrânia no bate-bola com a laranja mecânica.

Se a Joana já ganhou, no bate-bola a ver vamos.

Com tanto sarilho até eu acabei atingida: tiraram-me a plataforma,
vou entrar em viagem sideral.

Talvez voltemos a encontrarmo-nos por aí, num abracadabra qualquer, ou – quem vai saber? - num pão de papoilas bem mais útil aos tempos que vão correndo.





Publicado por samartaime às junho 17, 2012 12:27 PM

Comentários

Boa para a Joana e também para os transportadores do Hino Nacional e da bandeira verde e vermelha, aos pontapés. Também é bom recordar que a "querida Grécia", praticava o esclavagismo como todo o género humano ou desumano do seu tempo e considerava as mulheres simples chocadeiras, encerrando-as em gineceus e negando-lhes quaisquer direitos políticos. Inclusivé, no teatro grego, eram homens que faziam os papéis femininos, pois as mulheres estavam proibidas de estar em palco ou em arena, como se queira. A História é escrita de forma e modelagem macha, nunca se evidenciam as horrendas segregações a que estava sujeita metade da humanidade. Até breve. Bjos.

Publicado por: logros às junho 18, 2012 01:15 AM

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