« julho 2011 | Entrada | setembro 2011 »

agosto 31, 2011

Jorge Aragão: identidade










Publicado por samartaime às 07:39 PM | Comentários (0)

agosto 30, 2011

Livro de Horas extraordinárias (12)



SABER VIVER É VENDER A ALMA AO DIABO

Gosto dos que não sabem viver,
dos que se esquecem de comer a sopa
((Allez-vous bientôt manger votre soupe,
s... b... de marchand de nuages?»)
e embarcam na primeira nuvem
para um reino sem pressa e sem dever.

Gosto dos que sonham enquanto o leite sobe,
transborda e escorre, já rio no chão,
e gosto de quem lhes segue o sonho
e lhes margina o rio com árvores de papel.

Gosto de Ofélia ao sabor da corrente.
Contigo é que me entendo,
piquena que te matas por amor
a cada novo e infeliz amor
e um dia morres mesmo
em «grande parva, que ele há tanto homem!»

(Dá Veloso-o-Frecheiro um grande grito?..)

Gosto do Napoleão-dos-Manicómios,
da Julieta-das-Trapeiras,
do Tenório-dos-Bairros
que passa fomeca mas não perde proa e parlapié...

Passarinheiros, também gosto de vocês!
Será isso viver, vender canários
que mais parecem sabonetes de limão,
vender fuliginosos passarocos implumes?

Não é viver.
É arte, lazeira, briol, poesia pura!

Não faço (quem é parvo?) a apologia do mendigo;
não me bandeio (que eu já vi esse filme...)
com gerações perdidas.

Mas senta aqui, mendigo:
vamos fazer um esparguete dos teus atacadores
e comê-lo como as pessoas educadas,
que não levantam o esparguete acima da cabeça
nem o chupam como você, seu irrecuperável!

E tu, derradeira geração perdida,
confia-me os teus sonhos de pureza
e cai de borco, que eu chamo-te ao meio-dia...

Por que não põem cifrões em vez de cruzes
nos túmulos desses rapazes desembarcados p'ra
[morrer?

Gosto deles assim, tão sem futuro,
enquanto se anunciam boas perspectivas
para o franco frrrrançais
e os politichiens si habiles, si rusés,
evitam mesmo a tempo a cornada fatal!

Les portugueux...
não pensam noutra coisa
senão no arame, nos carcanhóis, na estilha,
nos pintores, nas aflitas,
no tojé, na grana, no tempero,
nos marcolinos, nas fanfas, no balúrdio e
... sont toujours gueux,
mas gosto deles só porque não querem
apanhar as nozes...

Dize tu: - Já começou, porém, a racionalização do
[trabalho.
Direi eu: - Todavia o manguito será por muito tempo
o mais económico dos gestos!

*

Saber viver é vender a alma ao diabo,
a um diabo humanal, sem qualquer transcendência,
a um diabo que não espreita a alma, mas o furo,
a um satanazim que se dá por contente
de te levar a ti, de escarnecer de mim...





ALEXANDRE O'NEILL








Publicado por samartaime às 09:25 PM | Comentários (0)

agosto 29, 2011

Para os cinéfilos da música




Hadjidakis - Waltz of the Lost Dreams (para o filme...)









Publicado por samartaime às 08:00 PM | Comentários (0)

agosto 28, 2011

«E ninguém protesta?» (*)

(*) Manuel Villaverde Cabral (e Boaventura Sousa Santos) no Público num artigo relevante sobre o regresso à ribalta do assistencialismo salazarista e da caridade.




Protestam os que sabem - como sempre.
E tem servido de alguma coisa?
Alguém adulto, escolarizado e em seu perfeito juízo, pode hoje acreditar que os pobrezinhos eram pobrezinhos porque eram coitadinhos?
Ou porque tinham nascido preguiçosos?
Ou porque eram incapazes de tomar conta de si próprios?
Ou porque eram - todos e só - «doentes»?
Mas, pelo que se ouve e vê, acreditam. Porque lhes dá jeito, evidentemente.


E não havia em Lisboa a Mitra e os sócios da Mitra com placa pregada na porta da casa para que os pobrezinhos não fossem incomodar os caridosos sócios da agremiação? E não se achava isso a boa prática da bondade, a justa caridade?

E não havia tanta gente boazinha que dava esmolinhas aos pobrezinhos e até faziam uma festinha, apiedada mas fugidia, na cabecinha das inocentes criancinhas muito provavelmente tão piolhosas quanto fadadas com tão triste destino?

E não se prendiam os pobrezinhos que costumavam andar a pedir numa zona quando algo de «importante», tipo actuais eventos, ia ocorrer nessa zona?
E não se proibiu os pobrezinhos e os trabalhadores pobres de andarem descalços em Lisboa porque dava mau ar?

E não pregava fartamente a santa madre igreja em favor dos pobrezinhos e os pobrezinhos eram cada vez mais?
E que se fez contra isso do fatídico nascer pobrezinho, coitadinho?
Ensinavam-se as pessoas, desde a escola, a conformarem-se:
«É a vida! Sempre foi assim, sempre houve pobrezinhos, coitadinhos, que triste sina!»

Ou dava-se a sugestão brejeira do Estado Novo publicitário:
«Beba vinho, viva contente!»
Porque, para o bem e para o mal, eles diziam
«Beber vinho é dar trabalho a um milhão de portugueses»


Como podem as pessoas indignar-se se não imaginam o que era, se nem percebem – e muitos nem querem perceber, sequer - como é hoje?
Como podem avaliar se andaram meticulosamente arredados da literatura graças à escola? Pois é, a aprendizagem da língua materna não serve só para desenvolver as cabecinhas e permitir o entendimento do enunciado dos problemas da matemática e da física.
Também serve para desenvolver o gosto pela leitura – que é na literatura que se conta e descodifica a vida, não na história.

Como subentender a vida escondida na cronologia das páginas? O que são factos, reis, estilos, pestes, cavalarias, igrejas, juízes de fora parte, dízimas e guerras se não houver uma literatura que dê humanidade ao paleio?
Eram da Nike? Da Channel? Qual era o clube e o ginásio mais altamente? E a roupa para usar, man? Isto sim são problemas, e plasmas e games, nice games sobre Cabul, man. Ya!


Como se indignariam com o passado se hoje, todos os dias, se ouve falar nos preguiçosos dos desempregados que não querem aceitar «qualquer» trabalho e raros se indignam?

Como se indignariam se ouviram durante meses e meses atacar os funcionários públicos e nunca tiveram cabeça para pensar que iam ficar sem médicos, polícias, enfermeiros, professores, etc., e até sorriam cúmplices à «perda dos direitos adquiridos» dos outros sem perceberem que eram os seus próprios direitos adquiridos que diminuíam?

Como se indignariam com o passado se hoje aceitam que os alimentos doados aos «carenciados» e às instituições que os alimentam estejam, ó execrável, isentos à partida da vigilância da ASAE?

Como indignar-se com as evidência do passado se hoje lhes dizem que «os desfavorecidos» vão ter gratuitamente medicamentos FORA DE PRAZO e ninguém saiu à rua para protestar contra mais essa barbaridade?

Como vão indignar-se se até Américo Amorim, publicitado como o detentor da maior fortuna portuguesa, tem o desplante de se declarar na televisão um trabalhador - e ninguém se lhe ri na cara? Claro que trabalha, olha que dúvida.
Trabalha, trabalha até o melhor que pode e sabe e LHE deixam, mas para que LHE aproveite.


Como vão indignar-se se os papás os tiraram da escola pública - onde havia ao tempo os melhores professores -- para os proteger dos «maus hábitos» dos seus companheiros de idade mas não de sorte?

Como vão indignar-se se uns andam ocupados a tentar sobreviver e os outros andam a acotovelar a carreira? Não são ocupações bastantes? E aquela conversa é com eles? Claro que é com «os outros».

Acaso se indignaram com a exploração e clandestinidade impostas aos imigrantes? E já tomaram consciência que este país tende a perder toda a sua população? Não estou muito certa que isso «lhes diga respeito».

Até a maioria dos políticos perderam a qualidade de se indignar exceto no que lhes diz direto respeito aos interesses – sejam públicos, sejam privados.

Esqueceram-se dos que não votam, dos que votam branco, dos que votam nulo. Deslumbrados com o «arco» do poder, esqueceram a «circunferência».

Como esqueceram o inato desenrasca – o desenrasca que há, o latente e o que a contingência ditará.


O Vasco PV diz que sempre que Portugal precisou de ricos, ninguém apareceu.

Talvez por isso o nosso arguto governo tenha resolvido pegar nos «subsidiados» e por a malta nos trabalhos forçados. [que polícia chamaremos?]

Pacheco Pereira alertará as pessoas para o perigo de se tomar a parte pelo todo, só comparavel ao erro de tomar o todo pela parte.


E eu - que não sou maltesa que se fique - digo-vos: irmãos, manos,
a pior praga do universo são as mães,
que encheram o mundo de filhos da mãe.







Publicado por samartaime às 10:50 AM | Comentários (0)

agosto 26, 2011

MOTET POUR LES TRÉPASSÉS



Foto Inês Dias.jpg
[foto INÊS DIAS]




Este poema seria teu, Inês,
se não fosse de ninguém.
Ao chegarmos de Lisboa,
depois da paragem ritual
no Café Lisbela - onde tudo
se compra e tudo se perde - ,
vimos uma cadeira de rodas
à venda, uma motorizada
ao lado, uma igreja vazia
da qual certamente gostariam
Andrei Tarkovsky, Tonino
Guerra ou Ana Teresa Pereira.

A poucos metros dali, o meu pai
morria, tentava penosamente resistir
a uma hemorragia cerebral. Mas
isso, claro, ninguém precisa de saber.
Apenas tu, poema, que vieste de comboio
confirmar dia após dia que o Tejo
está onde sempre esteve: triste, azul, parado.





Eu lembro-me do largo, das tabernas
fechadas, dos cães que nos perseguiam
mais por tédio do que por convicção.
E o rio, coitado, tinha contra ele
a evidência de não ser mar. Quase belo,
porém, entre ruínas que tornámos nossas.

Entretanto, já o disse, o meu pai morria.
Era mesmo um último sorriso,
a florir deitado numa cama de hospital,
despedida que se prolongava tanto
e era a única canção que nunca quis ouvir.

Apeteceu-me dizer à Zulmira stabat
mater - mas era eu agora o filho,
o que teve o impudor de sobreviver.
Em vez disso, pedimos uma cerveja
e uma ginja, enquanto acendia uma cigarrilha
prontamente consentida, em memória de quem fui.





Tive, logo de manhã, de ir buscar gravatas, tentando
escolher-lhe a mais certa para a cremação
e para o longo velório. Mas só me lembrava
das ondas da Barreirinha, que nunca mais nos verão juntos.

MANUEL DE FREITAS







Charpentier - " "Motet pour les Trépassés "

Publicado por samartaime às 11:14 AM | Comentários (1)

agosto 24, 2011

Juros a 43% para a Grécia!




Afinal eles querem a Grécia, não querem é os gregos!


Será de mau gosto mas é a única verdade possível:

se querem os gregos mortos matem-nos depressa, sejam assassinos limpos: usem a bomba de neutrões.

Não sabem o que é? Eu explico:

é uma variante de bomba atómica que apenas acaba com a vida. Isto é: edificios, avenidas, monumentos, fábricas e escritórios, etc., fica tudo direitinho e sem estragos, prontos a utilixar.

O que desaparece, literalmente, são os seres vivos: nem pó deles fica. Querem melhor?

Depois é só entrar em casa e acomodar-se - nem é preciso abrir as janelas para arejar.


A união nunca existiu, a Europa será o velho continente que sempre foi. Está é mal enterrada.

E ninguém percebe isto? Ninguém entende que já muito antes dos 43% a divida ultrapassava qualquer acordo, tratado, justiça?

As iluminarias do costume continuam na sua diarreia mental a justificar o que não tem justificação?

Ninguem pensa nos gregos de carne e osso?


Quando chegar a nossa vez, teremos o que mereceremos.

E oxalá seja a bomba de neutrões que é rápida, limpa, higiénica, inodora e incolor.






Publicado por samartaime às 03:26 PM | Comentários (2)

agosto 21, 2011

Livro de Horas extraordinárias (11)



CHUSMA SALVA-SE ASSIM




FAUSTO






Publicado por samartaime às 02:08 PM | Comentários (0)

agosto 20, 2011

Livro de Horas extraordinárias (10)


Comovem-me ainda os dias que se levantam
no deserto das nossas vidas.

Dos belos palácios da saudade
não resta a impressão dos dedos nas colunas
fendidas, e nada cresce nos pátios.

Muito além, depois das casas, o último
marinheiro continua sentado.
Os seus cabelos são brancos, pouco a pouco.

Aqui, tudo se resume a algumas tâmaras que
secaram ao sol,
longe do orvalho,
das fontes que pareciam nascer de um olhar
turvo sobre a sede da terra.

Comovem-me ainda as palavras que dizias
aos meus ouvidos aprisionados pela música.
Comovem-me as cadeiras vazias, no pátio.

Lembro-me sempre de ti.



JOSÉ AGOSTINHO BATISTA







Publicado por samartaime às 05:40 PM | Comentários (4)

agosto 18, 2011

Dia que é dia, ou é 13 ou sexta feira.




Enquanto Veneza transborda de chineses, indianos e russos ávidos da famosa e velha culta que é a europa, os maiores filhos da europazinha reunem e anunciam um pacto francogermânico. - benza-os deus.


O pacto até poderia ser uma ideia gostosa : melhorar a salsicha, por exemplo, com uma vinha d'alhos de um bom Borgonha. Mas não me parece nada que haja imaginação para semelhante pitéu.


Nós é que somos uns tarantas pancos que até temos um apartamento em Veneza e não o sabemos explorarr.


A estas horas deviamos era estar na Praça de S.Marcos a vender alheiras de caça prontas a comer e a beldade da mini-botija do gaz a distribuir rosé fresquinho em copinhos de plástico, tudo a dizer « made in avril au portugal pastel de Belém» que voces iam ver como a gente libertava Veneza dos turistas e até do Berlusconi.


Por cá, tirando as habilidades de mãos do ministro das finanças e do agora eterno sorriso de alvos dentes do Presidente da República a incutir fé, esperança e caridade aos cidadãos - nada a bombordo, nada a estibordo, toda a força à ré.





Publicado por samartaime às 06:16 PM | Comentários (0)

agosto 17, 2011

O sr Cameron ensandeceu?



Essa ideia peregrina de fardar de laranja os desordeiros britânicos que vão reabilitar o que estragaram, só pode ser um destempero magoado de ocasião.


Desordeiros, vândalos, ladrões - culpados serão e a justiça da Grã-Bretanha atribuirá a pena que entenda.


Mas o estigma da farda laranja é repulsivo. Lembra demasiado a velha estrela amarela ao peito.


Custe o que custar a quem quer que seja, é preciso que se lembrem que o trabalho é um direito (e um dever) de todos os cidadãos. Não pode, em caso algum, ser confundido com castigo ou benesse - nem nos adereços.




Publicado por samartaime às 10:05 PM | Comentários (0)

agosto 16, 2011

«Cidade sem lei»



Fuze 12_NOV_08 033.jpg


Suja, abandonada, fétida, miserável, só acompanhada pela tragédia do cavalo marinho.






Publicado por samartaime às 12:29 PM | Comentários (2)

agosto 15, 2011

Professores e escalões




Não me parece dificil de entender a opção de Nuno Crato quanto à ausência de avaliação para professores do nono e décimo escalões. Nem vejo nisso sinal de «compra» ou de «venda».


Salvo as exceções comuns a qualquer carreira, na generalidade é entre quem mais experiência tem que se encontra o melhor dominio da matéria, do método e das subtilezas inerentes.

É no convivio com alunos e professores, na escola, que se conhece o trabalho, a evolução, as experiências, os fracassos, os incentivos, as sugestões, as capacidades.
É sabendo do que se fala e faz que se pode conhecer e avaliar - para o progresso pessoal e geral.

E é, ainda, nesses escalões de topo da carreira que estão regra geral os professores que, por exemplo, sabem «de olhos fechados» a diferença entre «ensinar um aluno» e «preparar um aluno para exame». Ambos os caminhos podem ser corretos, desde que estejam no tempo e/ou modo certo do aluno. Mas o fundamental é «ensinar o aluno» a aprender sempre.


Assim sendo, quem avaliaria esses professores?

Só o «motor imóvel», não?.






Publicado por samartaime às 12:30 PM | Comentários (3)

agosto 14, 2011

MEMORANDO



Se por dá cá um chouriço
toma lá o porco inteiro
e não contentes com isso
desmantelam o terreiro

por muito que não pareça
é o que vem à cabeça


Domingos da Mota





Publicado por samartaime às 05:07 PM | Comentários (0)

Brandas evidências




(...) «queimaram-se os campos, acabou-se com as pescas e tudo isso em que o Cavaco embarcou »(...)


«(...) Socrates, bastava-lhe ver uma novidade portuguesa para a proclamar a melhor do mundo (...)»


« a situação está má. amanhã estará pior e depois ficará péssima»


« Isso dos brandos costumes são histórias, somos boa gente.
Mas quando for preciso também deixamos de ser boa gente.
Tenho muito medo disso.»



Dom Manuel Martins, ex-Bispo de Setúbal





Publicado por samartaime às 08:15 AM | Comentários (3)

agosto 11, 2011

As agruras do poder



Pedro Mota Soares 1


Afirmou o Ministro da Solidariedade e Segurança Social., Dr. Pedro Mota Soares,

que este governo vai ficar na História.


E eu acredito.


Pois se até o escorbuto ficou na história, por que não o Governo?!






Publicado por samartaime às 06:58 PM | Comentários (4)

Mais um sem «hábitos de trabalho»



Imagemwork.jpg


(Anónimo)



Publicado por samartaime às 06:36 PM | Comentários (0)

agosto 10, 2011

Virgínia Rodrigues



(n. 31 dez; 1964: em Salvador)

De origem humilde, Virgínia Rodrigues teve por escola inicial de canto a de todos aqueles que sem posses nem mentores, querem cantar: os corais de igrejas protestantes e católicas.

O timbre raro e a versatilidade da sua voz acabariam por ser notados por um diretor de um teatro local que a convidou a cantar numa peça que encenava. Depois, Caetano Veloso foi convidado para assistir a um ensaio – e lançava-se mais um «caso brasileiro».

Fez-se um primeiro disco (Sol Negro/1997) que teve escolha de músicas e participação de Virgínia, Caetano Veloso, Celso Fonseca (produtor), Djavan, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Souto Neto (arranjos).

Dez anos passados, a voz de Virgínia percorre a música clássica, o samba e o jazz eivando-os de palavras significantes do cadomblé e umbanda, das referências populares e líricas da sua infância e juventude, num canto ímpar que navega entre o popular e o erudito.
Hoje, é uma das cantoras mais respeitadas no circuito dos mais importantes festivais de jazz e Música do Mundo.


Sol Negro (1997) :Faixas: 01 Verônica (Folclore) 02 Noite de temporal (Dorival Caymmi) 03 Negrume da noite (Paulinho do Reco – Cuimba) 04 Lua, lua, lua, lua (Caetano Veloso) 05 Adeus, batucada (Synval Silva) 06 Nobreza (Djavan) 07 Sol negro (Caetano Veloso) 08 Terra seca (Ary Barroso) 09 Manhã de carnaval (Antônio Maria – Luiz Bonfá) 10 I wanna be readt (American Spiritual) 11 Querubim (Carlinhos Brown) 12 Israfel (Edgar Allan Poe – Zuarte)

É deste primeiro disco , Sol Negro, que escolhemos as quatro faixas que podem escutar clicando no titulo das canções:

Nobreza (Djavan)

Querubim (Carlinhos Brown)

Noite de Temporal (Dorival Caymmi)

Negrume da Noite (Paulinho do Reco)



Discografia de Virgínia
1. Sol Negro (1997)
2. Nós (2000)
3. Mares Profundos (2004)
4. Recomeço (2008)

Entrevista a Virgínia:





Nota sobre a religião Umbanda: - de origem e desenvolvimento atribulados pela forte repressão ( orientada pelas religiões mais poderosas) a que estiveram sujeitas as religiões autóctones, a tendência religiosa Umbanda é actualmente um conjunto de ramificações onde o predomínio de uma influência determina o nome da orientação religiosa:
Umbanda de Caboclo - influências indígenas brasileiras ;
Umbandoblé – influências africanas;
Umbanda Iniciática - influências esotéricas;
«Umbanda Popular» - que reúne um pouco das anteriores tradições e associa os santos católicos aos orixás (africanos). Esta é a forma Umbanda mais comum.





Publicado por samartaime às 11:43 AM | Comentários (0)

agosto 09, 2011

Dividocracia









Publicado por samartaime às 08:24 PM | Comentários (2)

agosto 07, 2011

Hiroshima e Nagasaki



japa fim.jpg


Por ordem do presidente Harry Truman, a força aérea dos Estados Unidos da América recebeu instruções para duas missões a cumprir nos dias 6 e 9 de Agosto de 1945:
- a seis de Agosto seria lançada a bomba atómica «Little Boy» sobre Hiroshima;
- e a nove de Agosto seria lançada a bomba atómica «Fat Man» sobre Nagasaki.

Cumpridas as missões, muito lentamente e aos soluços o mundo foi tomando conhecimento do resultado desses bombardeamentos. Foi o primeiro massacre de populações civis por armas de destruição maciça.

Toda a gente tinha medo da «guerra», dos «bombardeamentos», «dos inimigos».
Ninguém, do lado dos «aliados», gostava dos japoneses - eram nazis e aliados dos alemães.
Mas Hiroshima e Nagasaki esgotaram a imaginação do mal que se desejava aos inimigos.

Sem armas, sem soldados, sem carros, sem estrondo, sem gritos nem lágrimas apenas em segundos tinham morrido 140.000 pessoas em Hiroshima e 80.000 em Nagasaki.
E ainda estavam por contar os que iriam morrendo nos dias, semanas, meses, anos seguintes devido à exposição às radiações.
Nunca foi possível saber quantos foram sacrificados.

Mas quanto mais se desvendava a verdade sobre Hiroshima e Nagasaki, mais execrável se tornou qualquer guerra e mais humanos se tornavam «os inimigos».
Devemos a Hiroshima e Nagasaki a luta contra a destruição nuclear.







Tan Dun & Yo-Yo Ma




Publicado por samartaime às 12:10 PM | Comentários (0)

agosto 06, 2011

Ataque nuclear americano
a Hiroshima e Nagasaki em 1945



Hiroshima.jpg

Multiplos cogumelos causados pela explosão da bomba atómica americana «Little Boy» sobre Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945.



NAGASAKI.jpg

Cogumelo causado pela explosão da bomba atómica americana «Fat Man» sobre Nagasaki, no dia 9 de agosto de 1945.




Publicado por samartaime às 09:11 PM | Comentários (0)