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abril 30, 2010

Dupontinho & Duponzinho



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Um de pêndulo e outro de agenda, está visto que os rapazes vão lá.




Resta saber onde.




Publicado por samartaime às 08:57 AM | Comentários (0)

abril 29, 2010

Cantigas




Baixar o subsídio de desemprego não é baixar o subsídio de desemprego.


É fazer a cama para baixar os salários em geral.


Se não percebem, vão depressa para o banco do jardim pensar até que percebam.





Publicado por samartaime às 09:20 PM | Comentários (0)

String Fever


Bolero a quatro ou seis mãos e um violoncelo




Publicado por samartaime às 10:56 AM | Comentários (0)

abril 27, 2010

Viva Garzón !




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Publicado por samartaime às 11:09 PM | Comentários (0)

abril 25, 2010

25 de Abril Sempre!







(Video de kuribeka )






Publicado por samartaime às 12:22 AM | Comentários (0)

abril 22, 2010

A crise pantavoadora




Foi muito engraçado ver e ouvir as pessoas que queriam à viva força que os aviões as levassem «de volta».
E ainda nós nos queixamos da falta de qualidade do ensino!


A nossa criatividade empreendedora é que teve a prova dos nove do seu falhanço : bem podiamos ter aproveitado a crise voadora para fomentar microempresas de santas peregrinações a pé ou de burro à Islândia, em favor de rezas pela pacificação do horribilis vulcão - e nada.


E produzimos muito pouco: nem sequer fomos capazes de abastecer o átrio do aeroporto de Lisboa com umas bancas mancas para vender garrafinhas de gases sulfurosos da Islândia, cedês com o vozeirão do vulcão da Islândia, saquinhos de cinzas negras da Islândia e, quiçá, miniaturas bentinhas do vulcão Eyjafjallajokull da Islândia.
Baah!


Decididamente, estamos a perder qualidades intrinsecas ao amado biscate desenrasca.


Estaremos já extintos como o toirão, o esturjão, o falcão- da-rainha?


Serei eu a última boga do sudoeste?




Publicado por samartaime às 08:10 PM | Comentários (0)

Fausto




(Video de clafey — 4 de julho de 2009)



(Video de clafey — 8 de junho de 2009 )


(Video de rogerioestrela — 19 de março de 2009)



(Video de fredyrafeiro — 5 de fevereiro de 2009 )

Publicado por samartaime às 07:36 PM | Comentários (0)

abril 20, 2010

Minima de malis



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Se tem ficado na frente a esta hora não se via cavaco.

ó sorte rafeira!




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abril 16, 2010

Sursum corda



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Mosteiro de São Vicente de Fora (das muralhas !)


Valerá a pena explicar que o padroeiro de Lisboa é São Vicente desde 1173?

Isto, evidentemente, se a «nossa capital» ainda é Lisboa - que eu sei lá já!




Publicado por samartaime às 06:03 PM | Comentários (0)

abril 15, 2010



Quero me afogar por estes caminhos em que morrem as flores de cada luar.

Quero recriar as raízes de cada noite e entender como morre o sol na boca dos peixes...

Deixa-me entender os segredos que suavemente o vento revela aos pinheiros,

Provar da curiosidade da terra que despe as rosas dos seus vestidos vermelhos, ou mesmo das suas folhas que pairam no ar como verdes aves de esperança.

(Digam-me quem amputou o sexo das rochas, que já não gemem, quando as cálidas mãos da tarde as afagam.)
Quem silenciou o cantar dos búzios,
que embalavam as revoltas ondas do mar?


Eusébio Sanjane


in Moçambicanto

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abril 14, 2010

O Vaticano e o caso da mulher de Cesar




O Vaticano anda de cabeça perdida com esta coisa de não mais ser possivel deixar ir até eles as criancinhas indiscriminadamente.

Reconhecer a verdade continua a ser a obra mais dificil da fé apostólica romana.

Preferem o insulto, a difamação, o abuso da ignorancia alheia. Tudo serve, desde que a opa pareça imaculada.

Nada que mulheres e homossexuais não saibam e vivam e paguem faz séculos.

Até nisso continuam lamentavelmente pouco criativos.




Publicado por samartaime às 12:54 AM | Comentários (0)

abril 13, 2010

Made in USA



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Milton Avery, Man and Dog, 1950,
Oil on canvas, 30 x 40 in, Waddington Galleries Ltd., London

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Milton Avery, Dark Forest, 1958
Oil on canvas, 40 x 53 in. Private Collection, Huntington Woods, Michigan .

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Jackson Pollock, The Moon-Woman Cuts the Circle. c. 1943
Oil on canvas (109.5 x 104 cm). Musée national d'art moderne, Centre Georges Pompidou, Paris

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Jackson Pollock, Cathedral, 1947
Enamel and aluminum paint on canvas, 71 1/2 x 35 in. Dallas Museum of Art

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Jackson Pollock, Easter and the Totem, 1953
Oil on canvas, 84 1/4 x 58 in. The Museum of Modern Art, New York

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Elizabeth Murray, Can You Hear Me?, 1984
Oil on 4 canvases, 106 x 159 x 12 in. Dallas Museum of Art

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Elizabeth Murray,Her Story, 1984
Oil on 3 canvasses, 105 x 132 in. Collection Robert and Loretta Lifton.

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Joan Mitchell, Chord VII, 1987
Oil on canvas, (240 x 200cm), Private Collection, Washington

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Joan Mitchell, Ici , 1992.
Oil on canvas; diptych, (260 x 400 cm) overall, Saint Louis Art Museum, Missouri

Publicado por samartaime às 06:32 PM | Comentários (0)

abril 11, 2010

Paulina Chiziane


O ALEGRE CANTO DA PERDIZ (excerto)


Para suavizar a verdade e penetrar a profundidade, José dos Montes conta histórias antigas. As melhores histórias começam todas da mesma maneira. Era uma vez....
- A voz do sangue convocou este magno encontro – explica José dos Montes -, sob nossas veias corre o sangue sagrado das pedras. O céu azul foi chocado nos Montes Namuli, num ovo de perdiz. Nasceu com asas de pássaro, voou e colonizou a terra inteira. Aqui nasceu a primeira estrela, do ovo da mesma perdiz, estalou até ao céu, explodiu e espalhou-se como fogo-de-artifício formando a Via Láctea. É aqui o princípio do mundo. O fim do mundo. Todas as raças nasceram aqui. Dão a volta ao mundo e regressam, porque os Namuli unem todos os que querem bem para que comam numa só concha e bebam a água da mesma nascente.

Os braços do canavial ondeiam ao vento, soltando uma fanfarra imensa. Trazendo memórias de todas as origens e a razão da escravidão humana à volta dos cocos, do chá e do sisal.
O rio Zambeze, o mar, o palmar e os Montes Namuli unem-se num polígono de diamante. Deus criou esta terra num momento de felicidade e a prendou de beleza extrema, causando paixão exacerbada em qualquer viandante e, por isso, era uma vez....

Histórias de navegadores que se fizeram ao mar em busca de pipipiri numa terra distante. Histórias das onze sereias, todas irmãs, sendo a Zambézia a mais bela. Memórias dos marinheiros e do chicote dos prazeiros. Histórias das donas e sinhás. Da Companhia da Zambézia, do Boror e do palmar. Histórias das mulheres guerreiras que penetram na fortaleza do invasor, roubaram as sementes os homens e construíram a barreira da vida, mostrando ao mundo quem, perante a mulher zambeziana, o invasor não tem omnipotência. Provando que superioridade das raças era simples treta. Histórias dos deusues dos montes que abençoaram a Zambézia com o sangue divino de pretos, brancos, amarelos, numa sopa de raças mais recheada que sopa de pedra.

- Somos fazedores de chuva e guardiães da água – explica José dos Montes. – Comandantes da trovoada. Nascemos ao canto das perdizes, gurué, gurué! Construímos nas cavernas. Agricultávamos os cereais cm cornos de antílope. Dos ossos longos das gazelas fazíamos os cachimbos para tabaco dos nossos guerreiros. Vieram os brancos e fomos apanhados como ratos. Escravizaram-nos.

Todos erguem os olhos para contemplar mais uma vez a imagem da terra mãe na gestação do mundo. Deixando aflorar a emoção no coração do Éden. Contemplando os montes à distância, confirmando tudo o que já sabiam. És filho apenas do ventre da tua mãe. Desde o nascimento estás só e viverás só. És mãe apenas quando o filho te habita o ventre. Depois do parto, cada um ganha identidade própria e segue o seu próprio destino.

- Somos de passos silenciosos, que pisam o chão em segredo. Que não aceitam a prisão de uma casa. Passos de aventuras na descoberta do novo mundo. Construímos o lar nas encostas dos montes e fomos arrastados pelas enxurradas, éramos filhos das aboboreiras semeadas nas bermas das estradas, colhidos por qualquer viandante. Palmilhávamos o solo até aos confins da terra. Damos a volta silenciosamente e estamos aqui, no ponto de partida. Aqui tudo começa e tudo termina. O mundo é redondo.

A voz inquisitiva dos filhos se ouve. Se os antepassados foram ontem heróis, não se entende que os descendentes saboreiem a parte mais amarga do percurso.

(in À Sombra dos Palmares )



Publicado por samartaime às 11:40 PM | Comentários (0)

abril 09, 2010

A imensa ousadia



Dom José Policarpo referiu a constitucionalidade do casamento entre homossexuais como «uma imensa ousadia».


De que seria Dom José bispo se não fosse a ousadia de Cristo?


Que seria da Humanidade se não fosse a imensa ousadia que nos ergue?




Publicado por samartaime às 03:56 PM | Comentários (2)

abril 04, 2010

Cabo Verde



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(foto OCF) - Cabo Verde, « A caminho do Tarrafal», fevereiro 2010




Publicado por samartaime às 10:43 AM | Comentários (1)

abril 01, 2010

Já fazia falta um concerto pintado assim...




( logreproduction )



Publicado por samartaime às 03:56 PM | Comentários (0)