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janeiro 31, 2010

Nunca lembramos o suficiente



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Thomas Jefferson
(13:ABR: 1743 – 4 : JUL:1826)
3° Presidente dos Estados Unidos
Mandato:
4 de Março de 1801 até 4 de Março de 1809




Publicado por samartaime às 10:05 PM | Comentários (1)

Burkas e «burkinaus»

Adoro conversas e debates de burkas.
O que eu me tenho cultivado só à conta das burkas.

Primeiro, aprendi que espaços públicos são só os espaços públicos.
Se pensavamm que as ruas, praças, pracetas, jardins, alamedas e outras quejandices são espaços públicos, desenganem-se.
Espaços públicos são só as repartições. Sejam elas repartições da saúde, da justiça, da educação , da religião, do cinema do circo, do cidadão, etc.. E independentemente do aparato do edifício.

Segundo, aprendi que da porta de casa até à porta duma repartição da saúde ou da justiça, por exemplo, não percorremos um espaço público mas sim um espaço de liberdade de expressão. Portanto, tanto pode ir nu como pode ir em cuecas e peúgas e na cabeça um chapéu aos quadradinhos, como pode ir de burka.
Ou pode, se gostar de emoções mais fortes, ir todo nu com um carapuço enfiado na cabeça que ninguém pensará que é o vizinho mas sim o encapuzado que assaltou a bomba da gasolina.
Porém, não se lembre de ir todo nu com um preservativo às bolinhas cor-de-rosa enfiado no pirilau - que está aí a chegar o santo papa e é capaz de parecer provocação !

Terceiro, aprendi que as estrangeiras alternativas às mães de Bragança podem recorrer ao encapuzamento fronteiriço para evitarem o constrangimento, e subsequente desconforto, da guarda republicana de cá e da guarda civil de lá.

E a terminar, a minha hora de sorte: vou finalmente deitar fora esse resquício do passaporte soviético que é o bilhete de identidade! Ponho uma burka e se a polícia me perguntar quem sou eu, digo que sou o Dr. Dias Loureiro e vou à minha vidinha, olarila!


Nota aos distraídos: a mulher que usa burka não tem de mostrar a cara quando vai ao hospital pela simples razão de que ela nem vai ao hospital - fica em casa. Quem «vai à consulta» é o marido. Estamos conversados?

Publicado por samartaime às 11:27 AM | Comentários (0)

janeiro 28, 2010

Pelo Haiti



ajude a cancelar


a dívida externa do Haiti




assine a petição aqui



Publicado por samartaime às 07:40 PM | Comentários (0)

janeiro 27, 2010

Gypsy Music DJELEM DJELEM Roma Holocaust







Publicado por samartaime às 09:49 PM | Comentários (1)

janeiro 20, 2010

Hasna El Becharia (Argélia)



El Djezair Johara

Hakmet Lakdar

Koul Chi Al Oualidine

Festival Africolor


Hasna El Becharia - Biografia



Publicado por samartaime às 12:53 AM | Comentários (2)

janeiro 19, 2010

TELHADOS DE VIDRO (nov/2009)



ACEITAÇÃO

À parte o céu sem pássaros
os nomes molhados das ruas
as ilhas de outrora submersas todas
como uma lição esquecida de geografia
à parte a minha língua perdida para sempre
vocábulos traduzidos com ajuda de um dicionário
sem história sem terra sem água
à parte a quase dor
do meu terceiro exílio
isto vai.

Aris Alexandrou

trad. Gil de Carvalho


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2008 - 2009

Ondula bandeira esvoaça cortina
Abre-se janela liberta-se ar

Presa palmeira a cena sonha:
De vez fogem aves
Largam pouso esquecem horas
Sóseu voo perseguem

Outro avião as nuvens ilude
Alta torre também voa,
O céu risca
Em desapego espectacular


UMA TEORIA DA SUPERSTIÇÃO

Gato preto passava e nunca via
Quantos a mesa juntava
(Um mais que a dúzia tanto fazia)


Chapéus abertos por toda a sala
(Gato preto contando a chuva)


Espelhos quebrados em bom estado
Espelhavam o mesmo risco
(Gato preto indeciso)


Maria Teresa Duarte Martinho


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BERLIN (SEESTRASSE 118)

Subimos até ao quarto que dá
para o pátio interior desta cidade
distante e estrangeira.

Partilhámos a meias a solidão
sob um nome que não pronunciamos
como os nossos, próprios.

Trocamos iniciais e algumas verdades
tão mentirosas como qualquer confissão.
Libertámo-nos do pudor como
o assassino que limpa a sua arma.

Trinta e cinco anos.
O mais eficaz dos calibres.

Rui Miguel Ribeiro


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TELHADOS DE VIDRO / 13, Edições Averno, novembro 2009



Publicado por samartaime às 04:30 PM | Comentários (0)

janeiro 18, 2010

Mayte Martín



Por la mar chica del puerto

com Katia & Marielle Labeque

Vidalita




Publicado por samartaime às 07:06 PM | Comentários (1)

janeiro 16, 2010

Nem todos os desgraçados estavam lá



Gerge Samuel Antoine, cônsul do Haiti no Brasil,

sobre o terramoto no Haiti :

Cônsul afirma que "o africano em si tem maldição" e que "desgraça foi boa".






Publicado por samartaime às 12:36 PM | Comentários (0)

janeiro 14, 2010

Haiti
ou o primeiro lugar do mundo
onde escravos negros conquistaram a independência

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Eis algumas pistas da InterAction, coligação internacional de organizações de assistência humanitária:

- não recolha água, alimentos nem roupas para o Haiti porque o país não dispõe das infra-estruturas necessárias para os distribuir

- opte por doar dinheiro a organizações de ajuda humanitária reconhecidas, permitindo aos profissionais obterem exactamente aquilo que é preciso sem sobrecarregar os recursos já escassos para os transportes e armazenamento

- quem quiser voluntariar-se para ajudar no terreno tem que ter experiência anterior em cenários de calamidade ou em países estrangeiros, ou possuir capacidades técnicas em carência no momento, e deve fazê-lo através de uma organização reconhecida de assistência humanitária. Mais informação disponível no Centro de Informações sobre Desastres Internacionais, agência ligada ao gabinete de Assistência em Calamidades das Nações Unidas, em www.cidi.org

Organizações portuguesas que estão a aceitar donativos para o Haiti:

Cáritas Portuguesa – pode fazer donativos na conta “Cáritas Ajuda Haiti”, com o NIB 003506970063000753053 da Caixa Geral de Depósitos.

Cruz Vermelha Portuguesa – pode fazer donativos para o Fundo de Emergência da organização em vários bancos, indicados no site http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/ ou por telefone para o número 760 20 22 22 de atendimento automático (custo da chamada é de 0,60€ + IVA)

Ajude a Missão de emergência da AMI no Haiti
– Contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672. Ou no Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços.


(nformação recolhida hoje no Público)

Publicado por samartaime às 01:07 PM | Comentários (1)

janeiro 09, 2010

Aos que hão de vir

para que conste



Miguel Vale de Almeida na manhã de oito de janeiro de dois mil e dez na Assembleia da República dos portugueses:




« No início do ano em que se comemora o centenário da República, este Parlamento cumpre hoje um dos mais nobres desígnios da democracia: garantir os direitos individuais e a superação de discriminações injustas. Hoje, este Parlamento, todos e todas nós, temos a oportunidade e a responsabilidade de incluir mais cidadãos e cidadãs, como em tempos fizemos com a abolição de discriminações com base no status e na “raça” ou com base no género. Hoje cabe-nos a responsabilidade e o privilégio de pôr cobro a uma grave discriminação, desta feita com base na orientação sexual, dando assim seguimento à nossa Constituição, que proíbe a discriminação com base nessa categoria e assegura o desenvolvimento da personalidade, de que a sexualidade é uma característica primordial e intrínseca.

Aprovando o acesso ao casamento civil por parte de casais de pessoas do mesmo sexo em igualdade de circunstâncias com os casais de pessoas de sexo diferente, estaremos a trazer mais cidadãos e cidadãs para o pleno usufruto dos seus direitos, sem retirar direitos a outrem e sem alterar a natureza contratual do casamento civil. Estaremos a alargar e a incluir, sem excluir ninguém, e sem criar institutos específicos que, tal como actualmente se configura o casamento civil ou tal como se propõe com casamentos com outro nome, acentuariam a discriminação e o apartheid social entre hetero e homossexuais. Não estaremos a destruir o casamento civil, como alguns dizem, mas a reforçá-lo, como o temos feito desde o seu início (na segunda metade do século XIX), no sentido de maior igualdade entre marido e mulher, da possibilidade do divórcio e da adequação a valores culturais assentes na liberdade de escolha. Avançamos agora para o reconhecimento da igual natureza das relações afectivas e contratuais entre um homem e uma mulher, dois homens, ou duas mulheres.

Por que é o igual acesso ao casamento civil tão importante para a inclusão, para a superação da discriminação, e para a recusa e a censura da homofobia por parte do Estado e da Lei? Porque a experiência individual e social dos gays e das lésbicas – a experiência do insulto, da violência simbólica e física, da exclusão – assenta justamente num aspecto intrínseco da personalidade humana (a sexualidade e, especificamente, a orientação sexual), aspecto esse que ganha saliência social no momento em que a afectividade e os sentimentos levam as pessoas gay e lésbicas – à semelhança dos heterossexuais – à constituição de relações afectivas e conjugais cuja publicitação e vivência livre têm sido impedidas quer pela Lei, quer pelas mentalidades mais retrógradas. As pessoas de que estamos a falar, as pessoas para quem e em nome de quem estamos a legislar, nasceram numa sociedade largamente homofóbica, à semelhança da experiência terrível do racismo para muitas pessoas negras em várias sociedades, e à semelhança da experiência terrível do sexismo para muitas mulheres. Nasceram para uma sociedade que lhes disse que o seu amor não tinha nome; que o seu destino era obrigatoriamente a heterossexualidade; aprenderam nomes insultuosos para designar o mais íntimo e estruturante das suas personalidades; viram-se obrigadas a viver na vergonha, no silenciamento e na ocultação; em tempos e lugares não muito distantes foram encarceradas, torturadas, submetidas a tratamentos forçados, enviadas para campos de concentração. Ainda hoje e entre nós, temem represálias no emprego, temem o insulto na rua, temem a alienação familiar e das redes de amizade. Essas pessoas não são as figuras estereotipadas de um certo imaginário homofóbico, nem as pessoas que, como eu, tiveram o privilégio e a sorte de poderem falar hoje e aqui, neste dia histórico. Eles e elas são nossos irmãos e irmãs, pais e mães, filhos e filhas, amigos e amigas, vizinhos e vizinhas, colegas de trabalho. São pessoas de todos os níveis sociais, ricas e pobres, do campo e da cidade, jovens e idosas, conservadoras ou liberais – e esperam de nós um gesto de reconhecimento. Mas legislamos a favor da igualdade também em nome de todos e todas nós, cidadãos e cidadãs da República Portuguesa - porque nenhum e nenhuma de nós será livre e poderá em consciência usufruir dos seus direitos enquanto estes forem negados ao seu próximo. E porque o valor de uma democracia se mede pela sua capacidade de proteger as minorias e de recusar qualquer imposição baseada em preconceitos maioritários. Não estaremos a reinventar a sociedade, como não a reinventámos quando abolimos a escravatura ou conquistámos o direito de voto para as mulheres. Estaremos sim, como então, a dar continuidade a um projecto civilizacional. Estaremos a alargar o âmbito dos direitos, a tornar a democracia mais democrática, a melhorar efectivamente as condições de vida de mais cidadãos e cidadãs, a garantir mais liberdade de escolha sem prejudicar a liberdade de outros. Estaremos a assegurar os próprios princípios em que assenta o nosso modelo de sociedade – baseado na democracia, na igualdade e nos direitos humanos.

Mas hoje estaremos – se soubermos cumprir o desígnio mais nobre dum Parlamento democrático – não só a garantir o acesso a direitos que são negados por outras figuras ou pelo impedimento de acesso ao casamento civil. Estaremos a fazer um gesto emancipatório com uma importância simbólica ímpar: o Estado e a Lei estarão a dizer a toda a sociedade que as relações entre casais do mesmo sexo têm a mesma dignidade e merecem o mesmo respeito que as relações entre casais de sexo diferente. Sim, estaremos a dizer isso – e os nossos opositores devem demonstrar que não estão a fazer justamente o contrário. Estaremos a promover uma pedagogia anti-homofóbica na sociedade, dando o exemplo a partir do órgão máximo de representatividade democrática; estaremos activamente a promover a mudança de mentalidades; estaremos a cumprir a nossa função de reconhecimento de uma categoria da nossa cidadania que tem historicamente sido tratada como doente, pecaminosa ou criminosa.

Apelo a todas e a todos vós que não mantenham o casamento como um privilégio, mesmo que de uma maioria. Pensem no jovem ou na jovem homossexual e no seu companheiro ou companheira que, ao contrário dos seus irmãos ou irmãs heterossexuais, não podem aceder aos mesmos direitos; e que à semelhança dos seus irmãos ou irmãs heterossexuais, podem desejar exprimir - através do casamento - o seu afecto, o seu amor, o seu compromisso, os seus projectos comuns de vida. No dia seguinte à efectiva possibilidade de dois homens ou duas mulheres casarem civilmente, se assim o entenderem, respiraremos um ar mais livre, cresceremos como democracia, promoveremos a inclusão e acarinharemos a diversidade na igualdade. Nesse dia, o arco-íris – símbolo da luta dos gays e das lésbicas pela sua dignidade plena - será também um símbolo da nossa República. »

Bem haja, Miguel.

(E à tradição adversa lembro o seu eterno e desastrado «Ecce Homo!»)

Publicado por samartaime às 10:46 AM | Comentários (11)

janeiro 05, 2010

Lhasa



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Mi vanidad

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La marée haute

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De cara a la pared

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My Name

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La Frontera

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Para el fim del mundo O el año nuevo


( Big Indian (NY), 27 de Setembro de 1972 - 1 de Janeiro de 2010, Montreal )



Publicado por samartaime às 09:11 PM | Comentários (1)

janeiro 02, 2010

Beirut (band)



Elephant Gun

(video de Vicereine99 )

Elephant Gun
Beirut
Composição: Ryan Condon; Zach Condon

If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all
That I hide


A Sunday Smile

( video de knm33)

A Sunday Smile
Beirut
Composição: Zach Condon

All I want is the best for our lives my dear,
and you know my wishes are sincere.
Whats to say for the days I cannot bare.

A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile and we felt true. (and)

We burnt to the ground
left a view to admire
with buildings inside church of white.
We burnt to the ground left a grave to admire.
And as we reach for the sky, reach the church of white.

A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile and we felt true. (and)


St Apollonia

(video de AimarZion )

St. Apollonia
Beirut

All these saints that I move without
I lose without in vain
All these saints, they move without
They moved without again
Well, all these places will lose without
They lose without a name




Publicado por samartaime às 07:40 PM | Comentários (0)