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maio 31, 2008



gasolineiras.jpg

Publicado por samartaime às 12:09 AM | Comentários (0)

maio 28, 2008



telefone.jpg





Publicado por samartaime às 01:52 PM | Comentários (0)

maio 25, 2008

Albarde-se o burro...



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Se querem continuar a viver num país sem transportes públicos

e com combustível só para alguns,

o melhor é comprarem já as marmitas e a lancheira,

e ir aprendendo a deitar meias solas nos sapatos !

Publicado por samartaime às 05:16 PM | Comentários (0)

maio 22, 2008

DELÍRIO EM VERACRUZ



Para onde foi a ternura, perguntou ele ao espelho
Do Biltmore Hotel, quarto 216. Ah,
Poderá o seu reflexo, ali encostado ao vidro,
Perguntar para onde fui, para que horror?
É esse reflexo o que agora me contempla com terror
Atrás da tua frágil barreira inclinada? A ternura
Estava aqui, neste mesmo aposento, neste
Lugar, com a sua forma vista por ti, com os seus gritos
Escutados por ti. Que erro
Há aqui? Sou essa imagem fendida, precipitada?
É este fantasma do amor aquilo que reflectias?
Agora com um fundo de tequila, beatas, colarinhos sujos,
Perborato de sódio, um rascunho
Para os mortos, um telefone desligado?
... Estilhaçou todos os vidros do quarto. (Conta:$50)


Malcolm Lowry

( Trad. [brilhante!] de José Agostinho Baptista )

Publicado por samartaime às 11:50 PM | Comentários (0)

maio 19, 2008



espreita1.jpg
samartaime, «Aniversário», óleo s/tela.
Sem dimensão, sem tempo nem lugar.
Algures, numa colecção particular.




Publicado por samartaime às 07:32 PM | Comentários (0)

maio 16, 2008

Já os pesadelos


[ What a perfect day to think about myself./ The The]

Os sonhos dos homens assemelham-se entre si.
Já os pesadelos, cada um tem o seu.
Durante muitos anos eu fui hóspede do frio.
Enrolava cigarros para depois da chuva
e não tinha sonhos, somente pesadelos.

O mais recorrente era o do nevoeiro:
ninguém me via, era inútil mandar vir
uma caneca de cerveja, no café.
O meu dinheiro ninguém o aceitava,
ficava parado, fazia de mim um acumulador.

Como nunca saía de casa, não sabia falar
senão com mortos. Parecia-me magia
saber responder boa tarde como vai
à saudação dos vizinhos, pedir do vazio
ao homem do talho, perguntar as horas.

Tempos amargos esses, e hoje,
a mesma coisa, a mesma solidão.
Com a diferença de que sou mais forte agora,
vou à piscina duas vezes por semana,
escrevo poemas para não adormecer.


José Miguel Silva

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Foto Robert Doisneau «Musician in the Rain»

Publicado por samartaime às 10:50 PM | Comentários (0)

maio 14, 2008

Sofia Lourenço

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«ESCULPINDO A MÚSICA.» é ponto de encontro, de diálogo e de conhecimento
com personalidades ilustres da música portuguesa.

CONHECER A MÚSICA DO PORTO ROMÂNTICO - MAZURKAS E ROMANZAS, de
compositores portuenses do séc. XIX, é a proposta do nosso terceiro encontro que
se realiza no Salão Nobre da Casa-Museu Teixeira Lopes, no próximo dia 16 de Maio de 2008, pelas 21h30m.

JORGE RODRIGUES, Músico e Radialista que se consagrou no seu programa Ritornello, na Antena 2, anima o diálogo com a Pianista e Professora SOFIA LOURENÇO, que interpretará ao piano trechos musicais de compositores que marcaram a cidade do Porto nos finais do séc. XIX: Arthur Napoleão (1843-1925), Ciríaco de Cardoso (1846-1900), Óscar da Silva (1870-1958), Hernâni Torres(1881-1919), Pedro
Blanco(1883-1919) e Arthur Ferreira(1858-1926).

SOFIA LOURENÇO honra-nos com o privilégio da interpretação de alguns trechos musicais que fazem parte do seu último Cd a solo "Porto Romântico: Mazurkas e Romanzas", da editora Numérica, que lançou em Janeiro de 2008.


Publicado por samartaime às 10:53 AM | Comentários (1)

maio 13, 2008




Eram de longe.
Do mar traziam
o que é do mar: doçura
e ardor nos olhos fatigados.

Eugénio de Andrade


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(foto samartaime)

Publicado por samartaime às 04:27 PM | Comentários (0)

maio 10, 2008



Noite vertebrada 2.jpg


Do Medo I

É de ti que eu sou irmã
por ti fui trocada em criança
quando as estrelas semearam a noite
(Ficávamos chorando de medo
se o laço branco da trança não desse
para a escuridão toda do quarto)
Tenho os silêncios que me emprestaste
e na cidade que levantámos há pouco
(não destruiremos nunca)
habitam os pais
com os não irmãos mortos à nascença
que o eco de um flauta eternizou
no cais dos barcos pequenos de papel
somos irmãos de ninguém
ancorámos com amarras de dúvida
é nosso irmão o medo do poente
a porta azul da morte

Em redor em redor de nós
a solidão voou borboleta negra de metal
caiu enforcado público na gravata verde
(a mesma solidão que cega
os arcos concêntricos das pupilas)
desde a rua ao bolor dos corpos poetas
da porta esquecida sem número
à mulher vendida aos ventos da noite
sem nevoeiros asfixiamos nítidos
nos passeios nos fatos nas cadeiras
nas cúpulas nos clarins
e sentes contigo os corpos das mulheres
de bruços sobre o dia
renascidos maduros os limites da carne

Há nebulosas de anos sem sentido
que vimos aprendendo o amor
há um embrião de veia
há uma veia atávica vermelha
nos mil séculos anteriores ao homem
Quando nos será possível um suicídio exacto
em casas impossíveis
em ondas impossíveis
em (integralmente areia) desertos impossíveis?

Nasceu o sol na erva a erva nos degraus
os degraus desceram ao horizonte.


Luiza Neto Jorge
(1939-1989)



Publicado por samartaime às 12:10 AM | Comentários (0)

maio 07, 2008

Pina Bausch



café muller

Bandonéon

The Man I love (Gershwin)

Publicado por samartaime às 01:51 PM | Comentários (0)

maio 05, 2008

Faltava-me na colecção...



Summertime - Amália Rodrigues

Publicado por samartaime às 07:13 PM | Comentários (0)

maio 03, 2008



Meredith Monk - Gotham Lullaby [experimental / contemporary]


Publicado por samartaime às 06:29 PM | Comentários (0)

maio 02, 2008

Matisse e a dança



matisse_dance_moma_1909.jpg
1909 - MOMA, Nova Yorque.


Matisse -dance_hermitage.jpg
1910 - Hermitage, Petrograde.

... prefiro, mesmo, a mais antiga!

Publicado por samartaime às 08:20 PM | Comentários (0)



dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice

conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo

dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nenhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos

Al Berto

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Publicado por samartaime às 06:55 PM | Comentários (0)

maio 01, 2008


Hoje, o Primeiro de Maio é branco!

Que os professores merecem!

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(Fotos da BOO

Publicado por samartaime às 12:47 AM | Comentários (0)