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março 31, 2008

Eggman913



(Philip Scott Johnson, St.Louis, Missouri, EUAN )
"Everything you can imagine is real - Picasso"


La vidéo "Women in Art", réalisée par l'énigmatique créateur Eggman913 dans le Missouri aux Etats-Unis, est une hymne impressionnante consacrée à l'histoire de l'art à travers l'image de la femme. La musique est celle de Yo-Yo Ma jouant la Sarabande de la Suite pour Violoncelle n° 1 de Bach.

Cette vidéo, téléchargée sur de nombreux sites vidéo collaboratifs, a créé une vraie euphorie sur le web. Rien que sur le site YouTube, elle a été visionnée par plus de 5,3 millions visiteurs et elle a suscité plus de 10.000 commentaires endéans 2 mois. Elle est référencée sur des centaines de blogs à travers le monde.

Cette vidéo est un vrai chef d'oeuvre d'art digital sur les plans de la maîtrise technique et de la créativité artistique. Eggma913 a créé d'autres vidéos intéressantes, accessibles sur YouTube, moyennant le logiciel de "morphing" d'images FantaMorph d'Abrosoft.

Les oeuvres d'art utilisées pour la création du film "Women in Art" ont été répertoriées par Boni, instructrice professionnelle au "Fayetteville Technical Community College" sur son site
http://www.maysstuff.com/womenid.htm
dédié aux novices de l'Internet.

Women in Art


Descrição: by Philip Scott Johnson
500 Years of Female Portraits in Western Art - Music: Bach's Sarabande from Cello Suite No 1 in G Major performed by Yoyo Ma. For a list of paintings and artists visit http://www . maysstuff . com/womenid . htm

Outros trabalhos do mesmo autor:

Women In Film


Descrição: by Philip Scott Johnson
80 years of female portraits in cinema - Mary Pickford, Lillian Gish, Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Norma Shearer, Ruth Chatterton, Jean Harlow, Katharine Hepburn, Carole Lombard, Bette Davis, Greta Garbo, Barbara Stanwyck, Vivien Leigh, Greer Garson, Hedy Lamarr, Rita Hayworth, Gene Tierney, Olivia de Havilland, Ingrid Bergman, Joan Crawford, Ginger Rogers, Loretta Young, Deborah Kerr, Judy Garland, Anne Baxter, Lauren Bacall, Susan Hayward, Ava Gardner, Marilyn Monroe, Grace Kelly, Lana Turner, Elizabeth Taylor, Kim Novak, Audrey Hepburn, Dorothy Dandridge, Shirley MacLaine, Natalie Wood, Rita Moreno, Janet Leigh, Brigitte Bardot, Sophia Loren, Ann Margret, Julie Andrews, Raquel Welch, Tuesday Weld, Jane Fonda, Julie Christie, Faye Dunaway, Catherine Deneuve, Jacqueline Bisset, Candice Bergen, Isabella Rossellini, Diane Keaton, Goldie Hawn, Meryl Streep, Susan Sarandon, Jessica Lange, Michelle Pfeiffer, Sigourney Weaver, Kathleen Turner, Holly Hunter, Jodie Foster, Angela Bassett, Demi Moore, Sharon Stone, Meg Ryan, Julia Roberts, Salma Hayek, Sandra Bullock, Julianne Moore, Diane Lane, Nicole Kidman, Catherine Zeta-Jones, Angelina Jolie, Charlize Theron, Reese Witherspoon, Halle Berry

Visages d'Art


Descrição: By Philip Scott Johnson
Faces in Art.
Music: Bach's Prelude And Fugue No. 6 In D Minor BWV 851 - Praeludium from the Well-Tempered Clavier, Book 1 performed by Daniel Ben Pienaar. Available at http://magnatune . com/artists/albums/dbp-wt c1a/

Matisse


Descrição: by Philip Scott Johnson:
Henri Matisse - French Painter - 1869-1954 - Music: Claude Debussy's Arabesque No. 1 in E Major



Publicado por samartaime às 12:02 AM | Comentários (0)

março 27, 2008

[March 26, 2008 7:25:39 pm]




A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado por samartaime às 03:39 PM | Comentários (0)

março 26, 2008

Publicado por samartaime às 09:27 PM | Comentários (0)

março 25, 2008

Escola... de quê?



Finalmente alguém deu pelo facto de nas escolas públicas haver duas espécies de desmandos:

os derivados da pura falta de educação familiar dos alunos e que tende a agravar-se em grupo;

e os autênticos focos de marginalidade e violência.

O caso da Escola Carolina Michaelis é um exemplo perfeito dos extremos a que pode chegar a «má educação geral»: o quero-posso-e-mando de uma aluna leva-a ao método do empurrão para cortar o passo e agredir a professora por causa de um telemóvel. Tudo isto acompanhado de uma inaudita guincharia da menina e da risota desbragada dos colegas que, entretanto, vão lançando achas a preceito. Um colega mais cinéfilo aproveita a cena para rodar um documentário neorrealista sobre «comportamentos desviantes na sala de aula» e corre a publicitá-lo no You Tube esperando os louros da homérica façanha. E teve-a: conseguiu uma prova documental isenta (leia-se «dos alunos») sobre aquilo para que os professores chamam a atenção há anos e que pais e tutela encobrem ou desvalorizam.

Mas há muito pior do que o Episódio da Carolina:
há alunos «empurrados» de outras escolas para «limpeza de ambiente», o que origina escolas «depósito» de alunos em dificuldades várias;
há gangs dentro das escolas que roubam e sovam outros alunos;
há os que passam droga ou a vendem à porta desta ou daquela escola;
há elementos ou acompanhantes de gangs extraescolares;
e há os alunos de pulseira electrónica.

Evidentemente que os casos mais extremos não são a rotina da generalidade das escolas.
Mas é bom que se tenha em conta que assim como a «má educação» propicia comportamentos desviantes graves, também a rotina dos comportamentos desviantes favorece a marginalidade e a violência.

E «os pais» são outro ponto a ter em consideração: é que também há marginais com filhos. E também os marginais tem filhos nas escolas - felizmente!
E não façam sorrisos entendidos e piscadelas de olho: a marginalidade verifica-se em todas as classes sociais – é como a violência sobre as mulheres, esqueceram?

Foi a «instabilidade» crescente nas escolas públicas que levou os pais mais segregacionistas e/ou timoratos e/ou prudentes a retirarem os filhos da escola pública para os colégios - mesmo os pais que sabiam que era na escola pública que estava a grande maioria dos professores com maior preparação científica e pedagógica. Depois, também sabemos, tornou-se moda e colateral correnteza de vaidades e exibições. Hoje é cada vez mais difícil aos pais não fazerem o impossível para evitarem a escola pública. Embora existam escolas públicas que conseguiram passar o tumulto democrático com poucas interferências e «alguma imaginação» nem sempre muito democrática. Mas tudo bem só no reino de Pangloss.

Sendo a escola uma reprodutora da sociedade e por conseguinte um seu espelho, uma escola democrática teria forçosamente de passar por esta crise. E nenhum governo foi capaz de ter um ministério da educação à altura das circunstâncias. Não vale a pena chorarmos sobre o leite derramado, é preciso andar para a frente.

Hoje, temos técnicos que conhecem profundamente o meio, os recursos e as dificuldades e que conhecem também variadas experiências que falharam onde, como e porquê. Por certo não será uma classe igualitária nem será desejável que o seja. Mas são os ÚNICOS técnicos que temos – e não se vê que possamos esperar outros trinta anos por uma geração finalmente redentora da educação nacional.

O que é inadmissível é que exactamente os professores, a classe profissional determinante para o futuro, tenha uma tutela mais preocupada com a imposição das suas vaidadezinhas intelectuais provincianas do que interessada em definir projectos e estratégias e discuti-las e aferi-las com os professores.

O que é execrável é todos os dias ouvir retirar autoridade aos professores enquanto se palra sobre o reforço da autoridade na escola.

O que é execrável é ver que os professores precisam e pedem reforço e formação para poderem exercer a sua actividade convenientemente ajustada às novas exigências postas pela alteração social e tecnológica, enquanto a tutela lhes responde com horários, fichas, substituições, títulos e outras mesquinhices lazarentas e jericocéfalas, próprias de quem acha que o futuro e a salvação da pátria estão na «pedagogia do carregar pela boca» de crianças, adolescentes e professores.

Entretanto, aqui mesmo ao meu lado, oiço o brilhante e gracioso Sr. Valter Lemos na TV explicando «aos portugueses» que:
a droga não vem da escola, vem do exterior;
os gangs não são da escola, são das redondezas da escola;
as escolas são locais seguros e tranquilos

Este senhor terá consciência plena do que realmente diz?
Este senhor está a falar para quem? Para os bairros sociais? Para a campanha «Escola Segura»? Para os pais que optaram pelos colégios? Para a banalidade dos dealers? Para a apatia dos jovens enquanto alunos?

Para completar o quadro democrático, evidentemente, a TV intercalado as declarações do Sr. Valter Lemos com o parecer do Procurador Geral da República sobre a preocupante proximidade entre a escola e a marginalidade.

Mas tenhamos esperança:
o Sr. Procurador já mando instaurar processo.
E a Srª Ministra vai, pela certa, desencantar gestores capazes e que - no caso das escolas mais envolvidas pelas redondezas - poderão ser assessorados por um polícia reformado à paisana, obviamente.

Publicado por samartaime às 11:44 AM | Comentários (0)

março 23, 2008

Do ministério da boa educação e da virtude que ele tem



Ainda se lembram?...

Ministra da educação entrevistada

Pros e Contras - As Escolas e a Ministra

Prós e Contras - Os Professores e a Ministra

Prós e Contras: avaliação de alunos e «estatísticas»

A Ministra da Educação vaiada por alunos, responde:


A Escola Carolina Michaelis

Que mais falta acontecer?

Publicado por samartaime às 09:27 PM | Comentários (0)

março 21, 2008

O Sítio em Visita

Trazem as árvores insignificantes
o maior distúrbio aos ventos; arredam-nos,
alçam outros armazéns sonoros
casas de relâmpagos e de cataclismos.

Chega-se. Parte-se. Segreda-se
de seres indeterminados que movem
resistência. Pelejam mais.

E quando a sua pele se usa vence
a moda, mudança de uma árvore para a mundanal
outra árvore carregada.


Podem aliás irromper quentes florestas.
Abate-se sobre o lenhador a opulência, o triunfo
do fruto desenvolvido no seu trono
iluminado por quatro archotes de seiva.


Há no mundo inteiro uma, quando muito, rua
difícil de encontrar.

São os campos, gente humílima, absorta em grãos
de areia, praia inequívoca onde,
na estação tardia, os do mar se deitam.
Algumas folhas, de livros, assinalam o ponto.
Algumas cartas, de marear,
não chegam.


Criaturas que se reproduziam em interstícios
que se deitavam em divâs
cada vez mais estreitos

a luminosa vocação, a luminosidade
de uma terra sábia e rotunda
suplantava aqueles gritos portadores
de uma defunta órfica voz

Eram as criaturas presas ,
do seu século
retraídas nos olhos mal afeiçoados

Filhos mais velhos a atentarem
em como o corpo incha e se perfaz a polpa
como o limite se delimita corpo a corpo
e engorda

Cobriam-se as folhas de uma letra hirsuta
e os mais novos sorriam como lábios.


Luiza Neto Jorge

in Os Sítios Sitiados


Publicado por samartaime às 11:15 PM | Comentários (0)

março 16, 2008

Maya Plisetskaya


Maya Plisetskaya / Ravel "Bolero" (Part 1)

Maya Plisetskaya / Ravel "Bolero" (Part 2)

Informação biográfica

Internation Maya Foundation

Moscow Honors Bolshoi's 'True Queen'

ballerina gallery

gala des etoiles

Honoring Russia's 'prima, prima' ballerina

Publicado por samartaime às 06:06 PM | Comentários (0)

março 13, 2008

Sofia Lourenço

DSCN0705.JPG

Sábado, 15 de Março às 18:30 na FNAC/Chiado com apresentação de Rui Vieira Nery

lançamento do novo disco «Porto Romântico» de Sofia Lourenço (piano).

Para ouvir um bocadinho do cêdê clique aqui

E para mais informação sobre o disco e ouvir mais faixas clique aqui vá até ao dia 6 e... descubra a música! rsrsrs

Sofia 3.JPG

Publicado por samartaime às 10:11 PM | Comentários (0)

março 10, 2008

Marta Argerich e Rachmaninov

Uma preciosidade rara, graças ao You Tube!

O Concerto para Piano e Orchestra No. 3 in D minor, op. 30 de RACHMANINOFF
Orquestra de Berlim dirigida pelo maestro Chailly
Marta Argerich, piano.

Nota para os melómanos: [Argerich/Chailly/Berlin RSO (Philips 446 673-2PH) ]

Rach3 - Martha Argerich

Argerich plays Rach 3 /repost 1

Argerich plays Rach 3 /repost 2

Argerich plays Rach 3 /repost 3


Rach3 - Martha Argerich pt.2


Informação sobre o Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in D minor, op. 30

Mais informação sobre Marta Argerich

Embora a imagem não seja muito clara e a reprodução um pouco «branda», mesmo assim vale a pena - é magistral!
Boa audição e que vos inspire a semana de trabalho!


Publicado por samartaime às 03:05 PM | Comentários (0)

Marta Argerich (Ravel)

Ravel-Gaspard De La Nuit - Argerich 1/3

Ravel-Gaspard De La Nuit - Argerich 2/3

Ravel-Gaspard De La Nuit - Argerich 3/3


Argerich plays Tchaikovsky Piano Concerto Part 1

Sergio Tiempo & his teacher Marta Argerich

Mais iformação, aqui

Publicado por samartaime às 12:23 AM | Comentários (0)

março 09, 2008

A aula dos Cem Mil... foi sobre a pedagogia da indignação



manif016copy_BOO_a.jpg

manif017copy_BOO_b.jpg

... fotografada pela BOO

Publicado por samartaime às 08:06 PM | Comentários (0)

março 08, 2008

Para todas as mulheres que, por nós, se esqueceram de si.

E para todas as mulheres que, por si, se esqueceram de si.

rosa.jpg


Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado por samartaime às 04:35 PM | Comentários (0)

março 07, 2008

Paris2367_A.JPG
(Foto samartaime)

Publicado por samartaime às 12:51 PM | Comentários (0)

Schoenberg:

Arnold Schoenberg: Kammersymphonie op. 9

Publicado por samartaime às 12:50 AM | Comentários (0)

Lowry & Liszt ou José Agostinho Baptista & Horowitz



Fantasmas nas casas novas

Há algo de assustador nos fantasmas das casas novas:
Os fantasmas das casas velhas já são maus quanto baste:
Mas os fantasmas das casas novas são terríveis.
A grande novidade destas novas e desoladas casas
Já seria bem terrível sem os fantasmas.
Mas os fantasmas também são novos.
Raparigas tristes com blusas azuis
E pessoas nos seus assados de Domingo
Sob a grande luz do dia, dentro destas casas novas
Em ruas onde os homens varrem o vidro partido.

Malcolm Lowry

(Trad. José Agostinho Baptista)


Horowitz

Liszt:Consolation No.3 in D flat major

Publicado por samartaime às 12:33 AM | Comentários (0)