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outubro 31, 2007

Livros à mão?! Ó Inês!...

Aqui o «regulamento» precisa de adenda: livros que estejam em monte à mão - não vá o magazine desabar! Até eu estou curiosa. Ora vamos lá ver:

Jean-Yves Domalain, PANJAMON - os caçadores de cabeças.
Trad. Edgard Lemos, Publicações Europa-América
pag. 161, 5ª linha:
«- Diz ao chefe que estou triste porque o deixo.»

Dicionário dos verbos portugueses - Porto Editora
pag. 161, 5ª linha:
« acamurçais »

Da pintura antiga, Francisco de Holanda
(int.e notas de Angel González Garcia)
I N -C M , pag. 161, 5ªlinha:
[O ver-] « niz cuidão alguns que é inventado n'este tempo, e elle é achado »

Construções Portuárias, Maio 2002
Pag.161, 5ª linha:
« diante do mar e uma boa bebida, enquanto se degusta Mario Luzi, Adrés Sanchéz Robayana, George Steiner ou mestre »

Comte de Lautréamont (Isidore Ducasse), Oeuvres Completes,
(Les chants de Maldoror - Chant deuxième)
Librairie José Corti, 1956
pag. 161, 5ª linha:
« réflexion? Où est passé ce chant... On ne le sait pas»

A quem vou chatiar? Irei? Acho que estão todos «fora»!


Legível

Manchinha

Manuelinho

Mente

Segurademim

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outubro 30, 2007

Campaign against poverty

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outubro 25, 2007

INÊS LOURENÇO :
os cornos pelos nomes no cieiro da ternura

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[Capa:VST/OF sobre fundo de William Morris]

Avulso

O sr. Moura abria o maço de Português
Suave sem filtro, para vender cinco cigarros
avulso a um homem de boné. O sr. Moura
chamava discretamente o amigo polícia, ao fundo
da loja para lhe oferecer um tinto, embora
não tivesse alvará para
servir vinho a copo.

Muito do que hoje se
compra por inteiro
em embalagem certificada
e com prazo de validade, era
vendido avulso, desde
o quartilho de leite, às postas
de bacalhau de molho, aos
cinco tostões de goma arábica
ou à folha de papel almaço.

Ainda se vivia sem o plástico, e os
cartuchos de cinza pardo, sob o
olhar do merceeiro de lápis na orelha,
eram pesados na balança pelo
marçano de manguitos
e bata de riscado, que aviava
os meios-quilos, a meia-dúzia,
o quarteirão.

Um anónimo de fato coçado e
velho chapéu de feltro, vinha todos
os quinze dias trazer o novo
fascículo das Duas Órfãs ou
de Os Miseráveis. As putas
ainda não andavam a atacar
na rua
, mantinham-se no
lendário 515 e noutros números
indecentes - que as mulheres honestas fingiam
desconhecer - sujeitas
à enzemina da brigada sanitária
para quem trabalhavam de graça . Os
pobres
estendiam as mãos escuras à saída
da missa ou tocavam no batente
a pedir qualquer coisinha. E cresciam
filas para as sobras do rancho
à porta dos quartéis.

(Chegados a este ponto
de Avulso, os leitores
amantes de ambiguidades
várias ou da luminosa literatice mística,
devem estar à procura
do rigor poético)

Mas esse tempo do fim
dos anos 40
trazia a profecia embargada de uma
diferença qualquer. Que juntasse
ao menos os fascículos de
As Duas Órfãs e de Os Miseráveis e os
20 cigarros do Português Suave sem filtro.
Unisse as putas contra a brigada
sanitária. Que nos deixasse
esbanjar o papel almaço. Transformasse
o quarto de quilo de sabão amarelo
numa lâmpada de Aladino
e deitasse ao lixo os pedaços de
pão seco sem medo do pecado
do desperdício.

Hoje tudo está muito diferente?
E muito semelhante? Fascículos e
embalagens, dias e noites
avulso são agora o ar do tempo
e as formas de desejar.

Narram os novos fascículos, que
as Duas Orfãs
fizeram implantes mamários
para gravarem a próxima telenovela,
fornicam com empresários de sucesso e
vão de Férias às Caraíbas.





Ítaca sem gatos

Nenhum gato reconheceu Ulisses no
seu regresso a casa. Nem consta
que algum brincasse com os novelos
que a mulher dobava e desdobava
durante a longa ausência para
iludir os pretendentes. Por isso
me soa estranha a Odisseia e o
regresso a Ítaca sem o festivo içar
da cauda dum gato






Amáveis (de amar)

D. Fuas o gato de Jorge de Sena e
Coral o gato de Sophia ou
a gata Maravilhas de
João Miguel Fernandes Jorge e os
de tantos outros como Baudelaire ou Eliot,
amáveis (de amar) mas ferozmente
independentes, olham-nos
dos poemas com aquelas luzentes e atentas
contas de vidro (podia aqui comparar com ágatas
ou opalas, mas não quero entrar
no joalheiro).

Eles são talvez os mais puros
aristocratas entre os animais de companhia.
Tratam do próprio pêlo com minuciosos cuidados,
mesmo que não tenham casa certa e
até na extrema míngua conservam
uma distante prudência e unhas afiadas
de quem não se vende facilmente.
E é tanta a sua generosa fidalguia
que nunca desprezam a mão assídua
que lhes afaga o dorso e partilha
o sedentário desprezo do mundo,
mesmo doente velha ou caída em desgraça

INÊS LOURENÇO
in «A disfunção lírica»


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outubro 20, 2007

Brenda Fassie (Africa do Sul)

(3 novembre 1964, Langa, Cape Town – 9 mai 2004, Johannesburg),


«Wewe»

Ao vivo, em casa com os amigos: «Vulindlela»

«Nomakhanjani»

«Istraight Lendeba»

«Too late for mama»

«Ag Shame Lovey»

«Nakupenda»

Biografia de Brenda Fassie

Discografia de Brenda Fassie


Mais informação sobre Brenda Fassie

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Publicado por samartaime às 12:26 PM | Comentários (0)

outubro 17, 2007

Diz-me o Diário de Notícias de hoje que um jovem casal ( 18 e 17 anos) vendeu o filho de nove meses por uma TV, um DVD e mais 20 € . Automaticamente fiquei cheia de dúvidas: 20 € para o táxi ou para preservativos? !Inclinei-me 170 graus para o táxi, evidentemente.

Tirando os fora parte e respectivos considerandos, busquei outras leituras mais serenas e saudáveis à minha tranquilidade.
Topei logo com o sr. Ministro da Economia escrevendo uma página com gráficos e tudo - mas passei adiante, que hoje não é o Dia Mundial da Criança.

E caí no «nacional», benza-o deus que eu cá não posso.

Depois da querela do anúncio do 2.1 que se transmutou em 2.3 no estadão de orçamento / 08 ;

depois do infindável embuste de se referirem aos reajustamentos salariais como «aumentos salariais»;

depois da descoberta magnífica de que quem recebe 700 € / mês é rico;

depois de saber da presuntiva [de presunto] explicação do sr.Ministro da Administração Interna acerca dos prolegómenos à brava achega psicológica de dois polícias à paisana a um sindiato de professores e rebeubéu pardais ao ninho;

depois de ler que o BCP ainda não justificou nada ( a obra de deus é omnisciente) ;

depois de me lembrar que há gente a quem a banca perdoa milhões enquanto a outros lhes põe a casa de meia leca a leilão ;

depois de verificar que aos que recebem MENOS de 300 € de reforma a banca lhes cobra uma multidão de taxas
para se dignar transferir e guardar essa pesadíssima maquia ;

depois de verificar que até aos reformados vão sacar mais impostos com a desculpa que não é moral que recebam mais do que os que estão no activo (compararam varredores activos com generais reformados, aposto!) ;

depois de verificar que os portugueses mais pobres e os «no activo do trabalho» continuarão a ser espremidos
para que se preserve o bem estar das grandes fortunas;

e depois disto e outras equivalências e inspirando-me do edificante jovem casal lá de arriba,

pergunto-me se não seria bem melhor para nós adquirir uns quantos espremedores pagando-os a pronto com presidente, ministros e secretários que temos.

Pelo menos os espremedores não falam !

Publicado por samartaime às 06:57 PM | Comentários (0)

outubro 16, 2007

Na obra de deus...

Jardim tem sempre flôr!

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outubro 15, 2007

A caminho do autotratamento simplex

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Publicado por samartaime às 07:38 PM | Comentários (0)

outubro 14, 2007

Auto-retrato

Para onde quer que vá
já lá estive
o que quer que faça
não posso decidir
quem quer que eu ame
é uma parte
por muito que morra
fico com vida


Eva Christina Zeller
(Trad. de Teresa Dias Furtado)

Publicado por samartaime às 08:14 PM | Comentários (0)

outubro 13, 2007

Seis poemas de Paulo Leminsk

Apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme.

Haicai

a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão

cortinas de seda
o vento entra
sem pedir licença


Amor Bastante

quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto


Não Discuto

não discuto
com o destino

o que pintar
eu assino

Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas


Rosa Rilke Raimundo Correia

Uma pálpebra,
Mais uma, mais outras,
Enfim, dezenas
De pálpebras sobre pálpebras
Tentando fazer
Das minhas trevas
Alguma coisa a mais
Que lágrimas

Publicado por samartaime às 11:21 PM | Comentários (0)

outubro 12, 2007

Sofia Lourenço - Ciclo O PIANO CLÁSSICO, 12 de Outubro 2007

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Às 21h30 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos.

PROGRAMA

I

J. HAYDN
3 sonatas inglesas

II

JOÃO PEDRO OLIVEIRA
In Tempore

ÁLVARO SALAZAR
Siete Apuntes para un Meccano

F. LOPES GRAÇA
Natais Portugueses

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Sofia Lourenço

Publicado por samartaime às 11:37 AM | Comentários (0)

outubro 05, 2007

Poema ao acaso

(file retirado)

Publicado por samartaime às 12:29 AM | Comentários (0)

outubro 04, 2007

Por DARFUR

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Sign the global petition to end the violence in Darfur. Pode assinar AQUI!

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Publicado por samartaime às 05:56 PM | Comentários (0)