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novembro 28, 2006

YELLOW

You are very perceptive and smart. You are clear and to the point and have a great sense of humor. You are always learning and searching for understanding.

Find out your color at QuizMeme.com!

Decididamente, o amarelo não pode ver-me na esquina da rua que não dê com os cornos no candeeiro!

Valha-me o santo ambrósio mais a imarcescível corte celestial!

Publicado por samartaime às 05:24 PM | Comentários (0)

novembro 26, 2006

Intervalo por Cesariny

cesariny 2.jpg

Samartaime:
Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.




Samartaime:
Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que
importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que
importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que
importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício

e cair verticalmente no vício
Não
é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal
o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal
o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal
o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora!
– rir de tudo
No riso admirável
de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra




Segurademim:
Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!--
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.




Samartaime:
Não há nada que tu faças
que te não faça imenso mal,
desde o uso das estrelas
ao abuso corporal.
Em volta de ti morre a morte
mas tu próprio não ficas inteiro
sorris de manhã à noite
como a um espelho fatal.
Cortas a vida aos pedaços
para ver se fica igual.
Não há nada que tu faças
que te não faça imenso mal.




Samartaime:
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco




Rapariga:
Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas do próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca

Mário Cesariny


lCesariny.bmp

Publicado por samartaime às 08:15 PM | Comentários (0)

novembro 25, 2006

RETRATOS - III ( « legível» )

Legível 1.jpg
Foto de Alberto Oliveira
Leonard Cohen, «Take this waltz»



Acordei bemol

tudo estava sustenido

sol fazia

só não fazia sentido


( Paulo Leminski )
Paulo Leminski 1.jpg


Publicado por samartaime às 11:56 PM | Comentários (0)

novembro 24, 2006

RETRATOS - II ( «sotavento» )

sotavento-dunas- 5OUT2005.jpg
Foto de «sotavento», OUT:2005
Danae, «Meu Mar»


A poalha da espuma no corpo
o silvo da areia nos pés
a moleza das ondas quebrando
o silêncio macio das dunas
os juncos desgrenhados pelo vento
o mar toldado de calor
o desejo do vinho nos lábios
meu amor, meu amor


(Manuela Imar)

Publicado por samartaime às 06:10 PM | Comentários (0)

novembro 22, 2006

RETRATOS - I ( «mendes ferreira» )

Img012.jpg
Foto de «Mendes Ferreira», 2006
Bau, «Lembrando Chopin»






Húmido de beijos e de lágrimas,

ardor da terra com sabor a mar,

o teu corpo perdia-se no meu.



(Vontade de ser barco ou de cantar.)





Eugénio de Andrade

Eugénio.bmp

Publicado por samartaime às 01:23 PM | Comentários (0)

novembro 21, 2006

Ó RAPARIGA, Ó-RA-PA-RI-GAAA!...

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."o desafio chegou-me via A rapariga que se apaixonou pelo amor

1) não viajo com horários. itinerários e hotéis marcados

2) perco-me nas conversas e nos caminhos

3) não me penteio

4) detesto ópera

5) adoro chapéus


Vamos aos "desgraçados" a quem vou passar este "inquérito":


Rach

Ventania

Segurademim

Bandida

Isabel Magalhães

Publicado por samartaime às 10:12 PM | Comentários (0)

novembro 19, 2006

TU CÁ TU LÁ COM A CRISE

CRISE.jpg

Publicado por samartaime às 10:56 AM | Comentários (0)

novembro 18, 2006

MADELEINE PEYROUX

HOJE À NOITE
NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

Madeleine Peyroux 4.jpgNo More


Madeleine Peyroux 12.jpgMuddy Water


Madeleine Peyroux 9.jpgWeary Blues


Madeleine Peyroux 14.jpgBetween The Bars

Madeleine Peyroux 6.jpgLovesick Blues


Madeleine Peyroux 17.jpgSit Right Down

Madeleine Peyroux 11.jpgWas I ?

(files retirados)

MADELEINE PEYROUX [pronounced like the country Peru] was born in Athens, Georgia, she grew up between Brooklyn, Southern California and Paris, though it was in the City of Light where she found her voice. As a teen she was drawn to street music, and in 1989 she started to perform with a group of buskers. She then joined the Lost Wandering Blues & Jazz Band, becoming the only female in the group, which toured around Europe for several years.

Madeleine burst onto the recording scene in 1996, with her stunning debut album Dreamland. Madeleine was greeted with a veritable torrent of gushing reviews. Most raved about her smoke-and-whiskey vocals, often comparing her to the late, great Billie Holiday. Others wondered how someone so young could perform classic songs by Holiday, Bessie Smith and Patsy Cline so convincingly as to make them sound like her own. Time magazine pronounced the groundbreaking Dreamland “the most exciting, involving vocal performance by a new singer this year.”

Madeleine, then an American who had been living in Paris as a street musician, suddenly found herself on the fast track to fame. Appearances at Lilith Fair and jazz festivals, and opening tours for Sarah McLachlan and Cesaria Evora followed, while Dreamland’s sales reached an impressive 200,000 copies worldwide. “It was great,” recalls Madeleine. “I got to perform with fantastic musicians. I got to see Nina Simone live. I could’ve kept running with it, but instead I stepped back and took a breather.”

Madeleine spent much of her recent past out of the public eye. But she never stopped singing, returning to her busking roots with street performances and club dates around the world from Los Angeles (to New Orleans to New York City) to Western Europe before being signed by Rounder Records in 2003.

Careless Love on Rounder Records is scheduled to be released in Sept. 2004, eight years since the release of Dreamland. Waiting that long to release her sophomore album is admittedly not a typical career move, but then Madeleine is not a typical artist. Careless Love, produced by Larry Klein (Joni Mitchell, Shawn Colvin), will feature songs as old as W. C. Handy’s bluesy title track, popularized by Bessie Smith in the late 1920s, and others as recent as Elliott Smith’s folky “Between the Bars.” Madeleine also covers material as diverse as Hank Williams’ “Weary Blues” and Leonard Cohen’s “Dance Me to the End of Love.”

Escrito aqui


Présentée comme la fille spirituelle de Billie Holyday, MADELEINE PEYROUX est aussi célèbres pour ses frasques que l’ex-diva du jazz. Repérée assez tardivement, à l’âge de 22 ans, elle parvient à se construire une réputation d’auteure-interprète hors-pair en courant d’abord les spectacles de rues à New-York et Paris puis les festivals de jazz. En 1996, elle enregistre son premier album, «Dreamland», avant d’assurer les premières parties de Sarah McLachlan et de Cesaria Evora.

Après 200 000 exemplaires vendus, la belle acadienne (de par son père) s’évanouit dans la nature. On la retrouve en 2004 avec deux nouveaux albums dans ses bagages : «Got You On My Mind» et «Careless Love». L’un est un projet de jazz band mis sur pied avec son compagnon de l’époque William Galison (créateur du thème musical de la série «1, rue Sésame»), l’autre, une compilation de reprises jazzy des standards de Leonard Cohen, Bob Dylan ou encore Elliott Smith.

Mais durant l’été 2005, Peyroux disparaît encore une fois. Sa maison de disques Universal lance dès lors un détective privé à sa poursuite. Un épisode insolite qui la fait encore sourire aujourd’hui : en effet, elle n’avait pas pris la fuite mais des vacances chez son manager à New York. Capricieuse, l’artiste attaque Galison quelques temps plus tard, se sentant lésée sur les droits de «Got You On My Mind». Elle prétend que celui-ci aurait vendu les titres de l’album sans son accord (elle souhaitait les conserver comme des démos) et même qu’il l’aurait abusée sexuellement. L’affaire est toujours en cours…

Lido aqui

Madeleine Peyroux ao vivo em Curitiba
por Jonas Lopes

Madeleine Peyroux subiu ao palco do Estação Embratel Convention Center, em Curitiba, sem muito alarde: "Essa música se chama Dance Me To The End Of Love", e deu início ao show. Mas, depois, surpreendeu quem esperava uma cantora temperamental, dada a confusões como se esconder da gravadora para não dar entrevistas.

Ela foi muito simpática sim; conversou com a platéia, brincou, disse que o público estava quieto demais. Houve até o momento indefectível para todo gringo "extrovertido" que vem ao país: a tentativa de falar português, com ajuda do pianista da banda, pelo visto um craque na língua de Camões.

Madeleine tocou com um quarteto - piano, baixo, bateria e um bem-vindo violino, ausente no disco. A cantora não se preocupou em inovar no repertório. Tocou todas as faixas de Careless Love, poucas de Dreamland (como a bluesy Walkin' After Midnight) e resgatou os standards Destination Moon, famosa na voz de Nat "King" Cole, e I Hear Music, celebrizado por Billie Holiday. O timbre de Peyroux lembra muito o de Lady Day.

À versão de cabaré alemão para Dance Me To The End Of Love, de Leonard Cohen, em arranjo semelhante ao de Careless Love, seguiram-se Don't Cry Baby, a excelente composição própria Don't Wait Too Long (composta depois de uma eleição presidencial; "I'll tell you a joke", disse ela: "George Bush"), a obra-prima de Bob Dylan You're Gonna Make Me Lonesome When You Go e J'Ai Deux Amours, em francês. Do genial Hank Williams Madeleine tocou Weary Blues From Waitin'.

Antes de Between The Bars, de Elliott Smith, explicou: "This is a song about alcohol. A love song about alcohol" (e alguém na platéia gritou "Elliott"). A delicada This Is Heaven To Me encerrou o set, antes do bis. O principal diferencial do palco para o estúdio foi a liberdade que Peyroux deu ao resto de sua banda para improvisar, especialmente o piano (o acústico e também o Wurlitzer) e violino. Os solos de baixo, que costumam ser ame-ou-odeie, estavam muito bons (estou no grupo dos que gostam). Os de bateria são sempre difíceis de gostar, mas pelo menos só tivemos um.

Madeleine confirmou no palco que é a melhor cantora de sua geração. Ela tem duas grandes vantagens em relação às suas concorrentes, Diana Krall e Norah Jones (considerando Cassandra Wilson mais antiga que elas), que também vieram para o Brasil de um ano para cá: a primeira, boba, é verdade, é que não possui tanto apelo visual quanto as duas - seus méritos concentram-se só na música, embora as outras duas também sejam talentosas. E a segunda, essa sim importante, é a qualidade que tem de transcender o jazz. Sua música abrange elementos de country, folk e blues dos anos vinte - influência da grande Bessie Smith. O violino só acentuou o tom country das canções.

O som do Estação Embratel Convention Center, localizado dentro de um shopping center, surpreendeu pela excelente qualidade. A reclamação fica para a platéia, detestável como em vários shows de jazz. Senhores e senhoras estavam vestidos como se fossem a um enterro - pelo menos com cara de quem está vendo um defunto -, só apatia e indiferença (se até Madeleine notou). Amigos da organização, os "vips", esses sempre comparecem.

No fundo ficariam os fãs. Digo ficariam porque, como pouca gente foi ao show, a produção liberou as primeiras filas para quem estava atrás, e assim suavizar a impressão de que o evento fora um fracasso. Uma espécie de compensação moral, involuntária e inconsciente para com os fãs verdadeiros.

Contado aqui , muito à la portugaise.


POIS É MESMO ESTA MADELEINE, AO VIVO E A CORES, QUE CANTA ESTA NOITE NO FATÍDICO CENTRO CULTURAL DE BELÉM.

Beijos meigos e bom fim de semana !

Publicado por samartaime às 04:38 AM | Comentários (0)

novembro 15, 2006

AMINA ALAOUI

Amina Alaoui_Alcantara.jpg

Al Andalus : «Amina Alaoui»

Née à Fez au Maroc, dans une famille d'artistes influencée par les traditions savantes et populaires marocaines, Amina Alaoui publie ses premiers poèmes à l'âge de 6 ans et étudie le chant arabo-andalou, le piano classique, la danse orientale et la danse contemporaine. Parallèlement à ses études de linguistique et de philologie, elle développe un travail de recherche sur les chants arabo-andalous et orientaux ainsi que sur les danses orientales et sahariennes. A la suite de sa rencontre avec Ahmed Piro ( Rabat ), elle se spécialise dans le chant arabo-andalou gharnati. Ces dix dernières années, son parcours est jalonné de rencontres et de concerts en compagnie de musiciens de grande réputation tels Henri Agnel, Angélique Ionatos, Djamchid Chemirani, Hughes de Courson, Pedro Soler et Pablo Cueco.


Ode d' Ibn Arabi

Ya Mouqabil-Amchi Ya Rassoul

Maravillosos

Ya Ouchaq

Ya Racha Fattan

Hija mia

El Hourm Ya Rassou Allah

Baha Stibari

(files retirados)


At-Tambur : «Curtas»

AMINA ALOUI : apresentação de "Alcantara" em Viseu
As tradições populares árabo-andaluzes, a poesia e a voz límpida de Amina Alaoui enchem de magia os claustros do renovado Museu Grão Vasco. Amina Alaoui tem formação em canto árabo-andaluz, piano clássico, dança oriental e contemporânea. Desenvolve um trabalho de investigação sobre aquela expressão vocal (mistura entre o árabe dialectal, o romano e o hebreu de origem) e oriental, assim como danças orientais e saharianas. Tem dois cd´s editados sob o seu nome: Alcantara (que em árabe significa: a ponte - em fonética árabe Al-Qantara) e Gharnati, e presença em muitas outras obras. Gharnati é um estilo de música antiga trazido de Granada (Espanha) para Marrocos no século XV, onde foi desenvolvido em Rabat e Oujda. Neste estilo, Amina é o expoente máximo. Desde cedo trabalha com músicos cuja formação vai desde a música medieval, persa e flamenca. A música árabo-andaluza integra peças musicais e poéticas originárias do Andaluz, importante centro cultural na Europa medieval, acompanhadas por instrumentos como o alaúde (com quatro cordas), a viola em forma de barco e as percussões.


Para mais informação sobre Al Andalus, ver:Musique - Allhambra


Publicado por samartaime às 03:20 PM | Comentários (0)

novembro 12, 2006

KEITH JARRETT

Keith Jarrett 1.jpg

Toca esta noite em Lisboa no Centro Cultural de Belém.

Para os incondicionais que não possam estar presentes deixo aqui o «Concerto de Colónia» quase completo: por limitaçõers técnicas deste blog não me é possivel incluir a primeira faixa do concerto : a Parte I .

Um abraço e boa audição!


Parte II-A

Parte II-B

Parte II -C

(files retirados)


Informação na Wikipedia / Francês:

Keith Jarrett (né le 8 mai 1945 à Allentown, Pennsylvanie, États-Unis) est considéré comme l'un des plus importants pianistes de jazz vivants. Pianiste, organiste, claveciniste, saxophoniste, flûtiste, guitariste, percussionniste, chef d'orchestre et compositeur, il est notamment reconnu pour ses improvisations virtuoses au piano, inspiré autant par de nombreux styles musicaux - notamment la musique classique romantique tout en conservant l'esprit du jazz.

Il a grandi dans une famille d'immigrés (son père était britannique et sa mère hongroise). Il a commencé à prendre des leçons de piano dès l'age de trois ans et a donné son premier concert à neuf ans. À partir de douze ans il jouait occasionnellement en tant que musicien professionnel.

Les jeunes années
Keith Jarrett a grandi en étudiant la musique classique, puis il a découvert le jazz à l'adolescence et a immédiatement excellé dans ce style. Il quitte sa ville d'Allentown et s'installe à Boston où il obtient une bourse pour étudier au Berklee College of Music et jouer du piano dans les bars.

Après environ un an, il part pour New York en 1965 où il travaille dur pour attirer l'attention des autres musiciens. Il a l'occasion de jouer au Village Vanguard où Art Blakey le remarque et lui propose de jouer avec sa formation, les Jazz Messengers.

Après quelque temps, il quitte le groupe pour devenir l'un des membres du Charles Lloyd Quartet durant deux ans (Dream Weaver et Forest Flower). Cette formation ne dure pas mais lui permet de faire la connaissance de Miles Davis qui l'entend jouer dans un Club de New York. Jarrett constitue ensuite un trio avec le contrebassiste Charlie Haden et le batteur Paul Motian (Life Between the Exit Signs, Restoration Ruin et Somewhere Before). Puis Miles Davis le persuade de jouer du clavier dans sa formation dans laquelle on retrouve un certain Chick Corea également aux claviers.
Jarrett abandonne après quelque temps pour se lancer dans une carrière en solo.

Les concerts en solo et le quartet européen

À la fin des années soixante il joue dans un quartet américain avec le percussionniste Paul Motian, le bassiste Charlie Haden et le saxophoniste Dewey Redman (une douzaine de disques enregistrés jusqu’en 1977). Dans les années soixante-dix, il forme le Quartet Européen avec le saxophoniste Jan Garbarek, le bassiste Palle Danielsson et le percussionniste Jon Christensen (quatre disques jusqu’en 1979).

En 1973 Keith Jarrett commence la série de ses fameux concerts en solo. Ces concerts étaient entièrement improvisés et il est difficile de les qualifier de concerts de jazz ou de musique classique tant il excelle à mélanger les genres. C'est à cette époque qu'il enregistre entre autres les albums Solo Concerts, Köln Concert (1975) et La Scala (1995). Il explique que ses meilleurs concerts ont eu lieu lorsqu'il avait le moins d'idée préconçue sur ce qu'il allait jouer l'instant d'après. Le dernier concert en solo (édité en CD : Radiance datant d'une des nombreuses représentations données au Japon courant 2004) s'approche de la qualité du fameux Köln Concert précédemment cité. Et puis une magnifique série (Sun Bear Concerts) de concerts donnée au Japon regroupés dans un coffret superbe de plusieurs CD où son improvisation est portée à son comble.

En même temps que sa carrière de musicien de jazz, il poursuit une carrière de musicien classique. Il interprète des pièces pour orchestre (In the Light, 1973 ; The Celestial Hawk, 1980), de la musique de chambre (Bride of Light, 1993) ou pour clavecin (Book of Ways, 1986). Il enregistre également Le clavier bien tempéré (1988 et 1991) et les Variations Goldberg (1989) de Bach et 24 Préludes et Fugues de Chostakovitch.

Les trios

Déçu par le monde de la musique classique, il se tourne à nouveau vers le jazz. Le bassiste Gary Peacock l'invite avec le percussionniste Jack DeJohnette pour l'enregistrement d'un album avec uniquement des standards. L'album s'appelle Tales of Another, début d'une longue serie d'enregistrements où Jarrett prendra désormais la place du leader. Le trio a continué à enregistrer jusqu'à aujourd'hui, donnant naissance à de nombreux enregistrements de qualité tel que Bye Bye Blackbird - A tribute to Miles Davis, The Cure et Standards, Volume 2. Le trio fait régulièrement des tournées mondiales et de nombreux concerts ont été enregistrés comme Still Live et Up For It - Live at Juan Les Pins.

Keith Jarrett joue aussi du clavecin, du clavicorde, de l'orgue, et du saxophone soprano . On peut l'entendre jouer de ces instruments notamment sur les albums Sprits, Invocations, et Spheres. L'un des traits caractéristiques de Keith Jarrett est l'expression vocale de ses émotions et ses mouvements de danse lorsqu'il joue. On les retrouve dans ses improvisations solo au piano et dans les enregistrements de jazz mais pas dans les enregistrements classiques.

Les années récentes

Vers la fin des années 90, Keith Jarrett souffre d'une maladie diagnostiquée comme un Syndrome de fatigue chronique, ce qui l'empêche de sortir de chez lui durant de longues périodes de temps. Ce n'est que récemment que son état de santé s'est amélioré et qu'il a enregistré un nouvel album : The Melody at Night, With You. Contrairement à ses enregistrements précédents, sur cet album il joue du piano solo ni classique ni entièrement improvisé mais reprend des vieilles mélodies et des standards.

En 2004, Keith Jarret a reçu le Léonie Sonning Music Award. Cette distinction prestigieuse est habituellement décernée à des musiciens et compositeurs classiques. Une seule fois elle a été remise à un musicien de jazz : Miles Davis. La première personne a recevoir ce prix en 1959 était Igor Stravinsky.

Publicado por samartaime às 07:36 PM | Comentários (0)