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maio 15, 2010

Um passo atrás...

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Público, 15.05.2010

maio 08, 2010

Viver no inferno ou morrer em paz?...

Estes cristãos não querem impor o inferno a ninguém. O deus em que acreditam até parece simpático...

maio 01, 2010

Sugestão de leitura...

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Público, 01.05.2010

março 07, 2010

Quantos mais portugueses terão de ir morrer à Suiça?...

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Público, 07.03.2010

fevereiro 19, 2010

A quem puder interessar...

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fevereiro 11, 2010

Ou são muito limitados de inteligência compreensiva ou, intelectualmente, desonestos...

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A Plataforma Cidadania e Casamento decidiu afixar no seu site o artigo da minha irmã sobre os "casamentos homossexuais" publicado há dias no Público. O texto da Laura é irónico e sarcástico e ridiculariza as posições sustentadas pelos promotores da dita Plataforma e da manifestação convocada para o próximo dia 20. Pelos vistos, não foi entendida e o artigo é apresentado como se constituísse mais um testemunho a favor da causa contra a qual argumentava. Repito: ou é burrice ou desonestidade...

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fevereiro 09, 2010

Desci muitas vezes estas escadas e espreitei a mina misteriosa, depois daquela porta, além daquelas grades. Mas nunca entrei, nunca desci além de mim. Onde está a chave, quem a tem?...

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fevereiro 06, 2010

Como o casamento entre pessoas do mesmo sexo destrói o casamento natural...

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Público, 06.02.2010

Com artigos como este, a minha irmã tem o inferno garantido. Lá nos encontraremos!...

dezembro 05, 2009

O diário dos católicos bracarenses ainda tem muito a aprender com Estaline...

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Diário do Minho, 05.12.2009

Hoje comprei o Diário do Minho, na expectativa de "cheirar" o que a minha irmã teria dito ontem nas VI Jornadas de Enfermagem, organizadas pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian, sob o lema “Cuidados Paliativos. Cuidar no fim de vida”. Eu sabia que a Laura fora convidada para proferir uma conferência num painel dedicado ao tema “Prolongar a vida vs apressar a morte: questões éticas”, painel em que também interviria Daniel Serrão.
Bem procurei na notícia uma referência à intervenção da minha irmã. Nada. Nem uma referência sequer à participação dela nas Jornadas. Só pela fotografia dos participantes no painel pude confirmar que ela estivera, efectivamente, presente (e, certamente, interviera).
Eu até compreendo que o diário da Arquidiocese de Braga não morra de amores pela minha irmã. As posições que ela defende sobre a morte assistida, os cuidados paliativos e o testamento vital não serão, propriamente, muito canónicas. Mas que o jornal, pura e simplesmente, não faça qualquer referência à presença e à intervenção da Laura... parece-me excessivo. Sobretudo depois não terem tido o cuidado e a coerência de apagar a minha irmã da fotografia dos conferencistas. Estaline, nesta matéria, era muito mais eficaz: mandava não só matar, como destruir todos os vestígios e todas as memórias da existência dos seus opositores...


novembro 22, 2009

Os bispos católicos não querem apenas convencer-me; se pudessem, usariam o Estado e a lei para me obrigar a agir como se eu fizesse parte do rebanho que eles julgam apascentar...

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Público, 22.11.2009

novembro 06, 2009

Hoje, em Braga, na Centésima Página, a partir das 18:30 horas...

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Apresentação do livro mais recente da minha irmã. Ver a notícia aqui...

novembro 01, 2009

A grande diferença entre "estar vivo e ter uma vida"...

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Público, 01.11.2009

julho 10, 2009

Ana Cristina Leonardo escreve, no Expresso, sobre "Ajudas-me a Morrer?"...

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Ensaio
Uma católica reflecte sobre um tema polémico: o direito a decidir da sua própria morte. Ela é a favor.

De entre aquilo a que se convencionou chamar temas fracturantes, a eutanásia é aquele que mais dúvidas e polémica levanta. Laura Ferreira dos Santos, licenciada em filosofia e professora na Universidade do Minho, aborda o assunto num livro cujo título evita, precisamente, a expressão eutanásia: "Ajudas-me a Morrer? A morte assistida na cultura ocidental do século XX". Ao substituir o termo controverso, que remete, entre outros, para o programa nazi de eliminação de deficientes, a autora indicia uma posição favorável àquilo a que prefere chamar "morte assistida". A obra é, porém, muito mais do que uma simples defesa do direito de cada um a "morrer segundo as suas próprias convicções". Dá a conhecer a diversa legislação vigente nos países europeus onde a eutanásia já foi despenalizada (estendendo também o estudo à Colômbia e a vários estados norte-americanos), discute exemplos concretos, alguns particularmente mediáticos (como o caso recente da italiana Eluana Englaro), trata com minúcia da situação em Portugal, distingue terminologias, e não recusa reflectir sobre as implicações religiosas, filosóficas, éticas e políticas que o assunto obrigatoriamente levanta. Estamos perante um ensaio sereno e bem alicerçado que não convencerá os defensores da sacralidade absoluta da vida, nem eliminará todas as dúvidas daqueles que torcem o nariz a legislação permissiva em domínio tão sensível. Apesar disso, pela clareza e seriedade de exposição, o livro de Laura Ferreira dos Santos, uma crente que já havia surpreendido pela heterodoxia do seu "Diário de Uma Mulher Católica a Caminho da Descrença" (dois volumes), vem contribuir de forma significativa para um debate cada vez mais urgente.
Ana Cristina Leonardo

julho 07, 2009

Há sofrimentos que não têm paliativo...

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Público, 07.07.2009

julho 01, 2009

Para quem vive em Lisboa ou nas imediações e possa estar interessado(a)...

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junho 30, 2009

Logo à noite, em Coimbra...

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junho 18, 2009

Ainda é possível falar sobre a morte (assistida)... de uma forma bem disposta...

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Há muito tempo que não acompanhava na televisão uma conversa tão descontraída e tão bem disposta sobre a morte. Tiro o chapéu a Júlia Pinheiro!...

Ao princípio da tarde, morte assistida e directivas antecipadas em análise, na TVI...

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Quem quiser ver e ouvir a minha irmã, sintonize a TVI, a partir das 14:10...
Espero que ela consiga sobreviver a tanta viagem e exposição mediática...

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junho 15, 2009

Uma lei, pelos vistos, filha de pai incógnito e mãe incerta...

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O Praça da Alegria, da RTP1, dedicou hoje cerca de 15 minutos à análise da lei recentemente aprovada (na generalidade) na Assembleia da República sobre o chamado "testamento vital" ou "directivas antecipadas". Como já sucedeu noutros debates, a lei foi minuciosamente zurzida por todos os participantes. Mais: ouviu-se mesmo Daniel Serrão, que não é propriamente suspeito de simpatizar com o Bloco de Esquerda, elogiar a crítica cerrada que o médico e deputado bloquista João Semedo fez à proposta de lei do PS no debate parlamentar. E, uma vez mais, não apareceu ninguém do PS a defender a lei, que parece filha de pai incógnito e mãe incerta. Como disse a minha irmã, a lei está mal elaborada, padece de várias imprecisões e contradições e, na prática, se não viesse a ser profundamente revista e melhorada na especialidade, deixaria os cidadãos tão desarmados e desamparados como estão hoje. Esta lei é bem o espelho do que tem sido a governação do PS: uma governação faz-de-conta, arrogante, auto-suficiente, pretensamente iluminada e oportunista. Quantos portugueses, pergunto-me, desejarão continuar a ser governados (até 2013!) por José Sócrates e por este PS, que sempre parece confundir o país com o teleponto?!...
Esta manhã, no Fórum da TSF, Ana Gomes, no rescaldo das eleições europeias, dizia que o problema do PS era, fundamentalmente... um problema de estilo (ou de método). As políticas seriam óptimas, o governo é que nem sempre tivera paciência para dialogar com as "vítimas", convencendo-as da suprema bondade das suas opções. Quando uma militante e deputada europeia razoavelmente esclarecida como Ana Gomes repete este tipo de baboseiras... imagine-se o que, no PS, pensarão e dirão os outros. Quem tinha razão, de facto, era Brecht: "é só porque toda a gente é tão estúpida que há necessidade de alguns tão inteligentes". O PS, sob a liderança de Sócrates, bateu no mais fundo de si próprio...

junho 12, 2009

A partir de hoje, nas bancas...

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junho 05, 2009

Uma notícia estúpida, com um título grosseiro...

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Visão, 04.06.2009

A Dignitas, ao contrário do que se afirma na notícia, não facilita a "eutanásia" (a qual, de resto, não é legalmente consentida na Suiça), mas apenas o "suicídio assistido" (ou seja, ninguém mata ninguém; quem quer pôr termo à vida... pede e obtém ajuda para concretizar o seu intento suicidário, se preencher, para o efeito, determinados requisitos). A grosseria do título salta à vista. Quem redige e publica notícias deste jaez não merece ter uma carteira profissional de jornalista...
A propósito, publico alguns excertos do livro da minha irmã Laura que, no próximo 12, chegará finalmente às bancas...

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Laura Ferreira dos Santos, Ajudas-me a Morrer? (A morte assistida na cultura ocidental do século XXI), Sextante Editora

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maio 30, 2009

Proximamente, nas bancas...

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maio 29, 2009

Jornalismo minimal repetitivo ou... descubra as diferenças...

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DN, 12.02.2009

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DN, 29.05.2009

maio 25, 2009

Grande Reportagem SIC: "Confesso que vivi"...

Corrigenda: onde se lê "Luís Simões" deverá ler-se "Luís Mourão"...

maio 24, 2009

Logo à noite, na SIC...

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Público, 24.05.2009

maio 21, 2009

Só é pena terem trocado o nome à minha irmã...

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Visão, 21.05.2009

E, no mês de Maio, o mês de todos os milagres, a minha irmã deixou de ser Laura Ferreira dos Santos para passar a ser Laura Santos Ferreira. Espero que ela não fique muito deprimida...

maio 20, 2009

Amanhã, na Visão...


EUTANÁSIA-DIREITO À ESCOLHA

maio 03, 2009

Os católicos portugueses e a "despenalização" da "morte assistida"...

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Público, 03.05.2009

abril 26, 2009

Estará à espera de um príncipe ou de um pénis encantado?!...

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Público, 26.04.2009

A cada um e a cada uma... a sua patologia (e os seus fetiches). É um direito fundamental. Mas talvez esta virgem militante do indesejo retirasse algum benefício (e quiçá algum conforto espiritual) da leitura desta obra da minha irmã...

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abril 18, 2009

Se não fosse a minha irmã, discutir-se-ia em Portugal, seriamente, a morte assistida?...

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Público, 18.04.2009

abril 15, 2009

Improviso ferroviário (para uma exposição)...

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Muitos comboios chegaram e partiram
no cais da minha vida
nem todos me trouxeram ou levaram
mas viajei em todos eles
como se fizessem parte de mim
já não sei o que é uma catenária
mas ainda serei capaz
pelo menos na memória
de me equilibrar sobre os carris
e adivinhar nos pés descalços
o rumor da aproximação das locomotivas
o meu rio da infância
corre entre paralelas de ferro
e desagua numa ponte
que já não existe.

Ademar
15.04.2009

abril 10, 2009

Um crucifixo (salvadorenho) no feminino...

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Pública, 15.02.2004

Todas as teologias e todas as religiões são negócios masculinos. Todos os deuses foram inventados à imagem e semelhança do macho, castrado(r) ou não. Este crucifixo, propriedade da minha irmã, devolve a mulher, simbolicamente, ao lugar da Paixão. Mas uma Paixão que se confunde com a matriz mais antiga da humanidade: a origem feminina de tudo...

março 27, 2009

Improviso para a Laura...

Lembro-me bem do dia em que nasceste
27 de Março de 1959
posso garantir-te que não choveu
porque brincámos toda a tarde no quintal
e ninguém nos chamou para lanchar
o que nesse tempo na família
era uma extravagância
talvez por isso tenha sido
ou o recorde assim
o dia mais feliz da minha infância
não por teres nascido
mas por
por algumas horas
todos os adultos se terem finalmente esquecido de nós
só ao princípio de noite tomei consciência
de que eras menina
a primeira.

Ademar
27.03.2009

março 11, 2009

Vida: direito ou obrigação?...

pode ser visto aqui o debate desta tarde no Sociedade Civil (RTP2) sobre o testamento vital e a morte assistida. Uma vez mais, a minha irmã Laura deu a cara pela causa...

março 05, 2009

Esta noite, em Coimbra, na Livraria Almedina, debate sobre a Eutanásia...

É um debate promovido pela Ordem dos Advogados. Quem quiser ouvir a minha irmã, despache o jantar mais cedo...

fevereiro 28, 2009

Não haverá, neste país, mais ninguém (com crédito de investigação e de experiência pessoal) que seja capaz de dar a cara pela morte assistida?!...

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Confesso que começo a ficar preocupado com a minha irmã. Eu sei que não haverá actualmente em Portugal quem, mais informadamente e convincentemente do que ela, defenda a causa da morte assistida (como a obra que, brevemente, virá a público com a chancela da Sextante demonstrará). Mas parece uma luta de David contra Golias: a minha irmã, quase só, contra a Ordem dos Médicos, contra a Igreja Católica e contra todos os preconceitos e tabus que a morte, há muitos séculos, convoca. Espero que outros apareçam no debate e que o debate, como hoje aconteceu na TVI 24, não seja apenas entre a Laura e a hipocrisia nacional. Ela merece, fora dos partidos, ser assistida nesta causa de todos nós...

fevereiro 19, 2009

The Moody Blues... eles também envelheceram...não fui só eu!...

Devo ter, em vinil, a discografia completa, que já não ouvirei há muito mais de 20 anos. Hoje apetece-me partilhar convosco um dos grupos favoritos da minha juventude: The Moody Blues. Os meus filhos, certamente, não estranharão. Nem a minha irmã...

Um debate sobre a eutanásia que merece ser visto...

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Quem não viu em directo, poderá ver aqui. A minha irmã, apesar do cansaço, esteve muito bem...

fevereiro 12, 2009

Um pequeno passo em direcção à Dignidade...

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DN, 12.02.2009

fevereiro 11, 2009

Claro que o debate sobre a eutanásia nunca será sereno, mas urge que se faça, antes que as circunstâncias o precipitem...

E, subitamente, a eutanasia converteu-se numa das notícias do dia. Só porque a minha irmã, convidada a participar no Fórum da TSF, lembrou, de passagem, que há sete portugueses inscritos na Dignitas, ou seja, sete portugueses que admitem a hipótese de, um dia, viajarem até à Suiça... para morrerem (com ajuda). De repente, todos os media começaram a salivar o escândalo e a fazer perguntas. Quem são esses sete portugueses? O que poderá acontecer se algum deles decidir fazer essa última viagem?...
Estas perguntas, certamente, não serão, hoje, respondidas no Telejornal, da RTP1, e no Jornal da Noite, da SIC. Mas espero que o debate sobreviva à surpresa de um número...

fevereiro 08, 2009

Uma vez mais, tenho que concordar com a minha irmã...

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Público, 08.02.2009

fevereiro 03, 2009

Ciao, cara Eluana!...

Eluana partiu hoje de madrugada para Udine a fim de, finalmente, morrer, alerta-me a Laura. Não conheço, na criação, nenhuma outra espécie que tenha a grandeza de poder dispor assim da sua própria vida. Cristo, que se ofereceu à morte, deve dar voltas no túmulo quando aqueles que se reclamam, pomposamente, de seus discípulos recusam aos seus semelhantes o direito a uma tal grandeza. E conforto. Jamais lhes perdoarei essa desumanidade.
Morre serenamente, Eluana! Uma vez mais...

dezembro 15, 2008

O paliativo de uma morte bem assistida...

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Público, 15.12.2008


dezembro 06, 2008

Deus nos livre, Laura, dos castrados, que trocam o pénis pelo hissope!...

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Público, 06.12.2008

A minha irmã faz tudo o que pode para não perder definitivamente o respeito por esta gente. Eu já o perdi há muito...

novembro 15, 2008

Nestas matérias, assino sempre por baixo o que defende a minha irmã...

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Público, 15.11.2008

outubro 26, 2008

Eis uma questão relativamente à qual ninguém jamais poderá dizer... dessa água não beberei...

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JN, 26.10.2008

Ninguém tem o direito, em nome das suas próprias convicções, de impor ou prolongar sadicamente o sofrimento a quem quer que seja. E ajudar alguém, a seu pedido, a morrer em paz e com dignidade pode mesmo ser um dever. A minha irmã fala, acertadamente, de "morte assistida" e não de eutanásia. Ela sabe que, se um dia quiser e precisar, eu a ajudarei a morrer; e eu sei que, se um dia quiser e precisar, ela me ajudará a morrer. Deveríamos ser punidos por isso? A lei penal exigi-lo-ia...

setembro 20, 2008

Morte assistida: um depoimento contra a hipocrisia...

junho 12, 2008

Mulheres, lixo e cancro da mama...

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Laura Ferreira dos Santos (Público, 12.06.2008)

maio 07, 2008

Mais uma sugestão de leitura...

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Público, 07.05.2008

Publicado o segundo volume do Diário, é hora, Laura, de terminares o Ensaio sobre a Eutanásia, antes que certas propostas legislativas, talvez precipitadas, avancem!...

maio 05, 2008

Eu também gostaria de acreditar...

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Público, 05.05.2008

É assim, desta forma tão comovedora, que termina o depoimento da Laura na edição de hoje do Público. As pessoas melhores inventam sempre os melhores deuses...

A ler, hoje, no Público...

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Público, 05.05.2008

Não é por ser a minha irmã, mas por ser a Laura: a autora deste incrível Diário. Quando acabei de ler as palavras recolhidas por António Marujo (disponíveis aqui), enxuguei os olhos molhados...

abril 30, 2008

Duas imagens com endereço...

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Janeiro de 1995. Aveleda. O Francisco e o Baixinho. O Francisco tem hoje 15 anos. O Baixinho teria um pouco mais, se ainda existisse. Não sei se a Laura conhece esta fotografia. Se o Segundo Volume do Diário fosse ilustrado, esta imagem teria de lá estar. Em vários momentos. Há Diários que têm mais vida dentro do que a maior parte dos romances...

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Julho de 1995. Aveleda. Ainda o Francisco. À direita, estava a Laura, que não aparece na fotografia. A memória extravasa sempre o olhar...


março 27, 2008

Cinco fotografias para a Laura, em dia de aniversário...

Esta é a forma mais simples de, publicamente, te dar hoje os parabéns... Presumo que não vias, há muito, estas fotografias. Podia ter escolhido outras: escolhi estas. Não saberia dizer porquê. Talvez tu saibas. Tens sempre uma explicação racional para tudo...

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Esta fotografia, tirada na Póvoa de Varzim, está datada pelo punho do nosso pai: 23.07.1961. Muitas vezes foi assim nas nossas vidas: eu sorria, enquanto tu choravas. Os cancros que te visitaram (eu sei e tu sabes) são lágrimas que erraram a alma...

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No segundo volume do Diário escreves sobre o Baixinho. Este, no teu colo de adolescente, é o Tzara, um cão surrealista. Ao fundo, uma ponte centenária que já não existe. Sobre ela, como atestam outras fotografias, tinham namorado os nossos pais. À distância, como na época se impunha. A mesma distância, aliás, a que sempre nos guardaram...

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Eu tenho o hábito de não datar as fotografias que faço, como se, afinal, aspirasse a que o tempo não entrasse por elas. Este é um pormenor de uma fotografia tirada pouco antes do 25 de Abril, num estádio que ainda se chamava 28 de Maio. Um ano depois, derrubada a ditadura, passaria a... 1º de Maio. Lembras-te das palavras cínicas e sábias de Tomasi di Lampedusa? É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma...

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Diante desta mesma coluna, na Aveleda, posaram quase todos, os velhos e os novos (como na sequência final de um filme de espectros). Como diante do espigueiro, que aliás já não existe. A eternidade das coisas não está em nós, mas nelas próprias. Esta fotografia sobreviver-nos-á...

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Este é o "menino" a que te diriges, comovedoramente, no segundo volume do Diário. A fotografia é de Agosto de 1993: tinha então o Francisco 7 meses. Passaram 15 anos. As partituras voam agora sobre o piano...

março 13, 2008

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (explicação talvez desnecessária)...

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A Laura é a minha (única) irmã. Quase sete anos mais nova do que eu. Ainda me lembro do dia em que ela nasceu. Foi um dia de festa lá em casa, porque nesse dia pude brincar com os meus primos mais chegados no quintal, enquanto a minha mãe, ajudada pela irmã Ramona e pela parteira, dava pela segunda vez à luz... a primeira menina da família, que herdaria o seu nome: Laura.
Somos iguais e diferentes em tudo. Iguais, na compulsão interior com que vivemos e nos amarramos desesperadamente à vida, através das palavras e da música. Iguais, na impaciência com que enfrentamos a estupidez e a canalhice. Diferentes, no modo como lidamos com a memória que nos projecta no espelho de nós. Diferentes, também, na exigência com que cuidamos do que somos.
Ela não sabe, mas eu sempre a admirei. E se, como ela, eu acreditasse num deus qualquer, agradecer-lhe-ia a generosidade de me ter presenteado com uma irmã assim.
Hoje, recebi das suas mãos um exemplar do volume segundo do Diário, que amanhã será lançado em Coimbra (e, depois, em Braga e em Lisboa). Não é um livro que eu consiga ler de fio a pavio, como um romance policiário. É um livro que me dói, porque me toca. Os excertos que partilhei convosco são estilhaços de uma vida que também me pertence e questiona. A mãe de cuja doença e morte ela fala... é a minha mãe. O pai e o avô e a prima que ela invoca... também são meus. L. é o meu cunhado. AV., o nosso primo. O menino a que ela se dirige... meu filho. E o Baixinho... correu também muitas vezes atrás de mim...
Entendereis que tenha deixado de fora as referências à universidade, à investigação académica, à igreja católica e às religiões, ao feminismo. Apenas vos digo (e peço desculpa por poder parecer suspeito) que é uma obra de leitura viciante, como se publicam poucas em Portugal. Lede, se quiserdes, e vereis...

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (8)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (7)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (6)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (5)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (4)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (3)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (2)

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Laura Ferreira dos Santos, Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença II

Excertos do Segundo Volume do Diário da Laura... (1)

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março 05, 2008

Segundo Volume do "Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença"...

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O lançamento, em Braga, de mais um livro da minha irmã. Ainda não é o tão esperado e desejado ensaio sobre a eutanásia. Por ora, é apenas o Segundo Volume, do Diário.
Depois de Coimbra (14) e Lisboa (provavelmente, 15), seguir-se-á a apresentação em Braga. Lá estarei, para ouvir também Frederico Lourenço.
Parabéns, mana!...

novembro 05, 2007

A vontade de Laura, minha irmã...

Para os fins que se revelarem necessários, quero/queremos tornar pública a “Directiva Antecipada” abaixo transcrita. Sem mais quaisquer comentários, por agora.

DECLARAÇÃO / DIRECTIVA ANTECIPADA

Eu, LAURA FERREIRA DOS SANTOS, na plena posse das minhas faculdades mentais, elaboro esta Declaração como uma directiva/solicitação a ser seguida se me tornar definitivamente incapaz de participar em decisões que digam respeito à minha saúde do ponto de vista médico. Estas instruções reflectem a minha firme vontade de recusar tratamento médico nas circunstâncias abaixo assinaladas, embora, infelizmente, estas Directivas Antecipadas ainda não tenham valor jurídico em Portugal.

. Peço ao pessoal médico que me esteja a assistir (se isso for possível, peço-o directamente a quem tem vindo a ser ao longo dos anos o meu clínico geral, Dr. ........) que, caso eu esteja numa condição mental ou física incurável ou irreversível, sem expectativa razoável de recuperação para uma existência com qualidade de vida, não faça uso de meios ou tratamentos que apenas prolonguem desnecessariamente o meu morrer.

. Estas instruções aplicam-se caso eu esteja:
a) numa situação terminal;
b) em estado vegetativo persistente; ou
c) se o meu cérebro se encontrar irreversivelmente danificado e nunca mais puder recuperar a capacidade de tomar decisões e expressar os meus desejos.

Solicito que os cuidados de saúde a serem-me então prestados se limitem a manter-me confortável e a aliviar a dor, aqui incluindo qualquer dor que possa derivar de não se recorrer aos meios de “tratamento” que recusei, ou de se ter posto fim ao seu uso. De um modo especial, peço que, nas circunstâncias indicadas, não me deixem morrer com a sensação de sufocação e não me deixem entrar em delírio ou alucinações, evitando qualquer outra situação que provoque mal-estar ou dor.

. Se estiver nas condições acima indicadas, penso concretamente o seguinte acerca das formas de “tratamento” / esforço terapêutico abaixo especificadas:
. não quero “ressuscitação” cardíaca;
. não quero respiração mecânica (ser ligada a ventilador);
. não quero nutrição e hidratação artificiais (desde que retirar a hidratação não me aumente as dores ou dificulte a sua eliminação);
. não quero antibióticos.

De qualquer modo, reafirmo veementemente que, nessas circunstâncias, solicito o máximo alívio da dor, mesmo que apresse a minha morte.


Em caso de dúvida, sobretudo em relação ao que eu poderia entender por “expectativa razoável de recuperação” e “qualidade de vida”, constituo o meu marido, Luís Alberto Seixas Mourão, como meu representante, pela total confiança que tenho nele e pelo conhecimento que tem do meu pensar.
A não ser que eu tenha anulado estas directivas/solicitações numa nova Declaração, ou que claramente tenha indicado que mudei de pensar, o que aqui acabo de escrever deve ser entendido como expressando a minha vontade.
Para as redigir, tomei como referência a “New York Living Will”, tal como vem apresentada no livro de Timothy E. Quill, M. D., A Midwife through the Dying Process, Baltimore and London: The John Hopkins University Press, 1996, 237-8.

Braga, 26 de Agosto de 2003
Braga, 04 de Novembro de 2007 (reafirmação)